50 Melhores singles de 2017

 

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Se foi um ano com muitos bons lançamentos de álbuns (nossa lista com os 20 mais de 2017 sai na semana que vem) então podemos acrescentar que os singles também foram ótimos.

Num feito inédito para o blog abaixo teremos uma relação com os 50 melhores singles em nossa opinião que passaram pelo mundo nos últimos 12 meses.

Pelo fato de haver tantas canções a mescla entre o rock mainstream, o rock indie, o pop e o hip hop acabou por ficar bem evidente e é normal que haja discordância entre um ou outro single aqui mencionado.

Portanto, quem aí tiver alguma relação totalmente diversa da nossa é favor postar logo em seguida ao texto que não está nem em ordem de predileção ou de suposta qualidade.

Sendo assim, para evitar mais polêmicas (que já teremos suficientes) o ranking está em ordem alfabética do nome da banda ou artista solo.

Então, fique com nosso top 50 de melhores singles de 2017:

 

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01 – Aimee Mann – Goose Snow Cone

02 – alt-J – In Cold Blood

03 – Alvvays – Dreams Tonite

04 – Arcade Fire – Put Your Money On Me

05 – Beck – Dear Life

06 – Belle and Sebastian – We Were Beautiful

07 – Cigarettes After Sex – Nothing’s Gonna Hurt You Baby

08 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Over Everything

09 – Charli XCX – Boys

10 – Depeche Mode – Where’s the Revolution

11 – Ed Sheeran, Shape of You

12 – Father John Misty: Pure Comedy

13 – Foo Fighters – The Sky is a Neighborhood

14 – Future Islands – Ran

15 – Gorillaz feat. Popcaan – Saturnz Barz

16 – Grizzly Bear – Morning Sound

17 – Haim – Want You Back

18 – Ibeyi feat. Mala Rodriguez – Me Voy

19 – Jesse Jo Stark – April Flowers

20 – Kendrick Lamar feat. Rihanna – Loyalty

21 – Lana Del Rey – Love

22 – LCD Soundsystem – American Dream

23 – Liam Gallagher – For What It’s Worth

24 – Lorde – Perfect Places

25 – Mark Lanegan – Emperor

26 – Miley Cyrus – Malibu

27 – MGMT – Little Dark Age

28 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – It’s a Beautiful World

29 – Phoenix – J-Boy

30 – Poliça – Agree

31 – Portugal, The Man – Feel It Sill

32 – Queens of the Stone Age – The Way You Used To Do

33 – Royal Blood – Lights Out

34 – Ride – All I Want

35 – Ryan Adams – Doomsday

36 – Slowdive – Sugar For The Pill

37 – Spoon – Hot Thoughts

38 – St. Vincent – Los Angeles

39 – Taylor Swift – Look What You Made Me Do

40 – Temples – Certainty

41 – The Drums – Blood Under My Belt

42 – The Flaming Lips – Oczy Mlody

43 – The National – The System Only Dreams in Total Darkness

44 – The War on Drugs – Pain

45 – The Weeknd feat. Daft Punk, I Feel It Coming

46 – The xx – I Dare You

47 – Tyler, The Creator – Who Dat Boy

48 – Wavves – Animal

49 – Waxahatchee – Never Been Wrong

50 – Wolf Alice – Beautiful Unconventional

 


 

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E o Wolf Alice finalmente chegou no segundo álbum

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Foi sexta-feira a data especial para os britânicos do Wolf Alice.

No dia 29 de setembro chegou às lojas e plataformas de streaming (ou quaisquer outras formas de escutar um disco) o sucessor de “My Love Is Cool”, discão de 2015 que mostrou ao mundo indie a beleza de Ellie Rowsell para quem quisesse ver e ouvir.

“Visions of a Life” tem 12 faixas inéditas e alguns singles já consagrados nas college radios da Europa e EUA como “Beautifully Unconventional”, “Heavenward” e “Yuk Foo”.

Veja abaixo vídeos de algumas músicas do novo álbum e se delicie com a voz da moça.

 

Mais abaixo ainda confira o tracklist completo do lançamento.

 


 

Heavenward

 

 


 

Beautifully Unconventional

 

 


 

Yuk Foo

 

 


 

Wolf Alice – Visions of a Life

 

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1 – Heavenward

2 – Yuk Foo

3 – Beautifyully Unconventional

4 – Don’t Delete the Kisses

5 – Planet Hunter

6 – Sky Musings

7 – Formidable Cool

8 – Space & Time

9 – Sadboy

10 – St. Purple & Green

11 – After the Zero Hour

12 – Visions of a Life

 


 

Wolf Alice volta em setembro com novo disco

 

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Depois de uma avalanche de ótimas críticas e bons shows para divulgar o debut “My Love is Cool”, o Wolf Alice parecia que nunca mais ia terminar a turnê, tamanho foi o sucesso do primeiro trabalho com álbum cheio (já havia lançado os dois EPs “Bush” em 2013 e “Creature Songs” em 2014).

 

Mas eis que desde o começo do ano eles sumiram de cena e em junho anunciaram o segundo álbum já para o próximo mês de setembro.

 

Através de várias entrevistas nos últimos dias eles têm dito que a ideia é surpreender os fãs com faixas totalmente diferentes do que foi visto até agora na curta carreira do grupo surgido em Londres, Inglaterra. Mas até então tal informação poderia ser vista apenas como discurso para a imprensa.

 

E não é que o Wolf Alice está fazendo show um atrás do outro mesmo tendo a divulgação do disco no meio disso tudo e aparece aqui e ali em alguma rádio para conversar sobre o trabalho novo?

 

Foi o que aconteceu na Kink FM de Portland onde Ellie Rowsell, Joff Oddie, Theo Ellis e Joel Amie aproveitaram para dar uma palhinha com “Don’t Delete the Kisses” (do novo disco) e “I Saw You” e “Bros” (em nova roupagem) com a vocalista dando um show à parte.

 

Quanto ao lançamento de “Visions of a Life”, este acontece em 29 de setembro e terá 12 faixas inéditas com destaque, além de “Don’t Delete The Kisses” já citada acima , também para a já conhecida “Yuk Foo” que está sendo executada toda hora pelas college radios americanas e europeias.

 


 

Wolf Alice – Don’t Delete The Kisses

 

 


 

Wolf Alice – I Saw You

 

 


 

Wolf Alice – Vision of a LIfe

 

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1 – Heavenward

2 – Yuk Foo

3 – Beautifully Unconventional

4 – Don’t Delete The Kisses

5 – Planet Hunter

6 – Sky Musings

7 – Formidable Cool

8 – Space & Time

9 – Sadboy

10 – St. Purple & Green

11 – After The Zero Hour

12 – Visions Of A Life

 


 

Chegou a hora: o blog escolhe sua lista de melhores de 2015

Apesar da reclamação de muita gente do meio musical, críticos inclusive, a opinião do blog Outros Sons é de que foi um ano bem bom.

Tirante à decepção com o cenário nacional na quantidade de lançamentos bacanas (logo mais solto uma lista com os cinco melhores daqui), o que ocorre na gringa é algo interessante: há uma mescla de ritmos que povoam as paradas e a coisa não se restringe ao R&B ou o Hip Hop. Ok, são normalmente os mais tocados, mas ver que nas principais listas europeias e americanas Kendrick Lamar disputa lugar com Courtney Barnett é bastante alentador.

Por conta desse sentimento de que o ano termina com saldo positivo, o blog resolveu encher mais seu ranking e, ao contrário dos anos de 2013 e 2014, agora teremos 20 (e não 10) na parada.

Ficam ainda as menções honrosas para a produção dos discos “Depression Cherry” do Beach House e “How Big, How Blue, How Beautiful” de Florence + the Machine, o lançamento de “Sol Invictus” do Faith No More revelando uma banda com novo fôlego (mostrado inclusive aqui no Brasil) e o divertido disco “Zipper Down” do Eagles of Death Metal que, infelizmente ficou ofuscado pelas lamentáveis cenas da boate Bataclan.

Portanto, abaixo você pode conferir a listinha feita com carinho, afinco e dúvidas que só foram dirimidas no último segundo da partida. Como sempre, e nunca é demais repetir, a ordem é decrescente e ficaria muito feliz se os parcos internautas que nos seguem pudessem dar usa opinião, discordar ou sugerir as suas próprias preferências nos comentários abaixo. Interação sempre é bom!

Espero que gostem. Abraço!



20 – Belle and Sebastian – Girls in Peacetime Want to Dance

Sempre é bom ver bandas veteranas saindo da zona de conforto. Melhor ainda é saber que as experimentações deram resultado e que a desenvoltura das novas músicas não deve muito às antigas. O caso do Belle and Sebastian é bem esse. Com uma carreira sólida no mundinho indie podia muito bem ficar quieto em seu lugarzinho, mas quis inovar e a pegada dance deste álbum se mostrou acertada mesmo ao vivo, algo que nós pudemos presenciar em outubro no show que realizaram em São Paulo.


19 – Alabama Shakes – Sound and Color

Juro que quando ouvi o primeiro disco fiquei surpreso com a capacidade vocal da moça, mas foi só isso. Quando saiu o novo álbum não havia muita convicção em escutá-lo, mas os amigos empolgados quase que me forçaram a realizar tal tarefa. Ainda bem! O álbum é intenso e a qualidade vocal (que soa quase como um novo instrumento da banda) de Brittany Howard se junta muito bem ao groove retirado pelos instrumentos e faz do som algo delicioso de se apreciar.


18 – Kadavar – Berlin

Além de emprestar peso à lista, o Kadavar, banda alemã formada no início da década, também faz jus ao ranking por terminar uma trinca de ótimos álbuns que faz deles uma das principais referências do rock pesado nos últimos anos. As razões são muitas: influência de Black Sabbath e rock psicodélico dos anos 70; letras bem intrincadas com a sonoridade marcante e riffs de guitarra impressionantes. Neste “Berlin” eles ainda conseguiram incluir pitadas coloridas em seu som e a paulada de seus instrumentos também produzem coisas mais elaboradas. A banda também tem muita capacidade no palco, algo que conseguiu mostrar aqui em Sampa mesmo tendo feito isso numa espelunca com som péssimo. Palmas para eles!


17 – Foals – What Went Down

A banda de rock alternativo oriunda da Inglaterra conseguiu chegar ao quarto disco se renovando o que não a faz ficar repetitiva. Este álbum dá novo respiro para o grupo que tem na qualidade vocal de seu líder Yannis Philippakis seu maior trunfo, mas que não se perde na cozinha, pois trabalha com bons ritmos que flutuam entre o eletro-punk, prog e indie rock. As músicas estão mais robustas neste trabalho e podem ser mais bem aproveitadas com maiores plateias. O Foals ficou grande, mas não perdeu a força e frescor que a música alternativa busca sempre.


16 – Best Coast – California Nights

 

A banda que fora formada ainda em 2009 conseguiu fazer bons discos até hoje, mas nenhum tem a mistura de leveza, groove, bons vocais e espírito californiano como este de 2015. A marca do duo constituído por Bethany Cosentino e Bobb Bruno ainda prossegue lançando mão do bom humor das letras, todas advindas de coisas pueris do dia-a-dia para a batida meio cinquentista misturada com algo meio Pixies, meio Stone Roses, talvez. Algumas músicas parecem inclusive ser continuações de outras anteriores, mas quando você termina de escutar a bolacha quer logo em seguida voltar a fazê-lo. O que eles conseguem com este “California Nights” é para ficarmos achando que rock é fácil de se fazer (e olha que não é).


15 – The Libertines – Anthems For Doomed Youth

A volta do ano! Só isso já era satisfatório para os meninos londrinos estarem numa lista novamente. Depois de um hiato nos estúdios de 11 anos e uma parada nos palcos de aproximadamente quatro, o Libertines conseguiu reunir o junkie Pete Doherty com o meticuloso Carl Barat para um retorno junto com os membros antigos. Isso parecia apenas um caça-níquel, mas se tornou num dos melhores discos do ano. A pegada forte de influências de garage rock agora se mostra mais consistente com o ska que remete ao melhor do The Clash. As letras são pulsantes e se encaixam bem na sonoridade nova. Grande e boa surpresa de 2015.


14 –  Ibeyi – Ibeyi

 

As gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz cantam em inglês e iorubá, um dialeto africano que chegou a Cuba com a importação de escravos e que lá passou a ser chamado de lucumi. Além disso, são filhas de Anga Díaz, famoso percussionista que fora membro do Buena Vista Social Club. Só isso! Dessa forma, com o EP Oya (2014) elas tinham mostrado a que vieram, mas é com este maravilhoso álbum homônimo lançado no começo deste ano que elas puderam mostrar mais de seu absurdo aprendizado musical e vocal, além de nos presentear com sua doçura em suas apresentações ao vivo. Tudo o que acontece no palco ou no estúdio é de autoria das meninas, o que torna a experiência de escutá-las algo mais rico ainda.

  


13 – Slaves – Are You Satisfied?

 

Outro duo, este inglês. O disco de estreia dos garotos malucos Laurie Vincent (guitarra, baixo e vocais) e Isaac Holman (bateria, percussão e vocais) saiu em junho deste ano e logo depois já tinham a difícil tarefa de tocar no Glastonbury numa apresentação que deixou todos embasbacados, tamanho é o barulho que estes dois conseguem fazer. As músicas são pesadas, mas também têm um ritmo que faz você acompanhar facilmente. Dessa forma, o punk que tocam também pode se transformar em lo-fi de vez em quando, ou tudo na mesma hora, depende. É definitivamente o Parquet Courts do ano tanto na alegria de suas canções quanto na raiva de suas letras. Legal demais!


12 – New Order – Music Complete

Ninguém dava mais nada pelo New Order. Um showzinho mequetrefe por aqui, outro disco mais ou menos por ali, mas eis que Bernard Sumner parece ter ficado irritado com isso e chamou uma série de convidados para produzir esse petardo musical de agora. A lista de personalidades que ajudaram a fazer Music Complete é boa e variada: Elly Jackson, da banda La Roux, Iggy Pop e Brandon Flowers, do The Killers. As músicas remetem ao bom período do grupo da metade dos anos 80 quando viveram sua fase mais áurea e alguns singles como “Restless”, “Plastic”, “Tutti-Frutti”, “People on the High Line” e “The Game” são consistentes e comprovam tal sentimento. E agora, os fãs podem se questionar: quem é que precisa de Peter Hook?


11 – Wolf Alice – My Love is Cool

 

O mês de junho foi muito bom mesmo. A banda da linda Ellie Rowsell já havia lançado ótimos EPs nos anos anteriores e figurava em programações das rádios indie inglesa quando saiu “My Love is Cool”. Isso ajudou no reconhecimento de um público maior, mas a postura de gente grande do grupo também ajudou a florescer apresentações pulsantes durante 2015. A primeira empreitada do Wolf Alice tem canções mais rápidas, outras melodiosas e algumas mais densas, mas nunca se tornam entediantes. O frescor das letras e da composição instrumental é outro fator determinante para serem representantes de uma cena mais cool na Inglaterra roqueira. Influências de Pixies e do Shoe Gaze britânico do início dos 90 fazem da banda uma boa alternativa nesse ano de grandes debuts.

 


 

10 – Sleater-Kinney – No Cities to Love

 

A veterana banda de indie rock representante ainda da época do Riot Grrrl de L7 e Babies in Toyland sobreviveu aos anos 2000 e chegou nessa década com muita honestidade. O seu som ainda é muito potente e a presença de palco das meninas ainda é bastante marcante. Mas o disco deste ano traz alguns ritmos mais densos e ambientes mais puxados ao hard rock em alguns períodos misturados com a guitarra mais rasgada em outros. O hit “No Cities to Love” gruda na orelha facilmente, mas outras canções do álbum se tornam tão agradáveis quanto outros momentos da carreira das americanas.

 


 

9 – Wilco – Star Wars

 

Pois é, a turma de Jeff Tweddy não se cansa de nos trazer boas notícias. Não basta ter uma carreira pujante, a criação do próprio selo e do próprio festival de música independente, a iniciativa de realizar seus shows sozinhos e ainda a capacidade de angariar alguns Grammys para sua bagagem e eles ainda nos mandam algumas flechas certeiras no coração. Neste ano, o lance foi o lançamento-surpresa do disco Star Wars (e de forma gratuita). Além de não deixar a peteca cair musicalmente com o seu Country-folk-rock fluindo muito bem não deixam de inovar sonoramente, pois a ambientação de suas canções continua sempre evoluindo. O álbum é um passeio por onze torpedos de pura emoção e talento com todos os músicos tirando o melhor de seus instrumentos, enquanto tais sons nos fazem flutuar sem perceber que o momento está passando. Lindo demais!

 


8 – Lana Del Rey – Honeymoon

 

O último disco de Lana já era muito bom e figurou em muitas listas do ano passado, mas parece que a ambição da moça é muito maior do que isso e neste ano de 2015 resolveu parar novamente em estúdio para gravar mais algumas canções que podiam melhorar ainda mais sua reputação musical. A ideia faz sentido demais quando ouvimos o álbum pela primeira vez. Apesar de não ser exatamente um trabalho de fácil degustação ele te captura já no primeiro instante e te hipnotiza com a voz suave, mas dilacerante de Del Rey. Uma carreira que lança uma guinada mais ao sucesso crítico, porém sem perder a horda de fãs que a venera e promete crescer mais depois dessa empreitada.

 


7 – Tame Impala – Currents

 

Se os representantes do rock psicodélico australiano tiveram uma mudança em sua concepção musical com maior quantidade de falsetes e presença de samples e música eletrônica mais arcaica em suas canções isso não diminuiu sua capacidade de inovar artisticamente. O Tame Impala de Kevin Parker utilizou alguns elementos que os conterrâneos antigos do Bee Gees já haviam usado e misturou tudo isso em sua panela de psicodelia para formar este disco que possui um Q de prog, mas também se sustenta bastante pelas faixas mais rock’n roll. Uma grata surpresa de quem não quer ficar na mesmice.


6 – Of Monster and Men – Beneath the Skin

O recado dos islandeses ainda em 2014 já era claro: “Iremos fazer um disco com as características de nossa terra”. Isso já explica o clima sombrio com que a banda abre o álbum “Beneath the Skin”, segundo trabalho de estúdio da carreira deles. Depois de um debut de sucesso absoluto e presença garantida nos grandes festivais (Lolla Brasil 2013 incluso), o grupo do país gelado resolveu pesquisar mais ainda sobre a música local e isso permitiu que os ritmos primitivos deste novo trabalho não soem artificiais em nenhum momento. O vocal rasgado de Nanna Bryndís continua a emocionar e seus duetos com Ragnar “Raggi” Þórhallsson também funcionam bem, mas é a densidade das canções e o clima bucólico e de contato com a natureza de seus folks que trazem mais emoção à audição.


5 – Miley Cyrus – Miley Cyrus & Her Dead Petz

 

Que Miley Cyrus é uma ótima cantora ninguém em sã consciência pode negar, que ela é uma estrela mainstream também não é possível deixar de constatar, mas presenciar a coragem que esta menina teve neste ano é de aplaudir de pé. Esqueçam as fotos polêmicas e declarações chapadas da moça, isso pode ser estilo, fase ou tipo, mas não estamos falando de sua carreira musical. Quando o assunto é este o melhor mesmo é mostrar aos seus detratores este disco que ela lançou em parceria com o ídolo (dela e meu) Wayne Coyne. É difícil ver alguém com a fama dela jogar tudo para o alto e dizer que vai fazer o que quer sem querer saber se gravadora, patrocinadores ou fãs atuais vão gostar ou não. Ela simplesmente foi lá e fez! O disco é longo e possui de tudo: hip-hop, country music, folk, pegada mais pop e, acima de tudo, psicodelia. Como se fosse a nova vocalista do Flaming Lips a garota não se faz de rogada e utiliza sua voz da maneira mais prazerosa possível (para ela e para nós). Um discaço que saiu gratuitamente no site de Miley e que impulsionou um tour com a banda do chapa Coyne. Legal pacas a bagaça!


4 –  Chvrches – Every Open Eye

 

Seria difícil superar um disco de estreia tão gostoso de ouvir quanto “The Bones of What You Believe”, debut da banda da candidata a voz da sua geração Lauren Mayberry e dos meninos Iain Cook e Martin Doherty, mas não é que eles conseguiram o tal feito? Fincando de vez o pé nos grandes festivais mundo afora e fazendo parte da programação de toda rádio indie que se preze os escoceses conseguiram nutrir tanto a sede por baladas eletrônicas dos seus fãs quanto a fome por hits das principais emissoras europeias. “Clearest Blue”, “Leave a Trace” e “Keep You on My Side” são exemplos nítidos, mas outras partes do álbum não fazem por menos para nos entregar um Synthpop de respeito que os faz ser representantes de uma cena que se encaixa entre dois mundos (o eletrônico e o rock) e é aceita cada vez por ambos os públicos.


3 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Yesterday

 

O cérebro do Oasis conseguiu sobreviver sem o corpo do irmão e colega de banda. Noel Gallagher já havia feito trabalho conciso e forte no primeiro álbum de sua nova banda tendo no folk e no rock mais cru sua maior virtude, mas é com “Chasing Yesterday” que ele se solta (talvez a maior liberdade artística da carreira) para nos entregar um disco cheio de momentos épicos. Há hinos rock’nroll como “In The Heat of the Moment”, “Riverman” e “Lock All The Doors”, mas também se torna robusto com a oasística (inventei agora) “You Know We Can’t Go Back” ou a discoteque “Ballad of the Might I” que fecha grandiosamente o álbum. De resto é um disco conciso, rápido e direto e não deixa dúvidas sobre a capacidade de criação do moço. Motivos não faltam, portanto, para continuar acompanhando a carreira-solo do inglês e, apesar da onipresente possibilidade de haver uma reunião de sua antiga banda, ela já não se faz tão necessária assim.


2 – Blur – The Magic Whip

 

Os fatores para dar errado são muitos: problemas com drogas, projetos paralelos que atrapalham a concentração na banda, saída de líderes do grupo e pouca criatividade artística. Esses eram os motivos, mais do que suficientes, para que ninguém acreditasse numa retomada aos áureos tempos de Blur. Os anos 90 e começo dos anos 2000 foram embora e só nos restava curtir aqueles momentos da época distinta. Mas eis que após uma turnê atribulada na Ásia eles pararam em Honk Kong. Lá, os rapazes têm uma epifania e resolver fazer “o disco”. Além disso, Graham Coxon volta e a formação clássica está refeita, com Damon Albarn estando em ótima forma vocal. Desse jeito, a criação de “The Magic Whip” tem criatividade com sons diferentes orientais em “Thought I Was a Spaceman”, Lo Fi em “New World Towers”, surf music com “Mirrorball”, influência beatlemaníaca na linda “Ong Ong”, mistura prog-electronic em “Pyongyang”, ritmos caribenhos e até reggae em “Ghost Ship”, além da velha forma de fazer música do Blur com “I Broadcast”, “Go Out” e capacidade de fazer hinos low-profile em “My Terracotta Heart” e hinos para cantar em estádio com a imponente “There are Too Many of Us”. Merece lugar de destaque não só no ano como na carreira do Blur.


1 – Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit

 

Linda, maravilhosa, performática, simpática, inteligente, criativa, potente e imponente. São todos esses adjetivos que podem funcionar bem para introduzir alguém à música desta australiana que já era bem conhecida no mundinho indie muito antes de lançar seu primeiro álbum, o estupendo “Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit”. Primeiro, ela fazia shows pelas principais cidades de sua terra natal com sua vestimenta saída do guarda-roupa de Kurt Cobain, mas depois povoou rádios americanas como a KEXP (onde fez uma linda apresentação em 2014). Nessa época já tinha lançado dois EPs e se preparava para fazer seu debut em disco cheio, mas ali se percebia sua perspicácia e presença de palco que foram se ajustar ao talento preciso para criar letras do cotidiano enfeitadas belamente pelos seus riffs fortes de guitarra e sua voz doce, porém dura para falar da realidade. A questão é que tais versos saem de sua boca e conseguimos amar cada palavra, pois o Country-Folk-Grunge-Guitar-Garage-Rock que ela faz suaviza a tensão de algumas de suas letras. Dessa forma, “Sometimes I Sit…” funciona como se fosse uma música só, tamanha é a presença marcante da menina que só parece ter tendência a crescer no cenário musical mundial. Lindo de ver e ouvir!

 

O primeiro a gente nunca esquece. E se você estiver falando do Wolf Alice é melhor ainda

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Desde o início do ano o blog vem falando dessa banda nascida no Norte de Londres e que vem fazendo barulho no resto da Inglaterra toda, tanto que já atravessou algumas vezes o Atlântico para mostrar seu som em programas como o de Conan O’Brian semana passada.

E olha que até uns dias atrás nem álbum cheio eles tinham lançado ainda.

Pois bem, desfeita essa questão!

Sai oficialmente dia 22 (mas já ouvimos antes) o esperado primeiro disco do grupo liderado pela belíssima Ellie Rowsell nos vocais e com Joel Amey, Joff Oddie and Theo Ellis fazendo um bom ambiente para a menina brilhar em cima do palco.

O nome do debut é “My Love is Cool” e tem como principais marcas seu vigor sonoro entre o pesado e o melódico, que se condensa bem com a intensidade vocal e beleza artística da voz de Ellie.

A aposta que já fazíamos para que fossem uma das revelações do rock europeu neste ano pode ter a característica extra de serem bons de vendas já que a gravadora Dirty Hit Records (subsidiária da RCA) e os produtores responsáveis pelo primeiro trabalho de estúdio deles esperam ótimo alcance nas paradas locais e mundiais.

Tudo por que os EPs “Blush” (2013) e “Creature Songs” (2014) já haviam causado certo alvoroço com sua saída tanto nas lojas físicas quanto as virtuais ao redor da Grã-Bretanha.

Se a marca vocal da banda lembra vagamente sons provenientes de bandas dos anos 90 como Elastica e Babies in Toyland, seus movimentos e ambientes instrumentais também podem lançar nossas mentes a voos que lembrem Stone Roses e algumas pitadas de Belle and Sebastian.

Dessa forma, as doze faixas do disco podem parecer bastante diferentes entre si, promovendo mudanças no ritmo de cada canção (como é o caso da acelerada “Moaning Lisa Smile” e a profunda e lenta “Turn to Dust”), ou promover viagens cheias de pausas como “Your Loves Whore”.

Outros destaques são a balanceada “Soapy Water” e a oitentista “Freazy”, mas o blog garante que a caminhada entre todas as outras músicas é bastante agradável também.

Além disso, a estreia da banda em grandes festivais (como é o caso de Reading em breve) dará cancha suficiente para que a roupagem das músicas ao vivo fique cada vez mais bem enquadrada para o público que se empolgou com os sons gravados em estúdio.

Wolf Alice – My Love is Cool (Dirty Hit Records)

‘Turn To Dust’
‘Bros’
‘Your Loves Whore’
‘You’re A Germ’
‘Lisbon’
‘Silk’
‘Freazy’
‘Giant Peach’
‘Swallowtail’
‘Soapy Water’
‘Fluffy’
‘The Wonderwhy’

Três apostas fortes do blog para 2015

 
Início de ano e os singles e álbuns pululam de lado a lado nas rádios alternativas pela Europa e através dos sites de música especializadas do resto do globo terrestre.
 
Mas o tirando as apostas certas do blog como o novo disco de Noel Gallagher (o já falado “Chasing Yesterday” ontem aqui mesmo) e os trabalhos que ainda estão por vir de Warpaint e Alabama Shakes há muita coisa nova (ou quase nova ou desconhecida do grande público) que poderá empolgar nos próximos 9, 10 meses.
 
Em primeiro lugar vem o frescor da voz de uma menina londrina chamada Ellie Rowsell e sua banda de nome Wolf Alice.
 
O grupo inglês que já foi comparado musicalmente com Elastica, Hole e Babies in Toyland tem feito certo estardalhaço no mundinho indie britânico tanto pelo força vocal da menina quanto pela competência técnica dos meninos Joel Amey, Joff Oddie e Theo Ellis.
 
O mais interessante a respeito deles é que até o dado momento não lançaram sequer um álbum completo. O que há ainda são dois ótimos EPs (“Blush EP” – 2013 e “Creature Songs” – 2014) que já impulsionaram a banda a realizar aberturas de festivais locais e algumas idas à BBC Radio 6, famosa por promover o lançamento de grandes artistas do meio musical.
 
Já até foram indicados ao UK Festival Awards na categoria “Best Breakthrough Artist” no último ano (algo como artista que tem mais capacidade de avançar na música britânica).
 
O primeiro álbum tem data definida para sair em maio de 2015, mas já aparece nas paradas de lá com o single “Giant Peach” (que você vê e ouve abaixo).
 
 
O Wolf Alice também é figurinha quase certa nos grandes eventos musicais do meio do ano tanto na Inglaterra quanto no resto da Europa. Fiquem de olho nesse pessoal.
 
Outra moedinha que o blog coloca sem medo no caça-níquel da música mundial é com à volta do Best Coast, banda proveniente da sempre pujante Los Angeles.
 
Baseada musicalmente na dupla formada por Bobb Bruno e pela delícia (com todo o respeito) Bethany Cosentino, o Best Coast já possui dois ótimos álbuns nas costas (o vigoroso “Crazy for You” de 2010 e o não menos intenso “The Only Place” de 2012).
 
Agora, se preparam para lançar o esperado álbum “California Nights”, trabalho que rendeu até agora dois singles, a música com o nome do disco que soa mais psicodélica que a estilosa “Heaven Sent” (ouça esta última logo abaixo).
 
A expectativa, portanto, pelo restante desta atividade de estúdio do duo angeleno cresce até pelo fato de terem sido produzidos por gente tão talentosa e experiente quanto Wally Gagel, cara que já trabalhou com o perfeccionista Muse e a chatice de Bernard Summer do New Order.
 
Por fim, o trio The Staves, formado pelas beldades Emily, Jessica e Camilla Staveley-Taylor todas irmãs e nascidas em Watford, Inglaterra, cresceu em qualidade sonora e intensidade técnica desde o lançamento de “Dead & Born & Grown” no final de 2012, seu álbum cheio de estreia.
 
As meninas meio que já são um pouco calejadas, pois têm participado de inúmeros festivais ao longo dos seus sete anos de carreira e de participação espacial em disco recente de Tom Jones, mas, ao que tudo indica, reaparecem agora para conquistar um bom lugar ao sol da indústria musical mundial.
 
Elas tocam algo em torno de um indie folk charmoso que é bem encorpado pela voz de Emily e o lançamento de “If I Was”, o tal segundo álbum delas, já está marcado para o próximo dia 23 de março.
 
Quem acabou dando uma auxiliada firmeza foi Justin Vernon, do Bon Iver. Então qualidade técnica não falta. Aliás, isso pode ser verificado em “Make It Holy”, apresentada aqui embaixo em estúdio.
Nos últimos dias fizeram uma jam session para o projeto musico-visual francês La Blogothèque e lá apresentaram também “Black and White” e “Teeth White”. Veja aqui abaixo: