O quê que Goiás tem: um resumo da cena quente do centro do país

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Se há um lugar no Brasil onde podemos verdadeiramente dizer que tem uma cena musical esta se chama Goiás, ou melhor, sua capital Goiânia, e não, não estamos falando de música sertaneja, até porque esse rótulo parece estar se distanciando cada vez mais do que se faz nos dias atuais pelos pseudo representantes da canção raiz brasileira.

E sim, estamos nos referindo à ótima safra de bandas e artistas daquela região brasileira ligados ao rock, indie ou mesmo à MPB, ou como alguns gostam de mencionar, a novíssima música popular brasileira.

Abaixo, um resumo rápido de cada um dos representantes (mais conhecidos) da cena goiana que tem assolado nosso território e até mesmo outros países europeus e EUA através de festivais e shows solo.


 

Boogarins:

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A banda formada por Fernando “Dinho” Almeida (vocais e guitarra rítmica), Benke Ferraz (guitarra solo), Ynaiã Benthorldo (bateria) e Raphael Vaz (contrabaixo) já fazem provocam certo alvoroço mundo afora por causa de “As Plantas Curam” (2013) e “Manual (2013) em que a mistura de sons psicodélicos dos anos 50 e 60, influências que vão de Beach Boys a Mutantes e Bossa Nova e uma fusão de MPB com rock experimental fazem a gente viajar em cada canção ouvida. Em 2017 lançaram meio sem alarde o álbum “Lá vem a Morte” e intensificaram a invasão mundial que já pousou em Lollapalooza Brasil, South By Southwest, Rock in Rio Lisboa e Primavera Sound, além de entrevista e pocket show na conceituada KEXP FM de Seattle.

Músicas de destaque: “Lucifernandis”. “Doce”, “6000 Dias”, “Foimal”.


 

Carne Doce

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O quinteto advindo de Goiânia pode ir do rock de garagem à MPB dentro da mesma canção e não escondem que ícones da cena brasileira fazem sua cabeça da mesma forma que heróis do underground indie também alimentam seu repertório de influências. Com Salma Jô, vocalista da banda, sendo um show à parte a sonoridade funciona como ambiente perfeito para sua performance vocal e corporal durante as apresentações ao vivo. O quarteto de instrumentistas também dá o seu recado com ótimos arranjos e uma profundidade sônica difícil de se encontrar hoje numa cena nacional de pouca profusão de intensidade e tensão musicais que consigam se aliar com letras marcantes e de discussão mais complexa.

Músicas de Destaque: “Eu te Odeio”, “Cetapensâno”, “Sertão Urbano”, “Atermísia”, “Princesa”.


 

Kasteljins

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O músico e artista plástico Pedro Kasteljins, ou simplesmente Kasteljins, se lançou na cena além de Goiânia com o álbum “Raposa” (2016) através da LaLonge. Com 10 músicas escolhidas entre as primeiras gravações feitas pelo músico, entre 2012 e 2013, na sua própria casa o rapaz consegue mandar muito bem apesar da informalidade da produção. Posteriormente, ainda se juntou a integrantes do Boogarins para colocarem em prática o projeto Maurício Noia. Os registros de Kasteljins ainda soam um pouco amadores, mas a qualidade já é facilmente identificada e os experimentos funcionam bem para ouvidos atentos.

Músicas de destaque: “Answer”, “Olhos de Raposa”.


 

Luziluzia

Misto de Boogarins com Carne Doce, o projeto goiano segue fazendo barulho mesmo que despretensiosamente. Criado para preencher a lacuna deixada pelo hiato nas carreiras das duas bandas quando estas terminam suas turnês muita coisa acaba surgindo sem querer através de gravações via celular ou por meio de jams que nem tinham isso como objetivo. com guitarras de Benke Ferraz e João Victor Santana, bateria comandada por Ricardo Machado e baixo nas mãos de Rafael Vaz o complicado só é ter uma turnê da banda devido ao trabalho de todos os integrantes com seus grupos oficiais.

Músicas de destaque: “Primavera”, “Som de Lugar”, “Before the Storm”, “Cosmic Melodrama”.


 

BRVNKS

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A banda goaina BRVNKS tem singeleza, soa como um indie lo-fi, às vezes, com pitadas de densidade vocal macia e guitarras festivas pop por outros momentos. Com o lançamento de seu EP “Lanches” em 2016 veio o sucesso instantâneo nas redes sociais e na cena underground de lá e do resto do país com 70.000 plays no spotify em apenas 20 dias. Mas é à Bruna Guimarães que devemos celebrar, pois o projeto se deve exatamente às suas composições e sua persistência que, ainda menor de idade, teve em promover a banda três a quatro anos atrás.

Músicas de destaque: “Don’t”, “Harry”.


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O Line Up que você respeita: tudo sobre o Popload Festival 2017

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Sim, há o Lollapalooza Brasil que se firmou e já é considerado uma das maiores atrações que acontece aqui em São Paulo.

Há o Rock in Rio que mesmo entre altos e baixos sempre entrega boas apresentações e muito do mais do mesmo do Mainstream (até porque é isso que o seu consumidor pede).

Existem muitos e muitos outros exemplos ao redor do país como o Bananada Festival de Goiania, o João Rock de Ribeirão Preto e o Abril Pro Rock de Recife que representam muito bem a música alternativa (ou parte dela).

Outros festivais mais recentes como o Maximus (que entrega um presente para os metalheads), as versões nacionais do Tomorrowland (SP) e do Ultra Music (RJ) para abençoar os fãs ávidos por música eletrônica, além do novíssimo São Paulo Trip que trará alguns dinossauros do rock para Sampa, vêm sendo considerados como interessantes, bem programados e otimamente produzidos.

Mas minha predileção ao Popload Festival acontece desde os períodos em que ele ainda era menor (aconteceu no antigo HSBC Brasil, também conhecido como Tom Brasil, em 2013), passou para a Audio Club em 2014 e 2015, foi para o estranho e interessante Urban Stage em 2016 e finalmente chegou a esta versão Memorial da América Latina neste ano.

O Line Up sempre foi um show à parte com a primeira edição tendo The xx, The Lumineers, Tame Impala, Cat Power e Pond em 2014, os sensacionais Iggy Pop, Belle and Sebastian e Spoon no terceiro ano e a varrida absurda de Wilco e The Libertines ano passado.

 

Banner promocional da edição de 2015

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Para este ano a expectativa era grande e os rumores sempre apontaram para a escalação de Phoenix, mas a coisa ficou melhor com a inclusão da maravilhosa P.J. Harvey e da doce voz de Elena Tonra com seu Daughter. Além disso, ainda teremos Carne Doce e Neon Indian de lambuja para você conhecer, vibrar e se empolgar bastante.

O interessante é que em contato com a produção do festival ficamos sabendo que ainda pode ver a confirmação de mais gente. Segura essa Brasiiiiiiiil!!!

Agora é aguardar, pois os shows prometem já que Phoenix estão para lançar disco novo nas próximas duas semanas, Polly Jean e Daughter lançaram deliciosos novos álbuns ano passado que, inclusive figuraram entre os melhores na nossa página, e o chillwave do Neon Indian fez sua última incursão nos estúdios em 2015.

Já o Carne Doce está ao lado de bandas como Boogarins, Far From Alaska e O Terno como uma das gratas surpresas nos últimos anos no meio alternativo musical brasileiro.

Portanto, para quem não conhece muito a escalação deste ano é melhor já ir se adiantando e fazer pesquisas rápidas pelos serviços de streaming, no Youtube ou no próprio Google para não perder a oportunidade única de assistir a artistas que estão em seu auge na carreira.

Dessa forma, o que mais diferencia o Popload Festival de outras atrações mostradas no início deste texto é que o frescor de novas bandas e sua urgência se misturam à relevância dos nomes já consagrados, mas que não estão por aí apenas para fazer número (e dinheiro). Quando você vê grupos vindo ao país pela milionésima vez para fazerem o mesmo show (nada contra, pois eu mesmo vou nessas apresentações) é um alívio perceber que há alguém preocupado em mostrar gente proativa e profícua acontecendo por aí.

 

Além disso, a produção do festival procura priorizar a experiência do fã em assistir a ótimos shows e, por isso, capricha no som, no palco e na venda de comes e bebes. Os banheiros também têm sido elogiados nas edições anteriores. Vamos ver neste ano com a mudança de local. Sempre é complicado quando se investe nos tais banheiros químicos. Não sei se será o caso no Memorial da América Latina no próximo dia 15 de novembro.

 

Algumas pessoas também reclamaram da data, pois se trata de um feriado no meio da semana e isso atrapalha principalmente aqueles que moram fora de São Paulo, mas nem tudo é perfeito. Talvez isso tenha a ver com as datas conseguidas pela produção do evento.

Com relação ao serviço do evento a pré-venda de ingressos começou ontem (06) para clientes do cartão virtual Nubank e no dia 09 de Junho será aberta a venda geral, com compras acontecendo inicialmente apenas pelo site TicketLoad, com preços que vão de R$ 160 a R$ 500. A produção promete anunciar nos próximos dias locais físicos para a compra. Mais informações pelo site poploadfestival.com ou pela página do festival no Facebook. Normalmente, as perguntas são respondidas rapidamente.

 

Banner promocional da edição deste ano

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