O quê que Goiás tem: um resumo da cena quente do centro do país

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Se há um lugar no Brasil onde podemos verdadeiramente dizer que tem uma cena musical esta se chama Goiás, ou melhor, sua capital Goiânia, e não, não estamos falando de música sertaneja, até porque esse rótulo parece estar se distanciando cada vez mais do que se faz nos dias atuais pelos pseudo representantes da canção raiz brasileira.

E sim, estamos nos referindo à ótima safra de bandas e artistas daquela região brasileira ligados ao rock, indie ou mesmo à MPB, ou como alguns gostam de mencionar, a novíssima música popular brasileira.

Abaixo, um resumo rápido de cada um dos representantes (mais conhecidos) da cena goiana que tem assolado nosso território e até mesmo outros países europeus e EUA através de festivais e shows solo.


 

Boogarins:

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A banda formada por Fernando “Dinho” Almeida (vocais e guitarra rítmica), Benke Ferraz (guitarra solo), Ynaiã Benthorldo (bateria) e Raphael Vaz (contrabaixo) já fazem provocam certo alvoroço mundo afora por causa de “As Plantas Curam” (2013) e “Manual (2013) em que a mistura de sons psicodélicos dos anos 50 e 60, influências que vão de Beach Boys a Mutantes e Bossa Nova e uma fusão de MPB com rock experimental fazem a gente viajar em cada canção ouvida. Em 2017 lançaram meio sem alarde o álbum “Lá vem a Morte” e intensificaram a invasão mundial que já pousou em Lollapalooza Brasil, South By Southwest, Rock in Rio Lisboa e Primavera Sound, além de entrevista e pocket show na conceituada KEXP FM de Seattle.

Músicas de destaque: “Lucifernandis”. “Doce”, “6000 Dias”, “Foimal”.


 

Carne Doce

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O quinteto advindo de Goiânia pode ir do rock de garagem à MPB dentro da mesma canção e não escondem que ícones da cena brasileira fazem sua cabeça da mesma forma que heróis do underground indie também alimentam seu repertório de influências. Com Salma Jô, vocalista da banda, sendo um show à parte a sonoridade funciona como ambiente perfeito para sua performance vocal e corporal durante as apresentações ao vivo. O quarteto de instrumentistas também dá o seu recado com ótimos arranjos e uma profundidade sônica difícil de se encontrar hoje numa cena nacional de pouca profusão de intensidade e tensão musicais que consigam se aliar com letras marcantes e de discussão mais complexa.

Músicas de Destaque: “Eu te Odeio”, “Cetapensâno”, “Sertão Urbano”, “Atermísia”, “Princesa”.


 

Kasteljins

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O músico e artista plástico Pedro Kasteljins, ou simplesmente Kasteljins, se lançou na cena além de Goiânia com o álbum “Raposa” (2016) através da LaLonge. Com 10 músicas escolhidas entre as primeiras gravações feitas pelo músico, entre 2012 e 2013, na sua própria casa o rapaz consegue mandar muito bem apesar da informalidade da produção. Posteriormente, ainda se juntou a integrantes do Boogarins para colocarem em prática o projeto Maurício Noia. Os registros de Kasteljins ainda soam um pouco amadores, mas a qualidade já é facilmente identificada e os experimentos funcionam bem para ouvidos atentos.

Músicas de destaque: “Answer”, “Olhos de Raposa”.


 

Luziluzia

Misto de Boogarins com Carne Doce, o projeto goiano segue fazendo barulho mesmo que despretensiosamente. Criado para preencher a lacuna deixada pelo hiato nas carreiras das duas bandas quando estas terminam suas turnês muita coisa acaba surgindo sem querer através de gravações via celular ou por meio de jams que nem tinham isso como objetivo. com guitarras de Benke Ferraz e João Victor Santana, bateria comandada por Ricardo Machado e baixo nas mãos de Rafael Vaz o complicado só é ter uma turnê da banda devido ao trabalho de todos os integrantes com seus grupos oficiais.

Músicas de destaque: “Primavera”, “Som de Lugar”, “Before the Storm”, “Cosmic Melodrama”.


 

BRVNKS

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A banda goaina BRVNKS tem singeleza, soa como um indie lo-fi, às vezes, com pitadas de densidade vocal macia e guitarras festivas pop por outros momentos. Com o lançamento de seu EP “Lanches” em 2016 veio o sucesso instantâneo nas redes sociais e na cena underground de lá e do resto do país com 70.000 plays no spotify em apenas 20 dias. Mas é à Bruna Guimarães que devemos celebrar, pois o projeto se deve exatamente às suas composições e sua persistência que, ainda menor de idade, teve em promover a banda três a quatro anos atrás.

Músicas de destaque: “Don’t”, “Harry”.


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Ninguém esperava por isso: Boogarins solta novo álbum de supetão

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Normalmente, acontece uma campanha de marketing e quando se trata de uma banda que já possui bastante infiltração no mercado internacional por conta de suas ótimas apresentações em grandes festivais na gringa é óbvio que isso é mais do que esperado.

O próprio acompanhamento da imprensa especializada dificulta que o inverso ocorre.

Mas estamos falando do Boogarins, grupo de Goiania para o mundo, que lançou dois dos melhores discos dos últimos dez anos (a saber, “Manual” e “As Plantas Que Curam”, além do trabalho ao vivo intitulado “Desvio Onírico”) faz nossas cabeças explodirem com o lançamento bomba de “Lá Vem a Morte”.

O disco está recheado por 8 faixas e foi gravado no estúdio Manchaca Roadhouse tendo sido produzido e mixado por Benke Ferraz (guitarra). Além disso, este é o primeiro disco da banda com participação do baterista Ynaiã Benthroldo como compositor também. Prosseguem na banda Fernando Almeida Filho (voz e guitarra) e Raphael Vaz (baixo) para completar o quarteto.

Essa nova produção dos goianos possui canções com letras que seguem uma linha política que critica a atual onda cínica e hipócrita da sociedade em suas relações humanas como um todo.

Singles como “Foi mal”, “Onda Negra”, “Polução noturna”, “Corredor polonês” têm nitidamente essa pegada analítica de nosso mundo contemporâneo ao mesmo tempo que promovem uma maior participação de elementos eletrônicos no som da banda. O próprio uso de sintetizadores comprova tal afirmação.

A crônica evolutiva em torno do nome do disco permeia “Lá Vem a Morte Parte 1”, “Lá Vem a Morte Parte 2″ e Lá Vem a Morte Parte 3” com nuances de uma mini ópera que enquanto grita pela morte conceitual que pode chegar pelo crime (ou violência policial?), socialmente ou mentalmente também demonstra através dos ritmos e barulhos empregados as várias formas de morrer: fisicamente, sensorialmente ou transcendentalmente.

Dessa forma, o disco pode entrar naturalmente como uma apresentação a parte do Boogarins nas novas apresentações ou como um ato específico durante os shows desta próxima temporada deles.

Além disso, a banda se mostra enraizada num ambiente sonoro que agrada a um público fiel tanto cá como lá fora. E isso não é para qualquer um.

 


 

Boogarins – Lá Vem a Morte 

 

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1 – Lá Vem a Morte Parte 1

2 – Foimal

3 – Onda Negra

4 – Polução Noturna

5 – Lá  Vem a Morte Parte 2

6 – Corredor Polonês

7 – Elogio à Instituição do Cinismo

8 – Lá Vem a Morte Parte 3

 


 

Lá Vem a Morte – Full Album

 

 


 

Os melhores álbuns nacionais de 2015

 

Não, não foi um grande ano para a música brasileira e muita coisa repetitiva ou fórmulas que só nos faz parecer cair num limbo de piora constante são os grandes responsáveis por isso.

Porém, ainda há possibilidade de pescar gente boa aqui e ali, sem, infelizmente, constatar uma cena boa acontecendo em algum espaço do território.

Se conseguimos captar gente boa acontecendo no Amazonas, por exemplo, também é óbvio que o sertanejo universitário e o pagode mela-cueca prosseguem capitaneando a programação de rádios e tvs e isso castra a formação de aparições em massa de coisa nova acontecendo.

Portanto, se não houver uma união maior de artistas ligados a essa ideia de diversificar a coisa o processo de monopólio musical deste país só tenderá a crescer.

Daí, que aqui abaixo, eu listo apenas dez discos considerados importantes para a cena nacional neste ano de 2015, diferentemente do que aconteceu ontem com o top 20 internacional.

Esperemos que ano que vem a coisa flua de maneira diferente. Um abraço!


10 – Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo

 

Não é o melhor trabalho de Elza e nem seu maior momento como cantora (longe disso), mas ela consegue se sustentar em temas bem elaborados e consegue utilizar sua garganta sem parecer apenas uma caricatura de si mesma. É um trabalho honesto que de tão despretensioso acaba surtindo efeito de soar belo.

 

 


 

9 – Cícero – A Praia

O artista evolui com sua música que fala da vida cotidiana se aprofundando no romantismo em determinados momentos. Às vezes, soa um pouco brega, mas dá para aguentar isso em nome da qualidade do todo já que em nenhum momento este “A Praia” se torna previsível.

 


 

8 – Dingo Bells – Maravilhas da Vida Moderna

Os versos espertos e bem alinhados com a parte instrumental são o principal adjetivo que se pode dar a esta banda gaúcha que aproveita este “Maravilhas da Vida Moderna” para lançar mão de um sonoridade mais alinhada ao indie mais tranquilo atual sem se empolgar com barulhos mais intensos. Trilha sonora para acalmar a alma.

 


 

7 – Luneta Mágica – No Meu Peito

 

Se há momentos em que a banda Luneta Mágica parece algo experimental demais existem momentos em que o apelo eletrônico se diverte junto com o as presenças do folk e da música alternativa americana. Mas a estética do grupo amazonense neste ”No Meu Peito” se baseia em melodias acessíveis que são auxiliadas por vocais sem maneirismos complexos. A psicodelia exposta em alguns de seus sons não é tão bem estruturada como, por exemplo, o trabalho do igualmente brasileiro Boogarins, mas dá um caldo bom.

 

 


 

6 – Mahmed – Sobre a vida em Comunidade

 

A banda é do Rio Grande do Norte e sua marca neste primeiro álbum parece ser a forma como modifica suas linhas instrumentais a cada momento (ou até mesmo na mesma canção). Dessa forma, a instabilidade da estrutura musical acaba fazendo sentido para os ouvidos, mesmo que isso não seja tão automático assim. Como uma viagem cheia de obstáculos a música do Mahmed que passeia entre o Dream Pop e o Jazz, por exemplo, soa bem diferente da mesmice nacional deste momento.


5 – Tulipa Ruiz – Dancê

“Dancê” sustenta o caráter sonoro do qual Tulipa Ruiz tenta fugir desde o seu último trabalho “Tudo Tanto” (2012). Agora, sua música parece mais urbana e sua voz comprova essa realidade atual, pois mesmo que se atente ao som mais pop deste disco também atua de forma mais forte, pulsante. Os temas também são mais próximos da realidade da cidade grande e, apesar do título, não é propriamente um trabalho para ser exposto na pista de dança. De qualquer forma, bem acima da mediocridade nacional dos lançamentos deste ano.

 


 

4 – Cidadão Instigado – Fortaleza

A influência de uma sonoridade setentista se faz presente na banda cearense, mas conseguem prosseguir na estrada com uma mistura com a MPB que promove mais harmonia ao seu som e uma pitada de rock progressivo pode ser visto neste novo disco do Cidadão Instigado. Vale pela coragem deles em ir sempre em frente com sua música.


3 – Emicida – Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…

 

As músicas são mais viscerais e a melodia soa melhor aos ouvidos. Sonoramente, Emicida cresceu bastante, mas isso também tem de ser creditado à ótima banda que o acompanha. Porém, é a parte da letra que demonstra maior maturidade do artista que consegue agradar tanto ao público jovem da periferia quanto a galera indie.

 


 

2 – Aldo, The Band – Giant Flea

Os sobrinhos do Aldo cresceram musicalmente e não pensaram duas vezes antes de chamar mais dois músicos para a banda a fim de proporcionar um som mais robusto para este Giant Flea. No álbum, segundo da carreira deles, há um eletrônico mais rápido e próprio para a pista, além de demonstrar que o processo de crescimento também alimenta melhores apresentações ao vivo. Interessante guinada dos meninos que vale a pena ser conferida.

 


 

1 – Boogarins – Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos

Banda espetacular que se utiliza de elementos da psicodelia sessentista de Austin para criar um ambiente único na música atual brasileira. Neste segundo álbum, além de prosseguir com a receita que fez deles uma das melhores surpresas da década, também inclui influências da bossa-nova e da MPB dos anos 70 para se aprofundar em temas transcendentais e complexos como o sentido da vida sem se tornar piegas.


O Boogarins mostra seu novo “Manual”

Os psicodélicos goianos do Boogarins está simplesmente preparando os últimos acertos para lançar o seu aguardadíssimo segundo álbum.

Depois de desbravar o Brasil e o mundo com o seu excelente “As Plantas que Curam”  que fez carreira internacional honesta e robusta chegará ao mercado fonográfico de cá e de lá o álbum “Manual”. O disco cheio se apossa de nossos ouvidos a partir de 30/10, tendo um total de 11 faixas, mas não é por isso que alguma pilulas já não devam nos ser ministradas antes disso.

Visual da provável capa do disco:

Prova disso é a mostra de trechos de “Avalanche”, provável primeiro single do álbum que aparece em pedaços através de vídeo promocional jogado na rede pela banda.

O lançamento dessa segunda incursão da banda pelos estúdios já garante viagem para pelo menos 12 países da Europa no último trimestre deste ano. A contagem completa inclui Inglaterra, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega, Suíça, Itália, Espanha, Portugal , Bélgica e França.

A perna brasileira da turnê passa por aqui apenas em 2016, mas com a vantagem das músicas já terem tomado corpo e experiencia pelos palcos de fora.

Mesmo assim, parece que os meninos terão um ano novo mais corrido por causa de idas à América do Norte e Japão.

Para comprovar a qualidade da técnica e produção utilizada pela banda nesse novo trabalho basta constatar que as gravações aconteceram no Jorge Explosion’s Estudio Circo Perrotti, em Gijón, Espanha, local pelo qual muitas bandas do rockabillie e do rock psicodélico europeu já passaram anteriormente.

Pra quem quer se antecipar já pode reservar “Manual” no sistema disponível em pré-venda.

Veja abaixo o track list completo do novo disco que possui o sugestivo subtítulo “Guia Livre de Dissolução dos Sonhos”, além do vídeo promocional com alguns bastidores da gravação do álbum.

 Manual – Boogarins

Truques
Avalanche
Tempo
6000 Dias
Mario de Andrade – Salvagem
Falsa Folha de Rosto
Benzin
San Lorenzo
Cuerdo
Sei Lá
Auchma

Com as preciosas informações do Site Popload.

Apresentação do The Horrors muda para o Cine Joia, mas essa não é a principal notícia

 
Antes de qualquer coisa quero deixar claro que o intuito deste texto não é culpar ninguém, mas o que está em jogo é a necessidade de uma melhoria no tratamento, no atendimento e na segurança oferecidos ao público de shows e da noite em São Paulo e no Brasil.
 
Pois bem, a notícia que saiu nos principais sites de música de ontem para hoje é que a apresentação da banda britânica The Horrors (com abertura dos sensacionais Boogarins de Goiania) não será mais na casa Beco 203. A produção do Popload Gig Festival foi rápida e rasteira ao anunciar que as bandas farão seus shows no Cine Joia, tradicional casa que tem abrigado uma série de outras apresentações indie na cidade.
 
A questão é: Por que essa mudança repentina horas antes do evento ocorrer?
 
E aí quando recorremos às redes sociais há uma intensa conversa de internautas envolvidos com a vida noturna de São Paulo que indicam o mesmo motivo: teria havido um estupro na casa localizada na Rua Augusta no último dia 1º de maio (sexta-feira) e o caso teria tido um abafamento e uma tentativa de convencimento da vítima para que o fato não viesse à tona num momento em que a casa tem alguns outros eventos para acontecer por lá (a cantora Sharon Van Etten também toca por lá no dia dos namorados em junho).
 
A situação é bem confusa, mas dá para ficar em dúvida quanto ao real motivo da alteração de local do show da banda inglesa, pois no site informa que isso acontece simplesmente por uma questão logística.
 
Procurei na imprensa alguma nota do caso e qual foi minha surpresa de que a maior cobertura tenha sido de um jornal do Rio de Janeiro, o Extra.
 
Abaixo reproduzo reportagem do jornalista Breno Boechat:
 
“Um grupo de internautas usa as redes sociais para cobrar explicações sobre um caso de estupro que teria acontecido na casa noturna Beco 203, na Rua Augusta, região central de São Paulo, na madrugada da última sexta-feira. De acordo com pessoas que estavam no local, uma jovem foi estuprada por um segurança da boate, dentro do banheiro do casa. Ela teria registrado boletim de ocorrência sobre o caso e sido convencida a retirar a queixa por funcionários da boate, que, por meio de nota, negou qualquer episódio de abuso sexual dentro do estabelecimento.
 
De acordo com a Polícia Militar também informou, não houve chamados desse tipo na área da boate, que é patrulhada pelo 7º BPM (Consolação). Testemunhas do caso, no entanto, dão uma versão diferente e contam que 12 PMs foram até o local, após uma pessoa que acompanhava a vítima chamar a polícia, e seguiram com ela e o segurança até uma delegacia.
 
— Ela ficou com um segurança e foi para dentro do banheiro com ele, mas o sexo não foi consensual. Ela ficou muito abalada e saiu completamente desnorteada do banheiro. Ela e uma outra menina saíram da balada e chamaram a polícia. Chegaram 12 policiais com aquele comportamento que a gente já conhece de colocar a culpa na vítima: ‘ela ficou com o cara porque ela quis’. Foram para a delegacia e a polícia colocou os dois na mesma sala, para colher depoimento. Dá para imaginar o tipo de constrangimento e de intimidação que ela viveu — conta uma testemunha, que prefere não ser identificada.
 
A Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), por meio de assessoria de imprensa, conta outra versão. De acordo com a secretaria, a jovem se dirigiu à 78ª DP, no bairro de Jardins, para prestar depoimento, acompanhada da mãe. Ainda segundo o órgão, o depoimento dela foi colhido separadamente, sem a presença do outro envolvido no caso. A SSP-SP, no entanto, não esclareceu se a queixa foi retirada ou não por parte da vítima.”
Foto da frente da casa noturna
 
Oras, se o caso é verídico ou não cabe à polícia investigar, mas mesmo não dando a versão aqui apresentada como possível pela mudança, ainda assim acredito ter sido acertada a decisão da produção de retirar o show do local. Pesa, a partir de agora, muita dúvida e questionamentos em cima da casa noturna e uma teimosia em garantir o lugar para receber um evento importante como este seria um perigo para a própria atividade como também para o futuro da própria casa.
 
Além disso, tal situação deve não só ser bem investigada e ter uma análise precisa do que de fato aconteceu como também suscita uma questão acerca de eventos deste porte, seja em festivais de música, shows solo ou de atividades em casas noturnas em geral: elas realmente oferecem segurança às mulheres no que se refere às suas dependências?
 
E a resposta, infelizmente, é um sonoro não!
 
Há duas semanas relatei aqui mesmo no blog meu sacrifício inglório para participar do Monsters of Rock, mas conversando com uma amiga percebi que havia esquecido de relatar uma situação que me chamou à atenção no dia do evento: existiam ali muitos pontos escuros em que ou a iluminação não chegava ou que simplesmente possuía becos ou pontos cegos onde nenhum segurança podia prestar maior atenção aos participantes da atividade.
 
Obviamente que tais locais eram ótimas alternativas para pessoas mal-intencionadas realizarem pequenos roubos e se tornavam assim pontos estratégicos para se abordar mulheres e violenta-las.
 
Da mesma forma lugares enormes onde acontecem outros grandes festivais como o Lollapalooza Brasil (autódromo de Interlagos) ou Rock in Rio (cidade do rock) são passíveis destas situações.
 
E a questão é se o problema é somente em torno da megalomania dos produtores em fazer algo cada vez maior ou se a situação é simplesmente por conta da necessidade de maior iluminação e segurança acontecerem.
 
Quanto à primeira possibilidade não teremos mudança já que o lucro desses eventos é cada vez maior, mas quanto ao segundo ponto abordado é claro que poderiam usar esse mesmo lucro para a melhoria dos dois itens essenciais citados. Mas também há quem possa me contrariar falando sobre o próprio caso do Beco 203, pois se realmente foi um segurança que realizou tão atrocidade então só podemos lamentar a imundície e imoralidade da mente humana e do machismo imperante de nosso país.  
Daí só resta sentar e chorar, mas não antes de denunciar e apurar corretamente os fatos e fazer com que os culpados sejam incriminados e enquadrados na lei.
O telefone para denúncias deste tipo é 180 ou entre contato diretamente com a polícia no 190. Não se cale diante da violência contra a mulher. Nunca!

Dez grandes momentos do Lollapalooza Brasil 2015

Muito sol e calor no sábado; Friaca, garoa e lama no domingo.

O Lollapalooza Brasil 2015 teve dois dias bem distintos não só nos quesitos tempo e temperatura, mas também em seu line-up.

Alguns problemas técnicos no primeiro dia com falha na  tecnologia das máquinas que recebem os pagamentos via cartão, falta de energia elétrica em alguns pontos, mas tudo resolvido a tempo de não oferecer maior tumulto tanto no sábado quanto na continuidade realizada no domingo.

Com a experiência de ter enfrentado a mesma maratona de shows no ano passado, o blog conseguiu angariar para a sua coleção de apresentações mais atrações do que o festival anterior.

Dessa forma, foram dez bandas assistidas por completo e mais duas parcialmente.

Assim, ficou mais fácil de realizar um top ten aleatório com alguns momentos mágicos acontecidos durante o evento em Interlagos.


A psicodelia contagiante do Boogarins

Se há uma banda brasileira atual com cacoete para grandes festivais ao mesmo tempo em que sabe ser intimista quando quer é esse Boogarins.

Os goianienses são realmente muito bons no palco e sua psicodelia inerente promove instantes de pura virtuose enquanto traz outras situações em que sua canções proporcionam uma viagem sonora e cerebral.

A apresentação rápida (cerca de 55 minutos) não teve pressa de acontecer com alguns momentos de experimentações instrumentais de seus integrantes, mas também não deixou de fora músicas ótimas de seu primeiro disco lançado em 2013, o “As Plantas que Curam” que acabou sendo relançado para o resto do mundo pelo selo americano.

O fato de Marina and the Diamonds ter cancelado seu show no mesmo palco onde a banda brasileira tocou os favoreceu, pois demoraram mais para entrar em cena e mais gente pôde assisti-los e conheceram seu som contagiante.

Pontos altos para as músicas “Avalanche”, “Lucifernandis”, “Erre” e “Infinu” que fizeram todo mundo cair na dança no palco Axe.


A esquisitice legal do Alt-J

Quando esses ingleses apareceram na cena local indie em 2012 com o estranhíssimo  “An Awesome Wave” ninguém poderia poderia supor que eles estariam nos principais festivais do mundo no ano de 2015.

A estreia de “This is All Yours” facilitou a questão, pois entraram nas paradas europeias e caiu no gosto americano também.

Perceber que uma banda altamente experimental e que abusa dos truques vocais em consonância com a instrumentação perfeita de seus integrantes e a ambientação interessante feita pelo teclado da banda é difícil de explicar, mas também é legal saber que o público adotou uma banda assim para gostar.

O fato de seus integrantes trocarem eventualmente de instrumentos também ajuda nessa ideia de que eles levam certa mudança para o cenário indie mundial.

O show foi cheio de experimentos, mas não deixou de lado os hits angariados por eles nos últimos anos.

Desta forma, houve bastante entusiasmo por parte da plateia que compreende que eles não nasceram para fazer presepada no palco e apoiam sua esquisitice musical.

Ponto alto para as faixas “Matilda”, “Tessellate” e “Every other freckle”, além de “Hunger of the Pine” que foi cantada em uníssono pelo público.


A batalha de guitarras entre St. Vincent e Toko Yasuda

Se o fato de ser imperdível o show da guitarrista americana se tornou verdade absoluta também é importante ressaltar que sua escolha por uma apresentação virtuosística foi extremamente acertada.

Além disso, a produção visual da cantora e de sua banda (reduzidíssima a apenas dois integrantes além dela) é algo muito bem cuidado e sua escolha por uma vestido preto maquiagem forte azul e verde e salto alto torna o show num espetáculo não apenas sonoro, mas num efeito visual incrível e bonito.

Desde o primeiro acorde de “Bring me Your Loves” até os hits “Digital Witness”, “Cheerleader”, “Birth In Reverse”, finalizando perfeitamente com “Your Lips Are Red”, tudo é muito bem realizado e treinado.

Até mesmo as dancinhas ensaiadas com sua tecladista e multi-instrumentista Toko Yasuda formam uma atração à parte. E é óbvio que a batalha de guitarras travada entre as duas está entre as melhores coisas vistas no festival deste ano.

Por fim, os solos de guitarra de Annie Clark promovem um espetáculo vibrante e apoteótico. Apresentação perfeita que só podia ter como reação do público aplausos efusivos.


A beleza da voz de Robert Plant e sua banda de excelência

É claro que aos 66 anos Robert Plant não possui mais o alcance vocal de 40 anos atrás. O abuso das drogas e álcool naquela época atrapalhou demais a garganta do ex-integrante do Led Zeppelin, mas ele ainda conta com uma coisa que nem o melhor vocalista atual conseguirá nos dias de hoje: experiência.

Através dessa qualidade Plant sabe como usar os timbres de voz da melhor forma possível e a beleza de seus arranjos permanece intacta.

Além disso, o cantor conseguiu reunir uma série de virtuoses ao seu redor para acompanha-lo em suas turnês. A banda intitulada Sensational Space Shifters é formada por gente muito boa.

Desde o baterista Dave Smith, o tecladista John Baggot, o baixista e guitarrista John Adams competentíssimos naquilo que produzem há uma certeza entre eles: devem fazer de tudo para que a estrela da companhia esteja sempre bem protegido para lançar mão de seus hits.

Uma atração realmente especial é ó multi-instrumentista gambiano Juldeh Camara, responsável pelas intervenções mais excêntricas e exóticas durante o show com um instrumento que parece a junção entre um berimbau com um violino e que faz um som sensacional que divaga entre os sons africanos e orientais.

Logo quando começou “Babe I’m Gonna Leave You” , música de Joan Baez regravada pelo Zeppelin em 1969, já havia quem se descabelasse achando que aquilo fosse um sonho. “The Lemon Song” foi mais um espetáculo impar.

Posteriormente, “Rainbow” e outras músicas do disco mais recente de Plant, ‘Lullaby… And The Ceaseless Roar”  vieram e não chegaram a esfriar a plateia, pois sempre vinham em meio a sucessos do Led.

Por fim, uma pegada mais pesada com “Whole Lotta Love” e o último suspiro com a não menos incônica “Rock’n Roll”. Os roqueiros de longa data saíram de alma lavada.


Jack White Transforma Palco Skol num grande Saloon

Que Jack White é um excelente músico e não arreda o pé de fazer experimentalismos em seus som e na maneira de tocar isso é uma verdade incontestável, mas a apresentação dele sempre é diferente onde quer que seja.

É formidável que haja um artista assim no cenário musical atual, pois sabemos que dá para aproveitar ao máximo tudo aquilo que sai de sua mente criativa.

O show dele, portanto, é muito bom não só por conta com hits da época de White Stripes, mas também é favorecido pelas intervenções do período em que trabalhou no The Racounters, além de se valer de suas ótimas músicas dos dois discos solos que fizeram dele um queridinho do mundo indie.

Mas há um plus: sua banda de apoio é sensacional!

Só isso já basta para se alegrar a assistir a essa apresentação irrepreensível, mas o baile de saloon no qual foi transformado o local onde tocou neste sábado fez com que Jack White esteja entre os melhores artistas que já pisaram por esses lados de Interlagos quando o assunto é Lollapalooza.



Molotov faz o show mais animado do Lolla 2015

Um show energético que fez o público entrar em pura insanidade durante boa parte de sua apresentação fez com que a banda mexicana fosse promovida a artista mais animado do festival de forma disparada.

É óbvio que o carisma de todos os seus integrantes em cima do palco e a forma anárquica com que realiza seu show facilita esse contato com a galera, mas também o Molotov é carregado por muitos hits ao longo da 1 hora de atividade enlouquecida.

O único momento em que houve uma rodinha de bate-cabeça durante todo o Lollapalooza 2015 também é de inteira responsabilidade dos chicos e a mistura entre as mudanças de instrumentos por parte de seu guitarrista e seu baterista em consonância com os efeitos visuais no telão (desde seios abundantes até líderes mundiais imbecilizados) também foram pontos altos do show do Molotov.

A plateia agradecida gritou muito durante a última música “Puto” e o nome da banda foi repetido inúmeras vezes ao final da apresentação.


Interpol aproveita chuva para desfilar suas letras sombrias

Uma banda calejada em festivais com um líder como paul Banks inspirado e afiado com seus hits e novas músicas.

Este é o Interpol, que ainda teve em seu guitarrista Daniel Kessler bem empolgado com o público e com seu instrumento de trabalho e a competência característica de Brad Truax e Sam Fogarino.

Aliás, muito da competência em palco se deve ao entrosamento entre Banks e Kessler.

O último álbum “El Pintor” foi bastante favorecido no set da banda com “All the Rage Back Home”, por exemplo, mas hits como “Evil”, “NYC” e a derradeira “Slow Hands”, todas inspiradas na depressão estilo Joy Division foram favorecidos pela garoa que insistiu em cair durante boa parte do show.

Muitos fãs foram angariados para a apresentação da banda americana e o resultado não foi desanimador, apesar de terem sido ouvidas reclamações ao final da curta estadia da banda no palco (cerca de 1 hora) de músicas que ficaram fora do set list.


Pitty: a Salvação do Rock Nacional

Falem o que quiser da Pitty: há quem diga que suas letras são fracas, outros dizem que ela poderia ser mais contundente na maneira de ser um ídolo roqueiro nacional, mas ninguém pode reclamar que ela não saiba segurar uma plateia.

Mesmo em relação às outras reclamações podemos dizer que houve um amadurecimento grande da cantora e para isso a experiência de sua boa banda também auxilia bastante.

Além disso, algumas declarações recentes dela fazem com que seja uma militante potente do cenário brasileiro.

A própria morte de Chorão há dois anos fez com que Pitty fosse alçada a maior estrela do rock por estes lados e a sua apresentação de ontem pode provar e comprovar isso.

Uma fileira de hits com as músicas novas sendo todas cantadas por um público que não é mais somente aquele cheio de garotinhas empolgadas.

Já se percebem alguns marmanjos no meio disso tudo e a forma como Pitty se sente mais segura em cima do palco faz com que isso seja mais claro e evidente de um tempo para cá.

Ela, provavelmente, seja a salvadora do rock nacional nesses tempos de vacas magras.



Pharrel Williams e seu caminhão de hits

O rapaz é um fazedor de sucessos.

Desde os anos 90 já passeia pelas paradas mundiais, mas foi com o trabalho realizado com o Daft Punk que sua música começou a ser mais presente nas rádios daqui.

Além disso, seu mais recente disco promoveu muita celeuma por conta da facilidade com que transmite a essência da música mainstream: refrões fortes, riffs fáceis e música potente. Sucesso total!

Claro que a recente condenação de plágio pela música “Happy” vencida pela família de Marvin Gaye minimizam um pouco a genialidade de Pharrell, mas o rapaz continua muito talentoso e isso não muda sua posição em cima do palco.

O resultado é um festival de ótimos sons e muito carisma por parte dele até chegar ao momento mais esperado em que todos queriam gritar “Because I’m Happy”.

E tome um monte de meninas felizes batendo palmas sem parar ao lado dele até o fina apoteótico com fogos de artifício.


Billy Corgan e seu mau humor a favor do Rock

O Smashing Pumpkins tem uma história sólida no rock mundial por conta de três ou quatro álbuns quase perfeitos do início de sua carreira.

Após um hiato de alguns anos e muitas brigas e demissões da banda (muito por causa do temperamento de Billy Corgan) a oscilação se tornou característica do grupo.

Hoje temos apenas uma banda de apoio para que Billy desfile as grandes músicas do Pumpkins, mas não se pode reclamar da qualidade do som.

O rapaz continua centralizando as atenções todas e sua voz peculiar acaba por condensar mesmo tudo aquilo que se aplica ao nome famoso do grupo americano.

O resto dos componentes tem peso, pois conta com músicos do Rage Against the Machine e The Killers, mas é no careca gordinho que todos prestam atenção.

O show durou cerca de uma hora e meia e fechou a noite no palco Axe. O fato de tocar para um público menor acabou sendo bom, por selecionar os fãs que conhecem mais como funciona a cabeça do líder (ou único integrante real) da banda.

O repertório do novo álbum “Monuments to an elegy”, conta com canções diretas e acessíveis que não se esperavam do complicado Corgan a essa altura e tiveram boa recepção por parte da plateia. A sequência “Being beige” e “Drum + five” foi um bom exemplo.

Não têm o poder de “Tonight, tonight” (que contou com um errinho de Corgan) ou “Bullet with butterfly wings”, mas possuem punch para uma apresentação grande.

O final com “Today” ficou esquisito, pois o rapaz quis fazer um esquema meio bossa nova que ninguém entendeu, mas fechou melhor com o público cantando junto com o Smashing Pumpkins que sobrou, seu líder solitário, que enquanto finalizava a canção já percebia os fogos sendo lançados no palco de Pharrell que já havia feito todos felizes por aqueles lados.

Maio psicodélico em São Paulo (e com uma pitadinha gótica)

Se já há toda a expectativa em volta dos shows deste final de semana em São Paulo por conta do Lollapalooza Brasil 2015 também é importante lembrar que os Lolla Party invadem a mesma cidade para eventos mais pontuais e menores com as mesmas bandas e DJs que se apresentam em Interlagos amanhã e depois.

Hoje no Cine Joia tem atividade sold out com o Alt-J e outras festas na Funhouse e Blitzhaus com o tema do festival criado por Perry Ferrell.

Mas isso é só uma lembrança acerca do esquema que esquentará com os shows de St. Vincent, Jack White, Robert Plant e companhia que monopolizarão os comentários musicais das próximas 48 horas.

E se o mês de Abril parece estar reservado mais para a galera do metal com o Monsters of Rock há quem possa imaginar o que vai acontecer em Maio.

E pode crer que no mês do trabalho não faltará apresentação boa para assistir.

Já havíamos falado sobre a vinda do Temples, banda de Psych Rock com influência de boa parte dos grupos da cena psicodélica dos anos 60 tanto na Inglaterra quanto nos EUA. Os caras conseguem ter pitadas da sonoridade do The Zombies, dos malucos do 13th Floor Elevator, algumas coisas que lembram a discografia inicial de Beach Boys e Pink Floyd e mesmo assim ainda conseguem transpirar uma ambientação e sonoridade próprias.

O grupo apareceu para  mundo com o ótimo “Sun Structures” e teve um lançamento global em 2014 aproveitando os elogios recebidos por Noel Galagher e Johnny Marr agora confirmou presença em São Paulo em 16 de Maio no Club NME em Pinheiros. O evento ainda terá uma promoção com bandas novas e uma dessas contempladas pela atividade patrocinada pela produção da festa tocará na abertura dos trabalhos do dia.

Adquira aqui o seu ingresso: http://www.rockinchair.com.br/temples/Show/temples-sao-paulo-2015/3077

Um pouco antes deste sábado voltado ao som dos anos 60 teremos uma apresentação da banda The Horrors no Audio Club dentro do Popload Gig no Beco Club na Rua Augusta no centro da capital paulista.

Além da banda inglesa também tocará na noite a super psicodélica Boogarins saída diretamente de Goiás para o mundo.

O show com os dois ótimos grupos acontecerá no dia 06 de Maio, exatamente uma semana antes do evento com o Temples.

Portanto, corra para comprar o seu ticket já que ambas as casas não são tão grandes assim e as três bandas tem angariado muitos fãs por aqui, mesmo que a divulgação de seus sons não chegue às rádios e tvs nacionais com tanta facilidade assim.

No caso do The Horrors, eles estão completando dez anos de carreira. O grupo liderado por Faris Badwan volta ao Brasil depois do lançamento de seu quarto álbum, Luminous (2014), um dos mais vendidos no Reino Unido, no ano passado.

Sua sonoridade tem modificado a cada álbum e seu estilo tem se reinventado de tempos em tempos, mas não perdem de maneira nenhuma a atmosfera dark que aparece desde o primeiro trabalho dos ingleses.

Puxado pelos ótimos singles “I See You” e “So Now You Know”, o novo álbum mescla o gothic-rock conhecido do quinteto com alguns ecos do pop dos anos 80, especialmente através do vocal algo distante de Badwan.

Até a revista Rolling Stone já definiu o som do The Horrors como uma mistura de Echo and the Bunnymen com o eterno DJ italiano Giorgio Moroder.

No que diz respeito ao Boogarins há muita expectativa em relação a eles já que o primeiro disco foi muito bom, houve muita empolgação por parte de quem cuida dos negócios dos rapazes e acabaram fechando contrato com o selo indie americano Other Music Recording. O álbum “As Plantas Que Curam”, que foi lançado também no exterior, ajudou muito os caras a conseguirem apresentações em alguns dos melhores festivais alternativos ao redor do globo.

Adquira seu ingresso aqui: http://www.poploadgig.com/ingressos/

Portanto, prepare o bolso e não se deixe cansar pela quantidade de boas opções nos próximos meses na Pauliceia Desvairada.

Que crise o quê! O que vale é curtir o bom e velho rock’n roll.

Temples – Shelter Song

The Horrors – So Now You Know

Boogarins – Resolvi Ir