Análise do dia: Novo disco do Queens of the Stone Age

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Lançado na última sexta-feira, “Villains” é o sexto álbum de estúdio do Queens Of The Stone Age e aposta numa roupagem um pouco mais dançante do som da banda que se notabilizou por um ambiente mais cru em discos anteriores.

Advindos da sonoridade stoner do Kiuss e viabilizado pela loucura (que em tempos é agressiva e às vezes se torna depressiva) de Josh Homme, o QOTSA chega num momento da carreira que está tão estabilizado entre fãs e crítica que deve ter ligado a tecla “foda-se” para fazer algo mais diferentão daqui em diante.

Com produção de Mark Ronson, entretanto, o novo trabalho tem menos balanço do que esperavam as pessoas por aí, já que o produtor tinha tanto contato com artista do gênero. Por outro lado, quando o ritmo descamba para este lado há instantes bons e outros nem tanto.

A própria abertura em “Feel Don’t Fail Me” promove bem essa transição já que inicia com uma evolução de aquecimento, transita para um lado mais new wave e termina num balanço mais dançante. Tudo isso em pouco mais de três minutos.

Logo após isso, “The Way You Used To Do” volta ao QOTSA mais cru aparentemente sem muita interferência de seu produtor numa parada mais rockabilly e tenta demonstrar pegada forte com “Domestic Animals” gritando sobre a geração de jobens apagada dos dias de hoje que parece não desenrolar em seu ritmo meio confuso.

Com “Fortress” Josh se aproxima do pós-punk e acelera mais em “Head Like a Haunted House” para um punk bem resolvido. “Un Reborn Again” retorna ao discurso das contradições da mentalidade que não sabe se fica com a juventude eterna ou abraça a problemática da vida adulta enquanto mais à frente “Hideway” se embanana na busca da sonoridade dançante com sintetizadores que mais bagunçam do que ornam com o ambiente promovido pela banda.

“The Evil Has Landed” acaba por ser um candidato a hit típico do grupo da Califórnia e se garante com riffs semelhantes aos anos iniciais da banda de Homme. Novamente, a figura do mal tem a complexidade da contradição humana em que o pecado não necessariamente é algo ruim e a luxúria, o prazer e outros atos e sentimentos podem ser mais do que simples coisas abominadas pela sociedade tão influenciada pela Igreja ocidental.

O álbum termina com “Villains of Circumstance” confirmando uma tendência já vista em pequenos períodos de outras faixas e dos vídeos já lançados sobre este novo trabalho de Josh Homme tentar encarnar uma persona mais próxima de Elvis Presley.

Está certo que é mais um Elvis do final de carreira, mas se torna bem interessante pelo uso da orquestração de fundo, do solo de guitarra melancólica e da finalização épica. Boa forma de terminar um disco, portanto!

Dessa forma, não há como dizer com certeza de que o álbum se tornará mais clássico que “… Like a Clockwork”, mas também suas escorregadas de agora não são assim um problema tão grande para rechaçar de imediato sua escuta. Faz bem o trabalho e no que tenta ser diferente esbarra em alguns percalços, mas se se tornar banal. Em suma, o disco tem problemas, mas não é pedante. E algumas faixas podem funcionar muito bem ao vivo, algo que é importante para a continuidade do sucesso do QOTSA.

 


 

 

Queens of the Stone Age – Villains

 

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1 – Feel Don’t Fail Me

2 – The Way You Used To Do

3 – Domesticated Animals

4 – Fortress

5 – Head Like a Haunted House

6 – Un-Reborn Again

7 – Hideway

8 – The EWvil Has Landed

9 – Villains of Circumstance

 


 

 

Villans of Circumstance

 

 


 

 

The Evil Has Landed

 

 


 

 

Domesticated Animals

 

 


 

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Overdose de Queens of the Stone Age para os próximos meses. E a gente agradece!

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A primeira óbvia notícia é o lançamento do novo álbum da banda comandada por Josh Homme. O disco sai para todo o mundo a partir do dia 25 de agosto (serviços de streaming inclusos).

 

A produção do sétimo trabalho de estúdio da banda ficou por conta de Mark Ronson e a aposta era que um ritmo mais dançante fosse alcançado pelo grupo californiano por causa do histórico do DJ com artistas como Lady Gaga, Marron 5, Christina Aguillera e Amy Winehouse, mas o que se percebeu no produto final é um pouco diferente.

 

E por que estamos falando da sonoridade de um LP que nem saiu ainda? Simplesmente porque o disco vazou no último dia 08 de agosto.

 

Por volta das 20 horas daquele dia um hacker de pseudônimo Lord Kingdom fez upload de “Villains” para o site “Kingdom Leaks e virou praticamente uma celebridade da internet tamanho o número de comentários elogiosos à sua atitude.

 

Porém, a generosidade do contraventor não deve ter sido tão apreciada por membros da banda e da gravadora Matador Records, pois diversas peças de marketing estavam sendo realizadas por ambos e o vazamento estraga um pouco esse tipo de ação.

 

Outro assunto palpitante acerca do QOTSA é sobre sua vinda ao Brasil no início do ano junto com os brothers do Foo Fighters.

 

Detalhes sobre a apresentação em dobradinha não foram divulgados, mas a Popload (que foi quem deu o furo sobre isso) diz que a ideia é do evento acontecer no final de Fevereiro e alguns estádios já estariam sendo cotados, como o Maracanã no Rio de Janeiro e o do Morumbi em São Paulo com outras duas ou três cidades brasileiras terem possibilidade de aparecer na mesma turnê.

 

Em meio a tudo isso, Josh Homme continua sua participação em diversos programas televisivos, na mídia impressa e na internet. A última entrevista estilosa que o cara deu foi para a Noisey e muita coisa interessante rolou por ali.

 

Veja abaixo o embate de Homme com Dobert Delaney e algumas das faixas já liberadas:

 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

Vem coisa nova do QOTSA por aí

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Os detalhes ainda não estão definidos, mas muitas pontas soltas vem sendo jogadas pela banda da California, principalmente na WEB.

Sem lançar álbum novo desde 2013 (quando nos brindou com o fabuloso “… Like Clockwork”), o Queens Of The Stone Age colocou um novo site na internet no qual aparece uma TV meio anos 70, 80 e que possui inúmeros canais.

Inicialmente, em tom de piada saudosista só apareciam chiados e canais fora do ar, mas desde as primeiras horas de hoje (acho), no canal 1, integrantes da banda repetem exaustivamente a palavra “gold”.

Além disso, agora há pouco começou a transmissão de um vídeo no qual os meninos da banda se submetem a um teste de polígrafo.

Dentre as perguntas estão questões relacionadas ao trabalho do produtor Mark Ronson com o grupo, o nome do disco novo que será intitulado “Villains” e outras dúvidas mais ou menos pertinentes.

Também é possível ouvir um teaser do single “Feet Don’t Fail Me” e reparar que há um tom mais dançante nos riffs de guitarra do Queens Of The Stone Age. Tudo leva a crer que a parceria com Ronson pode ter essa colheita já que o cara lançou Amy Winehouse e fez coisas bacanas com Lady Gaga.

Agora, quando irá sair de vez o novo trabalho de estúdio não sabemos ao certo. Pode ser daqui a pouco, mas o enigma ainda prossegue.

 

Mas que chegue logo, please!

 

 


 

 

Com a mão na massa: Queens of the Stone Age já trabalham em novo disco

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O Queens of the Stone Age já está preparando novo disco para sair em 2017.

A expectativa da banda é que o álbum tenha finalização de seus trabalhos ainda neste semestre e tão logo a pós-produção esteja completa o lançamento será questão de tempo.

Em edição passada da Rolling Stone americana Troy Sanders do Mastodon já havia soltado que tanto sua banda quanto o At the Driven-In e o próprio QOTSA estavam em estúdio, mas ontem surgiu uma imagem no Instagram que denunciava o que já era esperado antes.

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Na foto acima, é possível visualizar uma listagem que parece ser de títulos de canções que estão sendo ensaiadas/gravadas pela banda.

Outra informação que é certeira também dá conta de que o processo de trabalho da banda de Josh Homme segue a mesma linha de montagem do disco anterior, o magnífico “… Like a Clockwork”, com os mesmos integrantes do álbum de 2013 assumindo as funções novamente.

Logo, portanto, teremos mais um pouco do som cru do mais puro Stoner Metal e, quem sabe algumas das participações especiais de amigos da banda não surjam por aí.

Aliás, uma delas é o tema do próximo post.

QOTSA prontinho para abalar o mundo novamente

Durma-se com um barulho desses!

Apesar de todo fã do Queens of the Stone Age não ter motivos para ficar chateado com o hiato de três anos da banda sem atividade de estúdio já que seus integrantes não param de fazer participações em todo tipo de projeto por aí, os caras resolveram se fechar em estúdio para poder produzir coisa nova para seu trabalho musical principal.

Parece que não, mas já faz um ano desde o último show da banda de Josh Homme e, portanto, a saudade de compor para o QOTSA falou mais alto.

Mais recentemente, por exemplo, vimos Josh trabalhando ao lado de Jesse Hughes no Eagles of Death Metal e com Iggy Pop no seu último trabalho, Post Pop Depression. Alias, quem deu a notícia da volta do grupo californiano foi ele mesmo através de participação no podcast Let There Be Talk: “Estamos com o retorno do QOTSA na nossa agenda. Mesma formação e estamos concentrados. Teremos uma reunião para decidir o que fazer”.

Essa tal formação é a mesma do bacaníssimo “… Like Clockwork” com o próprio Homme, Troy Van Leeuwen (guitarra), Michael Shuman (baixo), Dean Fertita (guitarra/teclados) e Jon Theodore.

Informações adicionais sobre material novo e prováveis músicas nele incluídas ainda não são conhecidas.

Queens of the Mastodon At the Drive-In: sério isso?

O nome poderia ser este, mas claro que seria uma salada muito grande.

Gone is Gone é a reunião de integrantes de Queens Of The Stone Age, Mastodon e At The Drive-In.

O super-grupo pegou emprestado dessas importantes bandas do cenário Stoner Rock e Hard Rock atual o baterista do At The Drive-In, Tony Hajjar, o baixista e vocalista do Mastodon, Troy Sanders, o guitarrista do QOTSA, Troy Van Leeuwen, além de Mike Zarin, importante tecladista da cena underground eletrônica.

Amanhã, será a estreia deles nos palcos com um show marcado para Los Angeles e logo logo, no Inverno americano deve sair um EP por selo independente em parceria com a Rise Records/BMG.

Mas se ainda há necessidade de esperar até lá, pelo menos um pequeno trecho da primeira música de trabalho, o som chamado “Violescent” pode ser ouvido desde ontem através do vídeo lançado pela galera do projeto.

Ingresso para apresentação do super-grupo

Ao que tudo indica tudo começou com o trabalho de Tony Hajjar com Mike Zarin em trilhas sonoras para trailers de filmes e games. A partir dali, a química sonora entre os dois deu certo e o contato com os outros foi consequência. Rolou então o convite a Troy Sanders para assumir os vocais e conversas com o guitarrista do QOTSA só situaram a necessidade da coisa toda acontecer de uma vez por todas.

 

O processo futuro após o lançamento do EP é que o Gone Is Gone possa lançar um disco que contenha entre 10 e 14 faixas já que foram vinte as músicas ensaiadas durante o período de produção da primeira atividade deles.

 

Fique com o vídeo com o trecho de “Violescent” logo abaixo:

 

“Songs For The Deaf” é a Monalisa do Queens of the Stone Age

Songs For The Deaf é o terceiro álbum lançado pela banda de Josh Homme e é muito cultuado pelos fãs por causa das participações especiais de Dave Grohl e Mark Lanegan.

Mas não é somente no quesito artistas convidados que o trabalho contido neste disco de 2002 chama à atenção.

É a partir deste álbum, por exemplo, que a banda conquista de vez tanto público e crítica, recebendo a alcunha de reerguedores da qualidade do rock. Alguns fatores ajudaram nessa empolgação, como a repetição por inúmeras vezes do hit “No One Knows” tanto em rádio e TV, e fez com que até mesmo a banda se impressionasse com tais números.

Mas “Songs For The Deaf” é o tipo de experiência sonora que deve ser ouvida do início ao fim ininterruptamente muito por causa da disposição das músicas e pela sacada de se incluir um DJ de rádio entre uma música e outra.

Também no que diz respeito à sonoridade e trabalho instrumental se percebe facilmente uma evolução em relação ao também ótimo Rated R, disco anterior da banda californiana e o auxílio tanto de Dave Grohl quanto dos músicos fixos do grupo mostra uma necessidade do QOTSA de figurar não só como mais um representante do Stoner Rock, mas também de um expoente que funciona como vanguarda para outros artistas que aparecem depois.

E aí é que aparece a genialidade de Josh Homme com seu trabalho de guitarra excepcional e concepção ambiental que mostra novos horizontes para o rock pesado de então.

Formação do QOTSA à época do lançamento de “Songs For The Deaf” 

(Da Direita para a esquerda: Dave Grohl, Troy Van Leeuwen, Nick Olivieri, Josh Homme, Mark Lanegan)

Mas não é só de peso que vive o disco, pois a qualidade melódica impetrada por Josh e Cia vai desde o trabalho dos multi-instrumentistas Natasha Schneider e Alain Johannes até o virtuosismo de Troy van Leeuwen (A Perfect Circle, Eagles of Death Metal). Aliás, já na turnê, a porradaria de Grohl com as baquetas sairia para a entrada do baterista do Danzig, Joey Castillo.

O lançamento aconteceu em 27 de Agosto de 2002, e reforça o fim de uma época de pouca criatividade na cena rock internacional em conjunto com “Is This It” do Strokes que havia saído no ano anterior.

A transformação energética demonstrada pelo QOTSA em músicas como “First It Giveth”, “Song For The Deaf” e ou Think “I Ain’t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire” anulam de vez a percepção de que ninguém iria colocar fogo novamente no rock que minguava com bandas pouco poderosas naquele período de vacas magras.

Também é importante promover uma análise sobre a atividade de baixo feita por Nick Olivieri que provoca petardos impressionantes em conjunto com as guitarras e bateria que não seriam a mesma coisa sem sua contundência com os dedos.

Na verdade, “Songs for the Deaf” nada mais é do que um álbum conceitual que acompanha alguém (Josh?) realizando uma viagem de carro que vai do Deserto de Mojave numa região distante da Califórnia até a cidade de Los Angeles. As interferências dos DJs entre uma canção e outra nada mais é do que a sintonia de estações de rádio de cidades locais que vão mudando de acordo com o deslocamento da caranga. Até mesmo as vinhetas das rádios sincronizam muito bem com os sons tocados em seguida.

Apesar da simplicidade com que são tocadas algumas músicas o álbum é interessante pela facilidade como tais mostras sonoras entram e não saem mais de nossas mentes.

Melodias como as de “Go With The Flow” (com um vídeo clipe bem instigante), do hit “No One Knows” e a mais puxada para o pop “Another Love Song” seguem uma linha de desenvoltura vocal, marcações simples e refrão pegajoso que capturam o ouvinte já na primeira audição.

E da-lhe letras que falam sobre relacionamentos conturbados, drogas e vícios que levam à depressão. Além disso, muita coisa pode ser interpretada de forma mais profunda ou dúbia através de inúmeras figuras de linguagem.

Mesmo assim algumas dessas letras podem ser consideradas mais autobiográficas para Homme como nos casos de “Sky Is Fallin’” sobre sofrimento e “God is in the Radio” que poderia ser uma bad trip de ácido.

Os exemplos de “A Song For The Dead” sobre uma pretensa viagem de carro direto para a morte e “A Song for the Deaf” que parece ser a narração de um cara que acabou de morrer aparecem como dois lados de uma mesma moeda, o medo e o fascínio pela morte.

Outro destaque valioso é a acústica “Mosquito Song”, que acabou dando vida ao álbum seguinte, “Lullabies to Paralyze”, que se preocupa em contar histórias de terror e fábulas fantasiosas.

Ah, e ainda há um cover do The Kinks” no final do álbum, a maravilhosa “Everybody’s Gonna Be Happy”.

Portanto, a atualidade com a qual ainda é tratado pela crítica especializada faz com que “Songs For The Deaf” permaneça no rol de álbuns relevantes da última e desta década, quase uma preciosidade no meio de tanta coisa furada lançada nos últimos anos.

Trata-se realmente de um trabalho de peso e pesado com toda a força de seu lado instrumental. E é indispensável para quem ainda chora a morte do rock, mas não se preocupa em vasculhar coisas mais obscuras da cena.

Se o último disco “…Like a Clockwork” é essa potência musical que já se tornou clássico para os fãs da banda toda essa mitologia se deve muito ao fato de que “Songs…” tenha aberto este caminho. Ponto para Josh e para os loucos que seguiram junto com ele por esse caminho mais difícil e mais prazeroso do rock, o da criatividade.

Recentemente, a versão do disco em vinil saiu pela Ipecac Records (gravadora do maluco Mike Patton) tendo como arte de capa um visual diferente da encontrada em CD.

1 –  You Think I Ain’t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire
2 –  No One Knows
3 –  First It Giveth
4 –  A Song For The Dead
5 –  The Sky Is Fallin’
6 –  Six Shooter
7 –  Hangin’ Tree
8 –  Go With The Flow
9 –  Gonna Leave You
10- Do It Again
11- God Is In The Radio
12- Another Love Song
13- Song For The Deaf
14- Mosquito Song
15- Everybody’s Gonna be Happy (faixa escondida, cover do The Kinks)

No One Knows

First It Giveth

Go With The Flow