Vem coisa boa aí: Flaming Lips anuncia EP com Marc DeMarco

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O que acontece quando duas galeras insanas se encontram?

Pois bem, se há ainda alguma dúvida quanto ao que sai disso aí poderemos conferir o trabalho em estúdio advindo de uma parceria maluca do mundo do rock.

O Flaming Lips anunciou que irá fazer um EP em conjunto com Mac DeMarco e o  resultado sai em breve.

Obviamente que a pegada psicodélica e a viagem sonora produzidas por ambos deve ser a tônica da atividade, mas como muitas experimentações surgem da instrumentação deles há de se esperar que coisas diferentonas surjam.

Quem contou a novidade foi o próprio Wayne Coyne por meio de sua conta no Instagram dizendo que cada artista irá gravar três músicas do outro para o registro que ele espera que saia “em vinil E em fita K7”.

Agora, você imaginou se essa coisa cria corpo e sobra uma turnê para acompanhar a loucura em dose dupla? Pois bem, não imagine, pois o lance só é novidade no que diz respeito a músicas inéditas, já que os caras têm feito alguns shows em conjunto no ano desde o mês de Maio nos EUA.

 

Confira um promo de um dos shows que será realizado em 19 de Setembro:

 

 

 


 

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Miley Cyrus virou indie e a culpa é do Wayne Coyne

Não é somente de nudes no Instagram, frases polêmicas no Twitter e fotos fofas com o porquinho e os milhões de pets que possui que Miley Cyrus vive.

A garota já nutre a amizade do líder do Flaming Lips, o perturbado e genial Wayne Coyne, há algum tempo e auxiliou na peleja produzida pelo cantor chamada “A Little Help for my Fwends”, disco interessante com alguns covers em homenagem aos Beatles, que fora lançado ano passado.

Também foi possível visualizar a doidinha em algumas entrevistas elogiando a competência e a criatividade artística de Wayne e por inúmeras oportunidades dizia: “ainda vou trabalhar com ele”.

Pois bem, o dia chegou e veio logo após a participação explosiva da ex Hanna Montana no VMA deste ano.

Claro que o mini barraco armado entre ela e Nicki MInaj, sua foto nua ainda no camarim do evento e o figurino ousado e espalhafatoso utilizado por ela renderam muito mais tuítes na internet do que o tal lançamento e os fãs recorrentes da menina não entenderam nada a respeito, mas uma galera indie por aí gostou muito do que ouviu no disco disponibilizado gratuitamente por ela ainda no domingo à noite.

O álbum totalmente independente custou algo em torno de 50 mil dólares (coisa inimaginável para uma super star acostumada a rios de dinheiro para a produção de um trabalho) e possui muitas das qualidades que encontramos normalmente na atividade do Flaming Lips: o vocal ambiental que ecoa quase como um novo instrumento, o violão e a guitarra psicodélicos característicos de Coyne, a inclusão de elementos de base eletrônica em algumas faixas e a bateria cheia de lacunas que auxilia numa ilustração mais profunda do resto da parte instrumental fazem com que Miley se aproxime de uma sonoridade prog-psycho-ambient que não se mostrou até hoje em sua carreira.

Também há adaptações do hip-hop e da dance music, mas estes são mais introduzidos como auxiliares do que como base para a música do álbum intitulado “Miley Cyrus & Her Dead Petz”.

Ah, e aquela bateria eletrônica que faz tão bem às músicas do Flaming Lips também dá o ar da graça. Mas tudo sem parecer um disco da banda com Miley nos vocais. Ela inclui muito de sua personalidade nas canções e isso é ponto para ela, sem dúvida.

Miley Cyrus e Wayne Coyne juntos em apresentação no VMA

São destaques a primeira faixa chamada “Dooo it”, os folks eletrônicos “The Floyd Song (Sunrise)” e “Something About Space Dude” que parecem se completar com a densidade muito bonita do violão de Wayne Coyne, a calma “Space Boots”, a cheia de beats “BB Talk”, a mais ou menos dançante “Bang me Box” e a ambiental “Cyrus Skies”, esta última contando com uma densidade vocal belíssima.

Porém é importante salientar que mesmo as outras faixas, do total de 23 músicas, conseguem manter a produção num nível de qualidade aceitável. E ainda há preciosidades de parcerias como a realizada com a lindíssima Sarah Barthel do Phantogram na canção “Slab of Butter (Scorpion)” e a ajudinha de Big Sean em “Tangerine”.

Além dessas participações há no projeto também nomes como Ariel Pink, Mike Will Made It e Billy Ray Cyrus, o cantor country e pai da menininha que um dia foi da Disney.

Portanto, perca a vergonha na cara, o preconceito e não tenha medo de ouvir este novo trabalho da garota, pois vale a pena dar uma chance ao seu momento indie. Talento a gente sabe que ela tem, mas um empurrãozinho de alguém como Coyne para o lado indie da força pode proporcionar um desvio do bem para a carreira dela.

Miley Cyrus – Miley Cyrus & Her Dead Petz (Track List)

1 – Doo It

2 – Karen Don’t Be Sad

3 – The Floyd Song (Sunrise)

4 – Something About Space Dude

5 – Space Boots

6 – Fucking Fucked Up

7 – BB Talk

8 – Fweak

9 – Bang me Box

10 – Milky Milky Milk

11 – Cyrus Skies

12 – Slab of Butter (Scorpion) (Featuring Sarah Barthel of Phantogram)

13 – I’m So Drunk

14 – I Forgive Yiew

15 – I Get So Scared

16 – Lighter

17 – Tangerine (Featuring Big Sean)

18 – Tiger Dreams (Featuring Ariel Pink)

19 – Evil is But a Shadow

20 – 1 Sun

21 – Pablow the Blowfish

22 – Miley Tibetan Bowlzzz

23 – Twinkle Song

Ouça o álbum completo aqui:

Wayne Coyne e sua ode ao “Sgt Peppers”

 
Wayne Coyne é uma cria da psicodelia iniciada pelas bandas dos anos 60.
 
Tudo o que vem dali influenciou o músico americano. Desde The Zombies, passando por Beach Boys e, é óbvio, The Beatles.
 
Logo, lançar um disco tributo ao fab four era inevitável ao grupo de Coyne, o Flaming Lips.
 
Mas ele foi além: “With a Little Help From My Fwends”, álbum em homenagem ao mitológico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club”, dos rapazes de Liverpool, realiza uma viagem sonora em torno das músicas daquela produção tão importante para a cultura pop mundial.
 
O trabalho estará disponível para venda a partir de 28 de outubro, mas os fãs já podem ouvi-lo através de streaming no site NPR. Quem optar pela pré-venda ainda tem vantagem.
 
A releitura da obra-prima de 1967, também conta com a colaboração de artistas dos mais diversos estilos e gerações.
 
Há desde artistas consagrados do mainstream como Miley Cyrus até uma galera cool do indie como My Morning Jacket, J. Mascis, Tegan & Sara, Moby, Maynard James Keenan, Dr. Dog e Ben Goldwasser, do MGMT.
 
O fato de ser uma empreitada de Wayne Coyne e do pessoal do Flaming Lips acaba por nos dar a exata noção de seu experimentalismo.
 
Solos grandiosos de guitarra de Mascis podem ser ouvidos ao longo do álbum ao mesmo tempo em que parcerias como a de Cyrus e Moby proporcionam um vocal majestoso de “Lucy In the Sky With Diamonds”.
 
Em outro momento, Tegan e Sara transformam “Lovely Rita” em um hit eletro-pop para a pista.
 
O álbum também é filantrópico, pois todo o dinheiro adquirido com as suas vendas irão para Oklahoma City’s Bella Foundation, entidade que ajuda donos de animais de baixa renda ou idosos a pagar por tratamento veterinário.
 
O próprio Wayne lançou no início do mês uma campanha através de um vídeo psicodélico pelo site PledgeMusic para que chamasse atenção ao projeto. A ideia era convocar os fãs para que eles comprassem uma edição limitada de CDs autografados, camisetas, um documentário com os bastidores e ilustrações do álbum realizadas pelo artista Oliver Hibert.
 
Abaixo, a lista das músicas com as respectivas participações:
 
1- Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ (feat. My Morning Jacket, Fever The Ghost and J Mascis)
2- With a Little Help from My Friends’ (feat. The Flaming Lips, Black Pus and The Autumn Defense)
3- Lucy In The Sky With Diamonds’ (feat. Miley Cyrus, Moby and The Flaming Lips)
4- Getting Better’ (feat. Dr Dog and Chuck Inglish)
5- Fixing A Hole’ (feat. Electric Wurms)
6- She’s Leaving Home’ (feat. Phantogram and Juliana Barwick)
7- Being For The Benefit Of Mr Kite!’ (feat. The Flaming Lips, Maynard James Keenan and Sunbears)
8- Within You Without You’ (feat. Birdflower and Morgan Delt)
9- When I’m Sixty-Four’ (feat. The Flaming Lips and more)
10- Lovely Rita’ (feat. Tegan & Sara, Stardeath and White Dwarves)
11- Good Morning Good Morning’ (feat. Zorch, Grace Potter and more)
12- Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ (Reprise) (feat. Foxygen and MGMT)
13- A Day in the Life’ (feat. The Flaming Lips and Miley Cyrus)

A Bela e o Fera: A doidinha Miley e o talentoso Pharrell

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Não é de hoje que venho aprovando a mudança de rota da ex-Disney Miley Cyrus.

E menina amalucada é um pouco mais do que isso, senão não teria tido vida muito longa nos estúdios do Mickey Mouse e nem teria feito sucesso entre crianças e adultos nos últimos anos.

A última guinada musical com o disco Bangerz (2013) e a posterior turnê homônima também comprovaram a capacidade de talento da garota para cantar e para provocar polêmicas, afinal de contas ninguém é de ferro, não é mesmo?!

Pois bem, depois de chamar ao seu palco o igualmente maluco, mas infinitamente mais gênio, Wayne Coyne (Flaming Lips) para cantar o clássico “Yoshimi Battles the Pink Robots e aparecer todo dia na página do Facebook dando beijinho em algum de seus cachorros, a menina se aventura agora numa outra parceria que aparenta ser certeira em todos os sentidos.

O novo Midas da música pop americana, Pharrell Williams lançou ontem o vídeo para “Come get it Bae” que conta com a participação de várias garotas fazendo caras e bocas para o cantor. Uma dessas tietes é justamente Miley, ajudando no refrão e que parece ter se divertido ao participar do filme.

Pharrell, por sua vez, continua colhendo os louros pela ótima participação no último álbum do Daft Punk e pelo sucesso da trilha sonora de “Meu Malvado Favorito 2”.

“Come get it Bae” é uma das faixas do disco “G I R L”, lançado pela Columbia Records em março deste ano e seu primeiro trabalho solo desde “In my mind”, de 2006.

Um caso típico de unir o útil ao agradável: Miley surfa numa nova onda que está fazendo bem a ela e à sua carreira e Pharrell aproveita o sucesso de seus hits para se manter na mídia pela qualidade de seu som. Tudo isso sem necessitar de apelos que outros colegas do rap realizam. O cara é show!

Veja o vídeo abaixo: