Chegou o dia: os 20 melhores discos de 2018

Resultado de imagem para discos

 

Pensou que não ia ter mais lista de álbuns do ano? Pensou errado, caro leitor!

 

Claro que o blog não esqueceu de seu ranking com os preferidos discos de 2018 e como sempre a gente está falando de uma lista baseada em gosto pessoal é importante frisar que ela não pretende ser definitiva, a não ser para a própria página.

 

Dessa forma, vai ser fácil de compreender que o indie rock, o shoegaze, o synthpop, o prog e outros ritmos próximos povoarão mais o número total de bandas e artistas citados aqui embaixo.

 

Também é necessário dizer que só estão nesses 20 discos produções cheias, não sendo possível incluir EPs ou Singles lançados pelos artistas mundo afora, algo que poderia facilmente incluir os trabalhos de Waxahatchee (Great Thunder) ou do inventivo supergrupo criado por Sia, Labirinth e Diplo, o LSD com um EP homônimo.

 

Vale frisar que a lista é recheada por artistas femininas e essa tendência deve prosseguir em 2019, pois a qualidade empenhada pelas meninas tanto no cenário nacional quanto no internacional é digno de nota.

 

E que o ano que vem venha cheio de ótimas surpresas para nossos ouvidos e que tenhamos tempo e possibilidade para garimpar mais coisa boa por aí. Ah, e você vai perceber que no meio do ranking haverá artistas brasileiros, tamanha a qualidade do citado. Vamos lá!

 

Lembrando que o blog entra em recesso e volta no final de Janeiro. Um abraço!

 


 

20º Lugar – Baco Exu do Blues (Bluesman)

 

Resultado de imagem para Baco Exu do Blues - Bluesman

 

Vem da Bahia o rapper Diogo Moncorvo que nos brindou já no final de Novembro com o ótimo “Bluesman”, que não só tem as contribuições interessantes de Tim Bernardes, 1LUM3, Tuyo, DKVPZ e Bibi Caetano, mas tem em suas bases eletrônicas uma aproximação com artistas como Kendrick Lamar, mas é mais impressionante ao usar ritmos brasileiros como o samba para facilitar sua letra política. E é mais que isso: é social, é crítico ao sistema e à segregação que o povo negro sofre no país, além de demonstrar sentimentos impressos em qualquer pessoa comum destes lados do hemisfério sul. O amor está presente de maneira rasgada, a raiva está lá, a depressão aparece de forma simples e direta, a sensação de impotência frente aos problemas se mostra clara, mas a necessidade de lutar é o que vence ao final. Dessa forma, é um disco imprescindível para a nossa música.

 

 


 

19º Lugar – Aurora (Infections of a Diferente Kind)

 

Imagem relacionada

 

O segundo trabalho é sempre um desafio difícil para qualquer artista que fez muito sucesso em sua primeira incursão em estúdio e não seria diferente para Aurora, cantora norueguesa que virou um ídolo imediato para uma legião de fãs que encheram sua primeira apresentação aqui no Brasil no Rio e em São Paulo ano passado e ainda tiveram a oportunidade de vê-la novamente no Lolla Br deste 2018. Mas o que poderia ter virado uma maldição para a artista de apenas 22 anos parece ter se tornado um alívio (para ela e para quem gosta realmente de sua música). A sua sonoridade continua Pop, mas há um revestimento cada vez mais intrínseco de ritmos nórdicos que se soltam através de sua voz magnífica e a diversidade e a calma que esse ambiente todo gera em quem ouve provoca uma tranquilidade que pode não ter feito sucesso na sua horda de fanáticos chatonildos, mas é simples prova de sua maturidade artística.

 

 


 

18º Lugar – MGMT (Little Dark Angel)

 

Resultado de imagem para MGMT – Little Dark Angel

 

O quarto álbum de estúdio da banda saiu ainda em Fevereiro deste ano, mas suas principais músicas ficaram gravadas na cabeça o ano todo, até mesmo pelo fato de que haveria apresentação deles (muito boa, aliás) no Popload Festival em Novembro. Sendo assim, canções como Little Dark Age, Me and Michael, She Works Out Too Much e James entram no panteão de hits que o grupo conseguiu colecionar em sua carreira. A produção feita pelos próprios integrantes também ajuda na limpeza do som e o resultado final não poderia ter saído melhor com uma maior variedade entre o indie, o pop e até mesmo algo próximo do pós punk e do gothic rock.

 

 


 

17º Lugar – Belly (Dove)

 

Imagem relacionada

 

Nunca imaginei que uma banda favorita de minha adolescência poderia entrar num ranking de melhores álbuns em 2018. Lá se vão 23 anos desde o lançamento de King, uma pequena joia preciosa que Tanya Donelly e companhia gravaram e trouxeram para o mundo canções lindas como a própria King, Super-Connected e Silverfish. Agora o grupo de Rhode Island volta com esse belíssimo Dove, um álbum que não é só feito de nostalgia por causa dos riffs que emulam a própria banda nos anos 90, além de Throwing Muses e The Breeders, mas também por se segurar na voz de Tanya e nas guitarras bem ritmadas de Thomas Gorman e na cozinha impecável de Gail Greenwood e Chris Gorman uma lição básica para artistas atuais de como fazer bom rock sem precisar de muita frescura.

 

 


 

16º Lugar – Bruce Springsteen (Springsteen on Broadway)

 

Imagem relacionada

 

Difícil definir o trabalho de um artista que já é considerado um ícone na história da música e do rock, mas Bruce Springsteen sempre se renova. Não adianta apenas ser mágico no palco, não é suficiente somente ter uma carreira consistente e profícua, ele ainda é capaz de surpreender. Depois de estrelar por quase um ano uma apresentação cinco vezes por semana no estilo mais intimista no Walter Kerr Theatre, na Brodway, em que toca apenas sua guitarra e um piano e conta detalhes de sua discografia e vida para um seleto grupo de pessoas que encheu o teatro nesse período, o cara resolveu colocar tudo isso num álbum que capta de fato essa sensação de estarmos diante de um artista despido daquela aura estrelar dos megaconcertos. Só isso já valeria o disco, mas a maneira como ele é tocado vale mais ainda e clássicos ficam mais próximos de uma execução diferente e atual. Lembrando que há o filme em exibição na Netflix que também é imperdível.

 

 


 

15º Lugar – David Byrne (American Utopia)

 

Resultado de imagem para David Byrne – American Utopia

 

Outro cara que dispensa apresentações é David Byrne e sua performance nos palcos não é novidade para ninguém, pois surpreende a cada turnê nova. Mas após o lançamento de American Utopia e sua proliferação de boas canções não se tinha ideia que sua ação nos shows seria tão boa. Pudemos comprovar isso no último Lolla Br quando foi considerado umas das melhores coisas no meio de tanta gente grande. Voltando ao álbum, estamos diante do mesmo artista instigado a procurar novos sons, ambientações diferentes e maneiras únicas de liberar sensações e sentimentos dos mais variados quando nos permitimos ao novo. E David Byrne é isso, uma nova coisa a cada novo passo.

 

 


 

14º Lugar – The Breeders – All Nerve

 

Resultado de imagem para the breeders all nerve

 

Outra banda que retornou após muitos anos parada foi The Breeders. Ciente de que ajudou a difundir um estilo que é importante até hoje para o rock mundial e de que também foi representante de uma abertura para as mulheres na cena internacional, Kim Deal e sua irmã Kelley Deal, já sem a integrante original Tanya Donelly que ressuscitou seu grupo Belly (que também já apareceu em nossa lista), recrutaram José Medeles e Mando Lopez para criarem este bem feito All Nerve. O oitavo álbum do projeto tem tudo o que catapultou The Breeders para a cena ainda nos anos 90: Indie Rock de primeira, nuances de Guitar Band, um tom letras inteligentes e uma vibe que vai te lançar ao encontro de uma era que é difícil de ser alcançada nos dias atuais.

 

 


 

13º Lugar – Julia Holter – Aviary

 

Resultado de imagem para Julia Holter – Aviary

 

Desde quando conheci Julia Holter o incômodo foi uma das primeiras sensações que tive com esta cantora que dispensa arquétipos bem definidos e rótulos fechados numa gavetinha. Com experiência já comprovada, a menina se meteu agora na busca por novas sonoridades e os instrumentos para isso (literalmente e metaforicamente) são inúmeros e variados. Ela investe não só em sua voz bela e profunda, mas também em formato musicais que são estranhos e incomodam o ouvinte, não com algo ruim e inaudível, mas com algo que faz você raciocinar pela maneira como se desbrava em ambientes novos e fascinantes.

 

 


 

12º Lugar – Natalie Prass (The Future and the Past) 

 

Resultado de imagem para natalie prass the future and the past

 

Uma cantora de excelência deve sempre respirar novos ares, colocar-se em novas pressões para se testar e testar o público. Com Natalie Prass não é diferente e sua capacidade vocal se permite a alçar novos voos nesse novo disco dela. A movimentação por estilos e ritmos diversos faz com que não só conheçamos uma nova artista, mas também nos dê motivo para compreender que ela pode ainda querer e fazer mais. E isso, caros amigos leitores, é muito mais do que temos tido por aí, sem dúvida nenhuma.

 

 


 

11º Lugar – Cat Power (Wanderer)

 

Resultado de imagem para cat power wanderer

 

Neste novo álbum Cat Power mostra todo o seu poder como compositora assim como cantora e intérprete. Em Woman, por exemplo, ela divide a letra com Lana Del Rey e em outras partes do disco se dá ao trabalho de ir além no alcance vocal e na profundidade de seus textos. Se o folk ainda está lá ele vem acompanhado de guitarras e pianos inventivos e criativos. Além disso, a capacidade da garota para tirar bons riffs de canções extremamente simples é louvável e fascinante. Ela chegou a um patamar neste décimo trampo saído dos estúdios em que pode fazer o que quiser, mas mesmo assim o faz com elegância e perspicácia

 

 


 

10º Lugar – Still Corners (Slow Air)

 

Resultado de imagem para still corners slow air

 

A banda não é muito conhecida por esses lados do globo, mas o Still Corners tem muito a mostrar. Dono de uma ambientação que transita entre o Dream Pop que lembra Beach House em alguns momentos e o Synthpop do The XX em outros, o grupo chega ao quarto álbum atrás de variar suas bases para favorecer muito Tessa Murray e seu vocal mágico / hipnótico. O disco Slow Air é, nesse sentido, uma conversa entre a sonoridade que nos faz viajar e a cadência que bate fundo no coração promovendo um ótimo percurso em seus mais de 40 minutos de duração.

 

 


 

9º Lugar – Beach House (7)

 

Resultado de imagem para beach house 7

 

O Dream Pop deve demais ao Beach House já que a francesa Victoria Legrand e o americano Alex Scally formam uma dupla que casa perfeitamente sua performance em estúdio com a capacidade de criar bons ambientes e um vocal esplêndido. Este álbum número 7 (também citado no título dele) tem muita coisa boa pra mostrar: desde a profundidade de suas bases eletrônicas que nos faz sonhar e varia entre batidas mais rápidas e espaços em branco que servem de aviso para a voz de Victoria até mesmo a calma e a paz que nos confortam e limpam nossos ouvidos e alma. Perfeito para momentos em que precisamos colocar a cabeça no lugar. A música tem dessas e isso é muito bom.

 

 


 

8º Lugar – Interpol (Marauder)

 

Resultado de imagem para interpol marauder

 

Depois de El Pintor, Paul Banks e companhia ficaram algum tempo reclusos para finalmente nos entregar essa paulada chamada Marauder. O disco é uma pancada do início ao fim e as linhas de guitarra que já nos acostumamos a encontrar na obra da banda estão todas lá. Com uma regularidade que vai da primeira à última música o álbum foi feito para ser escutado de uma vez só sem pausa nem pra respirar. Não é um trabalho conceitual, mas é como se fosse.

 

 


 

7º Lugar – Elena Tonra (Ex:Re)

 

Resultado de imagem para elena tonra ex re

 

O Daughter já povoa o cenário indie há algum tempo com seus dois discos no rol de grandes lançamentos dos últimos anos e ainda tendo sido convidado para a realização da trilha sonora do jogo Life is Strange. Mas é inegável que, apesar da sonoridade da banda ser incrível e de seus integrantes colocarem bastante sentimento nessa ambientação shoegaze / indie folk do grupo, a grande estrela da companhia se chama Elena Tonra. E é com a maciez e doçura de sua voz que ela debuta esplendidamente nesse projeto chamado Ex:Re. Ela deixa um pouco mais de lado a guitarra e abraça o violão e o piano e consegue brincar mais ainda com a facilidade de sua voz encantar os ouvidos atentos de seus fãs. Isso depõe a favor de sua carreira e, ao invés de ser um problema para seu trabalho no Daughter, pode até ser possibilidade de novos caminhos para a banda.

 

 


 

6º Lugar – Carne Doce (Tônus)

 

Resultado de imagem para carne doce tonus

 

Tendo conseguido conquistar público e crítica com seus dois primeiros discos era normal que o Carne Doce alçasse novos voos já que sua energia e sua psicodelia pungente já estavam comprovados dentro do cenário indie nacional. E eis que o terceiro álbum Tônus conseguiu uma proeza que poucos grupos de nosso país conseguem: desacelerar completamente seu próprio ritmo sem que perdesse a energia. As música ainda continuam sensuais, mesmo eróticas, mas há ali uma aura mais calma, simples e compassada que faz com que possamos notar mais ainda as qualidades de Salma Jô e companhia. Um trabalho que ainda viaja por meio de guitarras e baixos bem tensos e profundos, mas que possui uma bateria mais simples e ritmada de forma cadenciada. Assim sendo, a banda goiana atinge um patamar de que pode ir pra qualquer caminho sem que fique taxado como pretensioso.

 

 


 

5º Lugar – Parquet Courts (Wide Awake!)

 

Resultado de imagem para parquet courts wide awake

 

A mais profícua e energética banda punk dos dias atuais está de volta para seu disco de estúdio. Este Wide Awake! possui tudo aquilo que já fez do grupo um frequentador assíduo de festivais e detentor de uma das melhores apresentações ao vivo hoje em dia: há energia, diversidade de sonoridades que vai do hard core cru, passa pela música sessentista, viaja por canções de festa e passeia pela psicodelia sem ter medo de ser feliz. Um grupo que se percebe ter um prazer muito grande em fazer o que faz e que transmite isso com facilidade para sua plateia.

 

 


 

4º Lugar – Death Cab For Cutie (Thank You For Today)

 

Resultado de imagem para death cab for cutie thank you for today

 

Aquilo que começou como projeto solo do talentosíssimo Ben Gibbard, tornou-se uma banda já com seus vinte anos de idade. Para celebrar com maestria tal data o grupo de Indie Rock / Indie Folk lançou um álbum no meio do ano e arrebatou muitos corações mundo afora. Dono de uma sensibilidade mordaz para falar de inúmeros sentimentos ao longo de seus 38 minutos de duração, Thank You For Today é o nono álbum dos caras originários de Washington, EUA, mas pela empolgação como tratam seus instrumentos e se apaixonam por a execução de suas canções em cima do palco e no estúdio parece até que são debutantes. E ainda é um trabalho que coleciona hits e que merece ser cantado do início ao fim.

 

 


 

3º Lugar – Kurt Vile (Bottle It In)

 

Resultado de imagem para kurt vile bottle it in

 

Músico com quase 40 anos de idade, Kurt Vile faz o mais simples para obter aquilo que é mais difícil: qualidade e primazia naquilo que faz. Sua guitarra já é reconhecida a milhas de distância se o ouvinte tiver um tímpano mais apurado e sua técnica que se conflui perfeitamente com o trabalho de sua banda de apoio, The Violators, faz desse Bottle It In uma pérola do Indie Folk nos últimos tempos. Sabendo usar a influência que possui de artistas gabaritados como Bob Dylan, Tom Petty e Neil Young o rapaz só sabe tirar coisa boa dessa turma aí, mas sem perder a forma peculiar como canta e como toca seu instrumento, o que lhe dá bastante personalidade na hora de transmitir isso em estúdio ou nos seus shows. Com pequenos clássicos nesse novo álbum a carreira desse americano só tende a subir nos próximos anos.

 

 


 

2º Lugar – Mitski (Be The Cowboy)

 

Resultado de imagem para mitski be the cowboy

 

Temos uma nova queridinha da América. Ao chegar ao seu quinto álbum Mitski coseguiu um padrão de qualidade que não se remete à sua vida, mas também ao conjunto da obra. as bases que ora passeiam pela discoteca, ora voltam seu olhar para um indie pop singelo fazem companhia à guitarra da garota que sabe como misturar bons riffs com composições que dizem muito sobre o cotidiano sem parecer falso ou forçado. Neste sentido ela se parece um pouco com St. Vincent, mas ainda assim soando bastante autêntica. Mitski entra num rol de cantoras da nova geração que já tem meninas do potencial de Sharon Van Etten, Elena Tonra, Cat Power, entre outras, que já faz jus a um momento totalmente voltada para elas. E enquanto essa qualidade estiver tomando conta tanto do mainstream quanto do mundo alternativo elas irão reinar por anos e anos.

 

 


 

1º Lugar – Courtney Barnett (Tell Me How You Really Feel)

 

Resultado de imagem para courtney barnett how you really feel

 

Courtney Barnett já parece ter muito mais anos de carreira do que de fato tem e é difícil admitir que ela só está indo para o segundo álbum-solo, de fato. Dona de uma voz que passeia bem entre o indie folk, o indie rock e o rock cruzão a menina australiana já fez tanta coisa nesse pouco tempo de estrada, trabalhou em conjunto com o brother tão bom quanto ela Kurt Vile e ainda proporcionou momentos extasiantes em festivais e shows sozinha que é complicado perceber que a moça ainda tem muito a desenvolver ainda. Neste Tell Me How You Really Feel Courtney toca de forma apaixonada sua guitarra, é bem acompanhada por sua banda de apoio e nos presenteia com pequenas joias através das 10 canções do álbum. Uma mulher que reina no mundo alternativo mundial num cenário que neste ano foi inteiro delas mesmas. Um presente que pode se tornar um futuro mais fortalecido por causa de gente como ele própria que vai dando suporte para que outras garotas tenham empenho e empolgação para fazer arte como ela faz.

 

 


 

Anúncios

Esqueça a Simone e ouça Deep Sea Diver fazendo essa cover lindona do Wham!

Resultado de imagem para last christmas deep sea diver

 

Nas resoluções de fim de ano de vários artistas devia vir a desistência compulsória de deixar de fazer canções de Natal que provocam vergonha alheia.

 Alguns cantores, cantoras ou bandas simplesmente pegam qualquer música já existente e a transformam em qualquer coisa só para ter o que lançar nessa época do ano, mas há (e ainda bem que existem) um ou outra exceção que faz a gente se surpreender de vez em quando.

É o caso incrível do Deep Sea Diver, grupo proveniente de Seattle, que tem em sua vocalista, a maravilhosa Jessica Dobson, sua líder e porta-voz que consegue ser carismática e potente em cima do palco ou nas gravações em estúdio.

Pois eis que Jessica decidiu pegar o single “Last Christmas” gravado em dezembro de 1984 pelo Wham!, primeira banda de George Michael, lançado especialmente para o Natal daquele ano pelo selo Epic e transformou num cover interessantíssimo e divertido.

Não é a primeira incursão do grupo da terra do Nirvana e da Rádio KEXP no mundo das canções natalinas, mas é com certeza a melhor.

O vídeo tem a vocalista dançando na rua, passeando com o cachorro e tocando guitarra, baixo, bateria e teclado para saudar a data especial que está por vir.

Assista ao vídeo clipe, curta a música e se delicie com a voz da garota que já fez colaborações para Yeah Yeah Yeahs e outros artistas mundo afora e toda vez que ouvir o famigerado refrão “Então é Natal” pela boca de Simone tente se desintoxicar com o cover tocado pelo Deep Sea Diver.

 

 


 

Novidades de Jack White: The Raconteurs lança faixas inéditas

Resultado de imagem para the raconteurs

 

O período de hiato do The Raconteurs é de exatamente 10 anos, mas essa situação vai mudar, pois foram revelado pela banda os singles “Sunday Driver” e “Now That You’re Gone”.

As música que já estão disponíveis nas plataformas digitais estarão presentes também na edição de aniversário do álbum “Consolers of the Lonely” que sairá no formato de vinil, mas farão parte de um outro disco futuro que já anunciaram que irá acontecer.

O projeto de Jack White conta com membros do The Greenhornes e do Blanche e só possuem em sua discografia outro disco, o também incrível “Broken Boy Soldier” de 2006.

Confira abaixo as canções pelo Spotify:

 

https://open.spotify.com/embed/track/7dNDyDsDdN2X2n0cWIon5e

 

https://open.spotify.com/embed/track/0t3BGP2os4LjXL9TVQn6O0

 


 

Dica nacional do dia: Já conhece Bazar Pamplona?

Resultado de imagem para bazar pamplona

 

De vez em quando há a necessidade de se realizar uma garimpada na rede mundial de computadores para achar coisas novas seja no mundo musical ou em qualquer área da cultura pop e do entretenimento e artes em geral, mas em dezembro acontece o fenômeno de minguar notícias a respeito de lançamentos e shows por aqui e isso aumenta a possibilidade de este mês se tornar um período de maior procura por essas joias escondidas.

Sendo assim, o blog decidiu se organizar melhor e colocou como meta procurar por um minério que normalmente faz falta por esses lados: artistas nacionais. E vou além, pois também é importante falarmos sobre locais que dão uma força para o rock nacional, festivais que suam muito para mostrar um pouco da arte musical brasileira e por produções e iniciativas que desenvolvem o underground tupiniquim de maneira gloriosa e quase penosa.

A boa do dia se chama Bazar Pamplona, banda que já existe desde 2004 e que, por um relapso horroroso do Blog foi ignorada até o dia de ontem.

O grupo paulistano utiliza a verborragia bem instrumentada e inúmeras figuras de linguagem compostas dentro de histórias e narrativas ora verossímeis ora surrealistas para divulgar um rock que passeia pela MPB sem ruborizar e promove um misto de impacto visual/sonoro com uma leveza e crueza que são difíceis hoje em dia.

Há momentos em que se emula a Blitz noque tange ao modo como conta as histórias, mas há bastante perspicácia nessa ação e muita originalidade para fabricar tais historietas enquanto o ambiente musical desenha bem tais cinestesias.

Uma banda que foi, voltou e já se embrenhou em outras matas artísticas como curtas-metragens e quase instalações visuais não é de se admirar que não tenham feito um sucesso mais comercial, mas também há de se entender que sua forma peculiar de tocar os corações dos ouvintes seja um empecilho para entrar no mainstream nacional.

Por essas e outras o Bazar Pamplona já merece este texto e pode funcionar bem em festivais Brasil afora com sua festa musical que chega fácil aos tímpanos e gera dança fácil.

A última empreitada da banda é o single “Capítulo Primeiro” que comporá o novo álbum “Banda Vende Tudo” que deve sair em 19 de Janeiro do ano que vem e que já tem outras duas faixas conhecidas do público, “Bom Mesmo é Ouvir um Riff dos Stones” e “Dias Gordos”. O trabalho novo foi concebido através de financiamento coletivo e já terá uma amostra ao vivo nesta sexta-feira na Casa do Mancha em Pinheiros.

 

 


 

 

Confirmado: Lolla BR 2019 será o mais fraco da história

 

São alguns os pontos que corroboram com a opinião do Blog:

  • Primeiro – nunca antes na história do festival brasileiro o line up demorou tanto para sair;

 

  • Segundo – nunca antes na história do festival brasileiro o line up por dia foi tão rapidamente informado na mídia;

 

  • Terceiro – Houve precipitação (ou desespero mesmo) na escolha de alguns headliners. Cito aqui dois exemplos claríssimos: Tribalistas e Twenty One Pilots (será que tanto um quanto outro são capazes de puxar um dia todo para Interlagos?);

 

  • Quarto – A escolha de última hora de Kings of Leon só demonstra que a própria organização percebeu que havia risco de deixar do jeito que estava e ter um dia inteiro flopado de antemão (algo inédito na história da franquia de shows);

 

  • Quinto – A inclusão de última hora da Letrux também comprova que sabia-se logo de início que haveria grita pela quantidade baixa de bandas e artistas da cena indie brasileira ou estrangeira no line up todo em detrimento de alguns repetecos desnecessários.

 

  • Último – faltou iniciativa, criatividade ou pode ser já um sintoma da dificuldade que haverá por produtores brasileiros para trazer bandas e artistas internacionais para realizar shows nos próximos anos deste governo que acabou de ser eleito e que já demonstrou ser afeito a manifestações culturais, diversidade e respeito às diferenças em geral (algo muito promovido por este tipo de evento).

 

E você, concorda ou discorda dos argumentos apontados acima?

 


 

Pete Shelley, uma lenda do punk que se vai

Resultado de imagem para pete shelley

 

Morreu nesta quinta-feira Pete Shelley, líder fundador do Buzzcocks.

Com 63 anos, o que se especula é que o vocalista e guitarrista da banda inglesa de punk nascida nos áureos e efervescentes anos 70 tenha sofrido um ataque cardíaco em sua casa na Estônia.

Figura ícone da construção de uma cena punk naquele período em que a música era grandiosa e pulsante na Grã Bretanha, Shelley e sua banda foram essenciais, ao lado de The Clash e Sex Pistols, para impulsionar o sucesso junto ao público ávido por coisas novas a cada semana.

ao moldar uma forma de fazer rock mais firme, direta e simples do que as invencionices acrobáticas anteriores de Led Zeppelin, Deep Purple e até mesmo Black Sabbath, o Buzzcocks também se diferenciou dos colegas do punk, pois foi através de uma produção e trabalho totalmente independentes que eles começaram a se movimentar pelos porões de Manchester.

Tendo feito sua primeira apresentação como banda de abertura dos Sex Pistols na sua própria cidade natal, Shelley e os outros integrantes do Buzzcocks, Howard Traford (que depois trocou o sobrenome para Devoto, Steve Diggle, Garth Smith e John Maher, abriram uma nova tendência no rock, o underground era independente e adepto do Do It Yourself, expressão que só viria a ser de fato usada com ênfase na indústria mais de uma década depois.

Foi com clássicos como o EP “Spiral Scratch” (1977), todo bancado com as 500 libras emprestadas pelo pai de Pete (àquela época ele ainda usava o sobrenome McNeishe) à banda e a tríade de álbuns iniciada com “Another Music in a Different Kitchen” (1978), continuada com “Love Bites” (1978) e fechada com “A Different Kind of Tension” (1979), que o Buzzcocks ficaram gravados na história do Punk como uma de suas melhores consequências.

Eles ainda tiveram um retorno com “Trade Test Transmissions” (1993) e a partir daí fizeram coisas novas ou se lançaram em turnês de forma periódica até recentemente.

O último show de Pete Shelley com o Buzzcocks foi em agosto passado na cidade de Belfast, na Irlanda do Norte. No que diz respeito ao Brasil a ligação da banda e de seu guitarrista é bem sólida com algumas apresentações insanas e energéticas por esses lados, sendo a última em 2010 na extinta Clash Club em São Paulo.

Não há informações ainda sobre o enterro do ícone punk, mas a comoção já toma conta de publicações especializadas e artistas ligados ao mundo independente ou que fizeram parte daquele período de ouro do final dos anos 70 da Inglaterra já se manifestam com suas condolências e lembranças de um tempo que não volta mais.

Imagem relacionada

 


Descubra Billie Eilish e se apaixone rapidamente por sua música

Resultado de imagem para billie eilish

 

A menina tem apenas 16 anos e já aproveitou bastante o espaço proporcionado pela rede mundial de computadores para mostrar muito de sua música.

 

Seu nome completo é Billie Eilish Pirate Baird O’Connell e vem de uma família ligada às artes e à musicalidade da cidade de Los Angeles, Califórnia. Seu irmão Finneas é seu parceiro de composição e produtor principal de seu trabalho.

 

A passagem pela Los Angeles Children’s Chorus desde os oito anos ajudou para situar e mostrar à guria que sua facilidade de usar a voz podia ser muito bem trabalhada se colocada da maneira correta no formato e na intensidade de sua performance, mas foi a partir dos 11 anos de idade que a menina começou a escrever suas próprias composições fazendo com que a brincadeira ganhasse tons mais sérios.

 

Em 2015 o irmão subiu através do Soundcloud uma canção cantada pela moça e o áudio viralizou. Era o single “sHE’S brOKen” (assim mesmo propositalmente estilizado) que demonstrava ao público teen que a pequena Billie tinha futuro.

 

Daí pra frente, já lançou inúmeros singles, como “Six Feet Under” (2016), “Ocean Eyes” (2017), “Bellyache” (2017) e “Bored” (também parte da trilha da série 13 Reasons Why? – 2017), além das participações junto de Vince Staples em “&burn” (2017) e Khalid em “Lovely” (2018).

 

Em 2017 ela lançou um EP, com nove faixas que já haviam povoado o Youtube e o Soundcloud nos anos dois anos anteriores, intitulado “don’t smile at me” e no ano de 2018 já são quatro vezes (cinco, se for considerado o single com participação de Khalid) que saem singles com canções inéditas dela: “Bitches Broken Hearts”, “You Should See Me in Crown”, ‘When The Party’s Over” e “Come Out And Play”.

 

Desde muito tempo já se tem a promessa do lançamento de um álbum cheio dessa garota prodígio, mas pelo andar da carruagem ou isso ainda não foi possível por conta do número de canções disponíveis para tanto ou mudou-se a estratégia pela verificação do sucesso via web da garota que tem contrato com a Interescope Records, gigante do setor fonográfico, já há algum tempo.

 

O som característico da cantora viaja entre o indie eletrônico simples e direto ou deslancha para o pop mais próximo de musas como Taylor Swift, Ariana Grande e Kate Perry. Nesse ponto é quase inevitável não lembrar de Lorde e sua precocidade com o mainstream, mas é bom aguardarmos mais um pouco para que uma comparação dessas não seja mais uma maldição do que uma benção.

 

Sua vocalização varia a profundidade e a singeleza que por vezes demonstra um pouco da fragilidade da juventude que ainda há de dar mais potência ao seu vocal. Porém, o magnetismo de sua presença, sua facilidade para se portar em frente às câmeras e o poder que conseguiu cultivar pelas redes sociais, Youtube e outras plataformas digitais faz com que Billie Eilish tenha uma capacidade de subir no ranking de importância no mundo musical tanto quanto as outras meninas já citadas aí acima.

 

E, assim sendo, tudo leva a crer que ela vai longe sim. Enquanto isso, escutar e vê-la cantando será um propósito facilmente alcançável por mais e mais pessoas mundo afora. Mas sejamos prudentes e vamos aos poucos curtindo o seu momento. Isso é o mais importante para não colocarmos o carro na frente dos bois. A boa música agradece!