Não vai ser dessa vez: meninas do Deap Vally concelam show em São Paulo

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É triste, mas é verdade. Toda a empolgação da semana passada se transformou em desalento com o cancelamento do show do Deap Vally que aconteceria semana que vem aqui em São Paulo.

O anúncio foi feito pelo próprio Sesc por nota oficial em seu site na manhã desta segunda-feira.

“Infelizmente, a banda não poderá realizar a apresentação por questões relativas à produção internacional das artistas”, informa o Sesc, através da nota na página da internet.

Não há ainda nenhuma nova informação sobre nova data para o concerto e se isso realmente acontecerá. Fica, portanto, somente a decepção.


Ouvidos vão explodir! Deap Vally toca em São Paulo em Maio

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E o complemento do título deste post deveria ser “e você não pode perder por nada neste mundo”.

Se a cena indie para este semestre tem tido surpresas absurdas com a vinda relâmpago de Warpaint e Parquet Courts nos dois meses passados e ainda terá o magnífico Slowdive logo logo eis que surge na programação também essa aí.

Deap Vally, duo californiano formado por Lindsey Troy (guitarra) e Julie Edwards (bateria) e que lançou o ótimo segundo disco “Femejism” ano passado, vem para São Paulo para apresentação única no SESC Pompéia dia 04 de maio.

Com canções que grudam no ouvido e peso que assemelha aos já conceituados The Kills e o extinto White Strips (todos duos para ficar na comparação justa) o Deap Vally pode ser considerado uma mistura legal de pós-punk, garage-rock e alguma coisa da cena grunge no estilo e no jeito.

Tendo o primeiro álbum “Sistrionix” sido uma das melhores coisas que surgiu em 2013, as meninas devem vir com todo o fôlego para tocar por aqui já que tiveram bastante descanso (no caso da Julie nem tanto, pois esse período foi usado para ter o bebê que você vê na foto acima) e tempo para ensaiar enquanto criavam o segundo trabalho de estúdio.

Serviço: 

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Deap Vally: dia 04/05 – quinta-feira às 21h30
Ingressos de R$9,00 a R$30,00
Venda online a partir de 25/04/2017 17:30
Venda nas unidades a partir de 26/04/2017 17:30
Apenas 4 ingressos por pessoa
Infos.: sescsp.org.br

Abaixo, alguns exemplos das recentes apresentações das californianas.

 


 

Deap Vally – Smile More (Ao vivo para a KUTX FM Austin)

 

 


 

Deap Vally – Full Set (Ao vivo em Las Vegas)

 


 

Para tudo e vem ouvir um Paramore diferente do Paramore anterior

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É normal que a vida da gente nos leve para níveis diferentes e formas de agir e pensar que não imaginávamos anteriormente. Na música isso sempre acontece, mas quando acontece levanta uma série de questões entre os fãs.

A grita geral normalmente é sobre qual caminho o artista deve seguir ou qual a repercussão entre os mais aficionados.

Óbvio que tudo isso deve ser levado em consideração, mas não se pode deixar de lado da conversa que um grupo pode, deve e precisa buscar novos ângulos para o que faz e o que joga no mundo musical. Isso é passível de ocorrer no cinema, na televisão, nas artes plásticas, no teatro, enfim, em toda atividade artística.

Com relação ao título do post em si é apenas uma provocação, pois esse novo Paramore é meio Cindy Lauper e Madonna daquele período, possui muitas outras referências dos anos 80 e surfa na new wave sem ter medo de ser feliz. O próprio clipe dessa nova música “Hard Times” traz a proposta ao trabalhar cores e efeitos que lembram a época.

São quatro anos passados após o último disco de estúdio, o álbum homônimo, e nesse meio período houve muitos festivais e um namoro interessante com o CHVRCHES que parece ter influenciado também o trabalho novo que se chamará “After Laughter” e tem data de lançamento para o dia 12 de Maio.

A gravadora deste novo disco é a Fueled By Ramen e a sonoridade alcançada por Hayley Williams, Taylor York e Zac Farro parece ter uma sensibilidade totalmente refrescante e isso sempre soa bem para quem trabalha com música.

Abaixo, você ouve a novíssima faixa e isso pode servir de avant premier para o álbum de estúdio que virá a seguir.

 

 


 

Paramore – Hard Times 

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1 – Hard Times

2 – Rose-Colored Boy

3 – Told You So

4 – Forgiveness

5 – Fake Happy

6 – 26

7 – Pool

8 – Grudges

9 – Caught In The Middle

10 – Idle Worship

11 – No Friend

12 – Tell Me How


Quer algo alternativo de verdade? Circadélica vem aí!

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Faz exatamente 16 anos que aconteceu o primeiro e único Circadélica, evento alternativo sediado em Sorocaba, no interior de São Paulo e que reuniu cerca de 4 mil pessoas para assistir a incríveis bandas do cenário indie brasileiro como Forgotten Boys, Wry, Walverdes, Thee Butcher’s Orchestra, Garage Fuzz, Pelvs, Astromato, Maybees.

Mas eis que alguma boa alma pensou bem e tirou do papel a segunda edição do evento que acontecerá no próximo mês de julho entre os dia 20 e 24 com dois palcos erguidos no meio de uma grande área localizada na Avenida Comendador Pereira Inácio no Jardim Vergueiro da cidade interiorana paulista.

A ideia é que o festival seja mais diversificado entre suas atrações e que ocorra anualmente daqui pra frente. Das atividades novas podemos destacar que o famoso Asteroid bar servirá como um terceiro palco dentro da programação de mais 40 atrações entre bandas e DJs, pista de skate, artistas circenses, mágicos, food trucks e barbearia.

Muito hipster para você?

Então saca só nas bandas confirmadas: Liniker e os Caramelows, Dead Fish, Far From Alaska, Mahmundi, Scalene, Kamau, Maglore, Vivendo do Ócio e a volta do Wry.

Já estão à venda os ingressos através de passaportes que dão acessos diferentes ao evento. São eles os passaportes Picadeiro, válido para os dias 22 e 23 e o Mágico, que dá acesso à todos os dias do Festival e que estão com preço promocional. Mágico Lote 1 – R$90,00 e Picadeiro Lote 1 – R$70,00.

Abaixo, veja o cartaz oficial do festival:

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Aproveite o novo álbum do The Black Angels gratuitamente (por enquanto)

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Donos de quatro excelentes álbuns lançados até o momento (a saber: “Passover” – 2006, “Directions to See a Ghost” – 2008, “Phosphene Dream” – 2010 e “Indigo Meadow” – 2013) o Black Angels volta agora em 2017 com o novo “Death Song”.

O lançamento está marcado para dia 21 de abril e os fãs da trupe de Austin tem um motivo a mais para se empolgarem: o disco cheio de psicodelia e peso já está disponível completinho da silva através do site NPR.org e pode ser apreciado gratuitamente.

O link para escutar o mais recente trabalho dos caras é o seguinte: http://www.npr.org/2017/04/13/523426857/first-listen-the-black-angels-death-song

Curiosamente, o nome da banda seguida do nome do álbum remetem automaticamente à canção do Velvet Underground contida no primeiro LP da banda, aquele com Nico e tudo o mais.

Veja aqui abaixo a música da banda de Lou Reed:

 

 

 

No caso do “Death Song” de agora o propósito político aparece amplamente nas 11 faixas que estão carregadas de menções às últimas eleições norte-americanas.

Um passeio pelo álbum demonstra que a atividade de vocal de Jake Garcia hipnotiza ao se situar entre o baixo marcante e pulsante de Alex Maas e a ambientação psicodélica dos teclados de Kyle Hunt, mas a guitarra grudenta de Christian Bland e a bateria de Stephanie Bailey são alicerces preponderantes para colarem nos ouvidos de quem der oportunidade a eles.

Sendo assim, não é vazio dizer que a produção deste quinto disco alcança índices expressivos na carreira do grupo texano.

Por isso, pode-se dizer que os hits automático “Currency” e “I’d Kill For Her”, além da lenta Half Believing e da viajante “Grab As a Much” e da emocionante “Life Song” são suficiente para colocar o Black Angels na prateleira das bandas com menos de 20 anos que conseguem surfar a onda da qualidade sem perder o estilo e a renovação sem perder o pique.

 


 

 

The Black Angels – Death Song 

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1 – Currency

2 – I’d Kill for Her

3 – Half Believing

4 – Comanche Moon

5 – Hunt Me Down

6 – Grab As Much (As You Can)

7 – Estimate

8 – I Dreamt

9 – Medicine

10 – Death March

11 – Life Song


The Black Angels – Currency

 


 

The Black Angels – I’d Kill for Her

 


 

Big Little Lies foge da monotemática (e isso é ótimo)

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Numa época em que séries televisivas cada vez mais são focadas num único tema é importante destacar alguma que não se favorece deste processo narrativo e que mesmo assim funciona bem.

É o caso de “Big Little Lies”, nova série (ou seria uma minissérie?) da HBO que é desenvolvida, roteirizada e produzida por David E. Kelley (Ally McBeal, Boston Legal, The Practice) e possui direção da maioria dos episódios de Jean Marc Vallée.

A história, adaptação do livro de mesmo nome da escritora Liane Moriarty, tem elenco estelar puxado por Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern em aparições marcantes e atuações dignas de Emmy de todas elas, mas ainda assim consegue se segurar quando os coadjuvantes Alexander Skargärd, Zöe Kravitz, Adam Scott, James Tupper e Jeffrey Nordling estão em cena.

A série estreou na emissora americana da tv a cabo em 19 de fevereiro de 2017 e teve sua conclusão (???) no último 02 de abril.

Apesar do clima de história sobre as dificuldades variadas de um grupo de mulheres moradoras da pseudomoderninha cidade de Monterey – California, há também uma constelação de outros problemas relacionados a elas, às suas crianças, sua estada na escola pública da comunidade onde moram e do relacionamento com seus respectivos esposos que fazem girar uma antena de 360 graus que não para nunca diante da próxima situação posta à frente da câmera.

Obviamente, a produção foi vendida como um drama de relacionamento humano e faz isso muito bem com diálogos bastante verossímeis neste quesito, mas emplaca desde os primeiros takes um suspensa que perdurará até a última meia hora do sétimo capítulo que quando finaliza sua temporada.

Colocando como pano de fundo inúmeros ruídos na relação das mulheres da cidade o primeiro quiproquó é causado por uma acusação de agressão entre duas crianças logo no início do primeiro episódio, o que vende a ideia de um antagonismo entre duas das protagonistas, mas que diante da bem engendrada construção dos personagens e de suas boas e más intenções para a vida da comunidade, além de suas convicções pessoais, tudo vai se encaminhando para um interessante sentimento de sororidade das principais participantes da trama central.

Envolvendo casos de estupro, violência doméstica, dificuldades de relacionamento entre pais e filhos, romances, traição, briga por poder no processo macro e micro da cidade, análises psicológicas e psiquiátricas maravilhosamente postas através de alguns personagens colocados especificamente para isso (sem soar artificial) e um olhar sob a perspectiva pedagógica promovida pela escola em que as crianças estudam, “Big Little Lies” transita além do drama clássico e o suspense influenciado por Agatha Christie. Ele pode funcionar em alguns momentos com a leveza de tiradas cômicas que aliviam a tensão, promove discussões muito mais relevantes do que a série toda de 50 Tons de Cinza quando aborda a relação entre o sexo e a violência e se consagra com a capacidade de introduzir na discussão as crianças num enredo que parece tipicamente adulto (e deixa claro o motivo disso).

Enfim, aliando tudo isso por meio de inúmeros silêncios que ajudam a raciocinar enquanto alguns de seus protagonistas sonham, pensam ou simplesmente surtam, a produção ainda consegue fechar com chave de ouro por meio de uma trilha sonora de primeira linha.

Por último, fica a sensação de que o show vendido como minissérie possa dar uma guinada para uma série com algumas temporadas por conta de algumas pontas soltas deixadas de lado em seu final, mas independente disso já é a grande surpresa dos últimos meses mesmo que isso não devesse ser por conta da marca de qualidade da HBO.

Sendo assim, fica a dica para que ao se deparar com essas pequenas grandes mentiras contadas ao longo dos sete episódios o público tenha a paciência de pensar e mastigar com calma e gosto cada um dos inúmeros temas abordados. Bom apetite!


 


 

Seriam essas as séries mais assistidas da Netflix

*** Com Informações colhidas pelo site “Na Hora da Notícia” ***

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É sabido pela maioria das pessoas do mercado de mídia e por muitos espectadores que a Netflix não tem interesse nenhum em divulgar dados e estatísticas de audiência de sua programação, pois não possuem atividade econômica que dependa de espaços de propaganda para impulsionar seus cofres.

Porém, há muita especulação em torno da questão já que fãs de séries e de franquias de filmes de Hollywood sempre estão prontos para participar de debates e fóruns de discussões sobre quem tem mais sucesso mundialmente.

Se no quesito apontado aqui existe uma dificuldade de provar com 100% de certeza que tais elementos acontecem de fato, mesmo assim há quem se aventure pela atividade.

Outra situação que atrapalha a contagem precisa de dados sobre audiência é que as séries produzidas pela plataforma funcionam através do serviço de streaming e não necessariamente são assistidas no momento de sua estreia.

Mesmo assim, há quem queira provar (ou pelo menos chegar perto) de quem é campeão de visualizações através da empresa de comunicação criada por Reed Hastings.

Para ficar no exemplo mais recente, a empresa SymphonyAM, criou um método em que é possível coletar os dados de audiência na Netflix através da coleta de identificação do som emitido pela televisão através de um aplicativo instalado em celulares ou nas próprias TVs.

Obviamente que, mesmo não sendo tão confiável, percebe-se quais são as principais séries vistas pelo público onde há acesso à Netflix.

O processo estatístico converge desde o início das séries originais em 2013 com a produção de House of Cards.

Portanto, veja a relação do Top 5 da Netflix. Os números tem como início de análise o dia de estreia da temporada, somados aos dos cinco dias posteriores, levando em consideração espectadores com menos de 50 anos:

  1. Fuller House – 8,7 milhões de espectadores
  2. Orange is the New Black (quarta temporada) – 7,79 milhões
  3. Demolidor (segunda temporada) – 4 milhões
  4. Stranger Things – 3,93 milhões
  5. Luke Cage – 3,52 milhões

 

House of Cards vem logo atrás, com a quarta temporada conquistando 3 milhões de espectadores, seguida por Unbreakable Kimmy Schmidt, cujo segundo ano foi assistido por 2,95 milhões.

Assim como é de praxe para procedimentos realizados dentro ou fora da empresa que tenha como intenção esse tipo de medição a Netflix não comentou e possivelmente nunca o fará. Mas mesmo assim é muito interessante ter acesso a essas informações.

Atualmente, o serviço de streaming colhe muito sucesso através de suas séries originais e seu recente acordo com a Disney (o que inclui a série “13 reasons why” e produções ligadas à Marvel Comics, além do catálogo completo de Star Wars).