Bomba do dia: Gorillaz confirma show em Sampa

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Foram eles mesmos pelo Instagram que confirmaram uma data para apresentação na capital paulista no ano que vem.

A banda cartunesca de Damon Albarn está em turnê para divulgar o álbum Humanz e ainda deve ter datas no Uruguai e Argentina. O que não orna em todo esse esquema é a parte logística já que o grupo passa pelos vizinhos em dezembro de 2017 e depois  só retornaria para o Brasil três meses depois.

Já está certo que a apresentação daqui ocorrerá no Jockey Club São Paulo dia 30 de Março e os ingressos serão vendidos a partir de 04 de Setembro, mas não foi passado pela assessoria e nem pela produtora Tickets For fun os preços das entradas.

O Gorillaz vem ao Brasil pela primeira vez, algo que deve angariar muito a sanha dos fãs em assistir ao show, mas vale lembrar que as vezes que a outra banda de Albarn, Blur, veio pra cá teve públicos sofríveis.

Isso, inclusive, fez com que em visitas posteriores à América do Sul eles nem tenham cogitado passar por esses lados.

 


 

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Chegou a hora: o blog escolhe sua lista de melhores de 2015

Apesar da reclamação de muita gente do meio musical, críticos inclusive, a opinião do blog Outros Sons é de que foi um ano bem bom.

Tirante à decepção com o cenário nacional na quantidade de lançamentos bacanas (logo mais solto uma lista com os cinco melhores daqui), o que ocorre na gringa é algo interessante: há uma mescla de ritmos que povoam as paradas e a coisa não se restringe ao R&B ou o Hip Hop. Ok, são normalmente os mais tocados, mas ver que nas principais listas europeias e americanas Kendrick Lamar disputa lugar com Courtney Barnett é bastante alentador.

Por conta desse sentimento de que o ano termina com saldo positivo, o blog resolveu encher mais seu ranking e, ao contrário dos anos de 2013 e 2014, agora teremos 20 (e não 10) na parada.

Ficam ainda as menções honrosas para a produção dos discos “Depression Cherry” do Beach House e “How Big, How Blue, How Beautiful” de Florence + the Machine, o lançamento de “Sol Invictus” do Faith No More revelando uma banda com novo fôlego (mostrado inclusive aqui no Brasil) e o divertido disco “Zipper Down” do Eagles of Death Metal que, infelizmente ficou ofuscado pelas lamentáveis cenas da boate Bataclan.

Portanto, abaixo você pode conferir a listinha feita com carinho, afinco e dúvidas que só foram dirimidas no último segundo da partida. Como sempre, e nunca é demais repetir, a ordem é decrescente e ficaria muito feliz se os parcos internautas que nos seguem pudessem dar usa opinião, discordar ou sugerir as suas próprias preferências nos comentários abaixo. Interação sempre é bom!

Espero que gostem. Abraço!



20 – Belle and Sebastian – Girls in Peacetime Want to Dance

Sempre é bom ver bandas veteranas saindo da zona de conforto. Melhor ainda é saber que as experimentações deram resultado e que a desenvoltura das novas músicas não deve muito às antigas. O caso do Belle and Sebastian é bem esse. Com uma carreira sólida no mundinho indie podia muito bem ficar quieto em seu lugarzinho, mas quis inovar e a pegada dance deste álbum se mostrou acertada mesmo ao vivo, algo que nós pudemos presenciar em outubro no show que realizaram em São Paulo.


19 – Alabama Shakes – Sound and Color

Juro que quando ouvi o primeiro disco fiquei surpreso com a capacidade vocal da moça, mas foi só isso. Quando saiu o novo álbum não havia muita convicção em escutá-lo, mas os amigos empolgados quase que me forçaram a realizar tal tarefa. Ainda bem! O álbum é intenso e a qualidade vocal (que soa quase como um novo instrumento da banda) de Brittany Howard se junta muito bem ao groove retirado pelos instrumentos e faz do som algo delicioso de se apreciar.


18 – Kadavar – Berlin

Além de emprestar peso à lista, o Kadavar, banda alemã formada no início da década, também faz jus ao ranking por terminar uma trinca de ótimos álbuns que faz deles uma das principais referências do rock pesado nos últimos anos. As razões são muitas: influência de Black Sabbath e rock psicodélico dos anos 70; letras bem intrincadas com a sonoridade marcante e riffs de guitarra impressionantes. Neste “Berlin” eles ainda conseguiram incluir pitadas coloridas em seu som e a paulada de seus instrumentos também produzem coisas mais elaboradas. A banda também tem muita capacidade no palco, algo que conseguiu mostrar aqui em Sampa mesmo tendo feito isso numa espelunca com som péssimo. Palmas para eles!


17 – Foals – What Went Down

A banda de rock alternativo oriunda da Inglaterra conseguiu chegar ao quarto disco se renovando o que não a faz ficar repetitiva. Este álbum dá novo respiro para o grupo que tem na qualidade vocal de seu líder Yannis Philippakis seu maior trunfo, mas que não se perde na cozinha, pois trabalha com bons ritmos que flutuam entre o eletro-punk, prog e indie rock. As músicas estão mais robustas neste trabalho e podem ser mais bem aproveitadas com maiores plateias. O Foals ficou grande, mas não perdeu a força e frescor que a música alternativa busca sempre.


16 – Best Coast – California Nights

 

A banda que fora formada ainda em 2009 conseguiu fazer bons discos até hoje, mas nenhum tem a mistura de leveza, groove, bons vocais e espírito californiano como este de 2015. A marca do duo constituído por Bethany Cosentino e Bobb Bruno ainda prossegue lançando mão do bom humor das letras, todas advindas de coisas pueris do dia-a-dia para a batida meio cinquentista misturada com algo meio Pixies, meio Stone Roses, talvez. Algumas músicas parecem inclusive ser continuações de outras anteriores, mas quando você termina de escutar a bolacha quer logo em seguida voltar a fazê-lo. O que eles conseguem com este “California Nights” é para ficarmos achando que rock é fácil de se fazer (e olha que não é).


15 – The Libertines – Anthems For Doomed Youth

A volta do ano! Só isso já era satisfatório para os meninos londrinos estarem numa lista novamente. Depois de um hiato nos estúdios de 11 anos e uma parada nos palcos de aproximadamente quatro, o Libertines conseguiu reunir o junkie Pete Doherty com o meticuloso Carl Barat para um retorno junto com os membros antigos. Isso parecia apenas um caça-níquel, mas se tornou num dos melhores discos do ano. A pegada forte de influências de garage rock agora se mostra mais consistente com o ska que remete ao melhor do The Clash. As letras são pulsantes e se encaixam bem na sonoridade nova. Grande e boa surpresa de 2015.


14 –  Ibeyi – Ibeyi

 

As gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz cantam em inglês e iorubá, um dialeto africano que chegou a Cuba com a importação de escravos e que lá passou a ser chamado de lucumi. Além disso, são filhas de Anga Díaz, famoso percussionista que fora membro do Buena Vista Social Club. Só isso! Dessa forma, com o EP Oya (2014) elas tinham mostrado a que vieram, mas é com este maravilhoso álbum homônimo lançado no começo deste ano que elas puderam mostrar mais de seu absurdo aprendizado musical e vocal, além de nos presentear com sua doçura em suas apresentações ao vivo. Tudo o que acontece no palco ou no estúdio é de autoria das meninas, o que torna a experiência de escutá-las algo mais rico ainda.

  


13 – Slaves – Are You Satisfied?

 

Outro duo, este inglês. O disco de estreia dos garotos malucos Laurie Vincent (guitarra, baixo e vocais) e Isaac Holman (bateria, percussão e vocais) saiu em junho deste ano e logo depois já tinham a difícil tarefa de tocar no Glastonbury numa apresentação que deixou todos embasbacados, tamanho é o barulho que estes dois conseguem fazer. As músicas são pesadas, mas também têm um ritmo que faz você acompanhar facilmente. Dessa forma, o punk que tocam também pode se transformar em lo-fi de vez em quando, ou tudo na mesma hora, depende. É definitivamente o Parquet Courts do ano tanto na alegria de suas canções quanto na raiva de suas letras. Legal demais!


12 – New Order – Music Complete

Ninguém dava mais nada pelo New Order. Um showzinho mequetrefe por aqui, outro disco mais ou menos por ali, mas eis que Bernard Sumner parece ter ficado irritado com isso e chamou uma série de convidados para produzir esse petardo musical de agora. A lista de personalidades que ajudaram a fazer Music Complete é boa e variada: Elly Jackson, da banda La Roux, Iggy Pop e Brandon Flowers, do The Killers. As músicas remetem ao bom período do grupo da metade dos anos 80 quando viveram sua fase mais áurea e alguns singles como “Restless”, “Plastic”, “Tutti-Frutti”, “People on the High Line” e “The Game” são consistentes e comprovam tal sentimento. E agora, os fãs podem se questionar: quem é que precisa de Peter Hook?


11 – Wolf Alice – My Love is Cool

 

O mês de junho foi muito bom mesmo. A banda da linda Ellie Rowsell já havia lançado ótimos EPs nos anos anteriores e figurava em programações das rádios indie inglesa quando saiu “My Love is Cool”. Isso ajudou no reconhecimento de um público maior, mas a postura de gente grande do grupo também ajudou a florescer apresentações pulsantes durante 2015. A primeira empreitada do Wolf Alice tem canções mais rápidas, outras melodiosas e algumas mais densas, mas nunca se tornam entediantes. O frescor das letras e da composição instrumental é outro fator determinante para serem representantes de uma cena mais cool na Inglaterra roqueira. Influências de Pixies e do Shoe Gaze britânico do início dos 90 fazem da banda uma boa alternativa nesse ano de grandes debuts.

 


 

10 – Sleater-Kinney – No Cities to Love

 

A veterana banda de indie rock representante ainda da época do Riot Grrrl de L7 e Babies in Toyland sobreviveu aos anos 2000 e chegou nessa década com muita honestidade. O seu som ainda é muito potente e a presença de palco das meninas ainda é bastante marcante. Mas o disco deste ano traz alguns ritmos mais densos e ambientes mais puxados ao hard rock em alguns períodos misturados com a guitarra mais rasgada em outros. O hit “No Cities to Love” gruda na orelha facilmente, mas outras canções do álbum se tornam tão agradáveis quanto outros momentos da carreira das americanas.

 


 

9 – Wilco – Star Wars

 

Pois é, a turma de Jeff Tweddy não se cansa de nos trazer boas notícias. Não basta ter uma carreira pujante, a criação do próprio selo e do próprio festival de música independente, a iniciativa de realizar seus shows sozinhos e ainda a capacidade de angariar alguns Grammys para sua bagagem e eles ainda nos mandam algumas flechas certeiras no coração. Neste ano, o lance foi o lançamento-surpresa do disco Star Wars (e de forma gratuita). Além de não deixar a peteca cair musicalmente com o seu Country-folk-rock fluindo muito bem não deixam de inovar sonoramente, pois a ambientação de suas canções continua sempre evoluindo. O álbum é um passeio por onze torpedos de pura emoção e talento com todos os músicos tirando o melhor de seus instrumentos, enquanto tais sons nos fazem flutuar sem perceber que o momento está passando. Lindo demais!

 


8 – Lana Del Rey – Honeymoon

 

O último disco de Lana já era muito bom e figurou em muitas listas do ano passado, mas parece que a ambição da moça é muito maior do que isso e neste ano de 2015 resolveu parar novamente em estúdio para gravar mais algumas canções que podiam melhorar ainda mais sua reputação musical. A ideia faz sentido demais quando ouvimos o álbum pela primeira vez. Apesar de não ser exatamente um trabalho de fácil degustação ele te captura já no primeiro instante e te hipnotiza com a voz suave, mas dilacerante de Del Rey. Uma carreira que lança uma guinada mais ao sucesso crítico, porém sem perder a horda de fãs que a venera e promete crescer mais depois dessa empreitada.

 


7 – Tame Impala – Currents

 

Se os representantes do rock psicodélico australiano tiveram uma mudança em sua concepção musical com maior quantidade de falsetes e presença de samples e música eletrônica mais arcaica em suas canções isso não diminuiu sua capacidade de inovar artisticamente. O Tame Impala de Kevin Parker utilizou alguns elementos que os conterrâneos antigos do Bee Gees já haviam usado e misturou tudo isso em sua panela de psicodelia para formar este disco que possui um Q de prog, mas também se sustenta bastante pelas faixas mais rock’n roll. Uma grata surpresa de quem não quer ficar na mesmice.


6 – Of Monster and Men – Beneath the Skin

O recado dos islandeses ainda em 2014 já era claro: “Iremos fazer um disco com as características de nossa terra”. Isso já explica o clima sombrio com que a banda abre o álbum “Beneath the Skin”, segundo trabalho de estúdio da carreira deles. Depois de um debut de sucesso absoluto e presença garantida nos grandes festivais (Lolla Brasil 2013 incluso), o grupo do país gelado resolveu pesquisar mais ainda sobre a música local e isso permitiu que os ritmos primitivos deste novo trabalho não soem artificiais em nenhum momento. O vocal rasgado de Nanna Bryndís continua a emocionar e seus duetos com Ragnar “Raggi” Þórhallsson também funcionam bem, mas é a densidade das canções e o clima bucólico e de contato com a natureza de seus folks que trazem mais emoção à audição.


5 – Miley Cyrus – Miley Cyrus & Her Dead Petz

 

Que Miley Cyrus é uma ótima cantora ninguém em sã consciência pode negar, que ela é uma estrela mainstream também não é possível deixar de constatar, mas presenciar a coragem que esta menina teve neste ano é de aplaudir de pé. Esqueçam as fotos polêmicas e declarações chapadas da moça, isso pode ser estilo, fase ou tipo, mas não estamos falando de sua carreira musical. Quando o assunto é este o melhor mesmo é mostrar aos seus detratores este disco que ela lançou em parceria com o ídolo (dela e meu) Wayne Coyne. É difícil ver alguém com a fama dela jogar tudo para o alto e dizer que vai fazer o que quer sem querer saber se gravadora, patrocinadores ou fãs atuais vão gostar ou não. Ela simplesmente foi lá e fez! O disco é longo e possui de tudo: hip-hop, country music, folk, pegada mais pop e, acima de tudo, psicodelia. Como se fosse a nova vocalista do Flaming Lips a garota não se faz de rogada e utiliza sua voz da maneira mais prazerosa possível (para ela e para nós). Um discaço que saiu gratuitamente no site de Miley e que impulsionou um tour com a banda do chapa Coyne. Legal pacas a bagaça!


4 –  Chvrches – Every Open Eye

 

Seria difícil superar um disco de estreia tão gostoso de ouvir quanto “The Bones of What You Believe”, debut da banda da candidata a voz da sua geração Lauren Mayberry e dos meninos Iain Cook e Martin Doherty, mas não é que eles conseguiram o tal feito? Fincando de vez o pé nos grandes festivais mundo afora e fazendo parte da programação de toda rádio indie que se preze os escoceses conseguiram nutrir tanto a sede por baladas eletrônicas dos seus fãs quanto a fome por hits das principais emissoras europeias. “Clearest Blue”, “Leave a Trace” e “Keep You on My Side” são exemplos nítidos, mas outras partes do álbum não fazem por menos para nos entregar um Synthpop de respeito que os faz ser representantes de uma cena que se encaixa entre dois mundos (o eletrônico e o rock) e é aceita cada vez por ambos os públicos.


3 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Yesterday

 

O cérebro do Oasis conseguiu sobreviver sem o corpo do irmão e colega de banda. Noel Gallagher já havia feito trabalho conciso e forte no primeiro álbum de sua nova banda tendo no folk e no rock mais cru sua maior virtude, mas é com “Chasing Yesterday” que ele se solta (talvez a maior liberdade artística da carreira) para nos entregar um disco cheio de momentos épicos. Há hinos rock’nroll como “In The Heat of the Moment”, “Riverman” e “Lock All The Doors”, mas também se torna robusto com a oasística (inventei agora) “You Know We Can’t Go Back” ou a discoteque “Ballad of the Might I” que fecha grandiosamente o álbum. De resto é um disco conciso, rápido e direto e não deixa dúvidas sobre a capacidade de criação do moço. Motivos não faltam, portanto, para continuar acompanhando a carreira-solo do inglês e, apesar da onipresente possibilidade de haver uma reunião de sua antiga banda, ela já não se faz tão necessária assim.


2 – Blur – The Magic Whip

 

Os fatores para dar errado são muitos: problemas com drogas, projetos paralelos que atrapalham a concentração na banda, saída de líderes do grupo e pouca criatividade artística. Esses eram os motivos, mais do que suficientes, para que ninguém acreditasse numa retomada aos áureos tempos de Blur. Os anos 90 e começo dos anos 2000 foram embora e só nos restava curtir aqueles momentos da época distinta. Mas eis que após uma turnê atribulada na Ásia eles pararam em Honk Kong. Lá, os rapazes têm uma epifania e resolver fazer “o disco”. Além disso, Graham Coxon volta e a formação clássica está refeita, com Damon Albarn estando em ótima forma vocal. Desse jeito, a criação de “The Magic Whip” tem criatividade com sons diferentes orientais em “Thought I Was a Spaceman”, Lo Fi em “New World Towers”, surf music com “Mirrorball”, influência beatlemaníaca na linda “Ong Ong”, mistura prog-electronic em “Pyongyang”, ritmos caribenhos e até reggae em “Ghost Ship”, além da velha forma de fazer música do Blur com “I Broadcast”, “Go Out” e capacidade de fazer hinos low-profile em “My Terracotta Heart” e hinos para cantar em estádio com a imponente “There are Too Many of Us”. Merece lugar de destaque não só no ano como na carreira do Blur.


1 – Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit

 

Linda, maravilhosa, performática, simpática, inteligente, criativa, potente e imponente. São todos esses adjetivos que podem funcionar bem para introduzir alguém à música desta australiana que já era bem conhecida no mundinho indie muito antes de lançar seu primeiro álbum, o estupendo “Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit”. Primeiro, ela fazia shows pelas principais cidades de sua terra natal com sua vestimenta saída do guarda-roupa de Kurt Cobain, mas depois povoou rádios americanas como a KEXP (onde fez uma linda apresentação em 2014). Nessa época já tinha lançado dois EPs e se preparava para fazer seu debut em disco cheio, mas ali se percebia sua perspicácia e presença de palco que foram se ajustar ao talento preciso para criar letras do cotidiano enfeitadas belamente pelos seus riffs fortes de guitarra e sua voz doce, porém dura para falar da realidade. A questão é que tais versos saem de sua boca e conseguimos amar cada palavra, pois o Country-Folk-Grunge-Guitar-Garage-Rock que ela faz suaviza a tensão de algumas de suas letras. Dessa forma, “Sometimes I Sit…” funciona como se fosse uma música só, tamanha é a presença marcante da menina que só parece ter tendência a crescer no cenário musical mundial. Lindo de ver e ouvir!

 

Já temos algumas listas de melhores do ano: quer ver?

 

Final de ano sempre traz a aprazível ideia de falar o que você mais gostou (ou do que mais odiou, depende!).

Na música a brincadeira é levada a sério, inclusive pelo próprio blog, que divulga o seu ranking lá para o dia 15 de dezembro.

 

Parece que o medo é de aparecer alguma novidade nos próximos dias (ou seria mesmo a dúvida que nos consome para saber quem povoará o primeiríssimo posto?).

Dessa forma, já pululam por aí (e por aqui, consequentemente) alguns top 10, top 20 e muitos top 50. A ideia nossa é que a listinha daqui seja de 20, tamanha foi a quantidade de bons lançamentos deste ano.

 

Por enquanto, ficaremos com os Top 50 tanto da Spin quanto da Rolling Stone, sendo que a segunda parece ser mais eclética quanto à quantidade de gêneros e públicos pescados.

 

Mas alguns nomes aparecem repetidamente nos primeiros postos de ambas. Kendrick Lamar e Courtney Barnett parecem que serão os protagonistas de 2015 nas tais listas, a julgar por estas duas primeiras, mas outros nomes como Tame Impala, The Weeknd, Blur, Jammie xx, Sleater-Kinney, Chvrches e Father Johm Misty emplacam também, mas não dá para saber ainda se serão vistos nas próximas. É esperar a confirmação, mas já dá para ver que há muitas boas surpresas e grandes estreias, como é o caso da própria australiana.

Além disso, nomes como Lana Del Rey, Wilco e Blur, onipresentes nos anos em que lançam coisa nova também figuram em ambos os rankings.

 

Vamos lá:


 

Spin – Top 50

50. Janet Jackson – Unbreakable
49. Girlpool- Before the World Was Big
48. Majical Cloudz – Are You Alone?
47. RP Boo – Fingers, Bank Pads & Shoe Prints
46. Mount Eerie – Sauna
45. Seinabo Sey – Pretend
44. Krallice – Ygg Huur
43. CHVRCHES – Every Open Eye
42. Best Coast – California Nights
41. Fetty Wap – Fetty Wap
40. Mbongwana Star – From Kinshasa
39. Bully – Feels Like
38. FKA twigs – M3LL155X EP
37. Blur – The Magic Whip
36. Donnie Trumpet & the Social Experiment – Surf
35. Rabit – Communion
34. Chastity Belt – Time to Go Home
33. Jason Derulo – Everything Is 4
32. Titus Andronicus – The Most Lamentable Tragedy
31. Colleen Green – I Want to Grow Up
30. Oneohtrix Point Never – Garden of Delete
29. Kurt Vile – b’lieve i’m goin down…
28. Björk – Vulnicura
27. Earl Sweatshirt – I Don’t Like S**t, I Don’t Go Outside
26. Grimes – Art Angels
25. Kelela – Hallucinogen EP
24. Destroyer – Poison Season
23. Drake – If You’re Reading This It’s Too Late
22. Carly Rae Jepsen – E•MO•TION
21. Sufjan Stevens – Carrie & Lowell
20. Protomartyr – The Agent Intellect
19. SOPHIE – PRODUCT
18. Lana Del Rey – Honeymoon
17. Future- DS2
16. Beach House – Depression Cherry
15. Royal Headache – High
14. Miguel – WILDHEART
13. Father John Misty – I Love You, Honeybear
12. Deafheaven – New Bermuda
11. Sleater-Kinney – No Cities to Love
10. Alex G – Beach Music
9. Shamir – Ratchet
8. Kacey Musgraves – Pageant Material
7. Deerhunter – Fading Frontier
6. Waxahatchee – Ivy Tripp
5. Vince Staples – Summertime ’06
4. Tame Impala – Currents
3. Jamie xx – In Colour
2. Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit
1. Kendrick Lamar – To Pimp a Butterfly


Rolling Stone – Top 50

50. Bomba Estereo – Amanecer
49. Bob Dylan – Shadows in the Night
48. Carly Rae Jepsen – Emotion
47. James Taylor – Before This World
46. Rhiannon Giddens – Tomorrow Is My Turn
45. Madonna – Rebel Heart
44. Rae Sremmurd – SremmLife
43. Selena Gomez – Revival
42. Bjork – Vulnicura
41. Kamasi Washington – The Epic
40. Songhoy Blues – Music in Exile
39. Muse – Drones
38. Ashley Monroe – The Blade
37. Alabama Shakes – Sound & Color
36. Hop Along – Painted Shut
35. Vince Staples – Summertime ’06
34. Marilyn Manson – The Pale Emperor
33. Beach House – Depression Cherry
32. Jazmine Sullivan – Reality Show
31. Leon Bridges – Coming Home
30. Car Seat Headrest – Teens of Style
29. Joanna Newsom – Divers
28. Miguel – WIldheart
27. Eric Church – Mr. Misunderstood
26. Future – DS2
25. Darlene Love – Introducing Darlene Love
24. Donnie Trumpet and the Social Experiment – Surf
23. Mark Knopfler – Tracker
22. Florence + the Machine – How Big, How Blue, How Beautiful
21. Chris Stapleton – Traveller
20. Don Henley – Cass County
19. Kurt Vile – b’lieve i’m goin down…
18. Boz Scaggs – A Fool to Care
17. Keith Richards – Crosseyed Heart
16. Jack U – SKrillex and Diplo Present Jack U
15. Father John Misty – I Love You, Honeybear
14. Wilco – Star Wars
13. Tame Impala – Currents
12. Lana Del Rey – Honeymoon
11. Sleater-Kinney – No Cities To Love
10. Blur – The Magic Whip
9. The Arcs – Yours, Dreamily
8. Various Artists – Hamilton: Original Broadway Soundtrack
7. Jason Isbell – Something More Than Free
6. Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit
5. The Weeknd – Beauty Behind the Madness
4. D’Angelo – Black Messiah
3. Drake – If You’re Reading This It’s Too Late
2. Adele – 25
1. Kendrick Lamar – To Pimp A Butterfly


Enquanto o Blur vem à Argentina o Gorillaz inicia novo álbum

Pois é, amigos. Nem tudo nessa vida são flores. Sentir-se rejeitado é algo decepcionante, principalmente para um fã, mas há de se entender a questão.

O Blur andou pela América do Sul dias desses e o último show (Buenos Aires – Argentina) sendo transmitido ao vivo pela Internet no último domingo. O que todo apreciador da banda de Damon Albarn quer saber é o motivo pelo qual não houve esticada até o Brasil.

Mas como já foi dito anteriormente pelo próprio grupo inglês e o que todo mundo já sabe é que eles nunca conseguiram encher suas apresentações por estes lados e faz sentido que não tenham se sentido à vontade para amargar outra decepção por aqui. Daí a ignorada legal que nós sofremos e ver o quanto ficou bacana o material do novo disco no palco só faz aumentar o sofrimento silencioso de todos nós. Paciência!

Veja um trecho da apresentação do Blur em Buenos Aires logo aqui abaixo:

Dito isso, vem o lado bom da coisa toda.

Jamie Hewlett, artista responsável pela animação dos personagens do grupo virtual Gorillaz deu depoimento nos últimos dias dando conta de que as gravações do novo álbum já começaram.

A entrevista foi à revista DIY: Estou trabalhando nele no momento, e está indo muito bem. Estamos em uma fase de experimentação. Então, quando estou nesse período criativo, cozinhando a bagunça, tento não ir a outras exposições nem olhar o trabalho dos outros. Fecho meus olhos, não quero saber o que ninguém mais está fazendo”, afirmou p cartunista.

Nos últimos dias, Hewlett também têm divulgado algumas imagens de 2D e Noodles em seu Instagram. Veja a seguir:

Blur: onde o Blog estava com a cabeça que falou tão pouco de “The Magic Whip”?

Quando os rapazes do Blur apareceram no começo deste ano todos vestidos esquisitamente de sorvete de casquinha muita gente achou estranho.

Também achou-se irreverente a forma como foi lançado “The Magic Whip”, o novo álbum dos caras, cheio de referências à cultura pop japonesa e chinesa. A começar pela capa, pelo alfabeto chinês usado para escrever o título do trabalho e da banda, tudo tinha relação com o povo do outro lado do mundo.

É claro que até aquele momento ninguém havia ouvido todas as canções do disco e não tinha como realizar uma análise profunda do conteúdo.

Pois agora já é possível!

Tendo feito o anúncio do lançamento em pleno ano novo chinês (28/04) o álbum promove o retorno da banda ao estúdio depois de doze anos e produz a primeira atividade de Graham Coxon com o Blur desde 1999.

A peleja para a execução deste trabalho é interessante: em 2013 o Blur havia marcado alguns shows com sua formação original e algumas destas apresentações foram canceladas, dentre elas o espetáculo de Honk Kong. Já no ano seguinte, talvez para se redimirem do que aconteceu anteriormente, Dalmon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree voltaram à cidade e se instalaram no estúdio Avon para gravarem o álbum completo em apenas cinco dias.

Deu certo!

E digo mais: estamos diante de um dos melhores trabalhos de estúdio de 2015, talvez um dos principais lançados pelo Blur, em conjunto com “Leisure” (1991), o primeiro da carreira deles, a obra-prima do britpop “Parklife” (1994) ou o adulto “Blur” (1997).

A questão com “The Magic Whip” é que há de tudo nele: desde a volta às origens quando rivalizava com o Oasis a alcunha de melhor banda do britopop, passando pelas óbvias influências sessentistas, algumas introduções da música oriental e sintetizadores que lembram os seriados japoneses dos anos 80 até chegar à música havaiana, surf music, pós punk, shoegaze e algumas pescadas dos projetos pessoais de Albarn.

Aliás, as atividades individuais do vocalista tem feito bem a ele, pois principalmente a cadência e densidade do disco “Everyday Robots”, lançado ano passado, produz alguns ecos no trabalho vocal dele no oitavo álbum do Blur.

“The Magic Whip” inicia com uma associação conjunta de guitarra, baixo e bateria dignos dos melhores anos do grupo com a boa “Lonesome Street”, prossegue com mais tranquilidade e a voz densa de “New World Towers” e delicia os ouvidos com as distorções e gingados de guitarra que auxiliam Albarn a produzir uma música bem ao feitio de algumas bandas inglesas do final dos anos 80 e começo dos anos 90 com uma espécie de shoegaze atual.

A próxima sequência permite que presenciemos “Ice Cream Man” como uma canção contida semelhante ao que se produz ambientalmente com a boa “Thought I Was A Spaceman” e suas viagens “bowieanas”, para logo em seguida grudar na mente com a bublegum eletrônica e pesada “I Broadcast” que lembra um pouco as canções de “Parklife”.

“My Terracota Heart” é uma faixa ambient que se sustenta pela bateria e pelo belo trabalho agudo da guitarra de Coxon em conjunto com a voz tranquila de Damon e antecede o hit “There Are Too Many Of Us” que já pode ser considerado um novo hino na discografia da banda por conta de sua aptidão de música de “estádio” e seu trabalho orquestral para dar uma ideia de complexidade maior.

“Ghost Ship” se situa entre a surf music, a música havaiana e o uso de metais que, juntando tudo, dá bastante balanço a ela, enquanto “Pyongyang” se torna um prog-enigmático com suas linhas de baixo profundas bebendo também da fonte pós-punk do Joy Division. Posteriormente a isso, o Blur nos presenteia com uma música a la Beatles que é uma delícia de se ouvir do início ao fim e um refrão lindo de tão simples que é.

A finalização do álbum fica a cargo de “Mirrorball” e sua atividade quase acústica que desenvolve bem o violão com a voz menos acentuada de Albarn. Uma preciosidade também!

Enfim, um disco de rara beleza que parece ter sido fácil de se fazer, pois coloca o ouvinte para escutar do início ao fim sem que precise de tregua. Todas as músicas casam bem é há sintonia fina entre todas elas. E interessante que isso aconteça com um grupo que, pensava-se apenas estar fazendo um retorno caça-niqueis. Desde já, uma das melhores coisas feitas neste ano.

Blur – “The Magic Whip” (Tracklist)

“Lonesome Street”
“New World Towers”
“Go Out”
“Ice Cream Man”
“Thought I Was A Spaceman”
“I Broadcast”
“My Terracotta Heart”
“There Are Too Many Of Us”
“Ghost Ship”
“Pyongyang”
“Ong Ong”
“Mirrorball”


Lonesome Street


There Are Too Many Of Us


Ong Ong

Está na internet, nas revistas, na boca do povo indie, no mundo todo… A volta do Blur com disco novo!

 
E não é que o homem tem fôlego mesmo…
 
Depois de realizar em 2014 o ótimo “Everyday Robots”, disco ótimo cheio de participações especiais, o cantor britânico Damon Albarn andou soltando por aí no final do mês passado que o Gorillaz estaria próximo de lançar coisa nova. O boato se concretizou mais ainda quando Jamie Hewlett, desenhista responsável pela banda visual, postou imagens com os integrantes Murdoc e Noodle (baixista e guitarrista, respectivamente do grupo animado).
 
Já seria muito trabalho para o artista que é conhecido pela sua proficuidade aguçada no mundo da música, mas eis que o cara e mais os outros integrantes do Blur, grupo ícone da cena britpop dos anos 80 e 90, voltam aos holofotes nesta semana com três anúncios importantes e alguns possíveis agendamentos.
 
Primeiro, foram várias imagens coloridas que foram sendo postadas no Facebook e no Twitter da banda, para que depois houvesse a notícia mais completa acerca do lançamento mundial do novíssimo álbum.
 
Mais tarde, eles nos brindaram com o single “Go Out”, canção que não abre mão do experimentalismo característico do quarteto, moldado também pelos frequentes ruídos e a voz de Albarn enterrada no meio da mixagem. Apesar desse clima nebuloso a construção é excelente e a boa mão de todos os instrumentistas se sobressai.
 
Aqui, as imagens:
 
Aqui, o single:
 
 
O disco vai se chamar “The Magic Whip”, e sucederá “Think Tank” (2003), última parceria integral entre Albarn, Coxon, James e Rowntree como banda mesmo, já que depois disso o guitarrista Graham Coxon se afastou do Blur para cuidar de projetos pessoais e o grupo lançou uma coisa aqui e outra ali, mas nunca mais um disco cheio no estúdio.
 
A bolacha chega às lojas dia 27 de abril, tem doze faixas e foi inteiramente gravada em Hong Kong com produção dos próprios músicos. O curioso é que o anúncio feito hoje coincide com a comemoração do ano novo no calendário chinês, motivo também pelo qual estão explicadas as imagens acima.
 
Depois de todo esse caminhão de revelações da banda também foi informado um show deles no Hyde Park, em Londres, para o dia 20 de junho. Tal atividade começa a se tornar tendência já que ano passado o Libertines utilizou o mesmo local para fazer a apresentação de retorno aos palcos.
 
Além disso, e até mesmo pelo período em que acontecerá o evento, torna-se evidente que o Blur se figura neste momento como um dos favoritos para ser uma as grandes atrações dos festivais de verão da Europa.
 
No Brasil, o grupo que abriu portas no Reino Unido e Europa para Elastica, Pulp, Supergrass (e de certa forma até mesmo para o Oasis), fechou a noite do último Planeta Terra que aconteceu em São Paulo em 2013. Quem sabe com novo disco na praça os caras não se animam a dar mais uma passada por aqui.