Deu ruim para os procuradores da Lava-jato

 

A história da criação do fundo bilionário que os procuradores da Lava-Jato queriam realizar com dinheiro resultado de corrupção na Petrobras que havia sido recuperado via justiça caiu muito mal no meio jurídico brasileiro.

 

Não foi só Raquel Dodge que pediu explicações ao pessoal de Curitiba, mas também o STF que solicitou a anulação do acordo.

 

Pegou tão mal o negócio que o próprio Daltan Dalagnol teve que vir a público através de suas redes sociais fazer apologia ao procedimento. Não deu certo e aparentemente desistiu da criação do fundo.

 

Mesmo assim, como tudo já estava conhecido de todos inventaram a tal manifestação de domingo, aos moldes dos protestos coxinhas da época da solicitação de Impeachment de Dilma, só que desta vez solicitando o impedimento de membros do próprio Supremo.

 

Como também isso foi um fracasso a tendência é que seja enterrada a ideia e muito provavelmente a própria força tarefa também desfaleça da pior forma possível.

 

Com isso, cada vez mais os meios usados pela Lava Jato e seus membros acabam por se provar sendo situações pouco republicanas e menos ainda dentro das leis.

 

Não é só a finalização dos processos e suas sentenças esquisitas que se tornam suspeitas, mas também os fins para os quais elas foram montadas.

 

Deste modo, mais e mais fica claro que o movimento anticorrupção era só pretexto para uso eleitoral.

 


 

Pano de fundo (que afunda a gente)

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Muita gente acha que a luta contra a corrupção tem ganhado força no Brasil nos últimos anos. Se por um lado, há muitas forças-tarefas acontecendo com bastante sucesso, o que ocorre no entorno ou mesmo no núcleo destas atividades é o que mais confunde.

Há sim uma tendência política na maneira como tais procedimentos são realizados, mas é óbvio que isso não é tão mencionado pela mídia e por seus executores.

Além disso, em meio à sanha em aparecer na TV dos promotores destas realizações nacionais acontece uma série de procedimentos no Congresso que corrompem de vez os direitos que haviam sido conquistados pelos trabalhadores brasileiros historicamente e de maneira difícil e com muita luta ao longo dos últimos cem anos.

Neste momento, após negociatas, liberação de verbas de gabinete e propinas descaradas entregues aos senadores da república, a reforma trabalhista foi aprovada.

 

Sem comedimento ou ruborização, os economistas filhos do mercado estão amando a alteração na lei (vulgo, retirada de direitos do trabalhador) e indicam a alta da bolsa como positiva dizendo que os empresários comemoram tal situação.

Em nenhum momento demonstram qualquer possibilidade de que isso será bom para a população de baixa renda.

 

E é por isso que uma reflexão se torna imprescindível.

 

No mesmo instante em que tudo isso acontece muita gente segue celebrando com emoção a condenação de Lula.

Não há nenhum problema em achar que um político de renome tenha uma condenação judicial. Dá um tom de alívio para muitos de que todos são iguais. Porém, é na discrepância entre a forma como algumas figuras são tratadas que o negócio complica.

O problema passa até por um procedimento partidário.

E não pode ser deixado de lado o caráter catártico de todos se acharem representados no processo enquanto se esquecem de suas vidas desgraçadas.

Além disso, no sentido de deixar todo mundo anestesiado com esta ação faz com que outras coisas pretendam e consigam alguns resultados. Portanto, deixe de ser besta, pois tudo o que estão fazendo de um lado é para mascarar a volta da escravatura disfarçada no Brasil.

Pois se estivéssemos diante de um novo tempo de justiça por aqui nem haveria esse saque de nossos direitos e muito menos haveria gente como Geddel Vieira Lima, Aécio e “Santos” e “Botafogos” juntos a outros amiguinhos que, soltos por aí, fazem parte do mesmo time apaixonado pelo capital que goza maravilhado com toda a passividade que tomou conta da população mais pobre do país.

 

 

Pílulas nas férias II: O que aconteceu com nosso jornalismo?

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O que aconteceu com nosso jornalismo?

Não se vê mais nenhuma reportagem especial, não há uma única autenticidade investigativa sequer e tudo é muito preguiçoso.

Duvida? Olhe apenas para dois casos palpitantes que nos rodeiam há tempos: os desdobramentos da Lava-Jato não tiveram nenhuma reportagem tentando analisar o que está ocorrendo através de investigação jornalística.

Tudo o que se tem apenas “vaza” do próprio judiciário, o que nos dá sempre a impressão de ser proposital; outro caso exemplar é a guerra de facções criminosas e os problemas nos presídios brasileiros.

Com exceção de uma boa reportagem de 2013 da Carta Capital sobre o PCC, não existe um jornalista qualquer para representar no submundo dessas ações e tentar analisar de forma mais complexa tudo o que está desencadeando agora?

Impossível haver neste Brasil babaca de hoje uma reportagem como aquela do Boston Globe retratada no filme Spotlight?

Senão tem como então que se enterre logo e coloquem uma placa “Aqui jaz o jornalismo brasileiro”.