Vem coisa nova do QOTSA por aí

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Os detalhes ainda não estão definidos, mas muitas pontas soltas vem sendo jogadas pela banda da California, principalmente na WEB.

Sem lançar álbum novo desde 2013 (quando nos brindou com o fabuloso “… Like Clockwork”), o Queens Of The Stone Age colocou um novo site na internet no qual aparece uma TV meio anos 70, 80 e que possui inúmeros canais.

Inicialmente, em tom de piada saudosista só apareciam chiados e canais fora do ar, mas desde as primeiras horas de hoje (acho), no canal 1, integrantes da banda repetem exaustivamente a palavra “gold”.

Além disso, agora há pouco começou a transmissão de um vídeo no qual os meninos da banda se submetem a um teste de polígrafo.

Dentre as perguntas estão questões relacionadas ao trabalho do produtor Mark Ronson com o grupo, o nome do disco novo que será intitulado “Villains” e outras dúvidas mais ou menos pertinentes.

Também é possível ouvir um teaser do single “Feet Don’t Fail Me” e reparar que há um tom mais dançante nos riffs de guitarra do Queens Of The Stone Age. Tudo leva a crer que a parceria com Ronson pode ter essa colheita já que o cara lançou Amy Winehouse e fez coisas bacanas com Lady Gaga.

Agora, quando irá sair de vez o novo trabalho de estúdio não sabemos ao certo. Pode ser daqui a pouco, mas o enigma ainda prossegue.

 

Mas que chegue logo, please!

 

 


 

 

Com a mão na massa: Queens of the Stone Age já trabalham em novo disco

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O Queens of the Stone Age já está preparando novo disco para sair em 2017.

A expectativa da banda é que o álbum tenha finalização de seus trabalhos ainda neste semestre e tão logo a pós-produção esteja completa o lançamento será questão de tempo.

Em edição passada da Rolling Stone americana Troy Sanders do Mastodon já havia soltado que tanto sua banda quanto o At the Driven-In e o próprio QOTSA estavam em estúdio, mas ontem surgiu uma imagem no Instagram que denunciava o que já era esperado antes.

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Na foto acima, é possível visualizar uma listagem que parece ser de títulos de canções que estão sendo ensaiadas/gravadas pela banda.

Outra informação que é certeira também dá conta de que o processo de trabalho da banda de Josh Homme segue a mesma linha de montagem do disco anterior, o magnífico “… Like a Clockwork”, com os mesmos integrantes do álbum de 2013 assumindo as funções novamente.

Logo, portanto, teremos mais um pouco do som cru do mais puro Stoner Metal e, quem sabe algumas das participações especiais de amigos da banda não surjam por aí.

Aliás, uma delas é o tema do próximo post.

QOTSA prontinho para abalar o mundo novamente

Durma-se com um barulho desses!

Apesar de todo fã do Queens of the Stone Age não ter motivos para ficar chateado com o hiato de três anos da banda sem atividade de estúdio já que seus integrantes não param de fazer participações em todo tipo de projeto por aí, os caras resolveram se fechar em estúdio para poder produzir coisa nova para seu trabalho musical principal.

Parece que não, mas já faz um ano desde o último show da banda de Josh Homme e, portanto, a saudade de compor para o QOTSA falou mais alto.

Mais recentemente, por exemplo, vimos Josh trabalhando ao lado de Jesse Hughes no Eagles of Death Metal e com Iggy Pop no seu último trabalho, Post Pop Depression. Alias, quem deu a notícia da volta do grupo californiano foi ele mesmo através de participação no podcast Let There Be Talk: “Estamos com o retorno do QOTSA na nossa agenda. Mesma formação e estamos concentrados. Teremos uma reunião para decidir o que fazer”.

Essa tal formação é a mesma do bacaníssimo “… Like Clockwork” com o próprio Homme, Troy Van Leeuwen (guitarra), Michael Shuman (baixo), Dean Fertita (guitarra/teclados) e Jon Theodore.

Informações adicionais sobre material novo e prováveis músicas nele incluídas ainda não são conhecidas.

Queens of the Mastodon At the Drive-In: sério isso?

O nome poderia ser este, mas claro que seria uma salada muito grande.

Gone is Gone é a reunião de integrantes de Queens Of The Stone Age, Mastodon e At The Drive-In.

O super-grupo pegou emprestado dessas importantes bandas do cenário Stoner Rock e Hard Rock atual o baterista do At The Drive-In, Tony Hajjar, o baixista e vocalista do Mastodon, Troy Sanders, o guitarrista do QOTSA, Troy Van Leeuwen, além de Mike Zarin, importante tecladista da cena underground eletrônica.

Amanhã, será a estreia deles nos palcos com um show marcado para Los Angeles e logo logo, no Inverno americano deve sair um EP por selo independente em parceria com a Rise Records/BMG.

Mas se ainda há necessidade de esperar até lá, pelo menos um pequeno trecho da primeira música de trabalho, o som chamado “Violescent” pode ser ouvido desde ontem através do vídeo lançado pela galera do projeto.

Ingresso para apresentação do super-grupo

Ao que tudo indica tudo começou com o trabalho de Tony Hajjar com Mike Zarin em trilhas sonoras para trailers de filmes e games. A partir dali, a química sonora entre os dois deu certo e o contato com os outros foi consequência. Rolou então o convite a Troy Sanders para assumir os vocais e conversas com o guitarrista do QOTSA só situaram a necessidade da coisa toda acontecer de uma vez por todas.

 

O processo futuro após o lançamento do EP é que o Gone Is Gone possa lançar um disco que contenha entre 10 e 14 faixas já que foram vinte as músicas ensaiadas durante o período de produção da primeira atividade deles.

 

Fique com o vídeo com o trecho de “Violescent” logo abaixo:

 

“Songs For The Deaf” é a Monalisa do Queens of the Stone Age

Songs For The Deaf é o terceiro álbum lançado pela banda de Josh Homme e é muito cultuado pelos fãs por causa das participações especiais de Dave Grohl e Mark Lanegan.

Mas não é somente no quesito artistas convidados que o trabalho contido neste disco de 2002 chama à atenção.

É a partir deste álbum, por exemplo, que a banda conquista de vez tanto público e crítica, recebendo a alcunha de reerguedores da qualidade do rock. Alguns fatores ajudaram nessa empolgação, como a repetição por inúmeras vezes do hit “No One Knows” tanto em rádio e TV, e fez com que até mesmo a banda se impressionasse com tais números.

Mas “Songs For The Deaf” é o tipo de experiência sonora que deve ser ouvida do início ao fim ininterruptamente muito por causa da disposição das músicas e pela sacada de se incluir um DJ de rádio entre uma música e outra.

Também no que diz respeito à sonoridade e trabalho instrumental se percebe facilmente uma evolução em relação ao também ótimo Rated R, disco anterior da banda californiana e o auxílio tanto de Dave Grohl quanto dos músicos fixos do grupo mostra uma necessidade do QOTSA de figurar não só como mais um representante do Stoner Rock, mas também de um expoente que funciona como vanguarda para outros artistas que aparecem depois.

E aí é que aparece a genialidade de Josh Homme com seu trabalho de guitarra excepcional e concepção ambiental que mostra novos horizontes para o rock pesado de então.

Formação do QOTSA à época do lançamento de “Songs For The Deaf” 

(Da Direita para a esquerda: Dave Grohl, Troy Van Leeuwen, Nick Olivieri, Josh Homme, Mark Lanegan)

Mas não é só de peso que vive o disco, pois a qualidade melódica impetrada por Josh e Cia vai desde o trabalho dos multi-instrumentistas Natasha Schneider e Alain Johannes até o virtuosismo de Troy van Leeuwen (A Perfect Circle, Eagles of Death Metal). Aliás, já na turnê, a porradaria de Grohl com as baquetas sairia para a entrada do baterista do Danzig, Joey Castillo.

O lançamento aconteceu em 27 de Agosto de 2002, e reforça o fim de uma época de pouca criatividade na cena rock internacional em conjunto com “Is This It” do Strokes que havia saído no ano anterior.

A transformação energética demonstrada pelo QOTSA em músicas como “First It Giveth”, “Song For The Deaf” e ou Think “I Ain’t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire” anulam de vez a percepção de que ninguém iria colocar fogo novamente no rock que minguava com bandas pouco poderosas naquele período de vacas magras.

Também é importante promover uma análise sobre a atividade de baixo feita por Nick Olivieri que provoca petardos impressionantes em conjunto com as guitarras e bateria que não seriam a mesma coisa sem sua contundência com os dedos.

Na verdade, “Songs for the Deaf” nada mais é do que um álbum conceitual que acompanha alguém (Josh?) realizando uma viagem de carro que vai do Deserto de Mojave numa região distante da Califórnia até a cidade de Los Angeles. As interferências dos DJs entre uma canção e outra nada mais é do que a sintonia de estações de rádio de cidades locais que vão mudando de acordo com o deslocamento da caranga. Até mesmo as vinhetas das rádios sincronizam muito bem com os sons tocados em seguida.

Apesar da simplicidade com que são tocadas algumas músicas o álbum é interessante pela facilidade como tais mostras sonoras entram e não saem mais de nossas mentes.

Melodias como as de “Go With The Flow” (com um vídeo clipe bem instigante), do hit “No One Knows” e a mais puxada para o pop “Another Love Song” seguem uma linha de desenvoltura vocal, marcações simples e refrão pegajoso que capturam o ouvinte já na primeira audição.

E da-lhe letras que falam sobre relacionamentos conturbados, drogas e vícios que levam à depressão. Além disso, muita coisa pode ser interpretada de forma mais profunda ou dúbia através de inúmeras figuras de linguagem.

Mesmo assim algumas dessas letras podem ser consideradas mais autobiográficas para Homme como nos casos de “Sky Is Fallin’” sobre sofrimento e “God is in the Radio” que poderia ser uma bad trip de ácido.

Os exemplos de “A Song For The Dead” sobre uma pretensa viagem de carro direto para a morte e “A Song for the Deaf” que parece ser a narração de um cara que acabou de morrer aparecem como dois lados de uma mesma moeda, o medo e o fascínio pela morte.

Outro destaque valioso é a acústica “Mosquito Song”, que acabou dando vida ao álbum seguinte, “Lullabies to Paralyze”, que se preocupa em contar histórias de terror e fábulas fantasiosas.

Ah, e ainda há um cover do The Kinks” no final do álbum, a maravilhosa “Everybody’s Gonna Be Happy”.

Portanto, a atualidade com a qual ainda é tratado pela crítica especializada faz com que “Songs For The Deaf” permaneça no rol de álbuns relevantes da última e desta década, quase uma preciosidade no meio de tanta coisa furada lançada nos últimos anos.

Trata-se realmente de um trabalho de peso e pesado com toda a força de seu lado instrumental. E é indispensável para quem ainda chora a morte do rock, mas não se preocupa em vasculhar coisas mais obscuras da cena.

Se o último disco “…Like a Clockwork” é essa potência musical que já se tornou clássico para os fãs da banda toda essa mitologia se deve muito ao fato de que “Songs…” tenha aberto este caminho. Ponto para Josh e para os loucos que seguiram junto com ele por esse caminho mais difícil e mais prazeroso do rock, o da criatividade.

Recentemente, a versão do disco em vinil saiu pela Ipecac Records (gravadora do maluco Mike Patton) tendo como arte de capa um visual diferente da encontrada em CD.

1 –  You Think I Ain’t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire
2 –  No One Knows
3 –  First It Giveth
4 –  A Song For The Dead
5 –  The Sky Is Fallin’
6 –  Six Shooter
7 –  Hangin’ Tree
8 –  Go With The Flow
9 –  Gonna Leave You
10- Do It Again
11- God Is In The Radio
12- Another Love Song
13- Song For The Deaf
14- Mosquito Song
15- Everybody’s Gonna be Happy (faixa escondida, cover do The Kinks)

No One Knows

First It Giveth

Go With The Flow

Eagles of Death Metal: o lado “sombrio” de Josh Homme está de volta

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E não é que depois de lançar um dos melhores discos da carreira do Queens of the Stone Age (o fabuloso …Like a Clockwork), e realizar uma turnê  lque durou quase dois anos, o líder e mentor do rock atual,  Mr Josh Homme, resolver mexer mais um pouquinho com nossos ouvidos.

Junto com o parceiro musical Jesse Hughes, Homme irá regressar com o projeto Eagles of Death Metal.

Para deixar claro que o negócio é sério mesmo os caras já até soltaram na Internet um novo som intitulado “Complexity”.

A data do novo álbum da banda voltada para sons mais pesados ainda não está confirmada, mas Hughes deu a deixa pelo Twitter. O som continuará o mesmo: “mantém – se o mesmo, estúpido!”

Olha a pérola do ano passado que o blog achou: QOTSA sendo mágico em sessão para a KCRW de Santa Monica

Uma pesquisinha de vez em quando na internet pode nos preencher por completo.

A curta passagem pelos canais favoritos no YouTube pode ser uma experiência fantástica para quem gosta de música (boa!).

Foi numa dessas garimpadas que o dono deste blog conseguiu achar esse tesouro perdido (pelo menos para mim). Ainda mais para quem viu faz pouco tempo um show épico do Queens of the Stone Age no Espaço das Américas no final do mês passado em São Paulo.

Sim, estamos falando da banda de Josh Home que, para o lançamento do maravilhoso álbum “…Like Clockwork” havia realizado uma mega-jam-session para a KCRW, rádio californiana de Santa Monica, tendo como público uns poucos fãs sorteados pela emissora. A atração aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, mas o que empolga mais é saber que o grupo (também californiano) mantém hoje, um ano e pouco após o evento, a mesma pegada consistente e contagiante daquele dia.

Falo isso com base em bandas que realizou enormes turnês e que, naturalmente, pode-se pega-los fazendo um feijão com arroz bem do sem-vergonha depois tanto tempo na estrada promovendo algum álbum.

Felizmente não é caso do Queens of the Stone Age, que capitaneado pelo ótimo headlinner que se tornou Home, realiza um show melhor que o outro, fazendo gostos da plateia e tudo o mais.

No caso específico desta apresentação para a KCRW obviamente que “… Like Clockwork” é o estímulo maior para a banda e o frescor das novas músicas transparece na maneira de tocar de todos, mas há mais coisa no ar.

Vemos um Josh Home livre dos fantasmas que o levaram à depressão num passado quase recente.

O rapaz está falante e a tequila ajuda neste processo. Na divertida e extensa interação com o locutor da rádio percebe-se um Josh Home bastante bem-humorado e com prazer em falar ao seu público. Conta algumas histórias engraçadas, fala sobre as novas músicas, sobre ele próprio e os outros caras da banda. Sensacional!

E dá-lhe mais tequila!!!

A lista completa da apresentação você vê abaixo e mais abaixo ainda você assiste ao show matador:

01. If I Had A Tail
02. My God Is The Sun
03. …Like Clockwork
04. Keep Your Eyes Peeled
05. (Interview)
06. The Vampire Of Time And Memory
07. I Sat By The Ocean
08. Smooth Sailing
09. I Appear Missing
10. Litte Sister