Belém ou Davos?

 
             Davos                             Belém
 
 
Esta semana tem sido importante por conta da realização de fóruns internacionais tanto aqui no Brasil quanto na Suíça. Pode se dizer que o que acontece por aqui reune os excluídos, o pessoal que vem mesmo para reclamar da posição intransigente dos países ditos ricos. Por lá, na Europa, o que acontece é uma atividade na qual só se fala de economia e sobre os cuidados com as finanças do G7 e o interesse por se fortalecer em momentos de crise.
Na verdade, o que se assemelha mais é com uma briga de condomínio em que alguns se transvestem de vítimas (América Latina e Africa) enquanto outros são vistos como os de nariz empinado (Europa e EUA). Nesse contexto não dá para ficar apenas chorando, algo que vem acontecendo desde os tempos do Fórum de Porto Alegre, pois sempre o papo é o mesmo: Eles ganham muito, nós ganhamos pouco e não conseguimos crescer.
A discussão num fórum desses deve ser mais de diálogo para melhorias internas e possibilidades de união com os outros países e no caso de Davos o procedimento deve ser mais aberto a questões ambientais, de auxílio, um movimento de soma e não de divisão. O problema está no populismo que os líderes dessas nações promovem ao "jogar para a torcida", ou posando de vítima ou enfatizando a importância de seu país no mundo.
Até quando teremos esse processo de cada um por si na comunidade mundial. A tal da sociedade fica em último plano e as discussões chegam a ser evasivas.
 
Dhiancarlo Miranda
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Aniversário de Pollock

     
 
Pollock foi um artista do diferente. Foi um pintor das diferenças. Ele desenhou um mundo único. Significou para o universo das artes um processo de alterações nas formas e maneiras de pintar. Ao lado de Max Ernst foi o mestre do dripping (técnica do gotejamento de tinta sobre a tela) e inovou tudo com o que se envolveu na arte plástica. Com ele também ocorreu o ápice do action paiting. Sua inconsciência na pintura é quase consciência. Seu estilo é fora de série. Jackson Pollock é tudo isso e muito mais.
 
Dhiancarlo Miranda

Poesia?

Vida e morte?

 

 

O que você quer ser quando nascer?

Choro

Manha

Fala

Mãe

Pai

E nenhum sentido

 

Mordida

Beliscão

Grito

Fome

Fralda

E querer abrigo

 

O que você quer ser quando crescer?

Gente

Pessoa

Cidadão

Leitor

 

Pedestre

Motorista

Espectador

Eleitor

 

Briga

Guerra

Egoísmo

Nenhum amor

 

Sonho

Esperança

Palavras

E sucessor

 

O que você quer ser quando morrer?

Mais vida

Recompensa

Prisão

Sem ofensa

 

Terra

Alma

Céu

Força imensa

 

Fogo

Inferno

Espera intensa

 

Nada

Tudo

Poço

Fundo

 

Força

Tristeza

Eternidade

Novo mundo

 

Onde

Quando

Procedimento

Imundo

 

Reticente

Abrangente

Provocador

Profundo

 

Dúvida

Dúvida

Dúvida.

 

Dhiancarlo Miranda

Deus demite Deus …

Da agência Estado:
 

Por causa de reações negativas a entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o maestro John Neschling foi demitido ontem da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) por e-mail. A decisão, assinada pelo presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi unânime. Por meio de assessor, Neschling, que está na Grécia, afirmou que recebeu a carta por e-mail ontem à tarde, que vai conversar com algumas pessoas para entender melhor a situação e que não vai se pronunciar sobre a demissão até seu retorno, no final da próxima semana.

Neschling já havia comunicado, em 13 de junho do ano passado, que só permaneceria à frente da orquestra até 31 de outubro de 2010. Mas, diz a carta de FHC, como as declarações do maestro ao Estado, em entrevista publicada no dia 9 de dezembro, repercutiram negativamente entre os músicos, o conselho reuniu-se para analisar a entrevista e "estimar seu efeito" nas condições em que a sucessão no comando da orquestra se daria "nos quase dois anos ainda por decorrer até a expiração do atual contrato".

Na entrevista, Neschling criticou ter sido marginalizado do processo sucessório. "Estou preocupado com a maneira como a sucessão está sendo feita. E magoado por ter sido excluído do processo", disse. Ele também declarou que há 12 anos a Osesp "era inexistente, existia mal e porcamente, estava acabando" e que, sob seu comando, "uma orquestra que não existia fez de São Paulo um centro sinfônico". Ele afirmou ter proposto uma transição "mais lenta" e "pacífica". "Pedi mais dois anos de contrato ao longo dos quais eu regeria menos e ajudaria a procurar um substituto. Não obtive resposta", declarou.

Na carta de demissão, Fernando Henrique Cardoso lamenta que "o passo natural de renovação" não tenha sido "percorrido de melhor maneira" e encerra com "justas homenagens pelo admirável trabalho realizado".

 

Nota do Blog:

John Neschling, não é segredo para ninguém, tem um ego do tamanho do universo e se considera o salvador da música clássica brasileira. Mas ser demitido por e-mail é muita falta de respeito. Prova da empáfia contínua de FHC e seu gosto por ser Deus. Guerra no Olímpo.

Dhiancarlo Miranda

Israel vs Palestina: Genocídio?

Retirado da Folha Online:
 
Israel ataca 40 alvos em Gaza e fecha Cisjordânia por 48 horas

Israel anunciou nesta sexta-feira ter atacado 40 alvos da faixa de Gaza durante a madrugada e decidido fechar as fronteiras da Cisjordânia por 48 horas. Hoje, a ofensiva do Estado contra o grupo radical islâmico Hamas, que domina Gaza, entra em seu 21º dia. Entre os palestinos, 1.100 foram mortos e mais de 4.000, feridos. Entre israelenses, houve 13 mortes.

Com a intensificação dos ataques por parte de Israel iniciada nesta quinta-feira (15), tanto o Hamas quanto seu rival, o secular Fatah, do presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, convocaram os palestinos a fazerem manifestações anti-Israel, em um "dia de ódio".

Hatem Moussa/AP

Palestino observa cratera deixada por ataque israelense na Cidade de Gaza que assassinou o ministro palestino Said Siyam, do Hamas

Nesta madrugada, de acordo com Israel, os alvos foram grupos armados, uma mesquita que servia como depósito de armas, quatro túneis entre Gaza e Egito –que, conforme Israel, são canais para tráfico de armas. Por volta das 10h (6h de Brasília), Israel anunciou um intervalo nos ataques para entrada de ajuda humanitária, porém ressaltou que iria suspender a trégua temporária caso registrasse ataques inimigos.

Com a trégua, devem entrar na faixa de Gaza 130 caminhões com alimentos, medicamentos e combustível, informou o porta-voz do Exército israelense, Peter Lerner.

Nesta quinta-feira (15), o braço da ONU na região, a UNRWA (agência para os refugiados palestinos), teve seu maior depósito de alimentos e combustíveis incendiado em um ataque com tanques israelenses. Houve perda de carregamento humanitário também no ataque de militares a um hospital do Crescente Vermelho –a Cruz Vermelha dos países muçulmanos. Outro controverso alvo da ofensiva nesta quinta-feira foi um prédio que abrigava escritórios de mídias árabes e ocidentais.

Durante toda a quinta-feira, conforme Israel, os militantes palestinos lançaram 25 foguetes.

"Último ato"

Os diplomatas envolvidos na negociação de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas mostram cada vez mais confiança em um acordo para os próximos dias. Por isso, a intensificação dos ataques israelenses são vistos como uma forma de pressionar o Hamas, antes da assinatura de qualquer pacto de paz.

Nesta quinta-feira, Israel conseguiu matar, em um bombardeio aéreo, o ministro palestino Said Siyam (Interior), integrante do governo do Hamas em Gaza.

"Com sorte, estamos no último ato", afirmou o porta-voz Mark Regev em nome do premiê de Israel, Ehud Olmert. "As condições [do cessar-fogo] ainda não são realizáveis, mas isso pode mudar no fim do sábado [17] e nós poderemos deixar essa história para trás", disse o chefe da Casa Civil israelense, Binyamin Ben-Eliezer.

Cessar-fogo

Nesta quinta-feira, o Hamas, segundo fontes do governo egípcio, concordou em assinar uma trégua com validade de um ano –e renovável– desde que Israel saísse de Gaza no prazo de semana e reabrisse as fronteiras com o território palestino. Israel, porém, rejeitou a proposta por desejar que a trégua seja por tempo indeterminado e por exigir que Hamas devolva para a ANP o controle sobre os postos fronteiriços.

Mesmo com o impasse nas negociações, especula-se que Israel esteja disposto a encerrar a ofensiva antes da próxima terça-feira (20), quando ocorre a cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.

Nesta sexta-feira, a chanceler israelense, Tzipi Livni, chega a Washington para negociar com aquele país, que é o maior aliado de Israel, nos últimos dias do governo de George W. Bush. Recentemente, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse a Olmert que iria ajudar a impedir que o Hamas se rearme, durante eventual cessar-fogo.

Para Israel, o Hamas obtém armas por meio de túneis que ligam o território palestino com o Egito. O Egito tem desempenhado papel central nas negociações de paz, já que dialoga com o Hamas –coisa a que Israel se recusa. O Hamas rejeita a existência de Israel.

Com France Presse e Associated Press

 

O conflito no Oriente Médio cada vez mais parece se aproximar de uma invasão generalizada da Faixa de Gaza e isso pode significar uma matança em massa. Os mortos já passaram de mil pessoas, sendo a maioria mulheres e crianças e a comunidade internacional permanece incólume perante tais assuntos. Fossem países com economia voltada à energia ou com alguma riqueza natural gigantesca a preocupação seria diferente.

Dhiancarlo Miranda

Caso Battisti

Do Site UOL:

Decisão de refúgio político a Battisti está dentro da lei, afirmam juristas

Rosanne D’Agostino

Em São Paulo:

 
 
A decisão do Ministério da Justiça de conceder refúgio político a Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália, é soberana e deve ser respeitada. É o que afirmam juristas sobre a concessão de status de refugiado ao ex-ativista da esquerda radical, condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos. O anúncio foi feito na terça-feira (13) pelo ministro Tarso Genro, cujo entendimento foi criticado por familiares das vítimas e pelo governo italiano.

 

Condenado por terrorismo e quatro mortes na Itália

  • Cesare Battisti, ex-ativista de extrema esquerda italiano, foi um dos chefes da organização de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo; na foto de março de 2007, é escoltado pela Polícia Federal ao chegar a Brasília (DF), onde estava preso à espera do processo de extradição

Para o especialista em direito internacional Durval de Noronha Goyos Jr, a decisão do ministro é correta e segue a Constituição, que veda a extradição por crime político. "O asilo político é um ato soberano do país, que não pode ser questionado por outro. O Brasil tem plena autonomia para conceder asilo, autorizado pela legislação brasileira, e cabe ao governo a análise de cada caso", afirma.

O mesmo diz Eduardo Carvalho Tess Filho, presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo. "A decisão está dentro da normalidade jurídica. Há regras para a concessão do refúgio, que têm de ser respeitadas. O Ministério da Justiça tem esse poder discricionário. E não é uma decisão do ministro, é do ministério", completa.

Os advogados de Battisti afirmam que ele foi julgado à revelia, sem direito à defesa. Battisti, que aguardava o julgamento de sua extradição no presídio da Papuda, em Brasília, afirmou sentir "alívio" com a decisão. Autoridades italianas pediram que o governo brasileiro reconsidere a liberdade, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou que não haverá recuo. Cabe a Lula a palavra final sobre o caso.

Parecer jurídico sobre Battisti

Em parecer utilizado pelos advogados de Battisti ao requerer o refúgio, o jurista Dalmo Dallari defende a concessão com base na Constituição Federal. Ele afirma, citando o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Sepúlveda Pertence, que, no caso de crimes políticos, é vedada a extradição.

 http://n.i.uol.com.br/ultnot/infografico/afp/2009/01/14c/start.swf

Dallari diz que o entendimento não foi considerado pelo Conare (Conselho Nacional de Refugiados) por "excesso de trabalho ou inadvertência" e que o refúgio se justifica porque, além de Battisti ter sido julgado por um tribunal viciado, o italiano teme retornar ao país de origem. "Uma decisão em tal sentido será coerente às disposições constitucionais e será, essencialmente, um ato de soberania do Estado brasileiro", escreveu.

Para Durval Noronha, "a desordem italiana traz consequências jurídicas, insegurança". "Na época, havia uma convulsão política que se aproximava de uma guerra civil, e a Itália jamais anistiou seus perseguidos políticos. Aqui no Brasil, mesmo com a anistia, temos ainda a questão da tortura", afirma.

 

Planos para a liberdade

 

Após decisão, Battisti afirma que refúgio é um alívio e que faz planos para retomar carreira de escritor

O constitucionalista também avalia que decisões relativas a asilo político levam em conta fatores políticos, mas defende que não se pode acusar Tarso Genro de ter tomado uma decisão política.

"Há sérios indícios, analisados com mais profundidade pelo governo brasileiro, de que Battisti foi condenado à revelia, sem o devido processo legal. Está bastante claro", diz Noronha. "Se o Ministério da Justiça estava convencido de que ele corre risco se for extraditado, é um direito conceder asilo, está na legislação", completa Tess Filho.

 

Interessante a decisão de Tarso Genro com relação ao caso Batisti. Não conheço muito a história desde o início, mas normalmente a questão seria resolvida pelo Itamaraty. Pode ser que o passado do Ministro como perseguido político tenha sido levado em consideração. Espero novos desdobramentos, mas a decisão é soberana e deve ser respeitada.

 

Dhiancarlo Miranda

Retorno para um 2009 de trabalho

 
 
 
Após férias rápidas estou de volta para um 2009 que não será mole não…
Esse ano será de trabalho e mais trabalho. Com relação ao mundo muitas coisas acontecendo, mas muitas repetições. Vamos ver no que dá.
 
 
Abraços a todos
 
Dhiancarlo Miranda