Chegou o grande dia: O Blog anuncia o Top 20 de álbuns do ano

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Todo ano é assim: muita correria, esforço concentrado para realizar as coisas com bastante tempo de sobra, mas nunca isso é viável por conta dos outros afazeres diários.

No que tange ao contato com outras listas o Blog verificou que alguns pontos confluem, porém visualiza que há discrepância em outros aspectos por causa exatamente das fontes mais utilizadas para procurar por música no ano de 2016.

Enquanto nos anos anteriores a busca em internet acabava sendo o ponto forte de nossa pesquisa houve um fator qualificador para agora, pois há a implementação de outros canais de análise de música independente mais análogos aos nossos gostos.

A inclusão do site e do aplicativo da Bandcamp para procura de novas bandas e artista ao redor do mundo facilitou muito nossa empreitada e a adição de muitas horas de audição da KEXP FM de Seattle (umas das favoritas emissoras da casa), da BBC Radio 1 de Londres, da australiana Triple J, das minuciosas garimpagens na Pitchfork e na fuçada constante em publicações como NME, Spin e Rolling Stone, além da pesquisa diária por meio de palavras-chave como “shoegaze”, “Indie Rock”, “Dream Pop” ou simplesmente “Novas Bandas”.

Para isso, também foi preponderante rever listas de anos anteriores, buscar informações e comparar minhas análises com sites bacanas como “Vi Shows”, o predileto “Popload” e o interessante “Tenho Mais Discos que Amigos”.

Dessa forma, o blog acredita estar mais próximo da verdade do gosto Indie ou do universo underground enquanto também se aproxima de uma sinceridade sobre o que rolou de realmente bacana nos últimos 365 dias.

Abaixo, listamos os vinte melhores álbuns, segundo nossa opinião, e já convidamos a quem quiser que poste também a própria lista.

Com vocês, o Top 20 do Blog Outros Sons (e o melhor álbum nacional também):


20º – AURORA (All My Demons Greeting Me As A Friend)

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AURORA (Running With The Wolves)


19º – Car Seat Headrest (Teens of Denial)

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Car Seat Headrest (Drunk Drivers / Killer Whales)


18º – The Avalanches (Wildflower)

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The Avalanches (Frankie Sinatra) 


17º – Black Mountain (IV)

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Black Mountain (Mother of the Sun)


16º – Daughter (Not To Disappear)

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Daughter (How)


15º – Deep Sea Diver (Secrets)

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Deep Sea Diver (Wide Awake)


14º – Poliça (United Crushers)

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Poliça (Wedding)


13º – Frankie Cosmos (Next Thing)

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Frankie Cosmos (Outside With The Cuties)


12º – Leonard Cohen (You Want It Darker)

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Leonard Cohen (You Want It Darker)


11º – The Kills (Ash & Ice)

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The Kills (Doing It To Death)


10º – Wilco (Schmilco)

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Wilco (Someone To Lose)


9º – Iggy Pop (Post Pop Depression)

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Iggy Pop (Post Pop Depression)


8º – Savages (Adore Life)

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Savages (Adore)


7º – Warpaint (Heads Up)

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Warpaint (New Song)


6º – David Bowie (Blackstar)

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David Bowie (Blackstar)


5º – Nick Cave & The Bad Seeds (Skeleton Tree)

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Nick Cave & The Bad Seeds (Magneto)


4º – P.J. Harvey (The Hope Six Demolition Project)

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P.J. Harvey (The Ministry Of Defence)


3º – Solange (A Seat At The Table)

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Solange (Cranes In The Sky)


2º – Angel Olsen (MyWoman)

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Angel Olsen (Shut Up Kiss Me)


1º – Swans (The Glowing Man)

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Swans (The Glowing Man)


Menções honrosas: 

Slaves (Take Control); Parquet Courts (Human Performance); Smokey Brights (Hot Candy); Deap Vally (Femejism); Acapulco Lips (Acapulco Lips)


Melhor Álbum Nacional:

INKY (Animalia)

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INKY (Parallax)


A listinha da American Songwriter está ótima. Dá um ligo só!

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Tem Frank Ocean e Kannye West como toda e qualquer outra lista também tem, vemos as meninas do Warpaint e do Savages aparecendo, mas temos a grata surpresa dos saudosos Bowie e Cohen aparecendo entre os dez primeiros.

A lista da American Songwriter é bem mais indie e mais afeita aos gostos do blog.

É legal também ver que caras como Paul Simon surgem ainda em boa forma e bandas bacanas como o Twin Peaks e o Bon Iver parecem ter fôlego para atuar nos melhores do ano por considerável tempo.

O top três tem Margo Price, Michael Kiwanuka e a graça de voz da Angel Olsen. Bom, sem mais delongas, vamos à lista!

 

American Songwriter – Top 50 Albuns

1. Angel Olsen – MY WOMAN
2. Michael Kiwanuka – Love & Hate
3. Margo Price – Midwest Farmer’s Daughter
4. Sturgill Simpson – A Sailor’s Guide to Earth
5. case/lang/veirs – case/lang/veirs
6. David Bowie – Blackstar
7. Drive-By Truckers – American Band
8. Leonard Cohen – You Want It Darker
9. A Tribe Called Quest – We got it from Here… Thank You 4 Your service
10. Dori Freeman – Dori Freeman
11. Parker Millsap – The Very Last Day
12. Chance the Rapper – Coloring Book
13. Mudcrutch – 2
14. Bon Iver – 22, A Million
15. Lucinda Williams – The Ghosts Of Highway 20
16. William Bell – This Is Where I Live
17. Hayes Carll – Lovers And Leavers
18. Aaron Lee Tasjan – Silver Tears
19. Mitski – Puberty 2
20. Paul Simon – Stranger to Stranger
21. Brandy Clark – Big Day in a Small Town
22. Robert Ellis – Robert Ellis
23. Beyoncé – Lemonade
24. Hiss Golden Messenger – Heart Like a Levee
25. Bonnie Raitt – Dig In Deep
26. Lydia Loveless – Real
27. Dawes – We’re All Gonna Die
28. Miranda Lambert – The Weight of These Wings
29. Brian Fallon – Painkillers
30. Against Me! – Shape Shift With Me
31. Lambchop – FLOTUS
32. Kelsey Waldon – I’ve Got A Way
33. Cass McCombs – Mangy Love
34. Savages – Adore Life
35. Radiohead – A Moon Shaped Pool
36. Car Seat Headrest – Teens of Denial
37. Hamilton Leithauser + Rostam – I Had A Dream That You Were Mine
38. Courtney Marie Andrews – Honest Life
39. Warpaint – Heads Up
40. Maren Morris – Hero
41. Lera Lynn – Resistor
42. Conor Oberst – Ruminations
43. Amanda Shires – My Piece Of Land
44. Pinegrove – Cardinal
45. Frank Ocean – Blonde
46. Felice Brothers – Life in the Dark
47. Margaret Glaspy – Emotions and Math
48. Brothers Osborne – Pawn Shop
49. Kanye West – The Life of Pablo
50. Twin Peaks – Down In Heaven

 


 

 

Diversidade na lista da Rolling Stone

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Mais lista de melhores do ano, mais diversidade nos nomes e na balança entre novos e antigos representantes da música mundial.

Como sempre, a revista americana não se concentra apenas no rock, mas é das mais pop que há. Dessa forma, ela não se parecerá muito com outras que virão por aí.

Há tristeza e emoção com a inclusão de David Bowie e Leonard Cohen, tem coisa bacana com Bon Iver, Nick Cave e Parquet Courts e um monte de outros artistas que estão dando o que falar por aí.

Fique abaixo, com o top 50 completo da Rolling Stone, num ranking que tem de tudo um pouco entre os melhores álbuns desses últimos 12 meses:

 

1. Beyoncé, Lemonade
2. David Bowie, Blackstar
3. Chance The Rapper, Coloring Book
4. Car Seat Headrest, Teens Of Denial
5. Frank Ocean, Blonde
6. Radiohead, A Moon Shaped Pool
7. The Rolling Stones, Blue & Lonesome
8. Kanye West, The Life Of Pablo
9. Leonard Cohen, You Want It Darker
10. Young Thug, Jeffery
11. Solange, A Seat At The Table
12. Paul Simon, Stranger To Stranger
13. Maren Morris, Hero
14. Green Day, Revolution Radio
15. Lvl Up, Return To Love
16. Miranda Lambert, The Weight Of These Wings
17. Parquet Courts, Human Performance
18. The 1975, I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It
19. Danny Brown, Atrocity Exhibition
20. Nick Cave & The Bad Seeds, Skeleton Tree
21. Margo Price, Midwest Farmer’s Daughter
22. Bon Iver, 22, A Million
23. Mitski, Puberty 2
24. Drive-By Truckers, American Band
25. Rihanna, Anti
26. Sturgill Simpson, A Sailor’s Guide To Earth
27. Brandy Clark, Big Day In A Small Town
28. Blood Orange, Freetown Sound
29. Mudcrutch, Mudcrutch 2
30. A Tribe Called Quest, We Got It From Here… Thank You 4 Your Service
31. White Lung, Paradise
32. Alicia Keys, Here
33. Sting, 57th & 9th
34. Angel Olsen, My Woman
35. ANOHNI, Hopelessness
36. Metallica, Hardwired… To Self-Destruct
37. Bonnie Raitt, Dig In Deep
38. Tove Lo, Lady Wood
39. Elton John, Wonderful Crazy Night
40. Maxwell, blackSUMMERS’night
41. Wilco, Schmilco
42. Drake, Views
43. Future, Evol
44. The Monkees, Good Times!
45. Iggy Pop, Post Pop Depression
46. Norah Jones, Day Breaks
47. Kyle Dixon & Michael Stein, Stranger Things Volume One & Two
48. Esperanza Spalding, Emily’s D+Evolution
49. Dawes, We’re All Gonna Die
50. Death Grips, Bottomless Pit

 


 

Norah Jones – Day Breaks live at KCRW Radio

 


 

Metallica – Spit Out the Bone

 

 


 

Bon Iver – 8 (circle)

 

 


 

The Rolling Stones – Hate To See You Go

 

 


 

Beyoncè – Sorry

 

 


 

Morre o ícone Leonard Cohen

É com pesar que vimos por meio destas mal traçadas linhas dar mais uma péssima notícia nesse fúnebre ano de de 2016.

Leonard Cohen, lenda da música e uma das vozes mais marcantes dos últimos 50 anos morreu nesta quinta-feira, sem que haja maiores detalhes do motivo ainda.
O twitter oficial do cantor divulgou a seguinte nota:

“It is with profound sorrow we report that legendary poet, songwriter and artist, Leonard Cohen has passed away.
We have lost one of music’s most revered and prolific visionaries.
A memorial will take place in Los Angeles at a later date. The family requests privacy during their time of grief.”

Cohen acabara de lançar seu 14° disco, “You Want It Darker”, trabalho que já salientava o preparo do músico para o seu próprio passamento. Na faixa-título, inclusive, ele fala: “I’m ready, My Lord…”

Agora, é esperar que mais nenhuma desgraça nos atinja neste mês e meio  ainda nos falta deste maldito ano.

Sai pra lá!!!

 

O bom velhinho que de bonzinho não tem nada. Parabéns a Leonard Cohen (com música nova!)

O mestre da música forte e pesada que faz as pessoas quererem ouvi-lo no auge da bad desde os anos 60 faz aniversário hoje.

Os 82 anos de Leonard Cohen podem ser comemorados de diversas maneiras e com inúmeras musicas do cantor, compositor e poeta canadense, mas ele preparou um jeito mais fácil de isso ocorrer.

Foi lançada hoje, assim de supetão, uma nova canção, intitulada “You Want It Darker”, título também do 14° álbum do homem que produz cada vez mais hits dark para nos alegrar (ou seria entristecer?).

Veja abaixo o vídeo com o áudio da canção e fale se não é para cortar os pulsos a letra que parece muito possuir um teor autobiográfico.

Os dez melhores álbuns do ano, segundo nossa humilde opinião

 

Final de ano é sempre assim. Pensamos muito sobre o que aconteceu nos últimos doze meses, mas muita coisa fica esquecida no meio do caminho.

Como já há uma tradição no mundo da música de se eleger os melhores álbuns e o nosso blog não foge a esta contenda os últimos dias foram de profunda reflexão e de realizar uma nota de corte para analisar quem é quem no ranking dos bambambãs de janeiro para cá.

Para que haja uma melhor compreensão do amigo leitor e para que ninguém fique ofendido com as escolhas algumas regras são divulgadas aqui sobre como foi caracterizada a ordem dos melhores álbuns:

  • Juro que fiquei tentado a escolher mais, mas como todos os anos a ideia é trazer dez álbuns o caso se repete neste ano também;
  • Só entraram na série álbuns novos e de um artista só. Sendo assim, pérolas, como a coletânea nova de David Bowie, ficam de fora e trilhas sonoras, como a do último filme da franquia “Jogos Vorazes”, também não entram na disputa;
  • Decidi fazer uma única lista, portanto aqui poderiam entrar álbuns tanto de fora como de dentro do Brasil;
  • Durante a semana farei posts individuais sobre cada um dos álbuns, portanto hoje é só haverá a informação do disco e algum comentário breve;
  • Para que haja um mínimo de suspense fiz a lista em ordem decrescente;

Sem mais delongas, aí vai a lista do Blog Outros Sons e sintam-se à vontade para discordar, concordar ou mandar a sua própria relação nos comentários. Vamos lá:

10º Lugar – Leonard Cohen – Popular Problems

 

Tudo bem, qualquer lista que se preze tem de ter o mestre Leonard Cohen. Sua importância para quem gosta de um belo trabalho vocal é algo único nas últimas décadas, mas neste caso não se inclui este senhor octogenário apenas por obrigação.

Seu disco “Popular Problems” é consistente, simples e direto. Não há pirotecnias sonoras e seu vocal é acompanhado apenas por uma orquestra bem aplicada e um coral feminino competente.

Além do mais, a voz do cantor canadense sobressai de forma limpa e profunda em faixas como “Slow”, “Almost Like the Blues”, “My Oh My” e a autobiográfica “Born in Chains”. Uma delícia de som.


9º Lugar – Mark Lanegan – Phanton Radio

 

O álbum de Lanegan entrou na lista nos acrescimos do Segundo tempo, mas faz sentido, pois demorei um pouco para escutar o disco tamanha proficuidade com que o ex-vocalista do Screaming Trees tem lançado suas obras.

Pode-se dizer que Lanegan também seja um precursor do trabalho vocálico de Cohen e é bem verdade que sua voz rouca tem melhorado com o tempo, mas neste “Phanton Radio” não é só a voz que empolga o ouvinte.

As composições são fortes, algumas bem pesadas, e o trabalho de sua banda de apoio é imprescindível para que o conjunto da obra tenha resultado impactante.

“Harvest Home” é a faixa que inicia essa viagem junto com o músico e nos remete a uma fase mais sombria e carregada do letrista Lanegan, enquanto que “Judgement Time” é mais tensa e “Floor of the Ocean” nos mostra um ambiente mais pop com a ajuda da backing vocal Shelley Brien.

Enfim, coisas maravilhosas como “I am the Wolf”, um folk bluseiro pesado, “Waltzing in Blue” e a derradeira “Death Trip to Tulsa” nos trazem um Mark Lanegan que mostra ter fôlego para ultrapassar barreiras dos anos e nos encantar com sua voz por muito tempo ainda.


8º Lugar – Parquet Courts – Sunbathing Animal

 

Muito se falou no Parquet Courts por aqui e por aí de um ano e meio para cá.

De banda do gueto nova iorquino a grupo participante dos maiores talk shows da noite americana os caras tiveram tempo de lançar esse disco sensacional chamado “Sunbathing Animal”.

O punk anárquico e despojado do primeiro álbum “What’s your Rupture?” agora é acompanhado também de letras mais originais e trabalho técnico mais exemplar.

Mesmo assim, a espontaneidade dos caras se mantém e faixas como “Black & White”, “What Color is Blood?”, “She’s Rolling” e Sunbathing Animal” nos fazem balançar a cabeça e ter vontade de assistir a show deles de qualquer maneira.


7º Lugar – Brody Dalle – Diploid Love

Não é de hoje que a senhora Josh Home prova que não é só um rostinho bonito por trás do maridão.

Aliás, Brody Dalle já tinha punch suficiente e único desde os seus grupos The Distillers e Spinnerette nos quais realizava um punk de qualidade e sem frescura. E isso bem antes do relacionamento com o líder do Queens of the Stone Age.

Com a introdução numa carreira solo, Brody trouxe a pegada que já possuía, chamou uma galera para ajuda-la na confecção do disco e de quebra conseguiu fazer um trabalho família.

Muitas das letras do álbum têm como temática sua relação com os filhos e nem por isso se tornou algo piegas. Só para provar isso, “Meet the Foetus/Oh the Joy” (com a participação de Shirley Manson do Garbage) é uma das melhores faixas lançadas neste ano.

E não fica só nisso: “Don’t Mess With Me”, “Rat Race” e “Parties For Prostitutes” são outras boas músicas que pegam o ouvinte de jeito e não o largam mais.


6º Lugar – Swans – To Be Kind

O que é uma apresentação ao vivo do Swans?

Pode-se responder a essa pergunta explicando que os caras elevam á enésima potência a força e a potência de sua música que fora gravada em estúdio.

Deste modo, podemos dizer que os álbuns do Swans são ruins então?

De maneira nenhuma!

É que o trabalho instrumental e experimental da turma de Michael Gira se torna muito mais libertador quando está em cima de um palco, mas nem por isso sua força é pequena quando a música é ouvida num disco deles.

O álbum “To Be Kind” tem apenas 10 músicas, mas possui mais de duas horas de duração. Um espetáculo sonoro que fica mais significativo se for ouvido de uma vez só como se fosse uma ópera.

Portanto, “Screen Shot”, “A Little God in my Hands”, “She Loves Us”, “Oxygen” e “To be Kind” são partes de um todo magnânimo que prova a competência instrumental de todos do grupo e sua necessidade de causar impacto a quem os ouve.


5º Lugar – Spoon – They Want My Soul

O Spoon já tem uma carreira consolidada, mas este “They Want my Soul” produz um salto qualitativo no trabalho da banda.

Depois de terem ficado quatro anos sem gravar nada novo os rapazes do Spoon se fixaram em novos horizontes para seu som.

No álbum deste ano as composições quase que em sua totalidade são de Britt Daniel e se tornam mais sólidas conforme você aperta o repeat do seu aparelho de som.

Deste modo, o trabalho se torna muito regular se ter muitos altos e baixos. As músicas são precisas e cativam o ouvinte pouco a pouco.

“Rent I Pay”, “Raini Taxi”, “Do You”, “Knock, Knock, Knock” e New York Kiss” são apenas alguns dos exemplos da sonoridade ora indie, ora folk que a banda mantém e que empolga pelo tom festivo com que as faixas são executadas.


4º Lugar – Interpol – El Pintor

 

Havia quem achasse que o Interpol tivesse uma queda de qualidade com a saída do baixista Carlos Dengler já que depois disso muita gente foi usada em seu posto, mas Paul Banks segurou bem a onda e nos presenteou com este ótimo “El Pintor”.

Se há novas direções no som da banda, com uma diminuição da altura com que são usadas as guitarras em algumas faixas em outras canções o sistema prossegue e faz a alegria dos fãs.

Além disso, o grupo também nos proporciona petardos como “All the Rage Back Home”, “My Blue Supreme” e “Twice as Hard”.

As letras também são ponto alto na qualidade das músicas e ótimos versos podem ser escutados em “My Desire” e Anywhere”, por exemplo.


3º Lugar – Phantogram – Voices

Quando o duo americano proveniente de Grenwich, Nova York, em 2009 com “Eyelid Movies” pouca gente prestou atenção, talvez pelo fato de que estava virando moda formar duplinhas de música eletrônica.

Mas com o lançamento, neste ano, de “Voices” a qualidade do vocal de Sarah Barthel e da técnica e variação rítmica de Josh Carter sobressaíram e o mundo pôde ver do que eles são capazes.

O título do álbum faz juz ao trabalho de Sarah. Ela pulveriza a concorrência com “Black Out Days”, Howlling at the Moon” e a belíssima “Bill Murray”,

Além disso, conseguimos ver o trabalho sonoro e instrumental em “Nothing But Trouble”, na ambiental “Never Going Home” e na pesada e bela “The Day I Died”.

E de quebra, eles provam ao vivo que sua música pode crescer mais ainda no futuro lançando mais peso às faixas que podem ser aproveitadas pelo ouvinte de maneira mais moderada no álbum sem que se perca a qualidade do resultado final.


2º Lugar – Temples – Sun Structures

Juro que fiquei na dúvida quanto à data de lançamento de “Sun Structures” e quase que essa preciosidade ficou de fora do top 10 do blog deste ano.

Mas ao conseguir visualizar que o trabalho da banda inglesa soltou em mercado restrito o seu disco de estreia em 5 de fevereiro deste ano um alívio pairou sobre minha alma.

O disco em questão é um dos mais ouvidos no meu carro desde então e a mania maluca desta banda achar que está nos psicodélicos anos 60 também é capturada pelo ouvinte que se acostumou a escutar Zombies, Beach Boys ou 13th Floor Elevators.

Dessa maneira, ter o prazer de ouvir “Shelter Song”, “Sun Structures” ou “Keep in the Dark” tem a capacidade de nos levar a uma viagem no tempo da música.

Mesmo assim, coisas bem misturadas e guitarras envolventes nos possibilitam dizer que o Temples consegue cativar o fã saudoso deste tipo de som e o ouvinte sedento por novidade.

Vide os casos de “Mesmerize”, “Clours to Life”, a hipnótica “Sand Dance” e “Fragment’s Light” que não transformam o disco em apenas uma ode ao passado.

Uma das melhores coisas que surgiram nos últimos anos.


1º Lugar – Warpaint – Warpaint

Essas meninas de Los Angeles já possuíam muita exposição no universo indie por conta de sua capacidade de experimentação em seu som nos discos anteriores (“Exquisite Corpse” e “The Fool”), mas é com seu terceiro álbum com o simples é direto título homônimo ao da banda que elas alcançam punch suficiente para sair das sombras do underground.

Além de escrever lindas letras como em “Son” e transformar uma simples peça introdutória (“Intro”) em uma viagem sonora de bateria e baixo, a banda consegue se dividir nas funções mais adequadas possíveis para cada integrante dependendo do que a música necessitar.

Os vocais de Emily Kokal e Thereza Wayman ganha a preciosa ajuda da carismática e linda Jenny Lee Lindberg (baixo) e da variedade entre contenção e explosão em determinados momentos da baterista Stella Mozgawa.

Essa força da voz feminina é presenciada desde “Keep it Healthy”, passa por umas das melhores letras dos últimos anos na direta e densa “Love is to Die” (Love is to die; love is not die; love is to dance), além de provocar novos sentimentos ao ouvir as lindas “Hi” e “Teese”.

O trabalho experimental continua com “Biggy”, “Disco/Very (que possui um vídeo que mostra todo o clima despojado das meninas) e “Go in”.

“Felling Alright”, “CC” e “Drive” seguram muito bem o clima denso e estilístico do álbum e transformam o processo todo numa experiência das mais agradáveis. Melhor coisa surgida no ano.

Resumão do meio da semana: Leonard Cohen, Alt J, The Drums e Julian Casablancas lançam novos discos; Sai data para o novo trabalho do Weezer

Em final de mês em Sampa que vai do rockão do Queens of the Stone Age, viaja no cachorro quente (que não vem ao show) de Miley Cyrus e finaliza com o sempre presente Franz Ferdinand nada melhor do que saber a respeito das novidades lá de fora também.
 
Se o Brasil realmente entrou na rota dos grandes shows já faz algum tempo é com bastante interesse que todos ficam esperando o povo da Time for Fun soltar nota com, pelo menos, algumas das atrações da parte sul-americana do Lollapalooza 2015.
 
Muito se fala sobre Robert Plant e Jack White, que dizem, já estariam fechados com a produção do evento, algum burburinho com as possíveis vindas de Green Day, Chvrches, Bastille, Foster the People, Bloc Party, Kasabian e Empire of the Sun, e pouco se comenta sobre o próximo assunto: o Alt J.
 
Os caras de Leeds lançaram ontem o aguardado disco “This Is All Yours”, segundo trabalho, que não foi bem recebido pela crítica inglesa, mas que parece ter entrado bem nas rádios de lá. A tendência é que estejam no set do Lolla por aqui ano que vem, pois fariam parte da cota de banda nova indie do festival.
 
Outras coisinhas bacanas aconteceram ontem pelo mundo afora.
 
Nosso eterno crooner (e bom velhinho) Leonard Cohen mostrou ao mundo seu “Popular Problems”, que é uma delicia de álbum, bem conduzido e exato no tom e na sonoridade.
 
Outro ícone dos novos bons ares da música indie mundial, The Drums, saiu-se ontem com o lançamento de “Encyclopedia”, terceiro disco do grupo americano que pousa em Sampa para mais uma apresentação em 05 de novembro pela PoploadGig Festival.
Ainda na onda de lançamentos da terça-feira, ainda há o novo de Julian Casablancas, “Tyranny” (que o blog ainda não ouviu) e tem medo de fazê-lo pela porcaria que foi a última incursão do rapaz de maneira solo. Volta logo, Strokes!
Para finalizar, saiu ontem a nova faixa do Weezer, a ótima “The British are Coming”, que busca dar maior publicidade para o lançamento do novo álbum “Everything will be Allright in the End”, que sairá mundialmente em 07 de outubro próximo.
Para um final de mês até que o negócio está bem agitado.
 
Agora é se preparar para o show amanhã e esperar por mais novidades do mundinho musical no mês que vem.