Aproveite o novo álbum do The Black Angels gratuitamente (por enquanto)

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Donos de quatro excelentes álbuns lançados até o momento (a saber: “Passover” – 2006, “Directions to See a Ghost” – 2008, “Phosphene Dream” – 2010 e “Indigo Meadow” – 2013) o Black Angels volta agora em 2017 com o novo “Death Song”.

O lançamento está marcado para dia 21 de abril e os fãs da trupe de Austin tem um motivo a mais para se empolgarem: o disco cheio de psicodelia e peso já está disponível completinho da silva através do site NPR.org e pode ser apreciado gratuitamente.

O link para escutar o mais recente trabalho dos caras é o seguinte: http://www.npr.org/2017/04/13/523426857/first-listen-the-black-angels-death-song

Curiosamente, o nome da banda seguida do nome do álbum remetem automaticamente à canção do Velvet Underground contida no primeiro LP da banda, aquele com Nico e tudo o mais.

Veja aqui abaixo a música da banda de Lou Reed:

 

 

 

No caso do “Death Song” de agora o propósito político aparece amplamente nas 11 faixas que estão carregadas de menções às últimas eleições norte-americanas.

Um passeio pelo álbum demonstra que a atividade de vocal de Jake Garcia hipnotiza ao se situar entre o baixo marcante e pulsante de Alex Maas e a ambientação psicodélica dos teclados de Kyle Hunt, mas a guitarra grudenta de Christian Bland e a bateria de Stephanie Bailey são alicerces preponderantes para colarem nos ouvidos de quem der oportunidade a eles.

Sendo assim, não é vazio dizer que a produção deste quinto disco alcança índices expressivos na carreira do grupo texano.

Por isso, pode-se dizer que os hits automático “Currency” e “I’d Kill For Her”, além da lenta Half Believing e da viajante “Grab As a Much” e da emocionante “Life Song” são suficiente para colocar o Black Angels na prateleira das bandas com menos de 20 anos que conseguem surfar a onda da qualidade sem perder o estilo e a renovação sem perder o pique.

 


 

 

The Black Angels – Death Song 

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1 – Currency

2 – I’d Kill for Her

3 – Half Believing

4 – Comanche Moon

5 – Hunt Me Down

6 – Grab As Much (As You Can)

7 – Estimate

8 – I Dreamt

9 – Medicine

10 – Death March

11 – Life Song


The Black Angels – Currency

 


 

The Black Angels – I’d Kill for Her

 


 

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Álbuns Clássicos: Lou Reed, Nico e “a banana de Warhol”

 

 

A história do Velvet Underground começa com um álbum que está entre as melhores estreias da história da música pop. O lançamento de 1967 prossegue sendo até hoje uma das mais felizes atuações de uma banda em vários quesitos: letras, sonoridade, experimentalismos e parcerias são incontestavelmente itens ricos demais durante todas as 11 faixas do disco.

Velvet Underground & Nico é um clássico que quebrou inúmeras barreiras por conta da coragem de apresentar ao ouvinte temas tabus do meio musical de até então.

Também é notável que essa sede por inovações tenha antecipado subgêneros do rock como o Punk, o Rock Alternativo, a galera do Shoegaze, o Noise e o Drone, além do Dreeam Pop e consiga ter sido captado por gente grande como Iggy Pop, David Bowie, Joy Division, Television, Sonic Youth, Nirvana e The Strokes.

A inspiração para um álbum que poderia ser considerado complexo pelas pessoas da época parte da obsessão de Lou Reed por nomes da literatura beatnik, como William Burroughs e Allen Ginsberg e como isso passou para as letras de suas músicas.

Dessa forma, entra no bojo das canções a sabedoria de ruas, a abordagem acerca do underground marginalizado e assuntos como o uso de drogas (“Heroin”, “Run Run Run” e “I’m Waiting for My Man”), prostitutas (“There She Goes Again”) e sadomasoquismo (“Venus in Furs”) se tornam mais reais do que apenas simples referências frias.

Outras faixas como “Sunday Morning” e “All Tomorrow Parties” se encaixam em modelos mais charmosos da discografia da banda e tratam da elite decadente e dos fracassados que já se arrastavam por Nova York.

Aliás, a cidade americana é cenário para ilustrar a base de todas as músicas do debut do grupo liderado por Lou Reed, mas que tinha em John Cale um pilar de experimentação sonora das mais criativas da época. Fechavam a equipe Sterling Morrison, que se dividia entre a guitarra, contrabaixo elétrico e vocal de apoio e Maureen Tucker na percussão.

E para adicionar elementos densos e profundos à obra, nada melhor do que a voz de Nico como artista convidada aparecendo como vocal principal em três faixas (“Femme Fatale”, “All Tomorrow’s Parties” e “I’ll Be Your Mirror”) e o vocal de apoio em “Sunday Morning”.

A forma conceitual do projeto tinha como principal chave-mestra a orientação de Andy Warhol – ele assina parte da direção artística da obra e a capa do registro – além de ter sido a insistência dele para que a cantora alemã tivesse parte na atividade.

O trabalho foi fracasso de venda e crítica à época de seu lançamento e levaria pelo menos duas décadas para ter seu posto elevado a sucesso de crítica e mais alguns anos para ser, enfim, saudado pelo público que não fosse o mais alternativo.

Hoje já é visto como um dos melhores registros de uma banda durante o século XX. Assim sendo, já na atualidade tem sido contemplado com comendas como a de 13º na lista dos “500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos” e 5º Lugar na lista de “100 Maiores Estreias de Todos os Tempos”, ambas feitas pela revista Rolling Stone.

Portanto, tanto a competência artística dos músicos do grupo quanto a desinibição em falar abertamente sobre coisas com as quais a sociedade não tinha muito tato para abordar e mesmo a concepção estilística por trás de sua produção fazem do primeiro disco do Velvet Underground um trabalho para ser ouvido não só com ouvidos e sentimentos de fã, mas como um produto cultural dos mais qualitativos da história.

 


 

Velvet Underground & Nico (1967)

***Todas as músicas compostas por Lou Reed, exceto as indicadas de outra forma***

 

Lado 1

“Sunday Morning” (Reed, Cale) – 2:56

“I’m Waiting for the Man” – 4:39

“Femme Fatale” – 2:38

“Venus in Furs” – 5:12

“Run Run Run” – 4:22

“All Tomorrow’s Parties” – 6:00

Lado 2

“Heroin” – 7:12

“There She Goes Again” – 2:41

“I’ll Be Your Mirror” – 2:14

“The Black Angel’s Death Song” (Reed, Cale) – 3:11

“European Son” (Reed, Cale, Morrison, Tucker) – 7:46


 

Femme Fatale

 


 

 

Heroin 

 


 

 

Run Run Run