Bomba do dia: Gorillaz confirma show em Sampa

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Foram eles mesmos pelo Instagram que confirmaram uma data para apresentação na capital paulista no ano que vem.

A banda cartunesca de Damon Albarn está em turnê para divulgar o álbum Humanz e ainda deve ter datas no Uruguai e Argentina. O que não orna em todo esse esquema é a parte logística já que o grupo passa pelos vizinhos em dezembro de 2017 e depois  só retornaria para o Brasil três meses depois.

Já está certo que a apresentação daqui ocorrerá no Jockey Club São Paulo dia 30 de Março e os ingressos serão vendidos a partir de 04 de Setembro, mas não foi passado pela assessoria e nem pela produtora Tickets For fun os preços das entradas.

O Gorillaz vem ao Brasil pela primeira vez, algo que deve angariar muito a sanha dos fãs em assistir ao show, mas vale lembrar que as vezes que a outra banda de Albarn, Blur, veio pra cá teve públicos sofríveis.

Isso, inclusive, fez com que em visitas posteriores à América do Sul eles nem tenham cogitado passar por esses lados.

 


 

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Já falamos do novo disco do Gorillaz? Porque vale a pena, viu!

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Grace Jones, Pusha T, Rag’n’Bone Man, Noel Gallagher, Mavis Staples, Danny Brown, Vince Staples, De La Soul, entre outras participações obscuras ou menos prováveis: essa é a salada de convidados que Damon Albarn e Jamie Hewlett, responsáveis respectivamente por parte musical e artística gráfica da banda virtual Gorillaz, escolheram para realizar o novo álbum “Humanz”, lançado agora pela Parlaphone.

A aposta de agora é numa mistura sonora diferente da habitual que o grupo formado pelos personagens fictícios 2D, Noodle, Murdoc Niccals e Russel Hobbs já fez até hoje.

A ideia parece se aproximar mais de um ambiente house e de misturas com o jazz e o rythm and blues do que já havia sido flertado anteriormente.

Claro que o Hip Hop e o Rap cru também estão lá e as participações do De la Soul promovem isso, por exemplo, mas há muito mais tecnicismo nesta empreitada do que acontecia nos outros álbuns .

O virtuosismo vocal é uma questão importante no atual trabalho e as experimentações de crossovers rítmicos são densas e saborosas, mas podem proceder em estranheza na galera mais jovem que só conhece os hits do Gorillaz.

Destaque para o peso das batidas de Saturn Barz com a participação de PopCaan, a aceleração contida de Submission com Danny Brown e Kelela, a ótima Charger com a deliciosa e oitentista voz de Grace Jones, além da esquisita e política Hallelujah Money com Benjamin Clementine e We Got the Power com a fantástica Jehnny Beth.

Há muito a descobrir em “Humanz” e cada audição nos traz surpresas não só no vocal, mas também no uso diversificado de sons e beats.

Enfim, um álbum que não é feito de hits e nem deve chegar às paradas tão facilmente, mas que pode funcionar bem no circuito alternativo e animar aqueles e aquelas que não se contentam com a sincronia perfeita feita pelo marketing das grandes gravadoras para contentar ouvidos menos críticos.

E vida longa a esses malucos virtuais, as loucuras imagéticas de Hewlett e a fome criativa de Albarn.


Gorillaz – Saturn Barz (Feat. Popcaan)

 


 

 

Gorillaz – Andromeda (Feat. D.R.A.M.)

 


 

 

Gorillaz – We Got the Power (Feat. Jehnny Beth)

 


 

 

Gorillaz – Humanz

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1 – Intro: I Switched My Robot Off

2 – Ascension (Feat. Vince Staples)

3 – Strobelite (Fea. Peven Everett)

4 – Saturn Barz (Feat. Popcaan)

5 – Momentz (Feat. De La Soul)

6 – Interlude: The Non-conformist Oath

7 – Submission (Feat. Danny Brown & Kelela)

8 – Charger (Feat. Grace Jones

9 – Interlude: Elevator Going Up

10 – Andromeda (Feat. D.R.A.M.)

11 – Busted and Blue

12 – Interlude: Talk Radio

13 Carnival (Feat. Anthony Hamilton)

14 – Let Me Out (Feat. Mavis Staples & Pusha T)

15 – Interlude: Penthouse

16 – Sex Murder Party (Fea. Jamie Principle & Zebra Katz)

17 – She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)

18 – Interlude: Yhe Elephant

19 – Hallelujah Money (Feat. Benjamin Clementine)

20 – We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

21 – Interlude: New World

22 – The Apprentice (Feat. Rag’n’Bone Man, Zebra Katz & RAY BLK)

23 – Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)

24 – Out Of Body (Feat. Kilo Kish, Zebra Katz & Imani Vonshà)

25 – Ticker Tape (Feat. Carly Simon & Kali Uchis)

26 – Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)


Enquanto o Blur vem à Argentina o Gorillaz inicia novo álbum

Pois é, amigos. Nem tudo nessa vida são flores. Sentir-se rejeitado é algo decepcionante, principalmente para um fã, mas há de se entender a questão.

O Blur andou pela América do Sul dias desses e o último show (Buenos Aires – Argentina) sendo transmitido ao vivo pela Internet no último domingo. O que todo apreciador da banda de Damon Albarn quer saber é o motivo pelo qual não houve esticada até o Brasil.

Mas como já foi dito anteriormente pelo próprio grupo inglês e o que todo mundo já sabe é que eles nunca conseguiram encher suas apresentações por estes lados e faz sentido que não tenham se sentido à vontade para amargar outra decepção por aqui. Daí a ignorada legal que nós sofremos e ver o quanto ficou bacana o material do novo disco no palco só faz aumentar o sofrimento silencioso de todos nós. Paciência!

Veja um trecho da apresentação do Blur em Buenos Aires logo aqui abaixo:

Dito isso, vem o lado bom da coisa toda.

Jamie Hewlett, artista responsável pela animação dos personagens do grupo virtual Gorillaz deu depoimento nos últimos dias dando conta de que as gravações do novo álbum já começaram.

A entrevista foi à revista DIY: Estou trabalhando nele no momento, e está indo muito bem. Estamos em uma fase de experimentação. Então, quando estou nesse período criativo, cozinhando a bagunça, tento não ir a outras exposições nem olhar o trabalho dos outros. Fecho meus olhos, não quero saber o que ninguém mais está fazendo”, afirmou p cartunista.

Nos últimos dias, Hewlett também têm divulgado algumas imagens de 2D e Noodles em seu Instagram. Veja a seguir:

Blur: onde o Blog estava com a cabeça que falou tão pouco de “The Magic Whip”?

Quando os rapazes do Blur apareceram no começo deste ano todos vestidos esquisitamente de sorvete de casquinha muita gente achou estranho.

Também achou-se irreverente a forma como foi lançado “The Magic Whip”, o novo álbum dos caras, cheio de referências à cultura pop japonesa e chinesa. A começar pela capa, pelo alfabeto chinês usado para escrever o título do trabalho e da banda, tudo tinha relação com o povo do outro lado do mundo.

É claro que até aquele momento ninguém havia ouvido todas as canções do disco e não tinha como realizar uma análise profunda do conteúdo.

Pois agora já é possível!

Tendo feito o anúncio do lançamento em pleno ano novo chinês (28/04) o álbum promove o retorno da banda ao estúdio depois de doze anos e produz a primeira atividade de Graham Coxon com o Blur desde 1999.

A peleja para a execução deste trabalho é interessante: em 2013 o Blur havia marcado alguns shows com sua formação original e algumas destas apresentações foram canceladas, dentre elas o espetáculo de Honk Kong. Já no ano seguinte, talvez para se redimirem do que aconteceu anteriormente, Dalmon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree voltaram à cidade e se instalaram no estúdio Avon para gravarem o álbum completo em apenas cinco dias.

Deu certo!

E digo mais: estamos diante de um dos melhores trabalhos de estúdio de 2015, talvez um dos principais lançados pelo Blur, em conjunto com “Leisure” (1991), o primeiro da carreira deles, a obra-prima do britpop “Parklife” (1994) ou o adulto “Blur” (1997).

A questão com “The Magic Whip” é que há de tudo nele: desde a volta às origens quando rivalizava com o Oasis a alcunha de melhor banda do britopop, passando pelas óbvias influências sessentistas, algumas introduções da música oriental e sintetizadores que lembram os seriados japoneses dos anos 80 até chegar à música havaiana, surf music, pós punk, shoegaze e algumas pescadas dos projetos pessoais de Albarn.

Aliás, as atividades individuais do vocalista tem feito bem a ele, pois principalmente a cadência e densidade do disco “Everyday Robots”, lançado ano passado, produz alguns ecos no trabalho vocal dele no oitavo álbum do Blur.

“The Magic Whip” inicia com uma associação conjunta de guitarra, baixo e bateria dignos dos melhores anos do grupo com a boa “Lonesome Street”, prossegue com mais tranquilidade e a voz densa de “New World Towers” e delicia os ouvidos com as distorções e gingados de guitarra que auxiliam Albarn a produzir uma música bem ao feitio de algumas bandas inglesas do final dos anos 80 e começo dos anos 90 com uma espécie de shoegaze atual.

A próxima sequência permite que presenciemos “Ice Cream Man” como uma canção contida semelhante ao que se produz ambientalmente com a boa “Thought I Was A Spaceman” e suas viagens “bowieanas”, para logo em seguida grudar na mente com a bublegum eletrônica e pesada “I Broadcast” que lembra um pouco as canções de “Parklife”.

“My Terracota Heart” é uma faixa ambient que se sustenta pela bateria e pelo belo trabalho agudo da guitarra de Coxon em conjunto com a voz tranquila de Damon e antecede o hit “There Are Too Many Of Us” que já pode ser considerado um novo hino na discografia da banda por conta de sua aptidão de música de “estádio” e seu trabalho orquestral para dar uma ideia de complexidade maior.

“Ghost Ship” se situa entre a surf music, a música havaiana e o uso de metais que, juntando tudo, dá bastante balanço a ela, enquanto “Pyongyang” se torna um prog-enigmático com suas linhas de baixo profundas bebendo também da fonte pós-punk do Joy Division. Posteriormente a isso, o Blur nos presenteia com uma música a la Beatles que é uma delícia de se ouvir do início ao fim e um refrão lindo de tão simples que é.

A finalização do álbum fica a cargo de “Mirrorball” e sua atividade quase acústica que desenvolve bem o violão com a voz menos acentuada de Albarn. Uma preciosidade também!

Enfim, um disco de rara beleza que parece ter sido fácil de se fazer, pois coloca o ouvinte para escutar do início ao fim sem que precise de tregua. Todas as músicas casam bem é há sintonia fina entre todas elas. E interessante que isso aconteça com um grupo que, pensava-se apenas estar fazendo um retorno caça-niqueis. Desde já, uma das melhores coisas feitas neste ano.

Blur – “The Magic Whip” (Tracklist)

“Lonesome Street”
“New World Towers”
“Go Out”
“Ice Cream Man”
“Thought I Was A Spaceman”
“I Broadcast”
“My Terracotta Heart”
“There Are Too Many Of Us”
“Ghost Ship”
“Pyongyang”
“Ong Ong”
“Mirrorball”


Lonesome Street


There Are Too Many Of Us


Ong Ong

Está na internet, nas revistas, na boca do povo indie, no mundo todo… A volta do Blur com disco novo!

 
E não é que o homem tem fôlego mesmo…
 
Depois de realizar em 2014 o ótimo “Everyday Robots”, disco ótimo cheio de participações especiais, o cantor britânico Damon Albarn andou soltando por aí no final do mês passado que o Gorillaz estaria próximo de lançar coisa nova. O boato se concretizou mais ainda quando Jamie Hewlett, desenhista responsável pela banda visual, postou imagens com os integrantes Murdoc e Noodle (baixista e guitarrista, respectivamente do grupo animado).
 
Já seria muito trabalho para o artista que é conhecido pela sua proficuidade aguçada no mundo da música, mas eis que o cara e mais os outros integrantes do Blur, grupo ícone da cena britpop dos anos 80 e 90, voltam aos holofotes nesta semana com três anúncios importantes e alguns possíveis agendamentos.
 
Primeiro, foram várias imagens coloridas que foram sendo postadas no Facebook e no Twitter da banda, para que depois houvesse a notícia mais completa acerca do lançamento mundial do novíssimo álbum.
 
Mais tarde, eles nos brindaram com o single “Go Out”, canção que não abre mão do experimentalismo característico do quarteto, moldado também pelos frequentes ruídos e a voz de Albarn enterrada no meio da mixagem. Apesar desse clima nebuloso a construção é excelente e a boa mão de todos os instrumentistas se sobressai.
 
Aqui, as imagens:
 
Aqui, o single:
 
 
O disco vai se chamar “The Magic Whip”, e sucederá “Think Tank” (2003), última parceria integral entre Albarn, Coxon, James e Rowntree como banda mesmo, já que depois disso o guitarrista Graham Coxon se afastou do Blur para cuidar de projetos pessoais e o grupo lançou uma coisa aqui e outra ali, mas nunca mais um disco cheio no estúdio.
 
A bolacha chega às lojas dia 27 de abril, tem doze faixas e foi inteiramente gravada em Hong Kong com produção dos próprios músicos. O curioso é que o anúncio feito hoje coincide com a comemoração do ano novo no calendário chinês, motivo também pelo qual estão explicadas as imagens acima.
 
Depois de todo esse caminhão de revelações da banda também foi informado um show deles no Hyde Park, em Londres, para o dia 20 de junho. Tal atividade começa a se tornar tendência já que ano passado o Libertines utilizou o mesmo local para fazer a apresentação de retorno aos palcos.
 
Além disso, e até mesmo pelo período em que acontecerá o evento, torna-se evidente que o Blur se figura neste momento como um dos favoritos para ser uma as grandes atrações dos festivais de verão da Europa.
 
No Brasil, o grupo que abriu portas no Reino Unido e Europa para Elastica, Pulp, Supergrass (e de certa forma até mesmo para o Oasis), fechou a noite do último Planeta Terra que aconteceu em São Paulo em 2013. Quem sabe com novo disco na praça os caras não se animam a dar mais uma passada por aqui.