Os melhores álbuns de 2017

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Ano tumultuado em vários aspectos da vida social e política tanto no Brasil quando no mundo, mas também um período de bastante coisa boa rolando no universo cultural.

No que tange às coisas da música tivemos um tempo de empolgação com inúmeros shows por este lado e isso continuará a acontecer no ano que vem.

Infelizmente, também ocorreram algumas perdas, mas menos do que no fatídico 2016.

Em relação aos lançamentos não há do que reclamar, pois 2017 teve para todos os gostos: desde voltas de uma galera mais antiga até mesmo uma grande gama de artistas novos passando por aí.

É neste contexto diverso que o Blog se rende ao Hip Hop (ainda timidamente, mas reconhecendo a força do gênero), bate palmas para algumas carreiras que começam a decolar e se empolga com outros discos lançados agora e que já aparentam certa postura de clássico.

Sem mais delongas, portanto, iniciamos abaixo nossa lista de 20 álbuns que, na nossa modesta opinião, figuram entre os vinte do ano.

 


 

 

20 – Depeche Mode – Spirit

 

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A fase da banda é esplendorosa: Dave Gahan está cantando muito, as letras estão bem políticas (mas não panfletárias e chatas) e a performance dos caras acaba rendendo bastante. A consequência direta disso são shows lotados neste ano e apresentações agendadas com mais de 12 meses de antecedência aqui no Brasil para 2018. O álbum “Spirit” simplesmente é um respiro no mundo mainstream de bandas que muitas vezes ficam na preguiçosa zona de conforto dos hits e canções sem muita vida. Aqui, o que mais há é vitalidade.

 

Principais músicas do disco: “Where’s the Revolution”, “Going Backwards” e “Poorman”.

 

 


 

 

19 – Temples – Volcano

 

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Quem não tem medo do segundo disco que atire a primeira pedra. O Temples, com certeza, passou por isso, mas não se intimidou e lançou mão de novas ideias em “Volcano”, álbum no qual mais recursos artísticos e instrumentais foram usados e que conseguiu elevar o nível da banda. Se não há a surpresa que impactou quem ouviu “Sun Structures” (2014) pelo menos se vê aqui muita competência em levar aos nossos ouvidos boa música.

Principais músicas do disco: “Certainty”, “Celebration” e “Oh The Saviour”.

 

 


 

 

18 – Father John Misty – Pure Comedy

 

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O que há de enigmático e complexo no trabalho de Father John Misty há também de criativo e profícuo. O homem simplesmente não para quieto e a cada ano vem com mais coisa diferente trazida no seu cardápio musical. Dessa vez, com “Pure Comedy”, o crooner nos traz elegância, pureza vocal e uma montanha russa de emoções divididas em 13 músicas em pouco mais de 1 hora de duração.

Principais músicas do disco: “Pure Comedy”, “A Bigger Paper Bag”, “Two Wildly Different Perspectives”.

 

 


 

 

17 – Kendrick Lamar – DAMN

 

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Outro ser que não para quieto é o senhor Lamar. E sua obra também. Ela é de um dinamismo e urgência que fazem gosto e procurar entender sua importância é um dever de qualquer estudioso da área musical. Sendo assim, “DAMN” se torna mais uma dessas obras que suplantam a questão sonora e entram no quesito de análise social também.

Principais músicas do disco: “HUMBLE.”, “DNA.” e “Loyalty”.

 

 


 

 

16 – Waxahatchee – Out in the Storm

 

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A voz de Katie Crutchfield está incrível e só isso já é motivo para prestar atenção em “Out in the Storm”, mas o trabalho promove outras formas de te convencer a considerá-lo tão bom. Trata-se de um compêndio de inúmeras baladas muito bem conduzidas pela banda de apoio, com alguns outros exemplos de rocks bem executados e uma sutiliza fantástica de sua líder. Pronto! Temos um trabalho extremamente conciso.

Principais músicas do disco: “Silver”, “Never Been Wrong” e “Recite Remorse”.

 

 


 

 

15 – Wolf Alice – Visions of a Life

 

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Uma das bandas com maior frescor na cena alternativa inglesa e, quiçá, mundial. O Wolf Alice brinca bem com vários estilos do rock, possui grande talento na destreza de seus músicos e uma vocalista de respeito em Ellie Rowsell. Em “Visions of a Life” há muito barulho, boa melodia e conteúdo suficiente para dançar. Vale a pena dar uns quarenta minutos de seu tempo aos ingleses em questão.

Principais músicas do disco: “Don’t Delete the Kisses”, “Beautifully Unconventional” e Yuk Foo”.

 

 


 

 

14 – St. Vincent – MASSEDUCTION

 

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St. Vincent consegue algo fora da curva com “MASSEDUCTION”: é boa musicalmente, entrega bonitinho no vocal e nas experimentações de sua guitarra e ainda consegue mostrar imagens lindas tanto na capa quanto nos vídeos de suas canções. Além disso, as críticas contidas nas letras merecem uma escutada com mais atenção. Ali estão as análises da cultura consumista americana, da necessidade de sempre estar bonito fisicamente, de parecer feliz e de outras mazelas do mundo atual.

Principais músicas do disco: “Los Angeless”, “New York” e “Pills”.

 

 


 

 

13 – Liam Gallagher – As You Were

 

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Foi uma frase muito dita neste ano: “Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis”. De fato, isso é verdade, mas no que tange ao irmão mais novo da família Gallagher isso ainda não havia acontecido. Com uma voz que parece ter passado por uma espécie de fonte da juventude Liam está maravilhoso neste “As You Were” e muito disso se deve ao fato de seguir uma linha pós-Oasis que retoma a banda em alguns sentidos artísticos e da qual ele tentou se livrar anteriormente no Beady Eye.

Principais músicas do disco: “For What It’s Worth”, “Chinatown” e “Wall of Glass”.

 

 


 

 

12 – Alvvays – Antissocialites

 

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A banda já havia deixado ótima impressão com o disco de estreia, mas este “Antisocialites” vem para cravar de vez o nome dos canadenses na cena indie e demonstrar que as influências do shoe gaze inglês continuam lá, mas a vitalidade do grupo vai além disso. E a voz de Molly Rankin saúda nomes como Hope Sandoval e Rachel Goswell e mesmo assim consegue ter certa personalidade.

Principais músicas do disco: “In Undertown”, “Dream Tonite” e “Plimsoll Punks”.

 

 


 

 

11 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built the Moon?

 

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Acontece com Noel o oposto do que se deu com o irmão mais novo Liam. Diferentemente de suas duas obras solo anteriores o compositor do Oasis decidiu se afastar de vez da sonoridade da banda que o revelou para o mundo musical e nos entrega neste “Who Built the Moon?” uma produção totalmente despida de preocupações com a crítica ou com os fãs viúvos do Oasis. O resultado é um álbum cheio de experimentações e bons rocks que não deixam a desejar em nenhum momento, mas pouca lembrança de vinte anos atrás. Ponto para a coragem do rapaz mal humorado.

Principais músicas do disco: “Holy Mountain”, “It’s a Beautful World” e “Fort Knox”.

 

 

 


 

 

10 – The xx –  I See You

 

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A banda passou um tempo sem gravar nada, mas foi por um bom motivo. A nova empreitada deles intitulada “I See You” passou alguns limites nunca antes ultrapassados por eles e entrou na seara de grupos que procuram ser mais do que já foram. Isso é demonstrado pela versatilidade em faixas que vão do puro eletrônico à balada emocional e ainda conseguem certo lirismo sem parecer piegas ou meloso demais. A voz de Romy Madley Croft está muito suave e tem a capacidade de nos fazer viajar.

Principais músicas do disco: “I Dare You”, “On Hold” e “Say Something Loving”.

 

 


 

 

9 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Lotta Sea Lice

 

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Impossível não gostar da música de Courtney Barnett; Impossível não gostar da música de Kurt Vile. Juntos então, não precisa falar mais nada! Ah… e que nomes incríveis para estarem no mesmo lugar e darem tão certo. A música é algo mágico mesmo.

Principais músicas do disco: “Over Everything”, “Continental Breakfast” e “Fear is Like a Forest”.

 

 


 

 

8 – Charlotte Gainsbourg – Rest

 

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E que achado fabuloso é este aqui, senhoras e senhores. Aos 45 minutos do segundo tempo eis que o Blog se depara com este “Rest” de Charlotte Gainsbourg e fica fascinado logo de cara. A moça é nada mais nada menos filha de Serge Gainsbourg e é uma multi-artista que já trabalhou no cinema em obras como “Ninfomaníaca” e “Anticristo”, ambas de Lars Von Trier. Mas não é que a música dela é algo fora da curva? Com muito lirismo, facilidade em passear entre o pop e a música popular francesa e não destoar em nenhum momento esta mulher ganha a sua atenção já no primeiro minuto de audição.

Principais músicas do disco: “Les Oxalis”, “Deadly Valentine” e “Lying Woth You”.

 

 


 

 

7 – The National – Sleep Well Beast

 

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Mais uma vez a banda de Matt Berninger não decepciona. Entre a melancolia, a poesia bem engendrada e a instrumentalidade bem posta por seus integrantes o grupo consegue entregar em “Sleep Well Beast” um álbum bem na média das produções já realizadas por eles. Ponto também para a parte gráfica dos vídeos que parecem ter uma coerência visual bem estruturada.

Principais músicas do disco: “Day I Die”, “The System Only Dreams in Total Darkness”, “Sleep Well Beast”.

 

 


 

 

6 – Spoon – Hot Thoughts

 

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Bret Daniels sempre é interessante. Suas letras são boas, sua melodia encanta e a postura em palco é bacana. E nos álbuns é impossível deixar de dar uma conferida mais profundamente. É o caso mais uma vez em “Hot Thoughts”. Um disco que consegue ser do nível dos dois anteriores da banda e ainda conta com a experiência do grupo que consegue se valer de alguns atalhos para nos demonstrar que fazer música deveria ser mais simples do que parece.

Principais músicas do disco: “Do I Have to Talk You Into it”, “I Ain’t the One” e “Hot Thoughts”.

 

 


 

 

5 – Lorde – Melodrama

 

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Lorde é uma heroína do pop atual. Por mais que estejamos sendo regidos por uma horda de produtores que se valem de análises técnicas para produzir novos sons audíveis por uma plateia cada vez mais dispersa a menina neozelandesa ainda insiste em fazer música de verdade para jovens. Só por causa disso já vale a pena escutá-la, mas ela ainda nos dá mais. É por meio de boas melodias em “Melodrama” (muitas delas que seriam reprovadas pelos ouvidos destes mesmos produtores) que ela consegue transmitir uma mensagem contra os excessos da vida consumista e deprê atual.

 

Principais músicas do disco: “Perfect Places”, “Green Light” e “Melodrama”

 

 


 

 

4 – Slowdive – Slowdive

 

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A banda demorou vinte anos para gravar e ainda quando resolve sair da aposentadoria só o faz com oito faixas. Pois é, meu povo indie, valeu cada ano parado, pois o novo disco é de uma destreza tão bela que a vontade é de dormir abraçado com ele. Os integrantes continuam magistrais em seus instrumentos, a capacidade de fazer a mente voar ainda está lá e não sei mais o que dizer, só sentir.

Principais músicas do disco: “Don’t Know Why?”, “Slomo” e “Sugar for the Pill”.

 

 


 

 

3 – Arcade Fire – Everything Now

 

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Muita gente vai achar um absurdo, mas está aí. O álbum que tanto foi espinafrado pelos fãs é sim um dos melhores do ano. Em sua defesa está o fato de que, apesar de ser o pior de todos os álbuns do Arcade Fire, “Everything Now” é muito superior à maioria dos trabalhos lançados neste ano no quesito rock alternativo. Além disso, a sonoridade imposta ao disco consegue ter uma harmonia tanto na forma como as letras se encaixam quanto no movimento em cima do palco, o que vale muito quando se trata de uma banda que se preocupa com essa destreza. E como todos os trabalhos da banda canadense sua musicalidade é tão complexa em alguns momentos que se demora para gostar a ponto de achar acima da média. Voltem aqui para me falarem se não é assim mesmo daqui uns cinco anos.

Principais músicas do disco: “Everything Now”, “Put your Money on Me” e “Signs of Light”.

 

 


 

 

2 – LCD Soundsystem – American Dream

 

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A volta dos que não foram. A peça que James Murphy nos pregou há cinco anos passa batido agora já que o cara conseguiu retornar com nada mais nada menos do que um clássico. As canções são tão grudentas quanto especiais e ainda há espaço para homenagens a David Bowie e experimentações aqui e acolá. Um disco que soa fresco e sua hora de duração nem parece passar de tão agradável que é. Para tocar na festa, fazendo faxina ou simplesmente na deprê sozinho “American Dream” é uma soma de várias variáveis que resulta num disco magistral.

Principais músicas do disco: “American Dream”, “Call the Police” e “tonite”.

 


 

1 – The War on Drugs – A Deeper Understanding

 

Uma banda que tem como uma de suas principais qualidades a maestria de suas integrantes em tocar seus instrumentos. Nem parece que estamos falando da frivolidade das anos 2010 que quase não se preocupam com uma sonoridade proveniente da cabeça e da alma de algumas criaturas. Pois essa forma de ser tão humana e anos 70 é do que é feito o The War on Drugs e este álbum “A Deeper Undertanding é de uma poética que dificilmente se vê na cena rock’n roll por aí. Do vocal de Adam Granduciel que faz evocar as letras escritas por ele mesmo em algo denso e emocional às guitarras que choram em desespero para chegar ao coração do ouvinte há muitos instantes de profunda sensibilidade da bateria e do baixo que fazem lembrar tempos idos distantes. Uma maravilha que só a mão do homem pode conceber. Lindo demais!

Principais músicas do disco: “Pain”, “Holding On” e “Thinking of a Place”.

 

 


 

 

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Lançamentos da semana: The War on Drugs e seu quarto disco

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A banda queridinha do blog já está com seu novo álbum liberado para o mundo todo desde ontem e sua sonoridade só melhora a cada dia.

O fato de demorar para lançar álbuns, porém, não é preguiça, pois seus integrantes sempre estão se metendo em projetos e atividades paralelas por aí.

Talvez seja essa a principal razão pela qual o som dos caras continua tão perfeito e sua ambientação rítmica, mesmo no estúdio, prossegue rica e densa.

Portanto, o que se tem a dizer das canções novas é que se trata quase de uma continuação do ótimo “Lost in the Dream” (2014) que abocanhou inúmeros primeiros lugares daquele ano nos sites especializados em rock pelo mundo afora.

O disco que está chegando às nossas mãos agora se chama “A Deeper Understanding” e foi produzido pelo próprio Adam Granduciel, vocalista e guitarrista do grupo. O selo Atlantic é o responsável pela distribuição no mercado.

A análise simples e direta do álbum é que se trata de um trabalho com muitas similaridades com a sonoridade da metade dos anos 80 realizada por bandas do shoegaze, do country rock e da chamada Americana (nomenclatura dada a quem faz algo próximo do folk rock americano). Só para ficar em duas citações claras há muito de Dinossaur Jr. e R.E.M. de duas décadas atrás.

Visualizamos um pouco de Bob Dylan também, um tantinho até do psychodelic rock, mas o mais importante é perceber a estrutura característica do próprio The War on Drugs.

Se podemos verificar que artistas como Kurt Ville (que já foi do grupo), Sharon van Etten, Courtney Barnett e Warpaint conseguem penetrar na música atual com bastante espaço é interessante e saudável ver que o The War on Drugs chega junto nessa mesma toada.

Então, “A Deeper Understanding” tem muito a dar e a banda dona do disco pode percorrer caminhos mais longos do que o feito até agora no dial indie e no circuito norte-americano. E música boa sempre terá lugar onde se encaixar, ainda bem!

 


 

The War on Drugs  (A Deeper Understanding)

 

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1 – “Up All Night”

2 – “Pain” 5:30

3 – “Holding On”

4 – “Strangest Thing”

5 – “Knocked Down”

6 – “Nothing to Find”

7 – “Thinking of a Place”

8 – “In Chains”

9 – “Clean Living”

10 – “You Don’t Have to Go”

 


 

 

Knocked Down

 

 


 

The War on Drugs conquista a América

A banda que chegou ao seu terceiro LP ano passado conseguiu ultrapassar a vagação apenas pela cena indie americana para alçar voos maiores de lá para cá.

Se havia feito algum barulho nas rádios universitárias com “Wagonwheel Blues” (2008) acabou por esfriar as expectativas da crítica com o fraco “Slave Ambient” (2012). Essa irregularidade qualitativa do grupo criado na Filadélfia o atrapalhou bastante para se firmar na cena interna, o que dirá na viagem pelos ouvidos da galera de fora do país.

Mas a excelência do álbum “Lost in the Dream” posicionou Adam Granduciel e seus comparsas num patamar que era irreal para eles até então. A vida dos caras não tem sido fácil e a atual turnê do grupo acarreta até 20 shows por mês (tendendo a aumentar isso já que farão uma esticada à Europa e Japão).

Com participação em alguns mega-festivais americanos desde o ano passado culminando na atividade única que proporcionou aos fãs que compareceram ao Coachella semana passada, a banda saboreia o sabor da fama e a necessidade de se mostrar para um público cada vez maior em locais nos quais não estão acostumados a aparecer.

Isso se comprova bastante na ida dos rapazes ao programa vespertino de Ellen Degeneres durante esta semana para se apresentarem meio sem jeito à plateia de senhoras da comediante.

Eles  tocaram a linda “Red Eyes” e percebe-se que ainda não foram sugados pelo mainstream tanto na fala de seus integrantes quanto em seu posicionamento no palco e até mesmo nas roupas por eles usadas. A música é um misto da aura possante de Bruce Springsteen em consonância com crueza e habilidade narrativa de Bob Dylan numa letra que fala de depressão e altos e baixos de quem passa por este problema após a perda de um amor.

Na verdade, o último disco todo tem essa característica narrativa, mas também investe em guitarras bem ritmizadas dentro de uma sonoridade que alia os cânones americanos já citados com alguma influência de R.E.M. e Wilco.

É difícil ficar alheio à música do The War on Drugs executada neste trabalho que está sendo tão bem divulgado ao redor dos E.U.A., o que confere à banda o apelido de “queridinhos da América” da vez por parte de alguns especialistas no rock de lá, talvez até por resgatarem essa potência de um som mais adulto ianque.

Em tempo: já se falam em algumas conversas de bastidores para que o grupo venha ao Brasil, mas parece ser complexo o processo ainda para este ano, não só pela inflação dos cachês por conta do súbito sucesso deles, mas também por conta da agenda cheia. Quem sabe em 2016, certo?

The War on The Drugs – Red Eyes (Ellen Degeneres Show)

Mais algumas listas que respeitamos

Nossa lista de melhores álbuns do ano já foi postada aqui na última semana e ela agradece muita gente boa por ter informado em primeira mão música interessante para que o blog pudesse ouvir e ser sugado por sua qualidade.

Dentre as listas que mais respeitamos aqui no Brasil aquela feita pelo blog Popload e a realizada na página de André Barcinski são as mais prestigiosas para nós.

Lá fora, já havíamos falado de Rolling Stones, Guardian e NME, portanto algumas outras devem aparecer por aqui agora para fazermos um paralelo interessante com nossas escolhas.

No caso da Popload, eles fizeram várias listas com indicações de todos os colaboradores do site, então escolhemos incluir aqui apenas a realizada pelo inventor da página, o jornalista Lúcio Ribeiro.

Lista da Popload (Lúcio Ribeiro):

1. “St. Vincent”, St. Vincent
2. “Built on Glass”, Chet Faker
3. “Salad Days”, Mac DeMarco
4. “Our Love”, Caribou
5. “Manipulator”, Ty Segall
6. “This Is All Yours”, Alt J
7. “Jungle”, Jungle
8. “It’s a Pleasure”, Baxter Dury
9. “Sunbathing Animal”, Parquet Courts
10. “Love Letters”, Metronomy

Alt J (Hunger of the Pine)


Lista do André Barcinski:

Ty Segall – Manipulator

Woods – With Light and With Love

Swans – To Be Kind

Beck – Morning Phase

The War on Drugs – Lost in the Dream

Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra – Fuck Off Get Free We Pour Light on Everything

Thee Oh Sees – Drop

The Men – Tomorrow’s Hits

Future Islands – Singles

Hiss Golden Messenger – Lateness of Dancers

The War on Drugs – Red Eyes


Lista da Pitchfork:

1. Run the Jewels – Run the Jewels 2
2. FKA twigs – LP1
3. The War on Drugs – Lost in the Dream
4. Aphex Twin – Syro
5. Grouper – Ruins
6. Swans – To Be Kind
7. Sun Kil Moon – Benji
8. Todd Terje – It’s Album Time
9. Ariel Pink – Pom Pom
10. Caribou – Our Love
11. Perfume Genius – Too Bright
12. Mac DeMarco – Salad Days
13. Spoon – They Want My Soul
14. Real Estate – Atlas
15. Angel Olsen – Burn Your Fire For No Witness
16. St. Vincent – St. Vincent
17. Flying Lotus – You’re Dead!
18. Arca – Xen
19. Sharon Van Etten – Are We There
20. Vince Staples – Hell Can Wait
21. Eno • Hyde – High Life
22. Future Islands – Singles
23. Lykke Li – I Never Learn
24. Parquet Courts – Sunbathing Animal
25. Azealia Banks – Broke With Expensive Taste
26. Ex Hex – Rips
27. YG – My Krazy Life
28. Pharmakon – Bestial Burden
29. How to Dress Well – “What Is This Heart?”
30. Iceage – Plowing Into the Field of Love
31. Taylor Swift – 1989
32. White Lung – Deep Fantasy
33. Rich Gang – Tha Tour Part 1
34. Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
35. Shabazz Palaces – Lese Majesty
36. Tinashe – Aquarius
37. Perfect Pussy – Say Yes To Love
38. Hundred Waters – The Moon Rang Like a Bell
39. Ought – More Than Any Other Day
40. Ty Segall – Manipulator
41. Leon Vynehall – Music for the Uninvited
42. Owen Pallett – In Conflict
43. Freddie Gibbs & Madlib – Piñata
44. A Sunny Day In Glasgow – Sea When Absent
45. Andy Stott – Faith In Strangers
46. Ariana Grande – My Everything
47. Shellac – Dude Incredible
48. Clark – Clark
49. Mr Twin Sister – Mr Twin Sister
50. Ben Frost – A U R O R A

Future Islands – Seasons (Waiting on You)


Lista da New York Magazine:

1. Frankie Cosmos, Zentropy
2. Run the Jewels, Run the Jewels 2
3. St. Vincent, St. Vincent
4. Angel Olsen, Burn Your Fire for No Witness
5. Perfume Genius, Too Bright
6. Lana Del Rey, Ultraviolence
7. Todd Terje, It’s Album Time
8. Perfect Pussy, Say Yes to Love
9. Jessie Ware, Tough Love
10. Aphex Twin, Syro
11. Jenny Lewis, The Voyager
12. One Direction, Four
13. Mary J. Blige, The London Sessions
14. The Hotelier, Home, Like No Place Is There
15. FKA twigs, LP1
16. A Sunny Day in Glasgow, Sea When Absent
17. Young Thug & Bloody Jay, Black Portland
18. Sharon Van Etten, Are We There
19. Spoon, They Want My Soul
20. Parquet Courts, Sunbathing Animal
21. Azealia Banks, Broke With Expensive Taste
22. Ariana Grande, My Everything
23. Bitchin’ Bajas, Bitchin’ Bajas
24. YG, My Krazy Life
25. Ex Hex, Rips
26. Mr. Twin Sister, Mr. Twin Sister
27. Tinashe, Aquarius
28. Grouper, Ruins
29. Lykke Li, I Never Learn
30. Girlpool, Girlpool EP
31. Isaiah Rashad, Civilia Demo
32. Chumped, Teenage Retirement

Perfume Genius – Queen


Lista da Consequence of Sound:

1. The War on Drugs – Lost in the Dream
2. Run the Jewels – Run the Jewels 2
3. Angel Olsen – Burn Your Fire For No Witness
4. Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
5. Caribou – Our Love
6. Against Me! – Transgender Dysphoria Blues
7. FKA Twigs – LP1
8. St. Vincent – St. Vincent
9. Spoon – They Want My Soul
10. Freddie Gibbs & Madlib – Piñata
11. Sun Kil Moon – Benji
12. Owen Pallett – In Conflict
13. Lana Del Rey – Ultraviolence
14. Strand of Oaks – HEAL
15. Lykke Li – I Never Learn
16. Weezer – Everything Will Be Alright In the End
17. Sharon Van Etten – Are We There
18. Beyoncé – Beyoncé
19. Todd Terje – It’s Album Time
20. Lil Herb – Welcome to Fazoland
21. Shellac – Dude Incredible
22. Perfume Genius – Too Bright
23. Hiss Golden Messenger – Lateness of Dancers
24. Ty Segall – Manipulator
25. ScHoolboy Q – Oxymoron
26. Pharmakon – Bestial Burden
27. Damien Rice – My Favourite Faded Fantasy
28. Swans – To Be Kind
29. Together Pangea – Badillac
30. Aphex Twin – Syro
31. Flying Lotus – You’re Dead!
32. Future Islands – Singles
33. MØ – No Mythologies to Follow
34. The Men – Tomorrow’s Hits
35. Arca – Xen
36. YG – My Krazy Life
37. PUP – Pup
38. SBTRKT – Wonder Where We Land
39. Modern Baseball – You’re Gonna Miss It All
40. Cameron Esposito – Same Sex Symbol
41. Ought – More Than Any Other Day
42. Kool A.D. – Word O.K.
43. Ryan Adams – Ryan Adams
44. Preatures – Blue Planet Eyes
45. Alex G – DSU
46. Big K.R.I.T. – Cadillactica
47. Lower – Seek Warmer Climes
48. Andy Stott – Faith In Strangers
49. Warpaint – Warpaint
50. Merchandise – After the End

Caribou – Can’t Do Without You