Contos de Terror do Riva: Já temos os vencedores!

Foi um processo longo, cansativo, mas prazeroso e gratificante.

O Concurso de Contos de Terror do Riva chega ao fim com um saldo muito positivo de trabalhos autorais dos alunos e com massiva participação do público para votar em seus textos favoritos.

A disputa foi acirrada e o empenho dos alunos foi tanto que até propaganda via internet aconteceu por parte de todos.

Para fechar bem a atividade aconteceu na manhã e tarde de ontem uma festa do Halloween (antecipadamente por conta do ponto facultativo de hoje nas escolas) no Rivadávia.

Além do acontecimento gerar um prêmio aos esforços de toda a comunidade escolar em relação à atividade cultural, também houve gratificação aos educandos que tiveram suas fantasias consideradas as melhores do evento. Um pen drive será presenteado para os meninos e meninas considerados os melhores “monstrinhos” da escola.

Quanto ao Concurso de contos de terror já há ideias concretas sobre melhorias e alterações para o ano que vem. Sempre contando com a ajuda de todos os professores, coordenação pedagógica e direção da unidade, além de todos os outros funcionários que fazem parte da estrutura do Riva.

Portanto, abaixo, listamos os cinco alunos ganhadores das coleções de livros e seus respectivos lugares.

Obrigado a todos. Ano que vem tem mais!

1º Lugar: Ornella Teggi 87 votos

2º Lugar: Lucas Vinícius Ferreira 86 votos

3º Lugar: Thiago Freitas 79 votos

4º Lugar: Luana Rodrigues 65 votos

5º Lugar Ester Rocha 41 votos

Anúncios

Vamos Brincar no Céu?

André era um garotinho de seis anos, muito ativo e alegre. Tinha vários amigos onde morava e todos gostavam dele. Certo dia sua mãe deu-lhe a noticia de que iriam mudar de cidade. Depois da mudança ele teve muita dificuldade em fazer amigos, pois eles se mudaram para uma casa remota, longe da cidade.

Afundado em uma depressão ele começa a se sentir cada vez pior, deixando seus pais preocupados. Mas o tempo foi passando e ele foi se adaptando a sua nova realidade.

Um dia sua mãe o observava brincando sozinho no quintal da casa. Parecia feliz, mas estava conversando sozinho. E foi ao seu encontro.

“Com quem você está conversando?”

“Com Marcel, meu amigo.”

“Quem é ele? Seu amigo imaginário?”

“Não, mãe, ele é real, mas você não pode vê-lo. Ele me disse que mora no céu.”

Preocupada ela levou o menino ao psicólogo que não detectou nenhuma anormalidade em André e disse que talvez ele houvesse criado um amigo imaginário para lidar com sua solidão e que isso iria passar com o tempo.

Outra vez André brincava no quintal, estava no balanço conversando animadamente. Quando sua mãe apareceu se assustou e ficou em silêncio. Para seu espanto um dos balanços que estavam vazios estava balançando como se alguém estivesse ali, mas pouco a pouco foi parando.

“Por que o susto, filho?”

“Nada, mãe, não te vi chegando.”

“O que você estava conversando com Marcel?”

“É um segredo muito legal, mas ele disse que eu não posso te contar.”

“Eu sou sua mãe, você tem que confiar em mim.” – disse ela abraçando seu filho.

“Ele me disse que vai me levar para brincar no céu com ele. Também falou que lá eu poderei voar.”

“Eu te proíbo de ir lá.” – disse a mãe com lágrimas nos olhos e com o coração apertado.

Duas semanas depois, André preparava-se para dormir. Enquanto sua mãe o cobria ele disse:

“Mãe, o Marcel voltou hoje e disse que amanhã eu irei para o céu brincar com ele.”

“Não, eu já te disse que não quero que você vá com ele.” – disse ela novamente sentindo um aperto no coração.

No outro dia, a mãe de André queria tirar ele dali com medo de que algo acontecesse. Apesar de ser cética sentia um aperto no coração inexplicável.

Foram até o parque de diversões da cidade onde o garoto pôde distrair-se e brincar enquanto sua mãe tirava fotos.

“Mamãe!” – gritou André se mostrando em cima de um brinquedo.

Sua mãe bateu uma foto e o mandou sair de lá, pois ele poderia escorregar e cair. Ao olhar no visor de sua máquina digital se assustou ao ver uma sombra ao lado do menino. Ela escutou um grito e quando se virou viu André caindo, batendo o corpo em cada parte do brinquedo até atingir o chão.

André morreu a caminho do hospital.

Algum tempo depois, a mãe do menino, com saudades, entrou no quarto que desde a morte do filho estava fechado.

Começou a olhar os papéis e ficou aterrorizada quando achou um desenho que era igual à foto ela que tinha batido segundos antes da morte de André e no topo da folha a frase:

“Vamos brincar no céu?”.

Gustavo Alves Pereira – 7A

O Vulto

Um dia tranquilo em sala de aula e a professora ensinava matemática quando ouvimos um barulho estranho de corrente.

O barulho foi aumentando cada vez mais, foi quando vimos um vulto, corremos com medo e eu e meu amigo Mateus vimos rastros de sangue.

Seguimos o rastro que acabou quando chegamos num buraco na parede, entramos e vimos que o buraco na verdade era um cemitério. No fim do cemitério estava escrito em uma cruz ensanguentada: “Você é o próximo”.

Meu amigo, com medo, disse para irmos pra casa, mas eu não quis ir e disse que era muito arriscado.

Mateus (meu amigo) ligou para a polícia, mas não acreditaram em nós, pois falaram que era mentira. Ao desligar o celular mais um vulto apareceu e voltamos para o começo do cemitério e começamos a ouvir vozes que nos diziam para olhar para o chão. Olhamos e tinham mais rastros de sangue.

Novamente os seguimos e encontramos um morto no qual estava escrito no braço dele “corra”.

Sem pensar em nada, voltamos para a sala de aula. Com medo nos escondemos atrás da porta.

De repente, mais uma vez, ouvimos um barulho de corrente, corremos para fora da sala e vimos uma menina sentada chorando com as mãos na cabeça e perguntei pra ela o que havia acontecido e ela falou que um vulto tinha pegado os pais dela.

Fomos até o lugar no qual o vulto havia pegado os pais dela. Ao chegar lá em uma árvore estava escrito que o vulto tinha aprisionado os pais da menina em uma jaula.

Imediatamente no momento em que terminarmos de ler o aviso ouvimos um grito de socorro que vinha da sala de aula.

A menina correu para a sala e viu uma jaula enorme prendendo os pais dela.

Mateus achou uma chave e abrimos a jaula. A mãe da menina guardava uma caixa mágica que prendia todos que usam o coração para fazer o mal.

Bolamos um plano para prender o vulto. Ao ouvir o barulho Mateus pegou a caixa mágica e aprisionou o vulto.

MAS TOME CUIDADO, POIS AQUELA CAIXA NÃO VAI APRISIONAR PARA SEMPRE O VULTO.

Lucas Vinicius Ramos Ferreira – 5C

PARTICIPAÇÕES: Felipe Ramos, Regiane Aparecida e Man

O Quadro do Palhaço Misterioso

Havia uma casa onde viviam 5 pessoas: o pai, a mãe e 3 filhos

Nesta casa existia um corredor bem escuro onde estava um quadro de um palhaço.

Era uma imagem muito feia, pois o palhaço possuía uma cara muito triste e ao mesmo tempo aparecia com a mão aberta com os quatro cinco dedos levantados como se apontasse alguma coisa.

Era muito sinistro!

E ninguém normalmente prestava atenção neste quadro.

E foi passando o tempo…

Num certo dia, sem mais nem menos o pai e a mãe morreram. E a casa ficou mais triste, para baixo, como se a morte de ambos também importasse para a casa.

E sem que ninguém percebesse o palhaço abaixou 2 dedos…

Mais uma semana passou e a filha do casal que havia morrido há tão pouco tempo também faleceu.

A casa ficava mais fria, parecia que o sol não entrava mais nela e que as flores de dentro daquele lugar estavam murchando.

E meio que abruptamente o palhaço abaixou outro dedo…

Sobraram dois dedos e dois meninos.

Outra semana se passou e o mais novo dos meninos, sem cuidado e sem amor por perto parece que simplesmente parou de viver. O bebê morreu quase que sem se saber a causa.

E o palhaço abaixou outro dedo…

Mais outros sete dias se passaram e o menino que sobrou estava chorando. Ele não tinha mais ninguém, não havia comida, não existia mais nenhuma pessoa para conversar, para cuidar dele. E ele olhava fixamente para o quadro.

De repente, do nada, o palhaço sorriu e abaixou outro dedo na mesma hora em que o menino se sufocou e morreu.

Ninguém, até hoje, descobriu o mistério do palhaço.

Tome cuidado você também!

Ornella Teggi – 5C

O Porão

Anos atrás minha família decidiu passar as férias na serra gaúcha e para isto alugou uma pequena e antiga casa em Gramado para ficarmos durante duas semanas.

A casa possuía no andar térreo uma sala, banheiro e a cozinha. Os quartos eram no andar superior e havia ainda um porão que era usado apenas como depósito de coisas velhas contendo um sofá, armários e outras coisas sem muita importância.

O primeiro dia nesta casa transcorreu de forma tranquila: passeamos pela cidade, voltamos à tardezinha, fizemos um delicioso fondue, brincamos e dormimos todos esgotados pelas atividades do dia.

Na segunda noite algo aconteceu: fomos acordados no meio da noite por um grito terrível vindo do quarto de minha irmã. Quando meu pai chegou correndo até lá encontrou a garota sentada na cama gritando e chorando muito. Meu pai se sentou ao seu lado, abraçou-a e perguntou o que havia ocorrido.

Ela contou que tinha acordado sentindo um cheiro horrível. Quando ela abriu os olhos disse ter visto o quarto inteiro encharcado de sangue, as paredes possuíam marcas de mãos e pés, o líquido vermelho escorria pelas paredes e havia respingos por todos os lados.

Todos pensaram que havia sido apenas um pesadelo, porém minha irmã se recusou a dormir novamente naquele cômodo e acabou se mudando para o de meus pais até o final das férias.

Em outro dia minha mãe estava fazendo o almoço, enquanto meu pai estava fora e nós explorávamos o porão, examinando cada coisa velha que achávamos por lá. Até que ouvimos um estalo e a luz apagou nos deixando na escuridão. Apesar de ser dia, o lugar ficava quase todo escuro iluminado apenas por uma claridade que vinha do andar superior, nos permitindo ver apenas as paredes de pedras antigas.

Eu comecei a ficar com medo. Sem claridade aquele porão era assustador, nós estávamos paralisadas sem saber direito o que fazer. De repente um mau cheiro começou a invadir nossos narizes, me fazendo sentir náuseas… Era cheiro de carne podre, como se houvesse algum animal morto por ali.

Um barulho veio de um canto escuro, parecia que algo se arrastava pelo chão. Eu e minha irmã gritamos e saímos correndo em direção à porta.

Subimos a escada e lá embaixo podíamos ouvir algo como se estivesse arranhando o chão, o cheiro de podridão aumentava e a porta não queria abrir.

Nós batíamos na porta e gritávamos sem parar, até que minha mãe a abriu com cara de assustada.

Contamos o que havia acontecido: a escuridão, o cheiro de coisa podre e a coisa que se arrastava pelo chão. Ela, prontamente, disse que estávamos impressionadas pelo lugar antigo e que desceria até lá e substituiria a lâmpada, que provavelmente estaria queimada.

Apreensivas, ficamos no topo da escada enquanto ela descia para o porão com uma lâmpada e uma lanterna nas mãos. O tempo que ela ficou lá embaixo pareceu uma eternidade.

De repente ela surgiu da escuridão subindo os degraus correndo, fechou a porta do porão e sentou-se em uma cadeira. Seu rosto estava branco e seus olhos arregalados de medo.

– Eu não quero que vocês desçam até lá novamente. – disse ela em voz alta, quase gritando.

Em seguida pegou o telefone e foi para a sala onde ligou para a polícia. Nós a ouvimos falando que havia visto alguém no porão. Enquanto esperávamos a polícia, ficamos todos juntos, olhando assustados para a porta que ia para o andar inferior, receosos de que a qualquer momento, alguma coisa saísse de lá.

Nossa mãe se recusava a dizer o que tinha visto lá embaixo.

Quando a policia chegou, nossa mãe os recebeu e os chamou para entrar na casa. Chegou até a porta do porão, destrancou-a e eles desceram até a escuridão, empunhando lanternas e as armas em punho.

Ficaram por um longo tempo procurando, mas não encontraram nada. O mais curioso é que não havia outra forma de sair de lá debaixo, pois o porão não tinha outras portas ou janelas.

Assim que os policiais saíram, minha mãe contou o que havia visto lá no porão: ela estava rosqueando a lâmpada no bocal quando começou a sentir o cheiro horrível que havíamos descrito para ela, quase em seguida passou a ouvir um barulho estranho. Então ela apontou a lanterna por todos os cantos até que avistou algo entre um móvel antigo e a parede.

Era um homem agachado, suas roupas estavam rasgadas, seus cabelos eram compridos e desgrenhados, seu rosto estava todo distorcido, como se estivesse com uma expressão de ódio.

Assim que a luz da lanterna apontou em seu rosto, minha mãe viu seus olhos vermelhos e então ele fez um movimento para o lado, desaparecendo por entre as coisas velhas que haviam por lá. Neste instante minha mãe deixou a lanterna cair de suas mãos e saiu correndo.

Depois disso, tivemos que ficar mais aquela noite na casa. Trancamos a porta do porão e colocamos algumas cadeiras na frente. Todos dormiram no quarto de meus pais com a porta bem trancada.

Nossas férias acabaram mais cedo e no dia seguinte voltamos para casa…

João Gustavo – 7A

O Pesadelo de Bia

Bia era uma menina muito doce. Ela tinha uma amiga chamada Natália e elas só andavam juntas.

A amiga dela, a Natália, sabia de tudo da vida dela.

Num dia sombrio, Natália, andava pela rua e depois de cinco minutos, ela desapareceu, mas na verdade, era só um pesadelo de Bia, que quando acordou estava dentro do espelho e não conseguia sair.

Natália apareceu e falou:

– Você está com a minha maldição.

E ela disse novamente:

– Você só irá sair se alguém quebrar o espelho. Você poderá sair algumas vezes até que irá desaparecer para sempre.

Natália sumiu, mas, não para sempre, ela tomou o lugar de Bia e então ninguém mais ouviu o nome de Bia e agora corre por aí uma lenda.

Uma lenda que diz que se alguém chamar: “Bia, Bia ridícula”, ela pega alguém da sua família que você mais gosta.

Assim começou o pesadelo de Bia.

Fim.

Mirella Oliveira de Souza – 4B

O Parque dos Mortos

Em 1968, Buck Baquer, um dos maiores multimilionários do século XX, sempre teve um grande sonho: construir um parque de diversões nos E.U.A.

Num belo dia, Buck tirou parte de sua fortuna para realizar seu sonho: construir o parque.

A construção demorou cerca de 2 anos para ficar pronta, mas só foi aberto em 1971.

O parque foi inaugurado com o nome ‘‘Dlick Land”.

No dia da abertura compareceram muitos famosos da época. E havia muitos visitantes. Ele abriu das 7 horas da manhã à meia-noite.

Buck nem desconfiava, Mas algo de ruim iria acontecer.

Quando deu exatamente 10 horas da noite, o “Trem Fantasma”, atração do parque, começou a pegar fogo internamente.

A Polícia local teve acessos às câmeras de segurança e os policiais viram um vulto acendendo uma chama, mas não confirmaram nada.

E o fogo foi tão forte que se espalhou por todo o parque até que chegou ao estacionamento e explodiu quase todos os veículos que estavam no local.

O Corpo de bombeiros levou exatamente quatro horas para conter as chamas.

Infelizmente, os corpos dos visitantes ficaram naquele local para sempre, pois foram 100% queimados.

No total eram quase três mil visitantes, e 2.500 morreram.

Os outros 500 não foram identificados. Buck Baquer também morreu. Ele estava brincando no “Trem Fantasma” exatamente no momento em que ele pegou fogo.

O Parque foi abandonado, pois Buck não tinha herdeiros e a fortuna dele foi destinada ao governo americano.

Em 1987, um empresário bilionário chamado Mike Bitencourd comprou o terreno.

Assim, ele queria construir outro parque lá chamado “Brinq Land”.

A Reforma durou o equivalente a 3 anos. A nova grande reinauguração aconteceu e Mike não sabia, mas iria acontecer um desastre mundial por lá.

Diferente de “Dlick Land”, “Brinq Land” teve sua inauguração ao meio-dia de um sábado.

Precisamente às 7 horas da noite ouviram-se risadas satânicas no centro da Roda-Gigante, onde anteriormente ficava o Trem Fantasma.

Pessoas achavam que era brincadeira, Mas não era. Todos diziam:

– Deve ser uma brincadeira de Halloween.

– Brincadeira sem graça.

Mas vocês sabem qual era a risada satânica? A risada era de Buck Baquer, era o espirito dele dizendo:

– A Paktu Dabu Jus Blaudu Barada Niktor.

Após ele dizer isso a terra começou a tremer, E os mortos do acidente trágico começaram a se levantar, pois com o decorrer dos anos, os corpos desceram ao subsolo.

As vitimas daquele trágico acidente de 1971 viraram seres esquisitos chamados de Zumbis.

Após este dia, a terra sofreu um apocalipse zumbi. Demônios começaram a atacar a terra.

Ou seja, há um mistério aqui, se você conseguiu adivinhar comente abaixo. E caso não saiba ligue o 8º Paragrafo aos parágrafos 13 e 14 e você verá um…

Thiago Freitas – 8A