Games: Velocity 2X é sequência ok para a saga espacial

 
Quando chegou ao mercado mundial Velocity iniciou uma febre entre os gamers por ter uma jogabilidade simples e viciante.
 
Por conta dessa empolgação da galera indie com o título, este novo título da produtora Futurelab, acabou por ser bem antecipado.
 
Dessa forma, Velocity 2X traz novamente uma combinação muito boa entre a forma com que se joga com a alta velocidade. Esse processo flui muito bem e a adição de fases 2D ao jogo promove variedade ao que já era interessante.
 
O roteiro do game é este: a tenente Kai está perdida no espaço e acaba capturada por uma raça alienígena que escraviza outras espécies e se transforma numa líder de uma causa rebelde que tentará iniciar uma revolução.
 
A narrativa é entrecortada, isto é, as informações aparecem por meio de cenas cortadas ao longo do jogo, algo que pode até ser um empecilho para a compreensão da história em dados momentos, mas isso se torna irrelevante, pois a missão já está dada e a evolução de telas é bastante autoexplicativa.
 
E no final das contas a saga de Kai serve mesmo como desculpa para a maneira como ela é suplantada através de sua jogabilidade.
 
No que diz respeito ao design de cada fase não há o que reclamar. As coisas podem ser superficiais e bem lineares no começo, mas os caminhos da tela são rapidamente abertos, o que forma diferentes rotas sincronizadas por vezes com mini-estágios 2D dentro das fases espaciais e quebra-cabeças que pedem atenção, memória e precisão.
 
Acerca dessas fases realizadas no espaço há certa preguiça do desenho das imagens e da evolução das coisas já que se parecem muito com o game original, mas isso logo se dissipa com a colocação da câmera de cima para baixo, onde o jogador controla uma nave equipada de um potente acelerador e uma variedade de armas.
 
A viagem em teletransporte, por exemplo, é um componente que permite esquecer as falhas do design descrito anteriormente, pois permite à Kai levar sua nave de um ponto para o outro.
 
Sua realização requer foco total do jogador e a atenção com que deve ser promovida a viagem é dos momentos mais tensos do jogo.
 
Dessa forma, Velocity 2X até se torna fácil de aprender, mas a dificuldade reside em seu domínio com precisão.
 
Há também que se tomar cuidado com a mira do sistema quando se realiza a viagem de teletransporte longa, pois não é tão sincronizada e qualquer vacilo impede o jogador de acertar o alvo.
 
Por último, a sequência completada de todas as 50 fases do segundo título da saga espacial pode ser apenas um início de desafio consigo mesmo já que a luta pode prosseguir para completar as mesmas fases de maneira mais perfeccionista.
 
O game Velocity 2X está disponível para PlayStation 4 e PS Vita.
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“The Last of Us Remastered” dá mais vida ao clássico dos games

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Dar um up para grandes sucessos com os seus relançamentos em versões remasterizadas tem sido uma tarefa usual de grandes estúdios.
 
Portanto, quando surgiu a notícia de que a Naughty Dog faria o mesmo para a Sony através do desenvolvimento de “The Last of Us” remasterizado não soou como uma grande novidade.
 
Por um lado, é uma maneira de deixar o mercado aquecido com ótimas vendas de jogos já conhecidos e que não precisam de muito esforço para serem oferecidos aos fãs. Por outro prisma, é o preenchimento do vazio que acontece por vezes enquanto alguns novos títulos ainda estão sendo desenvolvidos.
 
Essa edição do game remasterizada para o PlayStation 4  faz uma atualização habilidosa, em que os conteúdos e as evoluções gráficas têm cacife suficiente para atrair até mesmo quem já conhece de cor e salteado a história dos protagonistas Joel e Ellie.
 
O visual roda a 60 quadros por segundo, contra 30 da edição anterior e os movimentos dos personagens estão mais naturais. Daí os personagens acabam por ser percebidos com mais detalhes e os cenários se tornam mais imagéticos e intensos, além de possuir um carregamento mais rápido.
 
No que diz respeito à jogabilidade, essa versão remasterizada tem características próximas do game original, com nuances para que os botões do PS4 sejam possíveis de ser acionados.
 
Outro detalhe que surpreende é o uso do alto-falante do DualShock 4 que em alguns efeitos sonoros surte bastante efeito.
 
“Last of Us Remastered” também oferece uma quantidade interessante de bônus que ajuda o competidor bastante durante a ação.
 
Desde o início, também há, com o DLC Left Behind, um relato preciso sobre a história de Ellie, num passado antes de conhecer Joel e o making of do game serve de curiosidade para quem pode destinar um tempinho a mais para esses detalhes.
 
Além disso, a opção de comentário do diretor e dos principais dubladores, faz com que os mais aficionados pela produção da Sony se esbaldem.
 
Agora, se o gamer nunca jogou o título é uma ótima oportunidade para fazê-lo tendo em mãos tais melhorias do PS4 e conferir uma narrativa tão bem produzida e roteirizada que marcou época para a última geração dos consoles. Já pode ser considerado, inclusive, um clássico dos games.
 
A ação pós-apocalíptica nada mais é do que uma odisseia de dois companheiros num mundo devastado pelo fungo cordyceps.
 
Um desenvolvimento de script evolutivo que não cai apenas no senso comum de tiros e perseguição de novas metas.
 
Mesmo sendo produzido basicamente para fãs, “Last of Us Remastered”, como clássico que é, tem um trabalho respeitável por parte da desenvolvedora Naughty Dog para que a compra repetitiva.
 
 
Deste modo, os bônus e o DLC incluso no pacote fazem o comprador se empolgar. Um detalhe importante: “The Last of Us Remastered” é exclusivo do PlayStation 4.
 
Aviso: o trailer abaixo contém spoilers