Leiam isso sentados: Libertines confirmado para o Popload Festival

Depois de anunciar o Wilco como atração principal da 10ª edição do evento os produtores do Popload Festival chegam agora com mais duas confirmações.

A primeira é do quarteto britânico The Libertines, das melhores coisas surgidas nos anos 2000 e que fez ótimo disco de retorno ano passado. A segunda atração é o duo americano de música eletrônica Ratatat.

Enquanto o Libertines vagueia pelos principais eventos musicais do planeta, tendo participado inclusive de Glastonbury, Reading e Lollapalooza Chicago, os produtores Mike Stroud e Evan Mast se viram numa seara mais restrita pelos becos underground dos clubes novaiorquinos. Inclusive, já foram indicados a alguns prêmios pelos seus vídeo-clipes criativos.

 Eles se juntam aos comandados de Jeff Tweedy, Battles e Ava Rocha que já estavam confirmados há algum tempo.

Dá para perder uma dessa?

Como os ingressos estão à venda faz mais de um mês é melhor correr, pois podem acabar a qualquer momento. Lembrando que o evento que ano passado aconteceu em dois dias ficou limitado a um apenas em 2016.

 

Abaixo, veja o cartaz oficial do Popload Festival:

 

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Chegou a hora: o blog escolhe sua lista de melhores de 2015

Apesar da reclamação de muita gente do meio musical, críticos inclusive, a opinião do blog Outros Sons é de que foi um ano bem bom.

Tirante à decepção com o cenário nacional na quantidade de lançamentos bacanas (logo mais solto uma lista com os cinco melhores daqui), o que ocorre na gringa é algo interessante: há uma mescla de ritmos que povoam as paradas e a coisa não se restringe ao R&B ou o Hip Hop. Ok, são normalmente os mais tocados, mas ver que nas principais listas europeias e americanas Kendrick Lamar disputa lugar com Courtney Barnett é bastante alentador.

Por conta desse sentimento de que o ano termina com saldo positivo, o blog resolveu encher mais seu ranking e, ao contrário dos anos de 2013 e 2014, agora teremos 20 (e não 10) na parada.

Ficam ainda as menções honrosas para a produção dos discos “Depression Cherry” do Beach House e “How Big, How Blue, How Beautiful” de Florence + the Machine, o lançamento de “Sol Invictus” do Faith No More revelando uma banda com novo fôlego (mostrado inclusive aqui no Brasil) e o divertido disco “Zipper Down” do Eagles of Death Metal que, infelizmente ficou ofuscado pelas lamentáveis cenas da boate Bataclan.

Portanto, abaixo você pode conferir a listinha feita com carinho, afinco e dúvidas que só foram dirimidas no último segundo da partida. Como sempre, e nunca é demais repetir, a ordem é decrescente e ficaria muito feliz se os parcos internautas que nos seguem pudessem dar usa opinião, discordar ou sugerir as suas próprias preferências nos comentários abaixo. Interação sempre é bom!

Espero que gostem. Abraço!



20 – Belle and Sebastian – Girls in Peacetime Want to Dance

Sempre é bom ver bandas veteranas saindo da zona de conforto. Melhor ainda é saber que as experimentações deram resultado e que a desenvoltura das novas músicas não deve muito às antigas. O caso do Belle and Sebastian é bem esse. Com uma carreira sólida no mundinho indie podia muito bem ficar quieto em seu lugarzinho, mas quis inovar e a pegada dance deste álbum se mostrou acertada mesmo ao vivo, algo que nós pudemos presenciar em outubro no show que realizaram em São Paulo.


19 – Alabama Shakes – Sound and Color

Juro que quando ouvi o primeiro disco fiquei surpreso com a capacidade vocal da moça, mas foi só isso. Quando saiu o novo álbum não havia muita convicção em escutá-lo, mas os amigos empolgados quase que me forçaram a realizar tal tarefa. Ainda bem! O álbum é intenso e a qualidade vocal (que soa quase como um novo instrumento da banda) de Brittany Howard se junta muito bem ao groove retirado pelos instrumentos e faz do som algo delicioso de se apreciar.


18 – Kadavar – Berlin

Além de emprestar peso à lista, o Kadavar, banda alemã formada no início da década, também faz jus ao ranking por terminar uma trinca de ótimos álbuns que faz deles uma das principais referências do rock pesado nos últimos anos. As razões são muitas: influência de Black Sabbath e rock psicodélico dos anos 70; letras bem intrincadas com a sonoridade marcante e riffs de guitarra impressionantes. Neste “Berlin” eles ainda conseguiram incluir pitadas coloridas em seu som e a paulada de seus instrumentos também produzem coisas mais elaboradas. A banda também tem muita capacidade no palco, algo que conseguiu mostrar aqui em Sampa mesmo tendo feito isso numa espelunca com som péssimo. Palmas para eles!


17 – Foals – What Went Down

A banda de rock alternativo oriunda da Inglaterra conseguiu chegar ao quarto disco se renovando o que não a faz ficar repetitiva. Este álbum dá novo respiro para o grupo que tem na qualidade vocal de seu líder Yannis Philippakis seu maior trunfo, mas que não se perde na cozinha, pois trabalha com bons ritmos que flutuam entre o eletro-punk, prog e indie rock. As músicas estão mais robustas neste trabalho e podem ser mais bem aproveitadas com maiores plateias. O Foals ficou grande, mas não perdeu a força e frescor que a música alternativa busca sempre.


16 – Best Coast – California Nights

 

A banda que fora formada ainda em 2009 conseguiu fazer bons discos até hoje, mas nenhum tem a mistura de leveza, groove, bons vocais e espírito californiano como este de 2015. A marca do duo constituído por Bethany Cosentino e Bobb Bruno ainda prossegue lançando mão do bom humor das letras, todas advindas de coisas pueris do dia-a-dia para a batida meio cinquentista misturada com algo meio Pixies, meio Stone Roses, talvez. Algumas músicas parecem inclusive ser continuações de outras anteriores, mas quando você termina de escutar a bolacha quer logo em seguida voltar a fazê-lo. O que eles conseguem com este “California Nights” é para ficarmos achando que rock é fácil de se fazer (e olha que não é).


15 – The Libertines – Anthems For Doomed Youth

A volta do ano! Só isso já era satisfatório para os meninos londrinos estarem numa lista novamente. Depois de um hiato nos estúdios de 11 anos e uma parada nos palcos de aproximadamente quatro, o Libertines conseguiu reunir o junkie Pete Doherty com o meticuloso Carl Barat para um retorno junto com os membros antigos. Isso parecia apenas um caça-níquel, mas se tornou num dos melhores discos do ano. A pegada forte de influências de garage rock agora se mostra mais consistente com o ska que remete ao melhor do The Clash. As letras são pulsantes e se encaixam bem na sonoridade nova. Grande e boa surpresa de 2015.


14 –  Ibeyi – Ibeyi

 

As gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz cantam em inglês e iorubá, um dialeto africano que chegou a Cuba com a importação de escravos e que lá passou a ser chamado de lucumi. Além disso, são filhas de Anga Díaz, famoso percussionista que fora membro do Buena Vista Social Club. Só isso! Dessa forma, com o EP Oya (2014) elas tinham mostrado a que vieram, mas é com este maravilhoso álbum homônimo lançado no começo deste ano que elas puderam mostrar mais de seu absurdo aprendizado musical e vocal, além de nos presentear com sua doçura em suas apresentações ao vivo. Tudo o que acontece no palco ou no estúdio é de autoria das meninas, o que torna a experiência de escutá-las algo mais rico ainda.

  


13 – Slaves – Are You Satisfied?

 

Outro duo, este inglês. O disco de estreia dos garotos malucos Laurie Vincent (guitarra, baixo e vocais) e Isaac Holman (bateria, percussão e vocais) saiu em junho deste ano e logo depois já tinham a difícil tarefa de tocar no Glastonbury numa apresentação que deixou todos embasbacados, tamanho é o barulho que estes dois conseguem fazer. As músicas são pesadas, mas também têm um ritmo que faz você acompanhar facilmente. Dessa forma, o punk que tocam também pode se transformar em lo-fi de vez em quando, ou tudo na mesma hora, depende. É definitivamente o Parquet Courts do ano tanto na alegria de suas canções quanto na raiva de suas letras. Legal demais!


12 – New Order – Music Complete

Ninguém dava mais nada pelo New Order. Um showzinho mequetrefe por aqui, outro disco mais ou menos por ali, mas eis que Bernard Sumner parece ter ficado irritado com isso e chamou uma série de convidados para produzir esse petardo musical de agora. A lista de personalidades que ajudaram a fazer Music Complete é boa e variada: Elly Jackson, da banda La Roux, Iggy Pop e Brandon Flowers, do The Killers. As músicas remetem ao bom período do grupo da metade dos anos 80 quando viveram sua fase mais áurea e alguns singles como “Restless”, “Plastic”, “Tutti-Frutti”, “People on the High Line” e “The Game” são consistentes e comprovam tal sentimento. E agora, os fãs podem se questionar: quem é que precisa de Peter Hook?


11 – Wolf Alice – My Love is Cool

 

O mês de junho foi muito bom mesmo. A banda da linda Ellie Rowsell já havia lançado ótimos EPs nos anos anteriores e figurava em programações das rádios indie inglesa quando saiu “My Love is Cool”. Isso ajudou no reconhecimento de um público maior, mas a postura de gente grande do grupo também ajudou a florescer apresentações pulsantes durante 2015. A primeira empreitada do Wolf Alice tem canções mais rápidas, outras melodiosas e algumas mais densas, mas nunca se tornam entediantes. O frescor das letras e da composição instrumental é outro fator determinante para serem representantes de uma cena mais cool na Inglaterra roqueira. Influências de Pixies e do Shoe Gaze britânico do início dos 90 fazem da banda uma boa alternativa nesse ano de grandes debuts.

 


 

10 – Sleater-Kinney – No Cities to Love

 

A veterana banda de indie rock representante ainda da época do Riot Grrrl de L7 e Babies in Toyland sobreviveu aos anos 2000 e chegou nessa década com muita honestidade. O seu som ainda é muito potente e a presença de palco das meninas ainda é bastante marcante. Mas o disco deste ano traz alguns ritmos mais densos e ambientes mais puxados ao hard rock em alguns períodos misturados com a guitarra mais rasgada em outros. O hit “No Cities to Love” gruda na orelha facilmente, mas outras canções do álbum se tornam tão agradáveis quanto outros momentos da carreira das americanas.

 


 

9 – Wilco – Star Wars

 

Pois é, a turma de Jeff Tweddy não se cansa de nos trazer boas notícias. Não basta ter uma carreira pujante, a criação do próprio selo e do próprio festival de música independente, a iniciativa de realizar seus shows sozinhos e ainda a capacidade de angariar alguns Grammys para sua bagagem e eles ainda nos mandam algumas flechas certeiras no coração. Neste ano, o lance foi o lançamento-surpresa do disco Star Wars (e de forma gratuita). Além de não deixar a peteca cair musicalmente com o seu Country-folk-rock fluindo muito bem não deixam de inovar sonoramente, pois a ambientação de suas canções continua sempre evoluindo. O álbum é um passeio por onze torpedos de pura emoção e talento com todos os músicos tirando o melhor de seus instrumentos, enquanto tais sons nos fazem flutuar sem perceber que o momento está passando. Lindo demais!

 


8 – Lana Del Rey – Honeymoon

 

O último disco de Lana já era muito bom e figurou em muitas listas do ano passado, mas parece que a ambição da moça é muito maior do que isso e neste ano de 2015 resolveu parar novamente em estúdio para gravar mais algumas canções que podiam melhorar ainda mais sua reputação musical. A ideia faz sentido demais quando ouvimos o álbum pela primeira vez. Apesar de não ser exatamente um trabalho de fácil degustação ele te captura já no primeiro instante e te hipnotiza com a voz suave, mas dilacerante de Del Rey. Uma carreira que lança uma guinada mais ao sucesso crítico, porém sem perder a horda de fãs que a venera e promete crescer mais depois dessa empreitada.

 


7 – Tame Impala – Currents

 

Se os representantes do rock psicodélico australiano tiveram uma mudança em sua concepção musical com maior quantidade de falsetes e presença de samples e música eletrônica mais arcaica em suas canções isso não diminuiu sua capacidade de inovar artisticamente. O Tame Impala de Kevin Parker utilizou alguns elementos que os conterrâneos antigos do Bee Gees já haviam usado e misturou tudo isso em sua panela de psicodelia para formar este disco que possui um Q de prog, mas também se sustenta bastante pelas faixas mais rock’n roll. Uma grata surpresa de quem não quer ficar na mesmice.


6 – Of Monster and Men – Beneath the Skin

O recado dos islandeses ainda em 2014 já era claro: “Iremos fazer um disco com as características de nossa terra”. Isso já explica o clima sombrio com que a banda abre o álbum “Beneath the Skin”, segundo trabalho de estúdio da carreira deles. Depois de um debut de sucesso absoluto e presença garantida nos grandes festivais (Lolla Brasil 2013 incluso), o grupo do país gelado resolveu pesquisar mais ainda sobre a música local e isso permitiu que os ritmos primitivos deste novo trabalho não soem artificiais em nenhum momento. O vocal rasgado de Nanna Bryndís continua a emocionar e seus duetos com Ragnar “Raggi” Þórhallsson também funcionam bem, mas é a densidade das canções e o clima bucólico e de contato com a natureza de seus folks que trazem mais emoção à audição.


5 – Miley Cyrus – Miley Cyrus & Her Dead Petz

 

Que Miley Cyrus é uma ótima cantora ninguém em sã consciência pode negar, que ela é uma estrela mainstream também não é possível deixar de constatar, mas presenciar a coragem que esta menina teve neste ano é de aplaudir de pé. Esqueçam as fotos polêmicas e declarações chapadas da moça, isso pode ser estilo, fase ou tipo, mas não estamos falando de sua carreira musical. Quando o assunto é este o melhor mesmo é mostrar aos seus detratores este disco que ela lançou em parceria com o ídolo (dela e meu) Wayne Coyne. É difícil ver alguém com a fama dela jogar tudo para o alto e dizer que vai fazer o que quer sem querer saber se gravadora, patrocinadores ou fãs atuais vão gostar ou não. Ela simplesmente foi lá e fez! O disco é longo e possui de tudo: hip-hop, country music, folk, pegada mais pop e, acima de tudo, psicodelia. Como se fosse a nova vocalista do Flaming Lips a garota não se faz de rogada e utiliza sua voz da maneira mais prazerosa possível (para ela e para nós). Um discaço que saiu gratuitamente no site de Miley e que impulsionou um tour com a banda do chapa Coyne. Legal pacas a bagaça!


4 –  Chvrches – Every Open Eye

 

Seria difícil superar um disco de estreia tão gostoso de ouvir quanto “The Bones of What You Believe”, debut da banda da candidata a voz da sua geração Lauren Mayberry e dos meninos Iain Cook e Martin Doherty, mas não é que eles conseguiram o tal feito? Fincando de vez o pé nos grandes festivais mundo afora e fazendo parte da programação de toda rádio indie que se preze os escoceses conseguiram nutrir tanto a sede por baladas eletrônicas dos seus fãs quanto a fome por hits das principais emissoras europeias. “Clearest Blue”, “Leave a Trace” e “Keep You on My Side” são exemplos nítidos, mas outras partes do álbum não fazem por menos para nos entregar um Synthpop de respeito que os faz ser representantes de uma cena que se encaixa entre dois mundos (o eletrônico e o rock) e é aceita cada vez por ambos os públicos.


3 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Yesterday

 

O cérebro do Oasis conseguiu sobreviver sem o corpo do irmão e colega de banda. Noel Gallagher já havia feito trabalho conciso e forte no primeiro álbum de sua nova banda tendo no folk e no rock mais cru sua maior virtude, mas é com “Chasing Yesterday” que ele se solta (talvez a maior liberdade artística da carreira) para nos entregar um disco cheio de momentos épicos. Há hinos rock’nroll como “In The Heat of the Moment”, “Riverman” e “Lock All The Doors”, mas também se torna robusto com a oasística (inventei agora) “You Know We Can’t Go Back” ou a discoteque “Ballad of the Might I” que fecha grandiosamente o álbum. De resto é um disco conciso, rápido e direto e não deixa dúvidas sobre a capacidade de criação do moço. Motivos não faltam, portanto, para continuar acompanhando a carreira-solo do inglês e, apesar da onipresente possibilidade de haver uma reunião de sua antiga banda, ela já não se faz tão necessária assim.


2 – Blur – The Magic Whip

 

Os fatores para dar errado são muitos: problemas com drogas, projetos paralelos que atrapalham a concentração na banda, saída de líderes do grupo e pouca criatividade artística. Esses eram os motivos, mais do que suficientes, para que ninguém acreditasse numa retomada aos áureos tempos de Blur. Os anos 90 e começo dos anos 2000 foram embora e só nos restava curtir aqueles momentos da época distinta. Mas eis que após uma turnê atribulada na Ásia eles pararam em Honk Kong. Lá, os rapazes têm uma epifania e resolver fazer “o disco”. Além disso, Graham Coxon volta e a formação clássica está refeita, com Damon Albarn estando em ótima forma vocal. Desse jeito, a criação de “The Magic Whip” tem criatividade com sons diferentes orientais em “Thought I Was a Spaceman”, Lo Fi em “New World Towers”, surf music com “Mirrorball”, influência beatlemaníaca na linda “Ong Ong”, mistura prog-electronic em “Pyongyang”, ritmos caribenhos e até reggae em “Ghost Ship”, além da velha forma de fazer música do Blur com “I Broadcast”, “Go Out” e capacidade de fazer hinos low-profile em “My Terracotta Heart” e hinos para cantar em estádio com a imponente “There are Too Many of Us”. Merece lugar de destaque não só no ano como na carreira do Blur.


1 – Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit

 

Linda, maravilhosa, performática, simpática, inteligente, criativa, potente e imponente. São todos esses adjetivos que podem funcionar bem para introduzir alguém à música desta australiana que já era bem conhecida no mundinho indie muito antes de lançar seu primeiro álbum, o estupendo “Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit”. Primeiro, ela fazia shows pelas principais cidades de sua terra natal com sua vestimenta saída do guarda-roupa de Kurt Cobain, mas depois povoou rádios americanas como a KEXP (onde fez uma linda apresentação em 2014). Nessa época já tinha lançado dois EPs e se preparava para fazer seu debut em disco cheio, mas ali se percebia sua perspicácia e presença de palco que foram se ajustar ao talento preciso para criar letras do cotidiano enfeitadas belamente pelos seus riffs fortes de guitarra e sua voz doce, porém dura para falar da realidade. A questão é que tais versos saem de sua boca e conseguimos amar cada palavra, pois o Country-Folk-Grunge-Guitar-Garage-Rock que ela faz suaviza a tensão de algumas de suas letras. Dessa forma, “Sometimes I Sit…” funciona como se fosse uma música só, tamanha é a presença marcante da menina que só parece ter tendência a crescer no cenário musical mundial. Lindo de ver e ouvir!

 

The Libertines: Ouça o novo “Anthem for Doomed Youth” (de graça!)

A banda inglesa The Libertines já trabalha com músicas do novo álbum “Anthem for Doomed Youth” desde o início de julho ao longo dos festivais nos quais tem participado, mas sexta-feira passada proporcionou mais do que isso aos fãs.

O grupo originário de Londres e formado desde 1997 por Carl Barât, Pete Doherty, John Hassal e Gary Powell disponibilizou através do serviço de Streaming Spotify o álbum completo na sua versão gratuita. Ou seja, todos, sem exceção, têm a possibilidade de ouvir o terceiro álbum de estúdio da banda sem que precise pagar por isso. Pelo menos por enquanto.

A pré-venda do novo disco já estava disponível em versão digital no iTunes e agora já se pode encomenda-lo na forma física pela Amazon e no site da banda.

Na versão do Spotify há a inclusão de quatro faixas-bônus: “Love on the Dole”, “Bucket Shop”, “Lust of the Libertines” e “7 Deadly Sins” aparecem após as 12 faixas oficiais do álbum.

Sem novas canções desde aproximadamente 2004, o grupo de post-punk revival (como costumou-se ser chamada pelos críticos do começo da década passada) apenas havia se reunido para alguns shows em Reading e Leeds em 2010 e só ressurgiu de fato após Pete Doherty ter passado por um Rehab pesado nos últimos dois anos.

O disco que teve a produção de Jake Gosling também deve ser lançado em vinil, num conjunto de penduricalhos que vão desde um CD Demo até um documentário via DVD e Blu-ray, tudo para deleite dos mais aficionados.

E para deixar claro que a volta dos caras não é apenas mais um caça-níquel da indústria fonográfica o Libertines ainda coloca bastante energia, criatividade e uma pitada de loucura contida em sua mais recente atividade.

Além disso, é nítido que as novas canções estão funcionando muito bem ao vivo, como pôde ser conferido neste fim de semana no Lollapalooza Alemanha, em Berlim, primeira incursão do festival itinerante por lá.

Veja a apresentação ao vivo da banda no evento alemão:

The Libertines – Anthem for Doomed Youth” – Track List

1- Barbarians
2- Gunga Din
3- Fame and Fortune
4- Anthem for Doomed Youth
5- Heart of the Matter
6- Belly of the Beast
7- Iceman
8- You’re My Waterloo
9- Fury of Chonburi
10- The Milkman’s Horse
11- Glasgow Coma Scale Blues
12- Dead for Love

Bonus tracks

13- Love on the Dole
14- Bucket Shop
15- Lust of the Libertines
16- 7 Deadly Sins

The Libertines e sua música nova

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Com informações da NME Magazine:

Até houve um pedido de Pete Doherty para que aqueles que acompanhavam o show do Libertines no Best Kept Secret Festival, na Holanda, desligassem os celulares, mas é óbvio que alguns não obedeceram à solicitação.

Estavam prestes a ouvir a primeira música inédita do grupo inglês em seu anos.

“Gunga Din” é o nome da canção influenciada pelo reggae que possivelmente figurará no próximo álbum da banda, esperado ainda para este ano.

Durante a apresentação na qual mostrou a nova faixa, Doherty disse que gostaria de tocar outras músicas novas, porém, não poderia realizar o próprio desejo.

“Vamos dar uma amostra para vocês, mas vai ser um segredo, certo?” foi o que ele proferiu antes do pedido sobre os celulares.

O Libertines voltou a tocar junto em abril passado e também está escalado para a maioria dos grandes festivais do verão europeu, incluindo o Glastonbury, no qual tocou ontem.

Veja a apresentação de “Gunga Din” logo abaixo: