1ª Temporada de Succession termina com fôlego para a próxima

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O início de Succession dava a pinta de demonstrar um seriado fechado com começo, meio e fim acontecendo nestes dez capítulos que seriam finalizados ontem pela HBO num trabalho de excelência de Jesse Armstrong.

Mas o que ninguém esperava era que o desenvolvimento dos personagens ultrapassasse o clichê habitual de uma família rica que luta por poder tal qual já aconteceu tantas vezes. Uma espécie de Dallas moderno.

Ok, o mote do programa é este. Mas além da figura de Logan Roy (Brian Cox) claramente inspirado em inúmeros barões da mídia conservadora americana (assim como poderia ser comparado com um certo senhor Marinho por esses lados de cá) e da sua arrogância acumulada com perspicácia e malandragem no mundo corporativo/político também havia muito o que contar sobre os seus filhos.

Sim, em muitas de suas características todos são arquétipos de uma forma de ser já apresentada na TV e no cinema, mas quando aprofundados não se via apenas sua vida mesquinha, cheia de empáfia e vazia. Há muitas camadas que tanto Kendall Roy (Jeremy Armstrong) quanto Shiv Roy (Sarah Snook), Connor Roy (Alan Ruck) e Roman Roy (Kieran Culkin) puderam tatuar em tela para que o telespectador analisasse de quem gostava menos ou odiava mais.

Certo, há os coadjuvantes de dentro da família como Greg (Nicholas Braun), Marcia (Hiam Abbass) e Tom (Matthew McFadyen) e um destaque especial para a participação curtinha de James Cromwell vivendo Ewan Roy e não se pode menosprezar todo o restante do elenco de apoio, mas o roteiro vai e vem e sempre pousa sobre os ombros da aura perturbadora de Logan e da sombra que abate sobre seus herdeiros.

A edição também é ótima e se alinha com a decisão de focalizar as cenas por meio de uma câmera ora tremida, ora em zoom e looks que vão e vêm para tomar conta de alguns segundos dos traços do rosto do personagem ou da forma como está falando.

É certo que houve em alguns momentos da temporada uma lentidão exagerada para chegar ao próximo passo, algo que se avizinhava de maneira quase óbvia, mas que se prejudicava por enrolações desnecessárias, porém isso ainda não foi suficiente para tirar o ritmo bom do show.

E nos últimos três capítulos aconteceu o mais relevante, mas tudo isso só poderia ser importado por quem assiste se de fato houvesse uma conexão com a história e com os protagonistas desde as primeiras cenas lá no início.

Dessa forma, a entrada de vez de Shiv no mais alto grau da política estadunidense (e seus podres também), a demonstração do quão ridículo é Roman, o desvendamento da figura patética que é Connor e a insegurança frente a tudo que tem a ver com o pai no que diz respeito a Kendhal tiveram seu ápice agora em conjunto com a prepotência que caracteriza a todos eles.

Afinal de contas, dificilmente numa série que busca mostrar como é o mundo corporativo lá no topo da cadeia haveria lugar para pessoas que se importam com o próximo ou com a moral e a ética.

E nesse sentido uma segunda temporada se faz necessária para termos acesso a mais meandros deste mundo e de suas entranhas cada vez mais nojentas e inescrupulosas. Um último destaque para a qualidade da trilha sonora em geral e a abertura do programa (apesar do uso excessivo de seu tema na maioria dos episódios).

 

 

 


 

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Sharp Objects é obra refinada em meio a temas profundos

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Ainda estamos no terceiro episódio, mas diante do que já se viu Sharp Objects (HBO – Todo Domingo às 22 horas) é pedaço do cinema de arte feito para a TV.

Minissérie criada por Marti Noxon e produzida pela própria protagonista do programa, Amy Adams, a história é toda baseada no livro de Gillian Flynn que, diriam os seus leitores, seria quase impossível de ser adaptada para a tela pequena ou grande por conta de suas variáveis entre fatos, pensamentos e divagações da personagem Camille Preaker que dificultam qualquer forma de transferência para a imagem.

Mas o diretor Jean-Marc Vallée (que já tinha dado show em Big Little Lies) está irrepreensível até aqui e manda muito bem na direção e na edição da produção. Com ritmo lento e tenso por todo o caminho que percorre na pequena cidade de Wind Gap a câmera de Vallée te atordoa com cortes curtos, mas não rápidos, de cenas que transpassam as reminiscências de Camille enquanto viaja metaforicamente quando acorda ou quando dirige ouvindo clássicos do rock.

A trama se inicia quando o chefe de redação da protagonista Frank Curry (Miguel Sandoval) solicita à jornalista Camille (Amy Adams) que vá até sua cidade natal investigar o assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra em situações misteriosas.

Ao chegar na cidade cheia de pessoas esquisitas é que percebemos que a protagonista tem problemas sérios com seu passado e, principalmente, sua mãe Adora Crellin (Patricia Clarkson), uma das figuronas do local.

Por lá sabemos que há rusgas mal resolvidas entre mãe e filha, mas também se pode retirar dessa relação que para a filha ficou a ansiedade, a dificuldade em se impor num relacionamento (qualquer que seja ele), o alcoolismo e algo a ver com o título do programa (objetos cortantes, em tradução livre).

E neste ponto, também se pode concluir (pelo menos por enquanto) que Adora pratica algo que podemos chamar de chantagem emocional crônica e que funciona muito bem com a filha mais velha e mais ou menos com a filha adolescente Amma Crellin (Eliza Scanlen) enquanto a cria como se esta fosse uma criança.

Há pontos que ainda não estão muito claros, mas sabe-se que a polícia local configurada em tela pela figura de seu xerife Vickery (Matt Craven) não quer saber de incriminar ninguém da localidade e que o policial de fora Richard Willis (Chris Messina) chamado para investigar mais a fundo os crimes tem outro pensamento.

Há ainda o padrasto de Camille, Alan Crellin (Henry Czerny) que pode guardar algum segredo importante, o pai da menina morta que é bem esquisito, o irmão (e sua namorada) da menina desaparecida que pode ser um personagem interessante e várias e vários conhecidos de Camille que aparecem e desaparecem deixando sempre um rastro de estranheza no ar.

De toda forma, o programa que terá oito episódios no total, é uma obra intrigante em seu roteiro, delirante e densa em sua edição, poderosa em toda a direção de arte e nas paletas pesadas para demonstrar passado e presente tanto da protagonista quanto de seus demônios internos, além de ser inteligente na abordagem de temas pesados como depressão, ansiedade, autoflagelo e outras coisas que ainda deveremos ver por aí.

As atuações de Amy Adams e de Patricia Clarkson são deslumbrantes com qualidade passível de premiação e o elenco de apoio é sensacional e segura bem a onda, mas há de se falar de Sophia Lillis que vive Camille em flashbacks de sua adolescência e o poder em cena que tem Eliza Scanlen que flutua entre a sensualidade juvenil e a irritação de sua petulância pelo mesmo motivo etário.

Sharp Objects, portanto, parece ser o show da HBO que provocará o arrastão que Big Little Lies realizou ano passado entre o sucesso de público, a empolgação da crítica e a merecida maratona de premiações ao final do ano, mas acaba por se parecer mais no sentido dos temas abordados com outra série magnífica de 2017, a interessante The Sinner, que tinha como protagonista Jessica Biel.

 

Independente disso, o que é importante para a cultura pop atual e para a luta por direitos femininos é que o tema ligado a mulheres e o protagonismo delas tem sido bem mais recorrente nos últimos tempos junto com a qualidade com a qual é abordado.

Mas não se engane, o programa ainda terá muitas reviravoltas e seu desfecho promete chocar quem chegou ali meio desavisado. Tente curtir aos poucos, até porque sua forma de ser filmada tem de ser apreciada devagar e de maneira moderada para que seu clima pesado não te machuque tanto quanto os objetos cortantes do título.

 

 


 

 

O Bosque: nova série francesa da Netflix

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Não é de agora que produções de suspense e mistério têm se multiplicado na cinematografia francesa dos últimos tempos, mas é evidente que algumas chamam mais à atenção do que outras.

E quando a Netflix coloca seu selo no produto fica tudo mais fácil para a série ou filme ficar famoso e despertar o interesse de seus clientes.

Foi assim recentemente, num padrão mais cult com “Le Chalet” e tal situação se repete agora com este “O Bosque” (La Forêt), da showrunner Delinda Jacobs.

Talhado a partir de uma ambientação que lembra muito “Dark”, fenômeno alemão que já teve renovado contrato para mais uma temporada, esta nova série vai se afastando dessa primeira impressão a partir do término do primeiro capítulo.

A estória se passa numa pequena cidade no interior da França que é cercada por grandes florestas e clima denso tanto pelo lado sombrio de seu nevoeiro ininterrupto sempre mostrado por um plano aéreo quanto pelo comportamento tenso de seus moradores.

Aparentemente, tendo uma população que tem sempre algo a esconder do vizinho ao lado, “O Bosque” se inicia com o desaparecimento de uma garota e do mistério envolvendo sua relação com outras duas meninas, estudantes do mesmo colégio. Uma delas é filha de uma das policiais locais mais atuantes que precisa lidar ao mesmo tempo com este caso enquanto tenta lidar com a chegada de um novo chefe do departamento.

O contraponto em relação a essa trama policial é a atuação da professora das meninas que faz de tudo para saber o que está acontecendo e, aos poucos revela também seus segredos mais íntimos e mais complexos acerca de seu passado.

Obviamente, que várias dessas coisas vão se cruzando ao longo dos seis episódios e uma maratona para assisti-la não é má ideia visto que em nenhum momento a direção e o trabalho dos atores deixa você descuidar do interesse pelos próximos passos do roteiro.

Aliás, se há uma qualidade a ser relatada em relação ao script é que sua total incapacidade de promover algo novo na maneira como desenrolar os fatos não é problema para a experiência de quem se propõe a vê-la. Ou seja, sabe fazer o arroz com feijão com louvor.

Com atores capacitados como a canadense Suzanne Clement, Samuel Labarthe e Alexia Barlier, “O Bosque” peca por não ter personagens mais multidimensionais, mas se segura pelo fato de que eles são bem vividos por seus intérpretes.

Dessa forma, não haverá surpresas que não sejam aquelas mesmas promovidas por qualquer novela da Globo, mas a diversão é garantida por um motivo simples: é tudo muito bem feito e bem encaixado sem dar espaço para muita crítica dos cenários, figurino e atuação.

Porém, há quem possa visualizar inúmeros furos em coisas simples por mero descuido da edição como erros em fluxos temporais ou desaparecimento de personagens, mas a trama central é conduzida de forma eficaz e acaba presenteando o espectador com bons momentos.

 

Enfim, nada formidável, mas passível de uma tarde agradável de diversão frente à TV.

 


 

 

 

Você só precisa do Damon Albarn explicando o Brexit para entender melhor o mundo

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Ontem foi o dia da entrega do Brit Awards 2018 e muitos foram os destaques.

A começar pela artista revelação do ano, Dua Lipa, com performance arrasadora no palco, Liam Gallagher disparando um “Live Forever” clássico para a plateia e STORMZY ganhando do ex-Oasis na categoria melhor artista masculino.

Além disso, como era de se esperar, Kendrick Lamar ganhou como melhor artista solo internacional na versão masculina e nossa Lorde como melhor artista solo internacional na versão feminina.

Mas o ponto alto da noite foi a entrega do prêmio de melhor grupo britânico para a banda animada Gorillaz. O seu mentor e compositor Damon Albarn subiu ao palco (ao lado de Jenny Beth e Jamie Hewlett) visivelmente embriagado para receber o troféu e tentou dizer umas poucas palavras sobre o Brexit e o tamanho da Grã Bretanha. Tente compreender o que ele quis dizer e você for capaz.

A lista com todos os vencedores aparece logo após o vídeo com o líder do Blur trocando um papo cabeça com o resto do mundo.

 

 


 

 

Veja a lista completa dos vencedores:
Revelação do ano – Dua Lipa
Melhor artista feminina britânica – Dua Lipa
Melhor artista masculino britânico – STORMZY
Melhor álbum britânico – “Gang Signs & Prayer” de STORMZY
Melhor vídeo britânico – “Sign of the Times” de harry Styles
Melhor single britânico – “Human” de Rag’n’Bone Man
Melhor grupo britânico – Gorillaz
Melhor artista solo internacional – Kendrick Lamar
Melhor grupo internacional – Foo Fighters
Melhor artista feminina internacional – Lorde
Produtor do ano – Steve Mac pelo trabalho em “÷” de  Ed Sheeran
Escolha da crítica – Jorjia Smith
Prêmio especial de sucesso global – Ed Sheeran

 

 

 

Liam Gallagher versus crianças fofinhas (mas nem tanto)

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Liam Gallagher está com tudo nos últimos dias: é jogo do Manchester City, shows em todo lugar, estadias em rádios bacanas e, por que não, falando com crianças para um vídeo produzido pela Noisey.

O cara aceitou realizar por último agora um pocket-show acústico para a Radio X britânica em que juntou canções de seu disco de estreia solo “As You Were” com músicas clássicas de sua antiga ex-banda que você sabe bem qual é. Do Oasis vieram “Some Might Say” e “Live Forever” e um ponto elevadíssimo de empolgação no lado-b “Rockin’ Chair”.

Antes disso, o rapaz foi entrevistado por crianças do ensino infantil em um especial da Noisey. Liam respondeu perguntas sobre o  seu time do coração, sobre música (sua e dos outros) e até mesmo sobre flatulência. A trocação de ideia com a molecada tem aproximadamente 4 minutos e vale especialmente pela habilidade da meninada em falar sobre assuntos que, digamos, não deixam o Gallagher mais novo muito confortável.

 

Confira abaixo:

 

Um pouco sobre o doc que focará nos últimos anos de David Bowie

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Já se vão quase dois anos da morte de David Bowie, mas muita coisa acerca dos últimos anos de vida do camaleão ainda é descoberta por aí.

Algo contribui para isso: Bowie sabia que iria morrer e se preparou artística e mentalmente para tanto.

Mais uma prova de tal situação é o documentário “David Bowie: The Last Five Years”, produção da HBO americana que acabou de ter seu trailer divulgado e que estreará dia 08/01/2018 (por lá), data de aniversário de nascimento do artista britânico (faria 71 anos).

O legado deixado pelo cantor e seus derradeiros anos de vida serão o mote do filme que terá foco nas atividades de feitura dos dois últimos discos do inglês, “The Next Day” e “Blackstar” e ainda joga luz sobre os detalhes dos preparativos para o musical de teatro “Lazarus”.

Durante o trailer várias pessoas próximas dele e colaboradores musicais discutem sobre o fato de que nesse final de carreira sua capacidade criativa explodiu de maneira absurda e acabam por especular que sua cabeça já se preparava  para o fim com o diagnóstico de câncer já tendo sido sabido por ele e pouquíssimas pessoas ao seu redor.

A escolha de imagens também parece que será um ponto forte do documentário e promete ter uma qualidade única.

Aparentemente, a família auxiliou muito na liberação dessas ações e isso pode potencializar a importância histórica do filme dirigido por Francis Whately que ainda tem participação de Tony Visconti, Ivo Van Hove, Toni Basil, Earl Slick, Gail Ann Dorsey, Gerry Leonard, Carlos Alomar, Catherine Russel, Sterling Campbell, Zachary Alford, David Torn, Enda Walsh, Donny McCaslin, Maria Schneider e Robert Fox, entre outros.

 

Veja abaixo o trailer completo:

 

 


 

The Sinner: ótima minissérie que não deveria virar série

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Iniciar a jornada de assistir a uma série (ou minissérie) normalmente parte de algumas premissas vistas através de propagandas e outras formas de divulgação nos meios de comunicação, mas de vez em quando acontece com a gente o que aconteceu com The Sinner.

No caso da série criada por Dereck Simonds baseada na obra literária de Petra Hammesfahr, não havia sequer uma indicação da trama ou de qualquer pista da sinopse, a não ser o nome (que parecia remeter a um filme de terror) e um cartaz com o rosto de Jessica Biel (protagonista da produção) com cara de espanto.

Vê-se então no primeiro episódio algumas cenas em que um casal que vive numa pequena cidade interiorana dos EUA com ambos trabalhando para o pai do rapaz, tendo um filho pequeno para cuidar e uma sogra chatinha para lidar tem algumas falas, mas nada que entregue algo à frente.

O único empecilho que parece rondar essas cenas é o olhar meio distante de Cora, a tal pecadora (ou não?) do título da obra, mas não é uma pista muito convincente.

Eis que eles vão até um lago onde a grande maioria das famílias da localidade também costumar levar seus filhos e a moça, durante um surto psicótico pouco entendido para aqueles que assistiram como eu, pega a faca que utilizava para cortar pera para seu bebê e mata um banhista que se divertia ouvindo música com sua noiva perto dali.

Tudo acontece muito rápido e ainda na primeira metade do piloto da série a mulher já confessou o crime e está disposta a assumir a possibilidade de passar muitos anos na cadeia, porém ao entrar em cena, o personagem do detetive Ambrose (Bill Pulman) provoca questionamentos que também farão nossa cabeça coçar.

Os motivos do homicídio serão indagados não só a Cora, mas também a todos ao seu redor e ao redor da vítima.

Sendo um verdadeiro thriller de suspense que promove plot twits a cada episódio, uma intensidade narrativa que muda de curso inúmeras vezes sem dar fôlego ao espectador e atuações fortes, dramáticas e tensas o suficiente para se tornarem críveis a quem está acompanhando The Sinner consegue surpreender e ao mesmo tempo chocar por causa dos temas discutidos. Se aparentemente acreditamos na influência tirana da mulher no temperamento instável da moça que cometeu um ato tão selvagem aos poucos muitas outras coisas vão se juntando para montar o quebra-cabeças.

A necessidade de Cora e de sua irmã de se tornarem independentes física, moral e eticamente de sua mãe e de seus jogos autoritários religiosos se aliam às traições de seu pai, à chantagem emocional da caçula e toda a luta para se livrar dessas amarras por meio de escolhas não muito inteligentes de ambas.

O relacionamento abusivo vivido com um ex-namorado também não auxilia na melhoria da cabeça de Cora e tudo isso irá culminar num enredo que acaba entregando muito mais coisa que você imaginaria numa série normal de suspense.

As subtramas envolvendo outros personagens também se tornam interessantes, mas acabam por ser superficiais pelo fato de que você quer a todo momento saber qual a próxima peça a se encaixar no labirinto que se abre e se fecha a todo novo início de capítulo.

Com 8 episódios relativamente curtos, não é uma boa maratonar The Sinner, pois a série é pesada demais em suas discussões para sair tranquilo de um final para o início do outro sem que antes se tenha um período para pensar, refletir e mastigar toda a ação do que acabou de ser visto.

Por ter um encerramento bem concluído e sem furos muito gigantescos para serem enterrados em nossa memória é difícil imaginar que ainda tenham a necessidade de fazer parecer que haverá uma segunda temporada, mas The Night Of e Big Little Lies provaram que o sucesso grandioso pode fazer os olhares dos produtores brilharem de uma maneira que somente uma continuação os fará sossegar.

 

Nota máxima para o elenco e fotografia, alguns pontos que poderiam ser melhorados na parte final do roteiro e uma questão aqui e acolá sobre uns furos na edição, mas nada que elimine as qualidades do produto final. Ótima série!