Tyler The Creator chega longe com Igor

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Rapper que iniciou carreira com estilo mais verborrágico, Tyler The Creator já vinha tentando se descolar do rótulo de ser apenas mais um músico agressivo do gueto desde “Flower Boy” (2017), mas é com este “Igor”, lançado dia 17 passado, que promove uma viagem rica ao mundo do funk, do soul e até mesmo da psicodelia sonora.

Com participações especiais que vão de Pharrell Williams na melódica “Are We Still Friends?” com direito a sample de Al Green, passam por Kanye West em “Puppet”, Lil Uzi Vert em “Igor’s theme”, Solange em “I think” e terminam com Santigold e ASAP Rocky em “New magic wand”, soam apenas como “brodagem” entre a turma  do Rap para com o colega do que mesmo uma atividade que mude de fato a qualidade do disco.

O que importa mesmo em “Igor” é a transição que Tyler aprendeu a fazer entre o R&B e Gangsta Rap, a estilística utilização do piano em determinados momentos para explodir logo em seguida com bases de Trip Hop ou até na maneira como adéqua sua boa voz com a batida de baixo que vem e volta em boa parte deste novo trabalho.

São inúmeras as vezes em que você se pega surpreendido pela audácia musical do rapaz atravessando ritmos e sonoridades que não se encaixariam se não fosse pela habilidade de Tyler em proporcionar esses encontros.

Artista que tem estado na boca (e nos ouvidos) de gente tão diversa quanto Billie Eilish e Brunks (ou Bruna) aqui no Brasil, Tyler The Creator acaba por ser um mais um passo no caminho que o Rap tomou no mainstream mundial de qualidade e alcance criativo.

Aproveitável desde o tema de abertura, “Igor’s Theme” passando por “Earfquake” e indicando “Running Out of Time” e “A Boy Is A Gun” como duas das melhores coisas dos 39 minutos de audição do álbum, este novo trabalho que foi produzido por ele próprio e lançado pela Columbia ainda possui fôlego suficiente com a bela e sensível “Puppet” e poder incômodo com “I Don’t Love You Anymore”.

Além daquelas já citadas canções com as participações especiais, “Igor” tem um identidade firme e influências certeiras como a Motown, na soul music  americana e na música gospel pela sua instrumentação grandiosa, mas também sabe usar a força de gente atual como o parceiro Kendrick Lamar como fonte de inspiração.

Um disco que sabe o que quer de um artista que encontrou o que deseja dentro da música e na maneira de mostrá-la ao mundo. Sinceramente, estamos diante de uma das melhores obras do ano.

 


 

 


 

Igor – Tyler The Creator

 

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1 – Igor’s Theme

2 – Earfquake

3 – I Think

4 – Exactly What You Run From You End Up Chasing

5 – Running Out Of Time

6 – New Magic Wand

7 – A Boy Is A Gun

8 – Puppet

9 – What’s Good

10 – Gone, Gone, / Thank You

11 – I Don’t Love You Anymore

12 – Are We Still Friends?

 


 

 

 

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Resquícios do Rock in Rio. Evento em SP terá Weezer e outros

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Como já vem virando tendência nos últimos anos em que temos a versão brasileira do Rock in Rio também haverá neste 2019 atividades com artistas do evento em São Paulo.

Já tínhamos recebido a informação de que King Crimson, uma das gratas surpresas do festival carioca neste ano, terá show na mesma semana na capital paulista e há sondagens sobre Bon Jovi e outros headliners do megaevento do Rio de Janeiro. Agora a confirmação que chega é sobre mais outras atrações aqui em São Paulo nas duas semanas que teremos atividades do Rock in Rio.

O primeiro que foi aventado e que ganha data oficial é o Weezer, banda indie cultuada por muita gente do mundo alternativo que fará show no Ibirapuera.

Na mesma leva virão outros artistas para apresentações entre final de setembro e início de outubro. São eles: Dave Matthews Band, Seal, Nickelbeck e Black Eye Peas.

Os ingressos já estão sendo vendidos para, pelo menos Weezer e Dave Matthews Band, através do site ingressorapido.com.br, e todas as apresentações igualmente serão realizadas no Ginásio do Ibirapuera, local onde não havia shows deste porte fazia muito tempo. O evento é uma produção da Mercury Produções, apresnetado pelo governo do Estado de São Paulo (!) e patrocinado pela Cerveja Itaipava.

 

Maiores informações em breve.

 


 

E o EP novo do Interpol hein

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Não faz nem um ano que foi lançado Marauder, disco bem bom do Interpol que figurou na nossa lista de melhores de 2018 e a banda liderada por Paul Banks já está com trabalho novo na praça.

Na verdade, “A Fine Mess” é um compêndio de cinco faixas que já estão sendo tocadas nos shows da turnê atual do grupo novaiorquino.

O trabalho foi todo gravado na cidade dos caras e produzido por Dave Fridman, o mesmo de Marauder.

Abaixo você consegue visualizar a capa do EP e ouvir algumas das faixas na íntegra:

 

A Fine Mess – Interpol

 

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1 – Fine Mess

2 – No Big Deal

3 – Real Life

 4 – The Weekend

5 – Thrones

 


 

 


 

 


 

Mais atividades culturais no Riva

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Dando continuidade às atividades culturais que não param de acontecer na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior, na última terça-feira (21) a professora Juliana Cotrim e sua turma de terceiro ano do ensino fundamental fizeram uma apresentação para os alunos da escola e para as mães em comemoração ao dia delas no pátio do colégio que já está com um colorido todo especial após a inauguração da praça de alimentação.

E por falar no assunto da alimentação é sobre isso mesmo a atividade cultural apresentada pelos estudantes: uma ode à alimentação saudável.

A questão aqui é como isso foi mostrado. Os meninos e meninas auxiliados pela própria professora da turma e pela professora Karina ao violão fizeram apresentação de canção em que os outros instrumentos eram copos que são batidos na mesa para ressoar como se fosse uma percussão acústica.

O resultado é muito bonito visualmente e sonoramente falando. A ação foi aplaudida efusivamente por quem acompanhou e surtiu o objetivo aguardado que era desenvolver um pensamento sobre o que comemos e bebemos no dia-a-dia.

Sabendo que esta e outras ações continuarão a acontecer no interior do Riva estaremos atentos para mais e mais ações conjuntas com os professores e alunos que sempre estão atentos à promoção da cultura e das artes em geral.

 

 


 

Popload Festival: da expectativa à frustração

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Sim, o festival foi construído nos últimos anos como o mais competente, organizado e bem povoado por artistas e fãs do meio indi aqui no Brasil.

Também é importante insistir que o próprio line up deste ano é bom, com qualidade e cheio de novidades inesperadas.

Porém, é inegável igualmente que a escalação da Popload Festival frustrou demais todos aqueles que ficam ansiosos após o término do Lollapalooza em renovar a esperança num grande evento indie nacional.

Uma certeza nos últimos anos sempre foi a fórmula de ter pelo menos um artista mais clássico (vide os casos de Iggy Pop, Blondie, Wilco, P.J. Harvey) com gente graúda dos tempos atuais (voltemos a lembrar de Lorde, Tame Impala, Phoenix).

Mas o que aconteceu desta vez é que só tivemos a primeira parte da promessa confirmada. Veremos a diva indie Patti Smith e até podemos considerar no mesmo nível  Jack White e seu The Raconteurs, mas não veio no mesmo balaio o artista de renome atual.

Não que não se perceba qualidade em Beirut ou na parte instrumental de Khruangbin, ou mesmo na mas ainda não possuem relevância suficiente para alavancar um dia inteiro num lugar aberto que espera receber mais de 18 mil pessoas. Até Hot Chip que possui uma base de fãs consolidada não tem cacife para tal proporção.

Ou seja, o festival paga pela expectativa que provocou por causa da entrega que já proporcionou em anos anteriores. Dessa maneira, fica difícil defender a ideia de que ele continua trazendo novidades e gente diferente da maioria dos outros eventos de porte igual ou maior no Brasil.

Havia grande número de artistas e bandas pedidas pelos internautas dias antes da confirmação dos atuais integrantes do line up deste ano.

Gente como The War on Drugs, Kurt Vile, The National, entre outros, vinham sendo solicitados há muito tempo, mas nem sequer foram aventados pela produção.

Ao final de tudo ainda há a possibilidade de haver mais um ou dois artistas na escalação final, mas terão que ser gente de gabarito muito alto para subir o sarrafo do festival e, mesmo assim, já ser jogo sujo com quem saiu desesperado para comprar o ingresso desde agora e pior ainda com outros que ainda não  compraram por causa do line up fraco.

Então, fica a pergunta: será que realmente era essa mesma a intenção dos organizadores (fazer a escalação atual) ou foram feitas inúmeras tentativas e foi apresentado aquela escalação que foi possível?

 


 

Jello Biafra quebra silêncio e solta nota digna do real Dead Kennedys

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Depois da volta atrás do grupo californiano sobre o cartaz ilustrado pelo artista brasileiro Cristiano Suarez ficou a pergunta: o que o antigo integrante Jello Biafra faria se ainda estivesse por lá?

Essa pergunta foi respondida através de nota oficial emitida pelo próprio artista e ativista político que deixou bem claro sua posição contra o que a banda fez e mencionou que pelo fato de todos saberem sobre o perigo do governo Bolsonaro ninguém (nem mesmo a banda) deveria se sentir surpreso pela repercussão do cartaz.

Mais ainda, ficou claro, no entendimento de Biafra, que a ideia da ilustração é perfeita, pois sintetiza o que de fato está acontecendo por aqui e informou estar preocupado com o país no qual já veio diversas vezes.

Por último detonou a reação acovardada dos integrantes remanescentes do grupo,  salientou, porém, que pode até entender o cancelamento da turnê por conta do perigo, mas ainda assim ressaltou casos em que situações parecidas ocorreram na história do Dead Kennedys sem que tivessem voltado atrás nos seus ideais.

Veja abaixo a nota completa:

 

“Estou em choque. Estou deprimido. E antes de mais nada, como foi que eles deixaram tudo isso acontecer?

Essa é mais uma das razões (e existem muitas) do porque eu não querer mais tocar com esses caras, independente de quantos milhões de dólares sejam oferecidos. A banda acabou em 1986.

Eu adorei a arte do poster e achei a ideia SENSACIONAL. Me sinto honrado sempre que posso usar algo tão maravilhoso (feito com seriedade!) para algum dos meus projetos. Se algum dia eu conseguir uma cópia desse poster, eu quero enquadrá-lo e pendurar na minha sala ou no escritório da Alternative Tentacles.

Mas qual é o grande problema? De todas as grandes artes políticas e antifascistas usadas para promover o Dead Kennedys ao longo dos anos, esta é a primeira vez que eu tomo conhecimento desses caras serem contra um poster político. Por que este? E por que agora?

Valentões fascistas realmente ameaçaram a banda e disseram que haveria violência caso os shows acontecessem? Eles ameaçaram o promotor e as casas de show?

Ou alguém ficou preocupado com o fato dos apoiadores do Bolsonaro não comprarem camisetas suficiente da banda nos shows?

Em um post de Facebook recém apagado, foi dito que eles não devolveriam o dinheiro dos ingressos aos fãs. Ao invés disso, comunicaram que iriam doar os valores recebidos como adiantamento para a “caridade” ($42.000 DÓLARES AMERICANOS!) O promotor acaba de me dizer que ele recebeu o dinheiro de volta e agora os fãs que compraram os ingressos serão reembolsados! IHAAAA!

Se as ameaças de violência contra fãs inocentes foram realmente verídicas, bem, isso muda as coisas.

Eu tenho certeza que meus antigos companheiros de banda se lembram do terrível episódio de violência que ocorreu quando o verdadeiro Dead Kennedys tocou em Leicester, Inglaterra, em 1982. Os verdadeiros fascistas da Inglaterra [algo como uma Ku Klux Klan do país na época] se juntaram a alguns roadies do The Exploited e atacaram o show. Eu tive de me esquivar deles, no melhor estilo Muhammad Ali, por quase toda nossa apresentação enquanto eles subiam no palco e tentavam me acertar. O Dave do MDC acabou indo para o hospital com a cabeça rachada.

Nós também nunca conseguimos esquecer dos ataques pré-planejados pela polícia em diversos outros shows, onde policiais completamente descontrolados giravam seus cassetetes acertando a todos [incluindo o Peligro] DENTRO das casas de shows. E eu não estou falando somente da Polícia de Los Angeles.

Mas, ‘…A banda sente que não tem conhecimento suficiente para falar sobre assuntos políticos de outros países.’?? Vocês estão tirando com a minha cara?!?!? Essa banda já esteve no Brasil 2 ou 3 vezes! O que eles tem a dizer então sobre ‘Holiday in Cambodia’? E sobre ‘Bleed For Me’, cuja letra eu escrevi para as vítimas das guerras sujas da América Latina? Eles tem ciência sobre as capas dos discos da banda? Alguma vez na vida eles leram minhas letras nos encartes dos discos?

Como é possível que eles não tenham noção do que acontece no resto do mundo? Todos nós estamos conectados atualmente. O East Bay Ray não é uma pessoa burra. Eu imagino, pela forma como o texto foi escrito, que ele mesmo escreveu a declaração anti-poster do Brasil. E eu não sei se ele mostrou o texto para os outros caras da banda antes de postar.

Ray é uma pessoa muito bem educada, sempre se interessou por leitura e é o único membro original do Dead Kennedys que possui formação acadêmica. Me lembro dele como uma pessoa culta, sempre lendo artigos interessantes e aprofundados da revista The New Yorker. A recente edição do dia 1 de Abril trouxe um artigo bastante assustador expondo Bolsonaro e seu movimento. Mas mesmo antes disso, eu tenho 99% de certeza que o Ray sabia muito bem quem é o Bolsonaro — e o que ele representa.

Por que eu sei disso? Porque a maioria dos americanos sabem, até mesmo aqueles que têm metade do cérebro funcionando. Eu não posso falar pelos apoiadores idiotas do Trump.

Sim, nós estamos preocupados com o Brasil. Porque nós nos importamos com o Brasil. E porque nós nos preocupamos com o mundo.

Nós tememos pela situação dos brasileiros. Tememos pela Amazônia. Tememos pelas tribos indígenas que poderão ser massacradas. Nós não queremos que mais nenhum inocente morra como aconteceu com a Marielle Franco. Sim, a notícia de seu assassinato chegou até os noticiários americanos.

E, meus caros amigos, nós admiramos e respeitamos muito cada um que tenha a coragem de se posicionar contra o Bolsonaro e seus apoiadores fascistas metidos a valentões.

Minha banda, The Guantanamo School of Medicine, não poderá ir ao Brasil por algum tempo. Estamos gravando no momento e existem assuntos internos que precisam de nossa atenção agora.

Mas saibam que vocês estão em nossos corações.

Vocês não foram esquecidos.

Vocês não estão sozinhos.

FODA-SE O FASCISMO”

Jello Biafra

Saiu e ninguém falou? Of Monsters and Men lançam novo single após quatro anos

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Saiu semana passada, mas ainda não foi muito divulgado por aí: o Of Monsters and Men, após quatro anos sem lançar nada novo, mandou às redes um novo single chamado “Alligator”.

A canção tem produção de Rich Costey (Muse, Rage Against the Machine) e serve de alavanca para o lançamento do próximo álbum, que ainda não possui data para sair.

A própria vocalista do grupo islandês, Nanna Bryndis Hillmarsdóttir, declarou que a música tem a energia pelo fato de que todos na banda estão animados com essa volta aos estúdios e futuramente aos palcos.

Também foi falado por Nanna que está muito ansiosa para compartilhar com os fãs novas músicas.

Com duas passagens pelo Brasil em que seus shows foram bastante elogiados e fizeram com que crescesse a base de pessoas interessadas em seu som o Of Monsters and Men só informará datas de turnê quando tiver mais próximo o lançamento deste terceiro álbum.

Veja abaixo o vídeo de Alligator: