Disco do ano? Já está entre nós o novo trabalho de Courtney Barnett

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A menina australiana que nos acostumamos a amar não para de trabalhar.

Depois de um disco de estreia que abocanhou a maioria dos prêmios em 2015 e de fazer duplinha fantástica com Kurt Vile ano passado agora é a vez de Courtney Barnett arrebatar todas as atenções com seu segundo trabalho solo.

O nome do álbum lançado sexta-feira (18) pela Milk Records é “Tell Me How You Really Feel” e já nasce como uma das melhores coisas criadas pelo indie neste ano.

Com a produção realizada por Burke Reid e Dan Luscombe, os mesmos da estreia da moça todas as faixas foram gravadas em Melbourne mesmo, lar doce lar da cantora.

Além das já conhecidas “City Looks Pretty”, “Nameless, Faceless” e “Need a Little Time” (a melhor do álbum), também há muita variedade entre ritmo, ambientalização e sonoridade distintas em cada uma das canções do álbum.

Há muito do country rock de suas outras experiências, mas também do grunge rasgado que já produzia desde os primeiros EPs. Para exemplificar essa facilidade em andar entre vários sons escute a primeira faixa “Hopefulessness”, e se entretenha com “Charity” e “I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch” (que ainda inclui um discurso foda).

Por outro lado, o classic rock simples e direto que já demonstrou saber fazer volta com “Crippling Selgf Doubt And a General Lack of Self Confidence” e se ramifica com o ar de show de boteco na ótima “Help Your Self”, além de saber fechar bem o álbum com “Walkin’ on Eggshells” e “Sunday Roast” numa medida certa entre instrumentação bem executada e a voz da menina que já está ficando marcante.

Nesse sentido, é importante salientar a qualidade da banda da garota que sabe acompanha-la bem em todas as estradas pelas quais percorre com sua guitarra.

 

Uma outra coisa que é interessante é que para quem já assistiu Courtney Barnett ao vivo sabe exatamente que essas músicas irão ficar muito bem em cima do palco.

Dessa forma, é importante salientar que estamos diante de outro disco da australiana que tem tudo para ficar entre os grandes lançamentos neste ano. Espere só para comprovar!

 


 

Courtney Barnett – Tell Me How You Really Feel

 

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1 – “Hopefulessness”

2 – “City Looks Pretty”

3 – “Charity”

4 – “Need a Little Time”

5 – “Nameless, Faceless”

6 – “I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch”

7 – “Crippling Self-Doubt and a General Lack of Confidence”

8 – “Help Your Self”

9 – “Walkin’ on Eggshells”

10 – “Sunday Roast”

 


 

 

 


 

 


 

 


 

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Johnny Marr decolou mesmo sua carreira solo. Vem aí seu terceiro disco

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Estreia mundialmente no próximo dia 15 de junho o novo disco solo de Johnny Marr.

Se demorou muito para se lançar sozinho na estrada estando apenas no terceiro álbum solo de sua vasta carreira de serviços prestados à música inglesa, quando o fez realizou com bastante qualidade.

O debut desta vida fora do Smiths só iniciou em 2013 com “The Messenger” e se prolongou em 2014 com “Playland”, ambos os trabalhos elogiadíssimos pela crítica e turnê que passou pelo Brasil duas vezes nos últimos anos (uma pelo Lollapalooza e outra fechando o Festival Cultura Inglesa).

Agora é a vez de “Call The Comet”, disco que sai pela New Voodoo Records e recebeu cuidado especial do cantor assinando a própria produção.

E são de Johnny Marr as palavras acerca do álbum para definir seu objetivo enquanto atividade criativa: “Ele se passa em um futuro não-tão-distante e traz a ideia de uma sociedade alternativa. Os personagens das músicas estão procurando por novos idealismos, embora tenham algumas músicas pessoais também. É algo que pessoas como eu podem se identificar”, explicou o músico.

Com os singles “The Tracers” e “Hi Hello” já tendo sido lançados (com o último sendo considerado por algumas pessoas mais perspicazes como uma referência direta ao clássico álbum “Queen is Dead”) a espera fica pelas outras 10 faixas que serão mostradas quando o disco tiver sua estreia no começo do próximo mês.

Mas uma coisa é certa: diferentemente de Morrissey que parece viver muito mal com seus próprios demônios o momento de Marr é de pura tranquilidade. E isso, por se tratar de ídolos de uma das bandas de todos os tempos, é inevitável de se comparar.

 


 

Call The Comet – Johnny Marr

 

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1 – Rise

2 – The Tracers

3 – Hey Angel

4 – Hi Hello

5 – New Dominions

6 – Day In Day Out

7 – Walk Into The Sea

8 – Bug

9 – Actor Attractor

10 – Spiral Cities

11 – My Eternal

12 – A Different Gun

 


 

 


 

 


 

Bicentenário de Karl Marx: 5 filmes sobre comunismo para entender o filósofo

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A importância do comunismo pode até ser rechaçada pelos seus detratores, mas não há como negar que a simples tentativa de levá-la para o mundo real da sociedade e das pessoas é um procedimento que a identifica como uma ideologia imprescindível para a evolução dos questionamentos do que fizemos com esse mundo onde vivemos.

Já diria Eduardo Galeano (que parafraseava Fernando Birri) que uma utopia é aquilo pelo qual temos que continuar indo em frente: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Ora, sendo assim, estudar o pai da ideia de unir os trabalhadores em torno de um ideal comum é necessário para que não possamos nos perder em discussões vazias sobre o fato de o sistema socialista não ter “dado certo” como regime político.

Sim, até porque há muito o que discordar sobre esse tipo de afirmação preferida da direita mundial.

Portanto, abaixo, citamos 5 filmes que tratam do tema e são importantes para entender suas vertentes e como seus desdobramentos podem ter sido positivos ou mal interpretados ao longo desses últimos dois séculos.

 


 

O Jovem Marx

 

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Obviamente, para falar sobre o comunismo nada melhor do que começar pelo seu idealizador e organizador karl Marx que através do “Manifesto Comunista” encaixou tudo aquilo que achava ser necessário para os trabalhadores do mundo todo se unirem. Para isso, o filme “O Jovem Karl Marx” (Raoul Peck – Alemanha – 2017) não é nenhum suprassumo no estudo básico do personagem histórico, mas tenta se ater ao indivíduo. Porém, se há uma qualidade na produção é que tenta se fazer uma distinção entre o que seria o Pensamento Marxiniano é diferente do Pensamento Marxista. A diferença sutil é que enquanto o primeira ideia é o que foi colocado em prática por governos totalitários do século XX o segundo pensamento é exatamente o que o filósofo alemão queria que houvesse sido empregado mais incisivamente.

 

 


 

Reds

 

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A importância desse filme tem a ver mais com a utilização inteligente do roteiro com relação aos diálogos. Ambientado a partir do início do Século XX, o longa de Warren Beatty de 1981 segue a vida de John Reed, jornalista socialista que trabalhava no periódico The Masses, que participa da fundação do Partido Comunista dos Estados Unidos e, posteriormente, acompanha o desenvolvimento da Revolução Russa, algo que culmina na escrita de seu livro “Os Dias que abalaram o mundo”. De fato, são as discussões sobre política e economia que permeavam aquele período e as atuações no filme por parte de Jack Nicholson e Diane Keaton (que vive sua esposa Lousie Brant) roubam a cena da produção.

 

 


 

Encouraçado  Potemkim

 

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Este filme tem uma intenção panfletária, mas nem por isso ele deixa de ser clássico e de uma qualidade de linguagem e roteiro únicos. Lançado pelo regime soviético em 1925, esse filme representa uma obra magistral do cinema mudo, independente de ideologia ou daquilo que pretende defender. O trabalho artístico da produção soviética dirigida por Serguei Eisenstein é perfeito em cada cena e as atuações também rendem elogios. À base de um fato real, o levante de um grupo de marinheiros em 1905 que se recusou a comer carne podre, e, a partir deste fato, há uma discussão sobre o poder do coletivo e das massas diante de qualquer injustiça. Filme que está entre os mais importantes da história do cinema mesmo que fale sobre uma questão difícil como é a ideologia política.

 

 


 

Adeus, Lênin

 

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Este filme alemão de 2003 dirigido por Wolfgang Becker tem uma via cômica principalmente por retratar a vida de um rapaz que precisa resolver um problema complexo com sua mãe: ambos moram do lado oriental de Berlim e a velha, uma fã incondicional do regime socialista, sofre um ataque cardíaco, entra em coma e após oito meses acorda já após a queda do muro em 1989. O filho inicia então uma série de ações para que ela não perceba que tudo mudou e não a entristeça com o fim do sonho socialista. As situações para que isso aconteça viram acontecimentos hilários que têm a façanha de deixar o espectador atento a cada nova atividade inventada pelo rapaz. Apesar do tom humorístico a fita mostra o quanto as ideias de Karl Marx quase não são reconhecidas nos procedimentos tomados pelo regime comunista mais de uma centena de anos depois das ideias terem sido lançadas ao mundo.

 

 


 

Edukators

 

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A última dica é “Edukators”, filme de 2004 produzido por Áustria e Alemanha e dirigido por Hans Weingartner. A produção mostra como a juventude pode ser uma força grande na luta de classes. Aqui há uma clara situação em que no momento em que a liberdade lhe é tirada e o autoritarismo se revela  é a parte jovem da sociedade quem tem um dos primeiros passos para seguir contra tais desmandos. A vingança contra os ricos acontece por meio de ótimos diálogos e monólogos que mais parecem discursos em cima de um palanque. A trama é de um grupo de jovens sem grandes perspectivas que decide invadir mansões apenas para mudar o local dos móveis e deixar mensagens com o intuito de mandar um recado sobre a liberdade. Funciona bem, traz elementos suficientes para a discussão política e ideológica, além de entreter bem.

 

 


 

Queremos! Festival: sim, é este o nome do evento que terá Father John Misty e Animal Collective

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Já faz algum tempo que os cariocas adotaram a iniciativa Queremos! Como um processo interessante para conseguir angariar fundos para eventos com artistas que dificilmente passariam pela cidade pelo rito comum dos festivais, produtoras e patrocinadores.

Pois eis que a atividade ficou tão séria que eles acabam de anunciar um evento próprio para a vinda de inúmeras figuras do alto escalão da música indie brasileira e mundial no próximo mês de Agosto.

O nome do evento é Queremos! Festival e o line up terá nada mais nada menos do que um dos maiores cantores da atualidade, Father John Misty e a cultuada banda Animal Collective que virá com um set list voltado para o grande álbum “Sung Tongs”.

Além dessas duas atrações principais ainda há lugar para o sensacional Boogarins e outras bandas de renome no circuito musical daqui e de fora.

O legal é que mesmo tendo pouco tempo para que o show aconteça a informação toda está bem detalhada de como, quando e quanto custará o festival.

O evento irá acontecer na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, no dia 25 de Agosto e contará com dois palcos onde as bandas num esquema já conhecido pelo público ativo deste tipo de produto.

Os ingressos tem um preço bastante honesto que custa a partir de R$ 140 e a abertura das vendas, inclusive, já começou hoje pela manhã pelo site https://festival.queremos.com.br/ e o patrocínio vem pesado com nomes como Heineken e Doritos.

A promessa é de que o primeiro show do festival aconteça às 15 horas e que o pessoal vire a noite com o último bis ocorrendo somente às 4 da manhã. Haverá também, como tem virado moda por aí, uma área gastronômica comandada por Thiago Nasser, da Junta Local, que tem como intuito misturar um pouco de tudo o que seduz na culinária carioca.

Abaixo, veja o Line Up completo do Queremos! Festival:

 


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Animal Collective

Father John Misty

ionnalee

BaianaSystem

Boogarins

Cut Copy

Rincon Sapiência

Rubel

Xênia França

 


 

Tá esperando pelo Popload Festival? Olha a novidade do Death Cab For Cutie

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Se o Lollapalooza virou o grande evento musical com um toque indie do primeiro semestre o Popload Festival já tem cadeira cativa como principal atividade do meio alternativo do final do ano.

Para este ano há motivos suficientes para que as pessoas amantes da música indie apareçam no Memorial da América Latina no dia 15 de Novembro, pois Blondie, Mallu Magalhães e Tim Bernardes, At The Drive In e a grande atração Lorde já estão confirmados.

Porém, muitos desses artistas já lançaram seus novos álbuns recentemente e estarão em turnê quando chegarem por aqui. O caso do Death Cab For Cutie era um pouco diferente já que seu último álbum “Kintsugi” foi lançado ainda em 2015. Pois bem, era uma exceção.

Eis que hoje o grupo soltou na rede um anúncio para divulgar o lançamento de um novo álbum para o mês de agosto.

O teaser foi postado nas redes sociais e no site oficial da banda.

O grupo que iniciou como um projeto solo de Bem Gibbard ainda no final dos anos 90 também anunciou novas datas para a turnê, com shows a partir de junho em países da Europa (Holanda, Inglaterra), Estados Unidos, além da já conhecida data no Brasil.

Veja abaixo o vídeo com o anúncio:

 


 

 


 

The Alienist se segura nas influências e na discussão de subtemas

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Quando foi noticiado que haveria uma série americana intitulada “The Alienist” a empolgação inicial errônea de que teríamos finalmente Machado de Assis sendo prestigiado por uma produção mais bem engendrada e seriedade na roteirização de suas obras adaptadas para a tela (com exceção de “Capitu” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas” o bruxo nunca foi realmente bem produzido na tv ou cinema) não se confirmou.

Depois de retificado o equívoco a empolgação foi substituída pela curiosidade por causa da escalação do elenco (Daniel Brühl, Dakota Fanning, Luke Evans, Brian Geraghty) e do mistério em torno do assunto da produção.

O fato é que, dirimidas as dúvidas, a aparente minissérie (nunca se sabe atualmente quando um show faz sucesso se aquilo vira ou não serial) é baseada no livro best seller homônimo de Caleb Carr e a trama segue um médico (que acaba por receber a alcunha de alienista) que tenta desvendar crimes ocorridos nos becos sujos de uma Nova York do final do século XIX seguido de uma equipe forjada por algumas situações meio forçadas pelo argumento do roteiro.

Por outro lado, se a utilização de personagens reais para participar de uma ficção não é nenhuma novidade, a forma como acontece acaba por gerar uma necessidade por pesquisa que pode fazer da obra televisiva apenas um ponta-pé para outras leituras.

Na série como um todo, estamos diante de mudanças científicas intensas e evoluções tecnológicas como a cinematografia, o telefone, medicina mais avançada e tais atividades acabam por auxiliar na investigação dos assassinatos que vitimizam especificamente meninos de rua que ganham a vida como podem sendo aliciados pela indústria da prostituição infantil daquela época (como se não houvesse hoje também).

Entra em cena o tal alienista que tenta fazer uma análise do perfil psicológico do criminoso sem que tenha qualquer pista de quem possa ser. Para isso contará com a ajuda da primeira mulher a trabalhar para a polícia de Nova York, dois detetives “faz-tudo” do departamento e um ilustrador famoso do New York Times, além do próprio chefe de polícia que teria papel importante para a história real do país.

Obviamente que um dos pontos fortes da produção da Netflix é a ambientação dos cenários para tudo parecer acontecer verdadeiramente como há cento e poucos anos e a maquiagem e guarda-roupas utilizados trazem muito dessa sensação em todos os 10 capítulos que talvez sejam mais bem digeridos se assistidos não em maratona, mas dia-após-dia para melhor degustação da trama, dos diálogos e do roteiro que, apesar de ter alguns furos, possui boas soluções.

A produção, portanto, é bem acabada e o trabalho dos atores e atrizes é bem competente. Os assuntos tratados na maioria dos episódios também fazem um bom papel, como a dificuldade das mulheres em encontrar um lugar naquele momento histórico, mas isso não quer dizer que se precise aprofundar em temas como feminismo ou sufragismo para poder demonstrar que a luta está sendo travada. Portanto, o tema não é relegado a um segundo plano tanto pelo roteiro quanto pelos personagens.

Outras coisas aparecem aqui e ali e são feitos assim como demonstrado na situação com as mulheres. Por exemplo: quando se fala sobre o racismo não há necessidade de ser panfletário, pois a questão é tratada no dia-a-dia daqueles que ali estão; a discriminação contra indígenas; os maus-tratos contra crianças; o problema da sujeira (em muitos sentidos) nos serviços públicos daquela época. Não se dá respostas fáceis sobre nenhum desses elementos, mas se há uma clara referência a eles já quer dizer que não foram olvidados pelo roteiro.

E por falar nisso, a referência que o roteiro faz a outros programas recentes que também têm suas qualidades acaba por testemunhar contra a originalidade de The Alienist (o que não quer dizer falta de qualidade) já que em muitas vezes você pensa claramente nessa influência como meio para ter conseguido chegar no trabalho final que os produtores queriam com esta série.

São inúmeros momentos em que se vê alguma cola tirada de outros produtos da TV e do cinema nas cenas assistidas nesta produção de Hossein Amini. Quando se visualiza o trabalho do futuro presidente dos EUA Theodore Roosevelt contra a corrupção da polícia da cidade de Nova York é impossível não lembrar de “Gotham” e da atividade do futuro chefe de polícia Gordon.

Do mesmo jeito é bem simples fazer um paralelo entre The Alienist e a fantástica Penny Dreadfull no que se refere à atmosfera densa, tensa e no clima de terror que ronda o ar e os personagens e seus passados; lembre-se de “The Nick” (produção maravilhosa de Soderberg que foi subestimada pela maioria do público) por causa da ótima ambientação e do tema da medicina; e, finalmente, não se esqueça de puxar pela lembrança qualquer série ou filme sobre Jack, o Estripador.

Pois então, The Alienist não é nenhuma história original, a tentativa em ser um thriller de perseguição não rola e muito menos o suspense é tão empolgante assim, além dos furos de roteiro (ou soluções fáceis que depois se perdem ou ficam num limbo que quase é esquecido por quem a assiste) e uma edição que por alguns momentos peca pela necessidade de dar muito tempo de tela para alguns dos protagonistas enquanto há um esquecimento de coadjuvantes importantes.

Porém, ela entrega bons diálogos, boas discussões filosóficas sobre psicologia humana (e neste sentido faz um paralelo, sem querer, justamente com Machado de Assis que sabia como ninguém fazer isso), usa bem a questão sobre o desenvolvimento da tecnologia naquele tempo, produz boa reflexão sobre a situação sociológica do mundo naquele contexto histórico e dos seus personagens e deixa muita coisa para a interpretação mais aprofundada do próprio espectador.

Sendo assim, é interessante degustar aos poucos a minissérie e sua finalização pode render o estudo de vários de seus subtemas e isso é algo que, muitas vezes, vale mais a pena do que o próprio prazer que a produção pode nos proporcionar.

 


 

 


 

Ghost: novo álbum aposta na morte

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“Prequelle” é o nome do quarto álbum do Ghost, a famosa banda que sempre tem uma aposta forte na teatralidade em seus shows. O novo trabalho sai no dia 1 de Junho e já tem possui, inclusive, um single de divulgação, intitulado “Rats“.

Mas o que tem tomado as conversas sobre o novo disco do grupo sueco que mistura Death Metal, Doom Metal e Rock Piscodélico dos anos 60 e 70 é o principal tema das 10 canções da empreitada que será lançada daqui um mês: a morte.

Sim, se há um assunto bastante conveniente para bandas desse gênero musical tem a ver com o fim da vida, mas nesse caso os integrantes e compositores da banda tiveram uma influência importante, a saber, o passamento de figuras conhecidas da música nos últimos anos.

Tobias Forge, o artista por trás o Papa Emeritus e principal mente por trás das principais composições do grupo, disse que o disco será bastante centrado “no fim iminente” por causa de mortes de ícones como Lemmy, do Motörhead, David Bowie e Prince.

“Tinham algumas coisas que queria abordar com o Prequelle que não acho que já haviam sido ditas, e tinham muito pouco a ver com o que veio antes. Esse disco é centrado na morte (…) e recentemente vimos o falecimento de vários de nossos ídolos mais velhos.”

Tobias falou mais detalhadamente sobre Lemmy: “Ronnie James Dio foi um, mas acho que, especialmente quando o Lemmy faleceu, assim como Bowie e Prince logo depois, isso me afetou muito. Parecia que eram nossos pais falecendo. Acho que aceitamos pessoas como o Lemmy como parte do nosso dia a dia – ele sentaria à nossa mesa para sempre, mas agora tem uma cadeira bem vazia. Definitivamente me afetou muito mais do que eu imaginava.”

A complexidade de ideias mais transcendentais parecem ser mais aprofundadas neste disco do que simples processo simplesmente dramáticos no palco ou cenas que podem soar como polêmicas. Isso não quer dizer que isso não vá ocorrer, já que na nova turnê pudemos ver coisas como embalsamento de papas, mas as canções executadas nos shows nos EUA tem na brevidade da vida e na sua ruptura a principal matéria-prima temática.

A entrevista, que também serviu para divulgar o novo Papa que será utilizado como liderança central do Ghost, pode ser conferida de forma completa na revista britânica Metal Hammer.

 


 

 


 

Ghost – Prequelle

 

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1 – Ashes

2 – Rats

3 – Faith

4 – See the Light

5 – Miasma

6 – Dance Macabre

7 – Pro Memoria

8 – Wich Image

9 – Helvetesfönster

10 – Life Eternal