The Dip: Seattle não vive só de porradaria

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Cidade americana conhecida principalmente como berço do Grunge nos EUA, mas também local de efervescência cultural que lida com uma galera pesada do rock contemporâneo, Seattle é hoje mais conhecida pelo apreço por cultura, pelo gelo de suas ruas e pela KEXP, rádio universitária que dá uma moral para a maioria dos artistas locais.

Neste contexto, é de se comemorar a possibilidade de ver gente dos mais diversos gêneros musicais fazendo sucesso ou tendo a possibilidade de chegar a ele com suas intervenções através das ondas do FM da estação gerida pela Universidade de Washington.

Um desses exemplos é The Dip, septeto advindo da própria Seattle, que destila um som que pode fazer o ouvinte viajar décadas para chegar nos anos 60 enquanto pesca uma ou outra pitada mais eclética em seus acordes.

A banda promove um encontro entre o soul e o blues daquela época de ouro musical enquanto bebe também na fonte de artistas da atualidade.

O sabor de suas canções é bem desenvolvido por meio de uma dupla de metais (trompete e sax) que varia e balança com o baixo pesado enquanto a guitarra não busca atenção além do necessário. A bateria faz sua função de forma magistral e o vocal possui elementos tanto de cinquenta anos atrás quanto da malemolência que muitos cantores buscam hoje em dia.

A apresentação do grupo nos estúdios da KEXP FM está disponível para quem quiser ver e ouvir tanto na própria plataforma da rádio por meio de aplicativo, site próprio ou mesmo pelo Youtube.

Abaixo, veja uma parte do pocket show do The Dip:

 

 

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Ouça Vivian Kuczynski, nova possível diva do pop nacional

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Toda semana há uma nova e especial aposta da crítica musical para estrelar a cena brasileira, mas nem sempre isso se magnetiza a tal ponto de empolgar o público em geral.

Outras vezes a (o) artista se condensa num mundo próprio e fornece boa música para um nicho específico e não chega ao mainstream.

Porém, será possível que haja como ser feliz sem pensar nessa necessidade de estourar e apenas curtir o momento?

Desde o ano passado, Vivian Kuczynski enche o pessoal de esperança porque faz um som diferente do habitual do dial tupiniquim, consegue transmitir um dessabor com o cenário político atual brasileiro através de suas letras e se preocupa com o caos social que nos assola ao mesmo tempo que emociona e demonstra talento vocal e artístico.

A voz que passeia entre o grave e a doce suavidade pode ser colocada como exemplo de excelência na ótima “Brasil”, escrita durante o período eleitoral ano passado. A consciência do que está ao redor prossegue em outras faixas como “Mesmo Lugar”, “Fardos” ou a faixa-título “Ictus” do álbum que está saindo agora em todas as plataformas digitais.

Curiosamente saída de Curitiba, berço lavajateiro (eu sei que virou um preconceito, sorry, pessoal bom do Paraná), Vivian debuta através do selo Balaclava que tem salvo o indie brasuca e demonstrado ter pique para continuar causando. A produção do primeiro trabalho da garota de 16 anos (que facilmente tem mais maturidade do que muito marmanjo por aí) fica por conta de Gustavo Schirmer da banda Terno Rei.

 

Veja o vídeo duplo de “Mesmo Lugar” e “Brasil”:

 

 


 

 

Música clássica de David Bowie vira curta-metragem

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Lançada há exatamente 50 anos, data comemorada neste Mês de Julho, “Space Oddity” sempre esteve envolta em mistérios e teorias sedimentadas pelos fãs.

A canção icônica de David Bowie que segue os últimos passos da trágica história de Major Tom e seu contato com o comando terrestre de sua missão espacial é uma das grandes ideias das milhares de ideias que o falecido artista britânico já teve em sua prolífica carreira.

Sendo assim, já era mais do que tempo de sair alguma coisa que reverberasse ainda mais a mitologia entorno do hit.

E juntando a fome (a canção em si) com a vontade de comer (os 50 anos da primeira vez que o homem pisou na lua) um diretor brasileiro chamado Juarez Rodrigues teve a coragem de realizar um curta-metragem com a temática e teve a colaboração da roteirista sul-africana  Vicky Jacob-Ebbinghaus para produzir Spacy Oddity: A Film.

A trama segue de forma quase literal o diálogo entre o Major Tom e sua base de comando enquanto mostra cenas captadas pela própria NASA resultando em imagens bonitas e impressionantes para qualquer um que já se pegou pensando na imensidão do universo e não está paralisado com teorias estapafúrdias de estúpidos terraplanistas.

 

Confira abaixo no que resultou este curta metragem:

 

 

 


 

Black Album do Metallica terá homenagem em São Paulo

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A Orquestra Petrobras Sinfônica já realizou alguns concertos homenageando bandas como Pink Floyd ou artistas do pop como Michael Jackson, mas agora o negócio ficará um pouco mais pesado.

No próximo dia 30 de Junho, no Allianz Parque, em São Paulo, o maestro Isaac Karabtchvesky regerá a orquestra tocando na íntegra o famoso Black Album (1991) do Metallica. Ricardo Candido é o autor dos arranjos realizados especialmente para esta ação.

Clássicos como “Enter Sandman”,  “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters” serão conduzidas de maneira inédita pela orquestra brasileira e fará a alegria dos fãs mais antigos da banda e os amantes da arte erudita também não ficarão insatisfeitos.

Os ingressos já estão à venda pelo site Eventim e custam a partir de 50 reais para meia-entrada. O show ocorrerá na parte recém inaugurada Allianz Parque Hall, que fica atrás de um dos gols do estádio para eventos para públicos menores.

É bom lembrar que o próprio Metallica já fez algo parecido com o disco S&M em 1999 e fará um espetáculo especial na Califórnia para comemorar os 20 anos da obra.

 


 

Pausa para música nova da musa P.J. Harvey

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Depois de um 2016 bastante movimentado na carreira de P.J. Harvey com o lançamento de The Hope Six Demolition Project e de turnê mundial que durou até o ano seguinte com passagem, inclusive, aqui no Brasil para apresentação inesquecível no Popload Festival a inglesa passou quase reclusa no período seguinte.

Agora, Polly Jean volta com a inclusão de uma música  na trilha sonora do filme “Dark River”, trama focada na tensão de dois irmãos após a morte do pai, que terá estreia nos cinemas em breve.

O nome da canção é “An Acre of Land” e possui forte influência do Folk britânico numa parceria que a cantora teve com o compositor Harry Scott. A artista funciona basicamente como uma trovadora contando uma história durante a marcação do violão. O resultado é bem bonito e impactante.

Ouça abaixo a música por completo através da plataforma Soundcloud:

 

 


 

 

 

 

Conheça Chelsea Wolfe e não se decepcione

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O nome é assim mesmo, estiloso que só. E a música também.

Chelsea Joy Wolfe tirou o nome do meio para aparecer na área musical, mas continua sendo uma joia para quem a ouve.

Nasceu em Roseville, mas seu lugar de vivência é Sacramento, Califórnia. Este é o local onde inúmeras cenas já nasceram e morreram enquanto que outras vão e vêm por causa da miscelânea de estilos e tipos de pessoas de todas as vertentes musicais e culturas coexistindo de maneira quase orgânica.

A formação artística da menina pode ter muitos aspectos para ser analisado, mas o fato de ter ascendência norueguesa e alemã deve ter auxiliado na maneira culta com que lida com a música enquanto que a convivência com o pai, ele próprio um membro de banda country, facilitou o gosto pela vida dentro desse meio. Havia um estúdio em sua casa e isso foi definitivo para que se empolgasse também pela parte de produção e feitura das próprias canções.

Conforme foi crescendo também se afeiçoou pela poesia e passou a escrever esporadicamente. Alguns desses mesmos textos foram musicados por ela mais tarde em seus primeiros discos.

Essa estreia já a catapultou para manchetes de publicações do mundo musical underground por conta da maneira com que mistura elementos do universo gótico e da cultura folclórica celta. O álbum “The Grime and Glow” (2010) também a posicionou na posição de artista com base suficiente para participar de festivais de médio porte ao redor dos EUA.

É com “Apokalypses” (2011), ainda utilizando muitas das influências instrumentais e fornecendo maiores provas da capacidade poética da moça, que faz com que Wolfe tenha fincado maior base no circuito alternativo americano.

Mas aí a mulher decide incluir batidas eletrônicas na sua ambientação instrumental com a inclusão de uma pitada de neofolk e formas do heavy metal que deram maior pujança para sua musicalidade. Isso se evidencia nos trabalhos de estúdios que vem a seguir como “Pain is Beauty” (2013), “Abyss” (2015) e “Hiss Spun” (2017) em que a profundidade do próprio doom metal também pode ser sentido ali e aqui.

Neste momento, a cantora está prestes a lançar seu sexto disco intitulado “Birth of Violence” (sai dia 13 de Setembro), cheia de experiências diversas entre si como participações de suas canções em séries como Game of Thrones e How To Get Away With Murder ou comerciais de lançamento de carros-esportes, já tendo realizado covers de punk rock, feito um disco ao vivo (“Live at Roadburn” de 2012) e chegando ao mainstream americano com aparições nos melhores festivais em volta do mundo todo.

Tendo já em sua banda de apoio no passado gente do calibre de Troy Van Leeuwen (Queen Of The Stone Age) e parcerias com John Congleton (Swans), o maior destaque atual de sua banda é o próprio trabalho de Chelsea com sua guitarra que nos impacta com toques minimalistas, mas que possui apoio muito bom de Ben Chisholm (synth, baixo e piano), Jess Gowrie (bateria) e Bryan Tulao (guitarra).

Com outras influências que a emularam para a época em que se encontra indo de Nick Cave à música escandinava ou de Black Sabbath até a música clássica instrumental, Chelsea Wolfe chega a um ponto da carreira em que pode experimentar e isso é o que parece estar sendo feito neste novo disco.

Veja abaixo a cantora em alguns momentos distintos de performance no palco tanto em versões mais acústicas quanto em situações mais elétricas e também a música nova dela chamada “The Mother Road”.

 


 


 

 


 

 


Chelsea Wolfe – Birth of Violence 

 

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1 – The Mother Road

2 – American Darkness

3 – Birth of Violence

4 – Deranged for Rock’n Roll

5 – Be All Things

6 – Erde

7 – When Arger Turns to Honey

8 – Dirt Universe

9 – Little Grave

10 – Preface to Dream Play

11 – Highway

12 – The Storm

 


 

Temples volta menos colorido com álbum marcado para Setembro

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Depois ter aparecido psicodélico e cheio de cores com seu primeiro disco “Sun Structures” (2014), o Temples evoluiu musicalmente no segundo trabalho “Volcano” (2017) e agora surge mais sombrio na sua terceira atividade em estúdio.

O novo disco “Hot Motion” será lançado em 27 de setembro, mas já agora temos conhecimento  da faixa-título do álbum com um misto de ideias sobre “as tensões do desejo, dos sonhos e pesadelos humanos”.

 A composição das letras surge mais pesada e sua sonoridade tem aspecto mais denso e cheio de nuances complexas e trabalhadas, porém prossegue sendo bem hipnótico.

A própria fala de Thomas Walmsley, baixista da banda inglesa,  de que “não são 10 faixas de rock implacável do começo ao fim. Tem muita luz e sombras, além de momentos mais amenos. Mas queremos explorar um som mais pesado e sombrio”, parece sugerir que estamos diante de uma evolução da banda como um todo tentando perseguir novos horizontes musicais e ambientais.

 

O álbum terá o número de 11 faixas e a capa já pode ser vista aqui embaixo logo após da apresentação da canção nova.

 


 

 


 

 

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1 – Hot Motion

2 – You’re Either On Something

3 – Holy Horses

4 – The Howl

5 – Context

6 – The Beam

7 – Not Quite The Same

8 – Atomise

9 – It’s All Coming Out

10 – Step Down

11 – Monuments