Projeto sobre alimentação saudável tem continuidade no Riva

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O mês de Abril foi todo de implantação do projeto sobre alimentação saudável na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

Houve vários tipos de intervenção como palestras com nutricionistas conceituadas para os professores e professoras, mudança na disposição de mesas e cadeiras no pátio, grafites sobre o tema e ideias e mais ideias sobre como realizar uma alimentação saudável dentro e fora da escola.

Além disso, o que confere uma análise mais crítica à questão é o que tem acontecido com a galera da Sala de Leitura Cora Coralina que realizou uma atividade com a música “Comida” dos Titãs para identificar outras formas de alimentação no nosso dia-a-dia: a alimentação da alma, da mente, do coração e até a alimentação física.

Para provar que os alunos conseguiram perceber que, por exemplo, a leitura e a pesquisa são comida para o cérebro ou que o amor funciona como alimentação para o coração e a alma os alunos fizeram cartazes com partes da letra da canção composta nos anos 80 e colaram no palco do pátio da escola.

Para finalizar o procedimento de análise desta situação também foi lido o poema “O Bicho” de Manuel Bandeira com o intuito de demonstrar o problema da fome no país que volta a crescer a olhos visto ultimamente.

Veja abaixo fotos da atividade:

 

 

 

 


 

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“Cabeça Dinossauro”: o tempo em que os Titãs tinham fôlego de sobra para causar na música brasileira

Este é o terceiro álbum de estúdio dos Titãs e foi lançado em junho de 1986.
 
Cabeça Dinossauro não só marcou a estreia da parceria da banda com o produtor Liminha como também garantiu o primeiro disco de ouro para a banda, algo que aconteceu em dezembro do mesmo ano.
 
Estamos vivendo a época de ouro do rock brasileiro e grupos como Legião Urbana e Paralamas do Sucesso também estão no topo de sua criatividade artística.
 
Antes do início das gravações do álbum houve a prisão de Arnaldo Antunes e de Tony Bellotto, no final de 1985, ambos por porte de heroína, e tal situação pode ter engajado a banda de alguma forma a tirar forças maiores para realizar um trabalho mais primoroso ainda do que poderia ter feito.
 
A vontade da banda era a de buscar uma unidade sonora mais pesada do que o que havia acontecido com “Titãs” (1984) e “Televisão” (1985), discos que se baseavam mais na poesia de Arnaldo Antunes do que na potência das guitarras.
 
A força e rapidez de “Cabeça” promoveram uma mudança estética na banda,  que após isso investiram mais na capacidade irônico-sarcástica das letras e a aceleração de algumas de suas músicas.
 
A capa do álbum é um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado “A expressão de um Homem Urrando” e outro desenho de Da Vinci, “Cabeça Grotesca”, foi parar na contracapa do disco.
 
A influência evidente do punk rock do final dos anos 70 é uma característica forte da produção, mas há também um processo mais eclético em criar a sonoridade para as músicas do que nos trabalhos anteriores. Vide o caso de  “Família” que possui uma levada reggae e o funk de “O Quê?”, em divergência com o peso sujo de “Bichos Escrotos” e “Estado Violência”.
 
No que diz respeito às letras, vários assuntos de diversas áreas da sociedade foram discutidos da maneira mais corajosa possível, sem que fosse esquecido o poder da acidez e sarcasmo dos principais letristas da banda.
 
Canções como “Bichos Escrotos” (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto e Nando Reis), “Polícia” (Tony Belotto), “Igreja” (Nando Reis) e “Estado Violência” (Charles Gavin) são relevantes tanto no âmbito sonoro quanto na abordagem polêmica das letras.
 
Neste quesito, não se pode esquecer que o álbum teve censurada a execução de “Polícia” e “Bichos Escrotos” nas rádios brasileiras por conta de palavrões contidos nas letras, resquício ainda da ditadura que acabara de ser vencida pela campanha das Diretas Já.
 
Até mesmo músicas menos pesadas como “Homem primata” e “Dívidas” incluíam críticas pesadas à sociedade de consumo e à burocracia do Estado.
 
Uma curiosidade acerca do álbum é que “Bichos Escrotos”, já era tocada desde 1982, uma sinalização do amadurecimento e da coragem dos integrantes em polemizar.
 
Outra importante avaliação que pode ser tirada de “Cabeça Dinossauro” é o seu apelo popular já que 11 das 13 faixas foram executadas em rádios. Somente “A Face do Destruidor” e “Dívidas” ficaram de fora do dial nacional.
 
Até hoje são ecoados elogios pela qualidade de “Cabeça Dinossauro”. Em 1997, a revista Bizz elegeu o disco como sendo o melhor álbum de pop-rock nacional.
 
A própria revista realizou uma eleição com críticos em que “Cabeça Dinossauro” foi listado como um dos 100 melhores discos da música brasileira. Sua posição foi a 19ª.
 
Em 2012, em comemoração aos 30 anos da banda, a banda passou realizar shows temáticos do álbum executando-o na íntegra.
 
Além disso, as 13 canções originais foram relançadas em conjunto com as versões demo delas e a inédita “Vai pra Rua”, de Arnaldo Antunes e Paulo Miklos.
 
Uma dessas apresentações foi registrada e lançada em CD, DVD, Blu-ray e Download digital, como o nome “Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”.
 
1 – “Cabeça Dinossauro”
2 – “AA UU”        
3 – “Igreja”         
4 – “Polícia”
5 – “Estado Violência”    
6 – “A Face do Destruidor”     
7 – “Porrada”        
8 – “Tô Cansado”  
9 – “Bichos Escrotos”     
10 – “Família”       
11 – “Homem Primata”     
12 – “Dívidas”
13 – “O Que”
 
Cabeça Dinossauro
 
AA UU
 
Igreja
 
Bichos Escrotos
 
Homem Primata