“Limite” fica no topo de lista dos melhores filmes brasileiros

A Abraccine é a Associação Brasileira de Críticos de Cinema e teve a ideia de realizar uma pesquisa com 100 críticos nacionais a fim de desvendar os 100 maiores filmes brasileiros pela visão destes jornalistas.

Os profissionais convidados a participar da enquete tinha de escolher 25 filmes e, por meio dessa lista ordena-los por preferência.

O resultado é que “Limite” filme de  Mario Peixoto de 1931 encabeça o ranking como a melhor produção brasileira já feita no país.

Mas como a lista é extensa há muita coisa diversa e de várias épocas. Existe um bom número de documentários, bastante filme realizado em períodos de ditadura e outra boa leva dos últimos 20 anos.

Veja abaixo a lista final com todos os 100 (na verdade, são 101 por conta do empate do último lugar):

1. Limite (1931), de Mario Peixoto
2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person
8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles
9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles
12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco
13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado
14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues
19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman
21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna
22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro
25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos
27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos
28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha
31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade
32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
33. Santiago (2007), de João Moreira Salles
34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha
36. O Invasor (2002), de Beto Brant
37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira
38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra
41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro
45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas
48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos
50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach
51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor
53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz
54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman
55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins
56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978)
57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha
58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles
59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos
60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra
61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco
62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes
64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior
66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person
67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha
68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane
69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias
70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz
71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky
73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda
74. Estômago (2010), de Marcos Jorge
75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira
77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias
78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco
79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni
80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach
81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho
83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna
85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr.
86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis
87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
88. Di (1977), de Glauber Rocha
89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade
90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins
91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia
92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues
93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach
94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
95. Carandiru (2003), de Hector Babenco
96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci
97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla
98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger
99. Meteorango Kid, Herói Intergalactico (1969), de Andre Luis Oliveira
100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade (*)
101. Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana (*)
(*) Empatados na última colocação, com o mesmo número de pontos.

E aqui embaixo veja o top 10 do blog:

1 – À Meia-Noite levarei tua Alma (1968) – José Mojica Marins

2 – O Bandido da Luz Vermelha (1968) – Rogério Sganzerla

3 – Cabra Marcado para Morrer (1984) – Eduardo Coutinho

4 – Tropa de Elite (2007) – José Padilha

5 – Cidade de Deus (2002) – Fernando Meirelles

6 – Jogo de Cena (2007) – Eduardo Coutinho

7 – Lavoura Arcaica (2001)  – Luiz Fernando Carvalho

8 – Abril Despedaçado (2001) – Walter Salles

9 – A Marvada Carne (1985) – André Klotzel

10 – Estamira (2004) – Marcos Prado

 

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A incrível história de F.W. Murnau: de Nosferatu ao crânio roubado

 

Friedrich Wilhelm Murnau tem como nome de batismo Friedrich Wilhelm Plumpe, mas é mais conhecido como F. W. Murnau. Nasceu em Bielefeld em 28 de dezembro de 1888, morreu em Santa Bárbara no dia 11 de março de 1931 e voltou a sua cidade natal para ser sepultado.

Além de ser considerado um dos mais importantes realizadores do cinema mudo também é um dos representantes mais criativos do cinema expressionista alemão e, por consequência, do movimento Kammerspiel.

Antes de ser cineasta, Murnau estudou filosofia, literatura, música e história das Artes nas universidades de Heidelberg e Berlim. Frequentou, além disso, a escola de arte dramática de Max Reinhhardt, instituição que exerceu grande influência em seu estilo cinematográfico.

Foi através de experimentos e muita persistência que Murnau iniciou a carreira cinematográfica em 1919 com o filme “O Menino Azul. Ali já havia traços fortes do expressionismo existente na Alemanha, mas é em 1920 que realiza uma das primeiras (e mais assustadoras) versões de “Médico e o Monstro”, clássico literário de Robert L. Stevenson que se chamou “Der Januskopf”. Nessa época o cineasta já demonstrava estar se preparando para ser um dos mais influentes artistas num país devastado pela depressão de uma população que se sentia humilhada pela derrota na guerra.

 Porém, a partir de 1922, tudo mudou na vida e na carreira do diretor por causa de outra adaptação do terror europeu. A magnitude dos acontecimentos descritos por Bram Stoker em “Drácula”, que se notabilizou como a mais fantástica história de vampiros de todos os tempos teve uma versão a sua altura com “Nosferatu”. Tornado quase que imediatamente em clássico do expressionismo no cinema, Murnau conseguiu notabilidade mesmo não estando no olho do furacão americano e fazendo parte de um movimento que ainda se reconhecia pela estranheza de suas obras.

Ainda em solo alemão conseguiu realizar o filme “O último Homem” em 1924 e “Fausto”, baseado na obra de Goethe, no ano de 1926.

Foi a partir daí que o realizador expressionista caminhou para Hollywood com o intuito de transmitir sua loucura e coragem captadas pela câmera para outros cantos do mundo.

O filme “Aurora”, de 1927, considerado um dos pontos altos do cinema ocidental, é seu debut na produção norte-americana. Mas, vale a pena ressaltar outras películas peculiares como “Os quatro demônios”, (1928) e “A garota da cidade”, (1930).

Finaliza a carreira em 1931 com a produção “Tabu”, obra que fecha, junto com “Luzes da Cidade” de Charles Chaplin, o período de cinema mudo. Logo em seguida ao término das filmagens, se envolve num acidente automobilístico que acabou sendo fatal para ele.

Após seu falecimento cresce a mitologia em torno do autor e sua importância é medida conforme sua cinematografia ganha corpo nos estudos de Universidades de Cinema e na influência em diretores mais novos, seja em seu próprio país seja ao redor do globo e através das décadas seguintes até a atualidade. Ou não é perceptível que cineastas contemporâneos como David Lynch, David Cronemberg e Paul Thomas Anderson não possuem um q do cinema de Murnau em sua própria obra?

Porém, toda a expressão à flor da pele que F.W. Murnau conseguiu transparecer na tela e o toque sinistro em torno dos personagens e histórias criadas por ele em vida prosseguiram mesmo depois de 84 anos de sua morte.

No meio deste ano de 2015 ocorreu um fato inusitado até para a obra de Murnau: o crânio do cineasta foi roubado de seu túmulo situado no cemitério de Stahnsdorf, nos arredores de Berlim e fora a própria direção do local quem confirmou o fato.

Túmulo do cineasta Friedrich Wilhelm Murnau em Stahnsdorf, na Alemanha (Foto: AFP PHOTO/DPA/RALF HIRSCHBERGER)

Segundo o conceituado jornal “Bild”, o crime ocorreu aproximadamente entre os dias 4 e 12 de julho e levantou a suspeita de que teria relação direta com práticas ocultistas, pois há muitas lendas em torno das produções do alemão e histórias de que teria frequentado certas seitas para conseguir informações para suas películas.

A questão acabou sendo reforçada pela policia local por conta de que os ladrões teriam deixado intactos os caixões dos irmãos de Murnau que se encontravam no mesmo túmulo.

Agora, o motivo pelo qual alguém gostaria do crânio do diretor já é pauta suficiente para mais um filme. Talvez do próprio fantasma do criador de Nosferatu.

Veja abaixo, um trecho do clássico:

Conhecendo um pouco da rica literatura angolana

Quando se fala de literatura africana logo se acha que os escritos são apenas sobre um continente devastado pela fome e guerras civis, mas além desse tema pertinente e real também há muito a se explicar acerca de um território rico em cultura e manifestações artísticas em geral.

Como diz a escritora nigeriana Chimamanda Adichie “a literatura africana não tem que ser lida por que vai te fazer bem (ou mal), mas sim por que é boa. A maioria dos livros de histórias sobre a África foram escritos por pessoas de fora da África, isso tem de ser mudado”.

Pegando o gancho da autora de “Americanah” (2013), é tão importante conhecer a verdade de um lugar por meio daqueles que lá vivem que se faz necessário uma maior educação para este tipo de prática.

Mais ainda isso é imprescindível quando se fala da própria língua e da linguagem usada nos textos sobre tais lugares. No nosso caso nacional acostumamo-nos tanto com a literatura importada de Portugal desde a época colonial que quando conseguimos nos desvencilhar deste processo não reparamos mais ao que era feito em nossa língua fora daqui.

Tirando o caso de José Saramago (até por ser um autor de fama universal), a literatura lusófona ficou em segundo plano para os brasileiros. Pior ainda, se citarmos essa mesma atividade oriunda de outros países que não seja aquele da Península Ibérica.

Por esse motivo, quando há possibilidade de discursar a respeito de literatura africana e, ao mesmo tempo, isso se mistura com as nações dali que falam nossa língua, o caso se torna mais complexo ainda para quem não está ligado diretamente a essas duas culturas.

O Blog escolheu falar de Angola, pois tal país tem uma das mais qualitativas listas de escritores modernos e criativos do continente africano atualmente, mas por que estes escritores não se prendem primordialmente aos assuntos rotineiros que as pessoas de fora de lá preguiçosamente se acostumaram a ler.

A literatura por lá nasceu antes que houvesse a Independência em 1975, com um projeto de ficção de cunho político e social que pregava a soberania do homem africano. Tal movimento surge por volta de 1950 com o nome de  “Novos Intelectuais de Angola”.

Porém, quando se ultrapassa o período de empolgação dos primeiros anos da independência e se percebe que houve fracasso na experiência socialista em conjunto com as guerras civis devastadoras, muda-se o rumo das conversas entre os intelectuais de lá e os autores advindos das classes trabalhadoras se atêm às injustiças do quadro da realidade local e presente.

Essa literatura de Angola chega ao leitor através de muito realismo que se captura na imagem do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos e da exclusão social.

O fato de que o angolano tenha vivido, por algum tempo, entre duas realidades – a sociedade colonial europeia e a sociedade africana – também fez com que os seus escritos tenham sido tomados por essa transfiguração humana, mas que pode ser considerada uma visão antitética que busca, no fim, uma ruptura por meio da dialética de seus escritos.

Para isso, muitos escritores nos últimos 20, 30 anos têm servido como preparadores dessa quebra de paradigmas da sociedade angolana, além de serem pessoas preparadas para a discussão em alto nível nos campos politico, cultural e social.

Estão entre eles Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudônimo de Pepetela, escritor dos mais notáveis daquele país e autor de obras que falam do período colonial angolano como Lueji (1990) e “A Gloriosa Família” (1997) e Ondjaki, escritor que acabou se radicando no Brasil por causa da influência que tomou do país sul-americano para fazer seus livros. Em 2010 ganhou por aqui o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Juvenil, com o romance “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético” e em 2013 recebeu o Prêmio Literário José Saramago por seu romance “Os Transparentes”.

Também faz parte dessa lista o sociólogo Paulo de Carvalho, intelectual investigativo responsável por um trabalho de pesquisa e estudo ligado principalmente à área de exclusão social, relações étnicas e ensaios a respeito de ética. Dele são os livros “Até você já não és nada!” (2007) e “Exclusão Social em Angola: O Caso dos Deficientes Físicos de Luanda” (2008).

Há casos como os de Isabel Ferreira, poetisa nascida em Luanda e que pegou em armas para lutar pela Independência do país, mas que causou furor com obras ricas como “Laços de Amor” (1995), “Caminhos Ledos” (1996) e “Nirvana” (2004) e a historiadora Ana Paula Tavares que usou sua experiência profissional para criar obras poéticas belíssimas e profundas como “Ritos de passagem” (1985), “Sangue da buganvília: crônicas” (1998) e “O Lago da Lua” (1999).

Porém, talvez, o mais famoso dentre os autores angolanos seja mesmo José Eduardo Agualusa, pois seu ecletismo de gêneros abordados em seus livros, sua facilidade com que conta histórias e a maneira como prende a atenção dos leitores proporcionou a tradução de seu trabalho para inúmeras línguas. Hoje, faz sucesso tanto aqui em nosso território, como é reconhecido em sua terra natal e ainda em locais mais distantes culturalmente.

A lista de obras relevantes dele é grande, mas é tranquilo citar o primeiro romance “A Conjura” (1989), “A Feira dos Assombrados” (1992), “Estação das Chuvas” (1996) e “O Vendedor de Passados” (2004) como alguns de seus grandes feitos literários.

Enfim, se há espaço para o que se escreve e o que se pensa nos países africanos por causa de sua relevância discursiva e pela forma criativa como são realizados também é importante que haja tribuna para que os países lusófonos como Angola possam mostrar sua gama qualitativa de autores para nosso público consumidor de cultura leitora.

Assim, fica a sugestão de que sejamos mais abertos para o trabalho de quem sempre foi visto pelos olhos europeus e que, tendo agora voz para falar sobre si próprio, pode movimentar mais reflexão em nossas cabeças.

Mac DeMarco abra alas no Rio

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O show de São Paulo não foi muito comentado, pois acontecia no mesmo dia, ou melhor, logo após o show de Morrissey (e qualquer coisa que tenha acontecido depois de Moz teria sido ofuscada mesmo.

A questão é que Mac DeMarco já tinha uma data fechada para o Rio de Janeiro no último domingo (22) dentro do MIMPI Festival Film (Festival Internacional de Filmes de Surfe e Skate), porém o evento era bem restrito para apenas 50 pessoas.

Os fãs do cantor fizeram um abaixo-assinado virtual com a intenção de mostrar que ele tinha possibilidade de fazer outra apresentação para um público maior na Cidade Maravilhosa e o tal “documento” chegou às mãos da produção do cantor canadense.

Não se sabe se por intermédio da intenção do próprio artista ou por visão de mercado das pessoas que cuidam da carreira dele, a verdade é que se decidiu realizar um show beneficente na noite de segunda-feira com donativos sendo arrecadados para os atingidos pela tragédia de Mariana – MG.

Sendo assim, num espaço da Barra da Tijuca, amontoou-se um público enlouquecido que, bem organizado anteriormente já pela internet, chamou o evento de “Barrados do Mac”.

E o rapaz também entrou na dança e embarcou de corpo e alma no projeto de última hora.

O resultado foi um show empolgado e catártico com plateia seduzida do início ao fim da peleja por causa de um cantor extremamente solícito e agradável com todos.

Veja, logo abaixo, algumas amostras do que aconteceu no Rio com Mac e seus barrados do baile:

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* Com imagens e informações colhidas do site Popload

Olha o TCA do Riva aí, gente!

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Desde ontem (24), o Trabalho Colaborativo Autoral (o famoso TCA) está sendo apresentado pelos alunos e alunas da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

A atividade é gratificante e prazerosa para quem é professor, pois integra todos a realizar um trabalho de pesquisa que engloba análise de textos, de imagens e discursos de determinado assunto (neste ano, o tema é “Água”) para demonstrar num seminário final algo que contemple o conhecimento adquirido durante o processo de estudo.

Dessa forma, os docentes podem contribuir com sua orientação durante o curso do ano para que os estudantes possam se apoderar da atividade a fim de que saibam do que estão falando plenamente no dia da apresentação e são presenteados com tal evento, pois os meninos se esforçam para não fazer feio de jeito nenhum.

Além disso, a atividade é um estímulo de pesquisa científica escolar que será lembrado futuramente (até mesmo no nível universitário) por quem participou disso como aluno para que possa se preparar melhor para sua carreira não só estudantil como também profissional.

E, a partir disso, o jovem que se apropriou do TCA como maneira de estudo produtiva se forma como ser crítico e lutador de seus próprios direitos.

Só por isso já é ótimo, mas podemos incluir nessa mesa de boas ações o fato de que a escola se torna mais humana e questionadora. E exemplos de cidadania ultrapassam os muros da escola (vide o caso da revolta dos alunos secundaristas do Estado de São Paulo com o fechamento de suas unidades e a posterior ocupação destes prédios).

Portanto, é imprescindível que tenhamos as imagens dessa galera fazendo do seu trabalho uma forma de expressão e de divulgação da pesquisa escolar.

 

Com vocês, o TCA!

 

1º Concurso de Desenho de Terror do Riva: também tem prêmio

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E não é que a temporada de premiações do Riva não termina?!

Depois da entrega das coleções e livros para os melhores autores de histórias de terror a escola também promoveu nesta segunda-feira (23) a premiação dos alunos do ensino fundamental I (1º ao 5º Ano) que participaram do Concurso de Desenhos de Terror que ocorreu durante todo o mês de outubro.

Além da alegria dos meninos e meninas estampada no rosto de cada um, também foi legal perceber a torcida pelas melhores pinturas visto que a professora Regiane Biecco instaurou suspense em todas as salas para saber quem havia conquistado o primeiro lugar.

Dessa forma, o evento se tornou muito justo, pois em cada sala houve votação entre os próprios colegas e assim foi eleito o melhor desenhista em disputas acirradas.

Abaixo, veja algumas das fotos dos alunos com seu certificado de participação na atividade junto ao seu prêmio (um kit com livro, estojo de lápis de cor, canetinha e bombom).

3º Concurso de Contos de Terror do Riva: a premiação!!!

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Depois de um mês de Outubro de intensa atividade na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior com a participação dos alunos no 3º Concurso de Contos de Terror do Riva tivemos uma festa de Halloween inesquecível que brindou os esforços de todos no sucesso do evento.

Com a eleição das dez histórias de terror concluída a expectativa era, portanto, saber quais eram os ganhadores e, posteriormente, os prêmios.

Dessa forma, abaixo listamos a classificação geral do pleito com os quatro primeiros colocados sendo agraciados com coleções de livros e um novidade neste ano: o prêmio do júri para o melhor conto.

Concurso de Contos de Terror do Riva

Classificação Final:

O Diabólico Usuário 666 (Thiago de Freitas 9º A) – 271 votos (1º Lugar)

Chapeuzinho: A Vingadora (Lucas Vinícius 6º C) – 233 votos (2º Lugar)

The Five Demons (Lucas Oliveira 9º A) – 190 votos (3º Lugar)

O Orfanato Lauren Rhalf (Milena Sousa 9º A) – 162 votos (4º Lugar)

Solitária (Mateus Mucci 9º A) – 155 votos (5º Lugar)

A Boneca (Lívia Ferreira 6º A) – 98 votos (6º Lugar)

O Mosteiro de Satanás (Laura Belém 6º D) – 56 votos (7º Lugar)

O Massacre de Jack Temmor (Brenda Bueno 9º A) – 47 votos (8º Lugar)

O Velho Cinema (Denner Santos 6º D) – 25 votos (9º Lugar)

As 3 Amigas e o Vale (Mirella Oliveira 5º B) – 22 – votos (10º Lugar)

A premiação:

1º Lugar: Coleção Stephen King

2º Lugar: Coleção Harry Potter

3º Lugar: Coleção Maze Runner

4º Lugar: Coleção Supernatural

Premio Especial do Júri: Livro A Bela e a Adormecida

Abaixo, veja algumas fotos dos participantes com seus prêmios: