Saiu agora do forno: novo single do Arcade Fire já está entre nós

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Foi assim com Reflektor.

 

Aos poucos vão crescendo os rumores, notícias vão surgindo e muita informação sobre novo álbum é promovida na rede.

 

Se há uma banda que sabe lidar com a internet esta se chama Arcade Fire e o novo single dos canadenses já está aparecendo na rede desde umas horas atrás.

 

A música se chama “Everything Now” e, assim como “I Give you Power”, esta também deve abrir caminho para o novo álbum do grupo que deve estar para sair.

 

Veja abaixo o vídeo:

 

A melhor homenagem a Bowie foi do Arcade Fire. E provamos!

O astro britânico tinha acabado de morrer e pululavam homenagens lá e cá pela internet, rádios e TVs.

Muita gente comovida, inúmeros depoimentos acerca do talento e importância do ídolo camaleônico da música e um sem-número de amigos e parceiros de atividade do cara mostravam sua afeição por aquele que tanto nos deixa saudade até hoje.

Mas foi num cenário dos mais sonoros que as ações ultrapassaram as raias da simples homenagem.

Bem próximo ao Preservation Hall, em New Orleans, Illinois, uma trupe conhecida por Arcade Fire foi ciceroneada por Ben Jaffe, diretor criativo da Preservation Hall Jazz Band para se movimentar pelas famosas ruas do lugar num cortejo parecido com um Jazz Funeral, algo normal por lá.

O que tínhamos desde o dia em que aconteceu o fato até ontem era um punhado de vídeos amadores de gente que participou do mar de vozes que acompanhou a banda canadense pelas alamedas de uma das cidades mais musicais do mundo.

Isso até ontem, pois passados 1 mês e 1 dia da morte de Bowie tivemos o compartilhamento por parte do grupo de Win Butler e Reginè Chassagne de um vídeo oficial mostrando os preparos para o evento e mais uma palhinha da banda de uma versão tristonha, mas lindíssima de “Heroes”, clássico de Bowie dos anos 70.

As imagens demonstram toda reverência dos membros do Arcade Fire para com David e sua obra, além da sincera participação do povo nas ruas que ajudou a deixar a coisa mais arrepiante.

Depois de uma semana brasileira em que conseguimos dar nossa contribuição ao legado de Bowie com duas maravilhosas festas, uma em Olinda com o Bumba meu Bowie, outra em Sampa com o Bloco Tô de Bowie, é de uma felicidade muito grande perceber que a herança musical, cultural e artística deste grande homem de nossa Era esteja preservado.

Fique com o vídeo abaixo e tente não chorar:

 

PS – Por uma dessas boas coincidências das vida o Blog do camarada André Barcinski tem como post hoje o trecho de uma conversa de Tony Visconti para um documentário da inglesa BBC sobre música Pop em que fala acerca do processo de construção e produção de “Heroes”. Aqui está o link para a matéria: http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/heroes-como-fazer-um-classico-de-bowie-20160212/#r7-comentarios

 

 

Dois festivais para fazer inveja ao Brasil

 

Tudo bem. Vá lá!

Temos o Lollapalooza Brasil que cresce vertiginosamente ano após ano (neste ano, além dos astros rappers Snoop Dog e Eminem, temos Florence + the Machine, Noel Gallagher, entre outros), somos presenteados com o mimo de evento para poucos que é o Popload Festival, mas, infelizmente ficamos por aí mesmo.

Quando o negócio em pauta é festival de grande porte no Brasil não temos variedade nem qualidade suficiente para o tamanho do país e a quantidade de fãs de música pop-rock-indie por estes lados do Atlântico.

Nem mencionemos o Rock in Rio, pois nele estamos diante de um desfile de merchandising seguido por algumas atrações musicais aqui e ali.

Mas quando falamos dos eventos do período de verão europeu e americano a humilhação é muito devastadora.

Falamos semana passada sobre o line-up pesado do Primavera Sound (Espanha e Portugal), temos o Coachela, que todos os anos surpreende pela diversidade e tamanho, o Glastonbury logo logo chega com sua escalação e tantos outros anunciarão seus artistas ao longo dos próximos meses. Até mesmo as atividades voltadas ao metal são preciosas, como se constata em exemplos como o Wacken Open Air (Alemanha) e HellFest (França).

Porém , até eventos menores conseguem se movimentar para ter em seus dias de acontecimento gente do mais alto calibre. São os casos do NOS Alive em Lisboa, Portugal e do BBK Live em Bilbao, Espanha.

O mais engraçado é que ambos os festivais acontecem entre os dias 7 e 9 de julho de 2016 e algumas das bandas se revesam entre as duas atrações.

São os casos de Arcade Fire (que conseguiram tirar das férias merecidas), a sensacional Courtney Barnett, o melódico Father John Misty, os veteranos do Pixies, o competente Foals e a revelação Wolf Alice.

Entretanto, há outros artistas que puxam a fila de imperdíveis atrações para serem vistas em cada um dos lugares.

Em Lisboa você aproveita para ver o Radiohead (que lança coisa nova neste ano), pode dançar ao som do The Chemical Brothers e viajar com a música do novo Tame Impala. Ainda assim há muitas outras coisas legais para serem vistas como se pode constatar no flyer oficial do evento.

 

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No que diz respeito aos shows de Bilbao a empolgação pode ser fornecida pela apresentação do New Order (que lançou ótimo álbum em 2015), pela música solar do Hot Chip ou de atrações do próprio país como Hola a Todo El Mundo ou se descabelar com a energia do M83. O line-up completo está aqui embaixo.

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Para dar mais uma invejinha que tal um pouco de cada uma das principais bandas ao vivo para querer cortar os pulsos?


Radiohead – Creep – From “The Astoria London Live” DVD


Arcade Fire – Wake Up – Reading Festival 2010


Courtney Barnett – Full Perfomance (Live on KEXP)


Enquanto isso, para não ficarmos apenas no olho grande já é hora de começarmos a nos preparar para o Lolla deste ano. Logo mais, nos próximos dias já iniciaremos uma série de posts com maiores informações sobre os participantes desta edição. Até lá!

Dez ótimos covers para louvar o mito Bowie

 

Tudo já se falou sobre David Bowie e seu passamento, mas gostaria de incluir na seara de discussões a imprescindível gama de músicas do artista regravadas por gente boa e do bem do mundo musical.

Há reinterpretações magníficas como a bela “Ashes to Ashes” das meninas do Warpaint, sinceras elegias como a viagem orquestral de Beck em “Sound and Vision” e sutilezas como “Modern Love” na voz da banda The Last Town Chorus, além da parceria de Bowie com a trupe canadense do Arcade Fire.

Mas há muito mais, obviamente!

A rádio americana KEXP que tanto amamos teve uma das melhores homenagens ao ídolo britânico ontem ao dedicar 100% de sua programação às suas músicas, sejam estas pela sua própria voz ou através de covers e muita coisa boa foi relacionada.

Portanto, o blog teve a ideia (não muito original, reconhecemos) de eleger 10 ótimas releituras das canções de Bowie. Como há muitas músicas que foram regravadas várias vezes por artistas diferentes a ideia aqui foi selecionar apenas um cover de cada canção.

Veja bem, não são as melhores ou mais bem produzidas. Trata-se apenas de uma lista com singles que falam alto ao coração num momento de luto não só musical quanto artístico, cultural, de toda uma geração que reconhece em Mr. David Robert Jones sua maior referência qualitativa e diferenciada.

Daí, se alguém tiver alguma outra sugestão para incluir por aqui pode postar nos comentários ou mandar através de link. O que importa é fazer desses próximos dias um período de muita conversa com o nosso ídolo de tema.

E com sua trilha sonora, é claro!


David Bowie e Arcade Fire – Five Years


Beck – Sound and Vision


Jessica Lange – Life On Mars


Smashing Pumpkins


Warpaint – Ashes to Ashes


Bauhaus – Ziggy Stardust


Modern Love – The Last Town Chorus


  Nirvana – The Man Who Sold the World


Flaming Lips – Heroes


Bruce Dickinson – All The Young Dudes


Menção honrosa 

Scott Weilland & The Wildabouts – Jean Geanie

 

Arcade Fire é tudo… até filme

A banda canadense Arcade Fire divulgou ontem cenas de sua aventura multi-artística chamada “The Reflektor Tapes”, um filme autobiográfico sobre a produção do disco “Reflektor” de 2013.

A produção do negócio é de Kahlil Joseph, também conhecido por atividades junto a artistas como Brandon Flowers, Flying Lotus, Kasabian e Brandon Flowers e FKA Twigs.

O comentário geral na terra natal da trupe de Win Butler é que se trata de uma obra preciosa através da mistura entre música, imagens raras e registros mais intimistas.

Não fica claro no trailer que saiu se acontecerá, mas seria interessante que aparecesse todo o envolvimento de gente da magnitude de James Murphy e David Bowie para que o projeto saísse do papel.

Mas só o fato de ser um apanhado do que aconteceu durante a feitura do álbum que promoveu mais alguns degraus do AF em sua importância no cenário musical mundial já vale bem a pena.

O filme tem estreia marcada para Estados Unidos e Canadá dia 23 de setembro. No dia seguinte, o lançamento é mundial. Abaixo, o trailer divulgado hoje.

Com informações do Site Popload:

Dissipada a polêmica: Win Butler acaba com a treta Kanye West/Beck

 
A crise musical do ano aconteceu no Grammy há duas semanas.
 
Para quem não sabe do que se trata, no último dia 08 de fevereiro durante a maior premiação da música, Beck foi laureado com o prêmio de melhor álbum do ano.
 
O que parecia apenas uma corriqueira ida do artista ganhador ao palco para realizar os agradecimentos se transformou numa cena de saia justa: Kanye West, por um momento, fez menção em repetir a sua infame interrupção no VMA 2009, quando invadiu o palco e roubou o microfone de Taylor Swift para dizer que quem merecia o prêmio era a Beyoncé.
 
Dessa vez, novamente sua Beyoncè seria a pessoa defendida, e parecia ser a favorita por ser a cantora com mais indicações, mas foi só um segundo de incômodo, já que o cantor/ produtor se sentou logo em seguida.
 
Muitos apostaram que aquilo se tratava de uma brincadeira, mas durante a cena ridícula é nítido a cantora e seu marido Jay-Z ficarem apreensivos com a atitude de West e pedirem para que ele não fizesse aquilo.
 
Além disso, para sanar qualquer dúvida em relação à ação do rapper o próprio declarou após a festa: “Eu e outros artistas estamos “cansados” de sermos desrespeitados pelo Grammy.” (ok!)
 
Quanto a Beck, este apenas observou e ficou meio indeciso em receber ou sair do palco, mas logo se recompôs e seguiu o caminho natural das coisas.
 
Pois bem, passou-se a conturbada semana pós-Grammy, que repercutiu a polêmica em redes sociais, revistas especializadas, sites de fofoca e afins.
 
Mas o lance foi resumido da maneira mais bem-humorada possível por alguém que nem tinha vínculo algum com a disputa que se tornou assunto geral.
 
Win Butler, vocalista do Arcade Fire, realizou um mash-up com músicas dos dois cantores para encerrar a disputa de maneira cômica, mas com bastante estilo.
 
Assim como mencionou a Rolling Stone “talvez um mash-up entre West e Beck não seja uma ideia muito original, mas foi Butler quem arregaçou as mangas para realizar a façanha.”
 
E é isso mesmo o que aconteceu: através do perfil DJ Windows 98, o músico compartilhou uma mistura entre “Jesus Walks”, de Kanye West, e “Loser”, hit do início de carreira de Beck. E não é que ficou bacana a coisa?!
 
Mas até Beck preferiu fazer algo parecido com a própria derrotada por ele na disputa de melhor álbum. Junto com Beyoncé realizou uma parceria que pode alçar voos maiores nas paradas de sucesso. Trata-se de outro mash-up chamado “Single Loser (Put A Beck On It)” que mistura também a célebre “Loser” com a música “Single Ladies (Put a Ring on It)” da cantora americana.
 
Ouça as duas músicas abaixo:
 
 
 

We Exist: Arcade Fire + Homem-Aranha na luta contra a homofobia

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Que o Arcade Fire fez o melhor show do último Lollapalooza Brasil e muita gente não assistiu (eu incluído) por que estava no outro palco vendo o New Order todo mundo já sabe.

Falar que “Reflektor” é um dos mais relevantes discos dos últimos anos também não é mais preciso.

Agora, que a trupe de Win Butler está muito mais desinibida do que nos discos anteriores, isso é uma comprovação que merece ser reafirmada.

Os vídeos das músicas do Arcade Fire têm sido muito espirituosos e a escolha da banda dos cabeções para estrelar o clipe da música homônima do álbum lançado ano passado foi um acerto que pôde reverberar pela turnê que está arrasando quarteirões pelo mundo.

O filme de Emily Kai Bock para “Aftelife”, que fora lançado posteriormente, assemelhava-se a um mini-curta e agradou também por causa de sua dramaticidade espontânea.

A última da banda canadense saiu horas atrás. É o vídeo de “We Exist”.

Com direção de David Wilson, o vídeo foi filmado em meio às apresentações da banda no festival Coachella. Há, inclusive, cenas de um show da banda no final redentor do filme.

A surpresa não é somente o fato de ter como protagonista o ator Andrew Garfield, estrela do filme “O Espetacular Homem-Aranha”.

Ele faz o papel de um travesti e desde o início do filminho nos demonstra sua angústia em viver num mundo cheio de preconceito e sua rejeição ao próprio corpo. A primeira cena mostra-o raspando o cabelo.

As cenas de homofobia pelas quais o personagem de Andrew passa se cruzam com partes em que ele dança num misto de “Priscila: A Rainha do Deserto” com “Flashdance”.

Tudo termina com o protagonista do vídeo chegando a um show do Arcade Fire e se encontrando consigo mesmo numa plateia diversa e livre de preconceitos.

Apoteose total, Utopia idem (infelizmente).

Mas não deixa de ser bonita a tentativa do grupo de mostrar que todos nós existimos e que precisamos viver juntos, deixando a maldita intolerância de lado. Ah, e a música é muito boa também!

Veja o vídeo logo abaixo: