Melhore sua terça com o novo som de Morrissey

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Tudo começou ontem quando Morrissey tuitou a não tão misteriosa frase “Spent the Day in Bed” e sumiu novamente. Já havia informação suficiente para os fãs enlouquecerem!

Pois eis que hoje de manhã acordamos com o novo single do cantor chamado, vejam vocês, “Spent the Day in Bed”. A canção fará parte do novo disco de Moz chamado “Low in High School” que será lançado dia 17 de novembro.

A mais nova empreitada do britânico será também o pontapé inicial do selo criado por ele, Etienne, e terá distribuição mundial pela BMG. Quem produz o disco é Joe Chiccarelli tendo utilizado os estúdios La Fabrique, na França, e Forum, (propriedade de Ennio Morricone) em Roma.

Pelo Twitter também Morrissey colocou um possível caminho que seguirá sua próxima turnê, pelo menos a parte americana que começaria na mesma época em que o álbum sairá.

Veja abaixo, o vídeo subscrito da música “Spent the Day in Bed”:

 

 

 


 

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Moz está entre nós!

Foi ontem a apresentação mais tête-a-tête de Morrissey em São Paulo.

O rapaz iniciou no Teatro Renault, em São Paulo, seu rolê por três cidades e quatro shows pelo país.

Num palco menor e com público mais próximo, o ex-líder dos Smiths pôde desfilar hits, canções mais intimistas de sua carreira solo, músicas de sua antiga banda, cover de Elvis e alongou o show ao máximo possível.

O término da apresentação de 22 músicas foi apoteótico com o hit The Queen is Dead sendo cantado em uníssono pelo povo comportado do teatro.

No sábado (21), o cantor tocará para uma galera maior no bacana Citibank Hall. Posteriormente, no dia dia 24, os cariocas assistirão ao mesmo show no Metropolitan.

Daí, alguns dias depois, dia 29, Morrissey vai até a capital federal para se apresentar em Brasília no Net Live.

O motivo para espaços maiores entre uma apresentação e outra parece ser a recuperação do cantor do câncer no esôfago, problema que felizmente conseguiu vencer recentemente e que limou sua tour anterior no Brasil. Saúde em primeiro lugar, sempre!

Em entrevista ao jornal “O Globo” Moz disse não estar mais em perigo: “Vou viver para tocar a harpa por mais alguns anos”, disse o cantor em entrevista à jornalista Liv Brandão.

E como o homem gosta de polêmicas não se fez de rogado em outra entrevista, esta para o portal G1, na qual foi questionado sobre sua ex-banda famosa.

Numa pergunta sobre o fato de a banda concorrer a uma vaga no Rock and Roll of Fame e sua possível participação na entrega da comenda ele simplesmente soltou: “Não sou um membro dos Smiths, então não faço ideia por que eu iria aceitar um prêmio.”

Tomou?

O set list do show de ontem (que pode não ser o mesmo de sábado) foi o seguinte:

Morrissey faz show no Teatro Renault, em São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

1 -Suedehead

2 – Alma Matters

3 – This Charming Man (The Smiths song)

4 – The Bullfighter Dies

5 – Speedway

6 – Ganglord

7 – World Peace Is None of Your Business

8 – How Soon Is Now? (The Smiths song)

9 – First of the Gang to Die

10 – Reader Meet Author

11 – Earth Is the Loneliest Planet

12 – You’ll Be Gone (Elvis Presley cover)

13 – Mama Lay Softly on the Riverbed

14 – Kiss Me a Lot

15 – Meat Is Murder (The Smiths song)

16 – Everyday Is Like Sunday

17 – Oboe Concerto

18 – You Have Killed Me

19 – I Will See You in Far-Off Places

20 – Let Me Kiss You

21 – I’m Throwing My Arms Around Paris

22 – The Queen Is Dead (The Smiths song)

Abaixo, um vídeo (tosco, é bem verdade) do início do show com “Suedehead” sendo executada:

Notícias britânicas no Brasil: Morrissey e Gilmour por aqui; Sabbath, quem sabe?!

A primeira boa nova vem da parte de Morrissey.

O inglês vegano virá em novembro ao nosso país para shows em São Paulo, Rio e Brasília. O rapaz teve confirmada a mini turnê através da Time 4 Fun (que deve ter aceitado todas as milhares de exigências dele).

Aqui em Sampa são dois shows, um mais intimista no Teatro Renault e outro maior no Citibank Hall. No Rio de Janeiro a apresentação será no Citibank Hall local e em Brasília o lance ocorre no Net Live.

Abaixo, você pode visualizar os preços dos ingressos, que serão comercializados entre os dias 8 e 14 de setembro para clientes Citi e Diners Club. A partir do dia 15 inicia a venda para o restante do público.

São Paulo – 17/11 – Teatro Renault

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São Paulo – 21/11 – Citibank Hall

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Rio de Janeiro – 25/11 – Citibank Hall

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Brasília – 29/11 – Net Live

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Outro artista britânico que vem dar o ar de sua graça por aqui, só que em novembro, é David Gilmour.

O guitarrista do Pink Floyd fará shows em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre para mostrar músicas de seu novo disco, “Rattle That Lock”, que tem lançamento previsto para dia 18 de setembro em caráter mundial.

Aqui em Sampa a peleja acontece em 12 de dezembro no Allianz Parque, posteriormente viaja para Curitiba para uma apresentação dia 14 na Pedreira Paulo Leminski e ainda no dia 16 fecha a passagem pelo Brasil em Porto Alegre na Arena do Grêmio.

Os ingressos para todos os shows serão colocados à venda dia 10 de setembro, sem que ainda haja preços divulgados.

Veja abaixo o vídeo oficial da faixa-título do novo álbum de Gilmour:


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Por último, uma notícia que também tem a ver com artistas renomados britânicos, mas que inicialmente ainda (eu disse ainda!) não inclui o Brasil na conversa.

Ontem, foi anunciado “the begining of the end” (“O começo do fim”) do Black Sabbath.

Para ser mais preciso a nota divulgada ontem informava que o grupo acaba de vez em 2016.

Entretanto, a informação segue com uma prêmio de consolação aos fãs da banda: o grupo proveniente de Birmingham fará uma última turnê mundial que terá início ainda em janeiro do ano que vem.

O Sabbath prosseguirá com o trio original (Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler) sem a inclusão de Bill Ward que ainda move processos exatamente contra eles.

Como já é sabido a tarefa de excursionar mundo afora tem sido muito desgastante para os velhinhos sexagenários, mas muito mais penante para Iommi por conta de sua luta contra o câncer.

A despedida mundial dos inventores do Heavy Metal começa pelos Estados Unidos, mas pela quantidade de fãs brasileiros e pela energia dos últimos shows deles por aqui é bem provável que haja uma passada rápida por estes lados do Atlântico.

Torça, desde já!

Abaixo, veja o anúncio oficial da turnê de despedida do Black Sabbath:

A Triste Notícia de Morrissey

 
Morrissey é um dos maiores ídolos do blog. E tudo a seu respeito gera muita repercussão.
 
É claro que os rumores com relação aos seus problemas de saúde já eram fortes desde o ano passado por conta dos inúmeros cancelamentos de shows em sua turnê, mas quando foi anunciado o novíssimo álbum a gente achou que a coisa tinha entrado nos eixos novamente e que Morrissey estava bem na fita.
 
Porém, ontem durante entrevista ao jornal espanhol El Mundo o cantor inglês de 55 anos revelou detalhes de seu tratamento contra o câncer.
 
Na entrevista concedida ao periódico ele também contou sobre outros  planos, além de falar sobre amenidades e situações do cotidiano britânico e mundial. Não faltou (como em qualquer depoimento do ex-amigo de Johnny Marr) a acidez e a polêmica com que trata questões inúmeras.
 
Desta vez, aproveitou para alfinetar o casal David e Victoria Beckham, que ele considera “insuportável”.
 
No que diz respeito à doença, Morrissey explicou que vinha sendo hospitalizado com frequência no último ano e meio, período em que pensou em se afastar dos palcos de uma vez por todas.
 
Agora, com o anúncio da doença, o cantor diz que não pretende parar de trabalhar. Parece mesmo querer dizer que os palcos funcionam como tratamento para ele, mas deu a entender que se não houver outra possibilidade ele se dedicaria exclusivamente ao seu viés de escritor.
 
E não é por falar da boca para fora.
 
Além de ter sido muito elogiado pela forma como escreveu sua autobiografia (resenhada, inclusive por este blog ano passado), na próxima semana também sai seu primeiro romance. Vamos ver no que dá.
 
O público europeu também poderá vê-lo em ação nos próximos dias com o começo de sua turnê para divulgar seu 10º álbum solo, “World Peace Is None of Your Business”.
 
Então, como dizem por aí, a vida continua. Mas Morrissey pensa um pouco além disso: “Os médicos já rasparam tecidos cancerosos em quatro ocasiões”, contou ele ao jornal, mas não confirmou onde se localiza o tumor. “Se for para morrer, morrerei. Agora mesmo, me sinto bem. Sei que não tenho saído bem nas fotos, mas isso é efeito de ter uma doença, faz parte. Não vou me preocupar com isso e só vou descansar quando morrer.”
 
Tomara que não precise descansar tão logo então e que haja remissão na doença não só pelo desejo de ver mais ser humano salvo de patologia tão horrenda, mas para que tenhamos por mais tempo a convivência com um dos maiores gênios de nossa época na música.

“The Queen is Dead” ou “O tempo em que Morrissey e Johnny Marr olhavam um na cara do outro”

O que faz uma banda ser necessária para a música? O que um artista precisa para ser genial? Quando sabemos que a coisa está degringolando?
 
Estas perguntas acima podem ser respondidas de diversas formas por fãs e críticos, mas elas só seriam absolutas se as pessoas envolvidas tivessem a mesma ideia sobre os acontecimentos.
 
No caso dos Smiths, a situação então teria que ser analisada com mais parcimônia por Morrissey e por Johnny Marr, mas, visto que nem se falam mais, seria impossível chegar a um veredicto.
 
E se por acaso eles concordassem em alguma coisa nos dias atuais é óbvio que já estariam com a banda na ativa novamente.
 
Então esqueçamos as perguntas iniciais e nos atenhamos ao foco da questão: “The Queen is Dead” é um álbum que, se não chega à perfeição, está muito próximo disso.
 
Tudo convergia para isso: o momento da Grã Bretanha pedia uma obra de protesto importante ao governo trabalhista e à monarquia, a voz de Morrissey era perfeita, o som tirado da guitarra de Johnny Marr, além de inventivo, era também empolgante, e Andy Rourke e Mike Joyce seguravam bem a cozinha do grupo.
 
Além disso, o carisma de Morrissey era evidente e sua beleza fazia as fãs se desmancharem em frente ao palco. Para que o negócio ficasse ainda mais interessante, as letras das músicas eram ótimas e até mesmo a capa do disco dizia muito a respeito (uma foto de 1965 de Allan Delon deitado como se estivesse morto) fazendo com que a provocação fosse uma das marcas fortes da banda britânica.
 
“The Queen is Dead” já era o terceiro álbum de estúdio da banda e por isso puderam criar mais ao longo da produção.
 
O lançamento acontece em 1986 e os integrantes visualizavam aquele período como uma possibilidade de libertação das tradições aristocráticas da Inglaterra. Para eles podia ser o fim do período do tédio inglês.
O disco é o auge criativo de todos os envolvidos com os Smiths, não podendo deixar de ser aclamado até hoje como um dos melhores discos de todos os tempos realizados no Reino Unido, ao lado de clássicos dos Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath, The Clash, Led Zeppelin, entre outros.
 
A faixa-título, que abre o disco de forma arrasadora, apresenta-se como um rock potente através de várias camadas de guitarra conduzida milimetricamente por Marr. A letra já destila o veneno em cima da Inglaterra dos anos 80, criticando instituições fortes como a monarquia e a igreja, produzindo um forte protesto em relação a todo o conservadorismo do governo daquele país.
 
Ao final da música Morrissey declara que “A Rainha está morta, e é tão solitário no limbo; A vida é muito longa quando você está sozinho”. Um poço de dualidade entre o otimismo e o pessimismo.
 
“Frankly, Mr. Shankly” foi escrita ironizando Geoff Travis, dono da gravadora independente Rough Trade, responsável por todos os discos dos Smiths. Através do pseudônimo ‘Mr. Shankly’, Morrissey ridiculariza o cara por meio de uma sonoridade mais alegre que soa diferente em relação ao restante da obra.
 
A terceira faixa é um contraponto com a anterior e nos presenteia com uma balada soturna e tensa: “I Know it’s Over” é considerada por muitos uma obra prima dos Smiths na qual Morrissey pede consolo a sua mãe por estar sozinho, sem amor, apesar de ser inteligente e divertido. Uma tristeza só.
 
Daí, temos na sequência “Never had no one ever”, balada lenta em que a guitarra de Johnny Marr compassa bem e se junta com a timidez do baixo de Rourke e a marcação bem feita de Joyce. De novo, vemos uma choradeira bem cantada pelo titio Morrissey.
 
Chega-se à metade do disco com “Cemetry Gates”, uma canção que celebra a prosa e a poesia, e toca no tema polêmico e sempre atual do plágio por meio de uma homenagem linda ao escritor Oscar Wilde.
 
Um dos grandes singles do álbum é “Bigmouth strikes again”, que foi escrita depois que a imprensa inglesa criticou um comentário que Morrissey fez, lamentando que a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher teria escapado ilesa de um atentado a bomba. Para quem está acostumado com as polêmicas causadas por Morrissey hoje em dia aquilo era muito mais ácido e explosivo e o negócio perseguiu a carreira do músico por muito tempo, como um dos principais inimigos da política britânica.
 
Outro single do álbum é “The boy with the thorn in his side”, que pode ser traduzida como “o garoto com uma pedra no sapato”. A narração do vocalista sobre a tal pedra no sapato tinha como meta atingir a indústria musical mundial, que segundo o próprio integrante da banda, nunca acreditava no que ele dizia. Trata-se de uma faixa perfeita no sentido sonoro, com as marcações de guitarra simples e singelas de Johnny Marr e um acompanhamento perfeito de Rourke para fazer espelho para a batida descompromissada de Joyce. Uma música que marca aquela década.
 
Dentre as maiores virtudes de Morrissey como letrista está sua profunda capacidade de inventar poesias cheias de sarcasmo e ironia e “Vicar in a tutu” é exatamente isso. Um divertido relato sobre um vigário que se divertia usando um saiote de bailarina. E tome reclamação da Igreja e da parcela conservadora (maioria absoluta) da população britânica. Em consonância está a sonoridade tal qual um country-folk de faroeste. Muito boa!
 
A penúltima “There is a light that never goes out” é uma canção que define bem a carreira da banda e que pode ser considerada seu maior hino.
 
Fala sobre um passeio de carro durante a noite em companhia da pessoa amada. O cenário é tão perfeito que nem a morte poderia estragar. Uma ironia que tal situação possa ser usada para explicar a história do próprio grupo. Eles funcionaram tão bem juntos que mesmo as brigas absurdas  iniciadas por Morrissey não abalam a relevância dos Smiths para o rock.
 
O disco termina com “Some girls are bigger than others”, bem conduzida pela guitarra autoral de Johnny Marr. Até hoje, Marr pode figurar entre aqueles instrumentistas com uma marca pessoal, que pode ser identificado numa canção apenas com alguns acordes sendo ouvidos.
 
Enfim, um álbum que encerra um ciclo de poderio criativo de todos da banda. Ainda teríamos como lançamento inédito de estúdio o bom “Strangeways, Here We Come”, mas mesmo aí já se podia visualizar um desgaste da atividade de todos como grupo.
 
Um dos grandes alcances históricos de “The Queen is Dead” é que em 2013 o álbum foi classificado em primeiro lugar na lista dos melhores 500 discos de todos os tempos pelo semanário New Musical Express. Na lista figuravam nomes como Beatles e Led Zeppelin, para se ter uma ideia.
 
“The Queen is Dead” – Álbum faixa a faixa:
 
1 – “The Queen Is Dead” – 6:24
2 – “Frankly, Mr. Shankly” – 2:17
3 – “I Know It’s Over” – 5:48
4 – “Never Had No One Ever” – 3:36
5 – “Cemetry Gates” – 2:39
6 – “Bigmouth Strikes Again” – 3:12
7 – “The Boy with the Thorn in His Side” – 3:15
8 – “Vicar in a Tutu” – 2:21
9 – “There Is a Light That Never Goes Out” – 4:02
10 – “Some Girls Are Bigger Than Others” – 3:14
 
The Queen is Dead
 
Never Had No One Ever
 
Bigmouth Strikes Again
 
The Boy with the Thorn in His Side
There Is a Light That Never Goes Out

Morrissey nos instiga com a expectativa do novo álbum

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Foi divulgado ontem um vídeo no qual Morrissey aparece durante uma sessão sua de piano.

No vídeo há a chegada de Nancy Sinatra que entra quieta e sai calada. Mas seu maior gesto é entregar uma carta que contém a letra de uma música. Tudo indica que seja a letra da música que dá nome ao disco dele.

Nisso, o cantor inicia a recitação da letra e nos apresenta ao álbum novo.

A direção deste vídeo promocional é de Natalie Johns.

“I’m Not a Man”, “Smiler With Knife” e “Kick the Bride Down the Aisle” são alguns dos sugestivos títulos do mito britânico. Como sempre suas músicas têm profundidade e densidade capazes de nos hipnotizar durante suas execuções.

Nada foi confirmado, mas surgiu por aí que o novo álbum sai no dia 14 de julho e terá o nome de “World Peace Is None of Your Business”. Este será o décimo registro de estúdio da carreira de Morrissey.

Os últimos meses têm sido intensos para o ex líder dos Smiths, com lançamento de livro autobiográfico, problemas de saúde que o deixaram fora de shows (inclusive no Brasil) e a composição das novas músicas.

Abaixo, a relação de todas as músicas do álbum vindouro:

01. World Peace is None of Your Business
02. Neal Cassady Drops Dead
03. Istanbul
04. I’m Not a Man
05. Earth Is the Loneliest Planet
06. Staircase at the University
07. The Bullfighter Dies
08. Kiss Me a Lot
09. Smiler With Knife
10. Kick the Bride Down the Aisle
11. Mountjoy
12. Oboe Concerto
13. Scandinavia [Deluxe]
14. One of Our Own [Deluxe]
15. Drag the River [Deluxe]
16. Forgive Someone [Deluxe]
17. Julie in the Weeds [Deluxe]
18. Art-Hounds [Deluxe]

O Blog leu a autobiografia de Morrissey… e gostou!

British singer-songwriter Morrissey performs at the Coachella Music Festival in Indio

Depois de Morrissey ter lançado o livro com suas memórias no final do ano passado no Reino Unido, parecia que não demoraria muito para aparecer sua tradução aqui no Brasil.

O problema é que a obra virou uma disputa comercial entre várias editoras nacionais, o que resultou, depois de muita briga, na compra dos direitos do livro pela Globo Livros.

Portanto, essa versão em português ainda demorará algum tempo para sair por aqui.

Na verdade, o livro segue uma tendência de polêmica em seu lançamento desde o momento em que saiu na Inglaterra, pois Morrissey exigiu que a Editora britânica Penguin publicasse a autobiografia sob a condição de que fosse lançada pela série Penguin Classics, que se sabe, só lança obras clássicas da literatura mundial.

Marrento o rapaz hein!

Capa da Autobiografia de Morrissey
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Dessa forma, o jeito foi ler a versão em inglês mesmo e, ainda que pese a dificuldade de alguns termos tipicamente britânicos incluídos no livro, o resultado final é de satisfação por ter acesso a dados sobre a vida de um artista especial como Morrissey.

Apesar de ser uma autobiografia não me pareceu ser um relato chapa-branca no qual o seu autor só joga louros sobre a própria vitória. Morrissey explana muitas vezes sobre as crises de identidade, de autoafirmação e de depressão que passou durante toda sua vida.

Percebe-se uma necessidade do artista em detalhar cada crise pela qual passou, o que pode, às vezes, parecer uma narração meio prolixa, mas a divagação acaba por ser interessante na maior parte do tempo.

Os momentos em que conta sobre as desilusões amorosas são cheios de pausas narrativas, mas isso explica muito a música dele próprio e dos Smiths, pois essa tratativa estilística se faz presente em canções do rapaz desde os anos 80.

Além do mais, Morrissey conta como se tornou um defensor das causas ambientais, mais especificamente dos animais, alguns (não muitos) barracos durante a carreira e um pouco do processo de composição.

Mas, o livro é mesmo sobre a vida dele. Sua maneira de contar o que acha desse ínterim entre o nascimento e a morte é uma tendência musical de Morrissey que foi seguida por gente grande desde o início da carreira do músico, portanto é fácil entender que esse procedimento acabe por se perpetuar nas páginas de sua própria biografia.

Desde já, um relato de uma figura imprescindível para compreender a Inglaterra do pós-punk, da era Margareth Tatcher e seu maniqueísmo com que lidou com a política do país, além das desilusões da classe trabalhista naquela época, mas também uma maneira dos fãs entenderem a persona de Morrissey, que em determinado momento da narrativa diz “ter vergonha de sua própria felicidade”.

O moço é profundo e suas incursões amorosas até se afirmar homossexual fornecem ideias mais apuradas dos problemas internos que ele enfrentou no passado e ainda enfrenta no lido com a própria posição consigo mesmo e no lido com o mundo à sua volta.

De fato, um artista que causou mudanças no cenário da música mundial, interessante pela riqueza de sua obra, mas também pela complexidade com que vive seus dias aqui na terra.

Daí ser uma leitura agradável e um relato imprescindível para quem quer compreender um pouco da música realizada nos anos 80.