É amanhã: A Festa de Encerramento do Concurso de Contos de Terror do Riva

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Os contos foram realizados pelos alunos, a votação aconteceu e a eleição termina hoje. Amanhã, será a festa de Halloween que celebra o término do projeto dos contos de terror na EMEF Professor Rivadavia Marques Junior e todos da escola, em todos os horários, estão participando.

O número de acessos no blog foi incrível e os locais de onde saíram esses acessos também. Há gente dos EUA, do Canadá, da Holanda, de Portugal, de países que eu nem imaginava que pudessem ter gente lendo em português um blog feito para alunos de uma escola da cidade de São Paulo.

A gratificação é maior por que as pessoas têm elogiado bastante a qualidade dos textos e isso já é um prêmio para os alunos que participaram do concurso.

Quanto à festa do Halloween, todos os alunos em todos os turnos de funcionamento da escola (manhã, intermediário e vespertino) têm auxiliado na preparação do evento. São bexigas, enfeites, máscaras, fantasias, entre outras coisas, que ajudam a promover a festa e vão fazer a alegria dos monstrinhos, fantasmas, bruxas e zumbis que irão comparecer amanhã ao nosso projeto.

Mais uma vez quero deixar meu agradecimento a todos os professores, funcionários, à gestão da escola e às coordenadoras da unidade escolar que contribuíram da forma que foi possível para que tudo isso acontecesse e, principalmente aos alunos que tornaram factível tão atividade. Em breve, muitas fotos e vídeos do evento.

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Lou Reed: Perde-se um gênio da música, ganha-se um mito para todo o sempre

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David Bowie disse: “Ele era um mestre”;

John Cale falou emocionado: “O mundo perdeu um ótimo compositor e poeta… eu perdi meu ‘amigo de escola’”;

Aqui no Brasil, André Barcinski cravou: “O rock, como nós o conhecemos, não existiria se não fosse por Lou Reed”;

Iggy Pop não se conteve: “Notícia devastadora”;

Na página do The Who a frase era perfeita: “Descanse em paz, Lou Reed. Walk on the peaceful side [Ande pelo lado da paz, referência à música ‘Walk on the wild side’]”.

Salman Rushdie parafraseou: “Meu amigo Lou Reed chegou ao fim de sua canção. Muito triste. Mas, ei, Lou, sempre ande pelo lado escuro (referência à música “Walk on the wild side”). Sempre um dia perfeito (referência à música “Perfect day”)”

O médico de Lou Reed disse que ele morreu serenamente. A notícia havia sido divulgada inicialmente pela revista “Rolling Stone”. O médico Charles Miller, da Cleveland Clinic, em Ohio, disse ao jornal “New York Times” que Reed decidiu voltar da clínica para Nova York depois que os médicos disseram que a doença no fígado não poderia ser tratada.

“Ele morreu em paz, com seus amados em volta dele”, disse o médico. “Fizemos realmente tudo o que podíamos. Ele realmente queria estar em casa”. Charles Miller também disse que o músico “lutou até o fim”. “Ele fazia exercícios de Tai Chi uma hora antes de morrer, tentando se manter forte”.

Há alguns meses, Lou havia dito que se sentia “uma vitória da medicina, da física e da química modernas”, depois do transplante de fígado a que foi submetido. “Estou maior e mais forte que nunca”, declarou.

Cantor, compositor, multi-instrumentista, escritor, roteirista, ator, agitador cultural e precursor do Rock em Nova Iorque, além de criador do Velvet Underground, Lou Reed era mais do que isso.

Capa de álbum do Velvet Underground & Nico
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Sempre envolvido com a música, de alguma forma o cara se metia em atividades dessa natureza.

A lista de parcerias era enorme e nunca parava de crescer: Desde John Cale e sua primeira banda em estúdio The Primitives, passando pelos outros integrantes do Velvet, além de Paul Simon, Andy Warhol, Christa Päffgen (a famosa Nico), David Bowie, Mick Ronson, The Killers e Metallica. Há inúmeros outros que de alguma forma tiveram trabalhos com o cantor.

Amante de jazz, Lou Reed gostava do ar nova-iorquino e da agitação multicultural que existia na cidade.

Infelizmente, ele nos deixou ontem, mas sua contribuição para o mundo das artes ~e tão grande que não há palavras ou frases que possam traduzir o quanto fará falta.

Como eu disse ontem no Facebook e no Twitter, eu só havia sentido um susto assim com George Harrison. Mesmo sabendo que estava doente, o fato de ter sido submetido a um transplante em julho fez que eu achasse que a coisa estava resolvida.

Perde-se um gênio da música, ganha-se um mito para todo o sempre.

Abaixo, um pouco de Lou, no palco:

Sweet Jane

Dirty Boulevard

Perfect Day

Leminski merecia esse livro

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Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi de tudo em sua passagem pelo planeta Terra. Desde escritor, poeta, crítico literário, tradutor e professor brasileiro até faixa-preta de judô e estudioso da cultura e língua japonesa.

“Toda Poesia” (Paulo Leminski – Companhia das Letras) é uma possibilidade para os leitores de primeira viagem de entrar no mundo moldado e engendrado de forma tão poética pelo artista curitibano.

É neste livro que o leitor menos avisado sobre o que é Leminski saberá que a forma e o corpo do texto do autor têm a fragilidade de uma canção e a força de um discurso. É por meio desta coletânea que o conhecimento sobre o poeta se tornará possibilidade de novos voos pela sua profícua carreira de letrista da MPB.

Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes construções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”.

Desta maneira, ao tentar se equilibrar entre a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou poesia escrita com originalidade.

Capa do Livro “Toda Poesia” de Paulo Leminski
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Além disso, Paulo Leminski era muito bem informado quanto ao que se produzia fora e dentro do país. Daí sua facilidade em improvisar sem se tornar demasiadamente fora do eixo do que acontecia ao seu redor.

O escritor teve carreira curta e meteórica no que diz respeito ao produto executado por ele, mas entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, antes ainda de completar 45 anos, Leminski teve tempo de mostrar um discurso próprio de assinatura individual. Sua linha tênue que perpassa o erudito e o pop se condensa em viagem ao imaginário da música e da escrita realizados na época. Há uma série de artistas de seu tempo que podem provar tal situação (Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, entre outros, que o digam).

Poesia de Paulo Leminski
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Este volume “Toda Poesia”, portanto, caminha na estrada de sua trajetória poética com astúcia e esmero.

Alguns dos livros que hoje são definitivos clássicos de Leminski, como “Distraídos Venceremos” e “La Vie En Close”, além de raridades como “Quarenta Clics em Curitiba”, além de versos já fora de catálogo, estão agora disponíveis aos leitores, que poderão se deliciar com os escritos do Rimbaud Curitibano aproveitando o capricho gráfico com que foi feito o livro.

Lady Gaga de bigode (ah, e com álbum novo)

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Tal qual um Salvador Dali da música pop atual, a cantora americana apresentou nesta quinta-feira (24) o novo álbum “Artpop” na casa noturna Berghain, em Berlim, na Alemanha.

O visual era acompanhado por uma lingerie, com cinta-liga, e um casaco de pele.

Com lançamento previsto para 8 de novembro, “Artpop” traz na capa uma escultura de Lady Gaga seminua, segurando os seios, feita pelo artista norte-americano Jeff Koons. O primeiro single do disco, “Applause”, foi lançado no dia 12 de agosto e apresentado no MTV VMA.

Veja a apresentação abaixo:

Daqui uns dias sai coisa nova do Flaming Lips. Vai perder?

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O doido-varrido-indie-gente-finíssima Wayne Coyne conitnua o mesmo (se é que podemos dizer que ele é assim).

Ele e seu Flaming Lips lançam, nos primeiros dias de novembro, novo trabalho e nova turnê. O novo trampo é meio conceitual e a turnê pode rolar até por aqui. Por que não?

A turma de Coyne intitulou o EP de “Peace Sword (Open Your Heart)”, e este surgiu a partir de uma faixa que a banda gravou para o filme sci-fi “Ender’s Game”.

Coyne, que se envolveu bastante com o projeto, resolveu seguir a linha ficcional para colocar no EP. O resultado é aquela mesma com climão que tem aparecido nos últimos álbuns dos lábios flamejantes.

Ao todo são seis faixas que foram divulgadas ontem por diferentes canais na internet e que estão ecoando por aí aos poucos.

O EP, bonitinho, em loja, para comprar, sai dia 29 de novembro.

Abaixo, seguem as faixas do trabalho:

“Assassin Beetle – The Dream Is Ending”
“Peace Sword (Open Your Heart)”
“Wolf Children”
“Is The Black At The End Good”
“Think Like A Machine, Not A Boy”
“If They Move, Shoot ‘Em”

Festa de Halloween no Riva

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Os preparativos já estão sendo realizados. Os ensaios estão acontecendo. Os alunos estão alvoraçados!!!

A festa de Halloween do Riva acontece semana que vem no dia 31 de outubro.

De acordo com informações da própria direção da escola, o evento terá um horário único, sendo das 8h às 12h.

Se ainda há alguém com ideia de apresentar alguma atividade com a temática do dia das bruxas faça contato com o blog ou com o professor Dhiancarlo na sala de leitura.

Quanto ao concurso de contos de terror, a votação via internet acontecerá aqui no blog até dia 30 de outubro.

Haverá ainda, um dia de votação na própria escola através de cédulas de papel que serão somadas à votação existente na internet e fará com que haja o resultado final da peleja.

Os prêmios serão entregues aos ganhadores no dia 29 de novembro durante o II Show de Talentos do Riva.

Até lá, e muitos sustos até o dia de nossa festa de Halloween.

Tudo começa com a fábula

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Quando a criança aprende a ler e a escrever as primeiras estórias contadas pela professora são as fábulas.

A ideia é simples: são contos rápidos, as ações acontecem num curto espaço e tempo e há ainda a participação de animais falantes explicando lições ao final de cada situação.

Ora, é por causa de Esopo que a maioria das fábulas que conhecemos hoje nos são transmitidas. Algumas tiveram-no como escritor, outras foram recolhidas por ele no folclore dos povos antigos da Grécia.

O fato é que as fábulas são muito importantes para a evolução moral e psicológica das crianças.

Por conta disso, a editora Cosac Naify apresenta esse “Esopo – Fábulas Completas”, composto por 383 fábulas atribuídas a Esopo traduzidas diretamente do grego por Maria Celeste C. Dezzotti, professora da Unesp, que propôs uma maneira completamente original de organizar a obra.

O processo consiste em utilizar como fontes a compilação que fora realizada pelo editor Émilie Chambry lá atrás – tida como referência – e acrescentar a do também editor Ben Perry, mais atual e completa que a anterior.

Desta maneira, somam-se 26 fábulas ao corpo de texto que é normalmente usado.

Outra novidade proposta pela tradutora é a disposição da moral, que vem separada da narrativa para deixar claro o seu caráter de argumentação. Nesse sentido ela se separa de uma dita conduta ou comportamento, como se convencionou atribuir às fábulas.

Além da parte editorial há também um trabalho gráfico e imagético do jovem artista Eduardo Berliner para também renovar a interpretação pictórica das fábulas, dispostas nesta edição em ordem alfabética, algo que salienta bem a evolução dos textos.

Ao incorporar a ideia de que os textos trazem animais metaforizando homens, Berliner misturou partes dos corpos de animais e de humanos, em situações tão irônicas e perturbadoras quanto as narradas no texto.

Os desenhos são todos em nanquim preto, dividindo espaços com as fábulas impressas em vermelho, dispostas cada uma em uma página, como se a proposta fosse oferecer ao leitor um texto por dia.

Portanto, esse é um trabalho, como podemos ver, de excelência para uma obra que merecia tal disposição. Esse conceito é reforçado pelo tamanho do livro, de proporções pequenas e confortáveis para a leitura.

Dessa forma, a experiência de quem lê o livro é de uma releitura das fábulas gregas e, ao mesmo tempo, uma referência acadêmica e uma ótima porta de entrada a conhecer a riqueza dessas personagens tão conhecidas do autor.