Segura essa, Brasil: Parquet Courts finaliza projeto da Heineken em Sampa

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É isso mesmo que você ouviu: saiu agora há pouco no site da Popload (portanto, com bastante credibilidade informativa no mundo indie) que ficará a cargo dos nova iorquinos do Parquet Courts o fechamento do “Art of Heineken”, evento mistura de exposição, publicidade e palco de vários shows patrocinado pela cervejaria holandesa.

Os caras tocam por aqui nos próximos dias 11 e 12 de março e terão a companhia também muito bem vinda do Peter Bjorn and John, banda sueca que já havia confirmado presença sem data definida até então para o mesmo evento.

Representantes de um art-punk que lembra muito a maluquice de bandas do fim dos anos 70 como Gang of Four, Mission of Burma e Buzzcocks, os meninos do Parquet Courts tem tido uma profícua carreira com o lançamento de 5 álbuns num intervalo aproximado do mesmo número de anos de existência.

Além disso, tanto nos mega festivais europeus quanto nas enlouquecidas festas de pequenas casas de sua terra natal, a banda é uma delícia ao vivo.

No caso do show em terras brasileiras, o fator que certamente será positivo (e negativo para quem não puder ir) é a quantidade limitadíssima de ingressos que teremos à venda. Basta lembrar que o Art of Heineken acontece no terraço do MAC (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo) no antigo prédio do Detran na capital paulista e que no show  das meninas do Warpaint que o blog acompanhou in loco havia a lotação máxima (450 pessoas).

Ingressos à venda a 90 pilas no site Ingresso Rápido. Faça o favor de não perder!!!


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O Texas tem gingado: ouça o Spoon à espera do novo álbum

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O Spoon, banda que mandou muito bem no Popload Festival de 2015, mostrou seu novo single “Can I Sit Next to You”, com vídeo dirigido por Marcel Dzama e muito gingado, para deixar menos misterioso o caminho para o primeiro álbum deles em três anos que sairá dia 17 de março pelo selo Matador, o mesmo que os lançou vinte anos atrás.

O disco se chamará “Hot Thoughts”, terá 10 faixas e tem produção compartilhada pela banda e David Firdman. Além do single informado agora neste post também já é de conhecimento público a faixa-título.

 Além do disco, o Spoon tem trabalho certo no festival South by Southwest, onde fará três shows especiais, no mês de março, na mítica e musical cidade de Austin e ainda terá algumas datas conjuntas com o Belle and Sebastian e o multi-instrumentista Andrew Bird lá pelos meses de junho e julho ao redor dos EUA.

Pelo jeito, portanto, Britt Daniel e sua boa turma têm muito o que fazer nos próximos meses e sua música não deve nos decepcionar em nenhum momento.


Spoon – Can I Sit Next to You

 


 

Spoon – Hot Thoughts

 


 

Enjoy the Ride: representante do shoegaze inglês solta novo som após 20 anos

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Enquanto estávamos preocupados com a sabatina do Alex Luthor de Moraes, apavorados com as novas medidas da CBF ou ansiosos pela previsão do tempo para o Carnaval, algo muito mais importante acontecia no Reino Unido.

O Ride irão anunciou durante esta terça-feira (22) a volta triunfal aos estúdios e lançamento próximo de novo disco.

O evento inédito acontece após mais ou menos 20 anos e vem brindado pela amostra de um novo single chamado “Charm Assault”, libelo aos anos 80 e ao shoegaze que revelou além do Ride, gente como My Blood Valentine, Lush, entre outros da época.

Se os quatro únicos álbuns lançados pela banda já eram motivo suficiente para você se inteirar sobre quem é este grupo que está voltando à ativa, o reaparecimento em 2015 no Primavera Sound já dava uma dica dessa necessidade.

O tema mais solar ainda possui o jeito diferente de tocar guitarra e a cozinha bem engendrada tanto com o baixo quanto com a bateria bem alinhada ao vocal de Andy Bell.

Tanto a música nova como (aparentemente) o disco são produzidos pelo músico e DJ Erol Alkan, e vem envolto de críticas políticas pesadas. Esse novo projeto é “uma expressão de frustração e nojo pelas pessoas que governam”, falou recentemente Bell.

 


 

Ride – Charm Assault

 


 

 

Pare tudo o que estiver fazendo e ouça o amor de Laninha

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Sim, a moça gosta de trabalhar. E pelo jeito tem muito amor pelo que faz. Lana Del Rey está de single novo chamado “Love” e deseja que você a ame também. A canção deve fazer parte do novo álbum da americana que deve sair em breve.

Portanto, pare tudo o que estiver fazendo e dê atenção para quem só te dá amor.

E paremos senão sairá mais algum trocadilho perverso e ruim sobre o tema da música da garota.

Don’t Worry, baby!


Lana Del Rey – Love

 


 

Temples vem aí com o segundo álbum

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Quando apareceram em 2014 e assolaram o mundo com o fantástico e classudo “Sun Structures” os britânicos do Temples tinham ideia de transpor as barreiras para seu som ecoar ainda mais nos ouvidos mais aguçados que não se contentam com a mesmice do mercado fonográfico atual.

Pois bem, eles retornam daqui uma semana com o segundo disco sendo lançado no terceiro dia do mês de Março para passar pelo crivo da imprensa e dos fãs com aquele que pode ser o divisor de águas de sua carreira.

“Volcano”, título do novo álbum, parece já nascer dando certo, pois o primeiro single “Certaintly” funciona bem com aparentes influências do que havia sido mostrado três anos atrás, mas com novas direções sendo apontadas com o teclado trabalhando mais e até mesmo um certo J-Pop no meio disso tudo, algo que fica mais evidente pelo próprio vídeo da música dirigido por Alden Volney. O diretor mencionou o fato de ter “um sonho recorrente  desde a infância sobre entrar num mar de plástico” e que “a banda veio falar sobre fazer algo inspirado pelos vídeos estranhos e excêntricos da j-pop, e eu achei que fazia sentido misturar essas cores e estéticas com esta ideia”.

Sendo assim, podemos esperar mais coisas diferentes/ estranhas/ esquisitas no álbum que já tem conhecidos os nomes de todas as músicas e que deve ter características psicodélicas proporcionando rumos vertiginosos e de viagens ambientais e experimentais por todos os lados enquanto passamos pelas 12 canções.

Quem sabe James Bagshaw, Adam Thomas Smith, Thomas Edward James Walmsley e Samuel Toms aproveitam e passam por aqui para mais um show? (o de 2015 foi sensacional). Até por que os caras já estão empolgados estrada afora, tanto que sábado (25) têm apresentação para a KEXP FM Seattle com uma palhinha dos novos sons. O evento imperdível se inicia às 12 horas do horário local de Washington – EUA.

Quanto ao álbum este já se encontra disponível para pré-venda, através do site da Heavenly, selo do Temples que prossegue fazendo a atividade de disctribuição para o grupo inglês.

Confira abaixo o vídeo-clipe de “Certainty”, o track list e a capa de “Volcano”:

 


 

Temples – Certainty

 

 


Temples – Volcano

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1 – Certainty

2 – All Join In

3 – I Wanna Be Your Mirror

4 – Oh The Saviour

5 – Born Into The Sunset

6 – How Would You Like To Go?

7 – Open AirIn My Pocket

8 – Celebration

9 – Mystery Of Pop

10 – Roman Godlike Man

11 – Strange Or Be Forgotten


Conheça agora o HÆLOS ou fique boiando por aí

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***æ é uma letra vogal que deriva de uma ligadura de a com e, mas hoje é considerada uma letra por si só em algumas línguas como o dinamarquês***

Ok, feita a explicação acerca da grafia do nome da banda fica a curiosidade do motivo para tanto. Não há explanação explícita, mas o HÆLOS gosta de um lance espiritual voltado para o conhecimento interno de cada um e da transcendência do mundo e da mente.

O grupo na verdade é um trio, formado por Arthur Delaney, Dom Goldsmith e Lotti Benardout e acabaram de lançar um disco em 2016 intitulado “Full Circle”. Antes disso, estando na estrada desde 2014 tiveram alguma publicidade com o single “Dust” no mesmo ano e “Pray” e “Earth Not Above”, este último também nome do EP de 2015.

Uma breve lida na biografia desses britânicos que até já foram mostrados pela Billboard como representantes da nova música eletrônica mundial nos dita que eles trabalham seus sons como algo que “vai soando e você sabe que não poderia ter acontecido de outra maneira”.

Podemos dizer então que são adeptos da espontaneidade? em certa medida sim, mas o trabalho técnico deles e a simetria de sua notas proporciona uma escuta muito agradável de um timbre que pode viajar entre o Trip Hop e o Ambient de maneira bastante natural.

Porém, a jornada de sua música pode se situar na caminhada dimensional entre o barulho intenso e o alívio silencioso, o estresse provocativo e a calmaria que diminui os batimentos. A descrição da Last FM para o HÆLOS os mostra como “a dinâmica básica de toda a vida urbana”.

Isso pode se dever ao lance concreto de viver em uma cidade cosmopolita como Londres ou da vivência num mundo que se divide ente a loucura real e o virtual com suas perfeições e imperfeições tão latentes.

Arthur disse na entrevista-apresentação para a rede social musical que “Nós todos (a banda) chegamos neste ponto fora de nossas próprias trilhas e que trabalhamos de forma independente por vários anos, mas nos reunirmos e encontrar uma sinergia tão forte entre nós tem sido poderoso – espiritual, mesmo”.

 

Com toda essa simetria o som do HÆLOS não podia ser diferente do incrível e aproveitar a música de seu primeiro LP (que conta com influências óbvias de Massive Attack, Portishead  e todo o restante de artistas do segmento eletrônico dos anos 90, mas também guarda irmandade com Chvrches, Phantogram e The xx) pode ser uma experiência única por causa da habilidade de inventar no meio de tanta base já existente.

 


 

HÆLOS – Full Performance (Live on KEXP)

 

 


 

HÆLOS – Full Circle

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1 – Intro/Sprectrum

2 – Pray

3 – Dust

4 – Full Circle

5 – Earth Not Above

6 – Oracle

7 – Alone

8 – Separate Lives

9 – Sacred

10 – Cloud Nine

11 – Pale


A confirmação veio: The Who toca por aqui em Setembro

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Após a especulação de páginas especializadas no mês passado todos tinham como certa a passagem da banda britânica por aqui, mas nada como uma confirmação para deixar a todos aliviados.

Pelo que foi apurado pela Popload a visita do The Who ao Brasil vem sendo negociada desde 2013, mas nunca havia sido nem aventado nada por conta da dificuldade de logística para que isso realmente desse certo.

Sendo assim, saber que o grupo de Pete Townshend e Roger Daltrey pousa pela primeira para shows em nosso país é um fato bastante relevante para a comunidade musical nacional. Mas do que isso. Eles nunca vieram antes à América do Sul.

Através de uma entrevista do empresário da banda, Bill Curbishley, disse à BBC que eles fecham contrato para tocar no Rock in Rio, em São Paulo e (muito provavelmente) em Porto Alegre.

Dessa forma, The Who alonga a turnê posteriormente para um show no Chile e outro na Argentina. Tudo isso entre os meses de Agosto e Setembro.

Apesar de ter se apresentado recentemente na versão clássica do Coachella, junto com outros monstros sagrados do rock como Paul McCartney e Stones, o último disco de estúdio do grupo inglês foi lançado em 2006. “Endless Wire” é o 11º da carreira dos caras.

A turnê que se percorreu Europa ano passado tinha como repertório a ópera rock “Tommy”, porém é de se esperar que para as apresentações em solo brasileiro o setlist seja de clássicos de todas as fases do The Who.

Abaixo, um registro bem porco feito por um fã de parte da apresentação dos meninos ano passado em Indio, Califórnia.


 

The Who – Baba O’Reilly (Oldchella 2016)