“Estamos indo Embora” – a frase bomba de Bono Vox

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O U2 realizou na noite de ontem na cidade alemã de Berlim a última apresentação de sua turnê mundial.

Na verdade, não estava programado para este ser o derradeiro show do ano, mas meses atrás esta perna do tour foi adiada por conta de um problema de voz de Bono Vox.

Porém, o que estarreceu fãs presentes no estádio e repercutiu nas redes sociais e entre toda a imprensa musical foi uma declaração nos momentos finais da banda em cima do palco.

Bono disse as seguintes palavras: “Estamos na estrada há algum tempo, lá se vão 40 anos, e os últimos quatro foram algo especial para nós. Agora, estamos indo embora…”.

Obviamente que tudo isso podia ser apenas um “até logo” do irlandês, mas que deixa uma pulga atrás da orelha de todos isso é inevitável, já que Bono não costuma fazer esse tipo de menção.

O problema para uma possível parada (definitiva?) do U2 é que suas turnês não têm sido menos do que megaproduções nos últimos 20 anos (pelo menos).

Recentemente, o próprio Bono havia dito em entrevista ao The Times que “essa última turnê particularmente me exigiu muito”.

Muitos tentaram suavizar o que Bono falou como sendo apenas uma pausa de dois ou três anos, mas não se descarta o fim de uma dos maiores grupo da cena rock de todos os tempos. E isso, meus amigos, seria sim o fim de uma era!

 

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Confira um pouco de Kurt Vile com o selo de qualidade Pitchfork

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Um dos maiores representantes do indie folk rock junto com os brothers The War on Drugs e a sister Courtney Barnett, Kurt Vile segue militando dia após dia na sua causa de nos deixar de queixo caído com sua carreira solo.

Se no ano passado já havia feito um favor absurdo aos nossos ouvidos ao lançar um disco em parceria com a australiana Barnett e feito um vídeo maravilhoso para a Pitchfork com banda e tudo na praia de Malibu dessa vez o músico traz as canções de seu novo disco “Bottle It In”, recém lançado mundialmente e abraçado por fãs e crítica especializada com a ajudinha bem vinda da hábil banda The Violators para uma apresentação toda especial novamente para o projeto derivado do site americano.

Na performance de quase uma hora o guitarrista mostrou oito músicas que comprovam o motivo de tanta empolgação deste blog com sua capacidade de fazer coisas lindas usando o mais simples: bons riffs, ótimas letras, refrões bacanas e solos incríveis sem precisar ser maçante ou pedante e sem demonstrar a cada cinco segundos o quanto é um músico acima da média.

Veja abaixo a apresentação completa e depois confira o setlist:

 


 

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1 – Loading Zones

2 – Check Baby

3 – Bassackwards

4 – One Trick Ponies

5 – Cold Was the Wind

6 – Hysteria

7 – Skinny Mini

8 – Wakin on a Pretty Day

 


 

Hoje é aniversário dela, mas a comemoração é daqui oito dias

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Lorde, princesinha do pop atual que começou lá atrás com 15, 16 anos, faz hoje 22 e já coleciona milhões e milhões de discos vendidos, “Pure Heroine” (2013) e “Melodrama” (2017).

Além disso, os prêmios vão se avolumando para a artista neozelandesa e sua capacidade de produzir hits também impressiona.

A menina vem pela segunda vez ao Brasil semana que vem, no feriado de 15 de novembro, para participar do Popload Festival 2018 que traz também gente tão boa e incrível quanto como a maravilha Blondie da lindeza Deborah Harry, o sensível e sempre agradável Death Cab for Cutie, o peso do At the Drive In, o interessantíssimo MGMT que vem com um formato musical diferente desde seu lançamento “Little Dark Age” (2018), além de atrações nacionais como o duo inesperado de Malu Magalhães e Tim Bernardes e Letrux.

O show de Lorde desta vez (a primeira foi pelo Lolla Brasil 2014) deve ser mais longo (aquele teve uma duração curta de 45 minutos) e promete ser um fechamento ideal para o festival que só tem crescido nos últimos anos.

Abaixo, listamos alguns dos hits que devem dar o tom da apresentação da menina prodígio:

 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

O metal respira com lançamentos de Behemoth e Disturbed

 

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Não é segredo para ninguém que o mercado voltado para o rock pesado tem se fechado bem de uns tempos para cá no mundo todo.

Prova disso é mesmice que tem tomado conta do nicho musical e da quantidade de repetições em festivais ligados ao meio que quase nunca mudam seu line up.

É óbvio que ainda muita gente que se debruça sobre o trabalho árduo de fazer jus ao gênero musical e que ainda dá força para que não aconteça um derrocada irreversível ao metal, mas é certo que tanto o Heavy Metal quanto suas vertentes, o Black Metal, o Death Metal e outras variantes como o Symphonic Metal e o Viking Metal têm penado para encontrar novas vanguardas.

E é Por conta disso mesmo que falar de lançamentos de bandas como Behemoth e Disturbed não significa necessariamente dizer que há um frescor no que elas fazem ou no que se propõem a buscar como inspiração, mas também não é verdade que a parte qualitativa está abaixo do que se vê por aí.

Muito, mas muito pelo contrário!

O Behemoth, por exemplo, já vem há algum tempo demonstrando uma evolução técnica de causar inveja, algo que se tornou ápice com o lançamento de “The Satanist” (2014), mas agora com a chegada de “I Loved You At Your Darkest” a sensação é de que já se galgaram os degraus necessários para não ser mais possível voltar atrás enquanto a segurança de seus integrantes tanto no estúdio quanto no palco ultrapassa a grande maioria  das bandas atuais do estilo.

Além disso, suas canções ainda demonstram dar saltos na parte ambiental que lança uma atmosfera plena de satisfação aos seus fãs e para marinheiros de primeira viagem.

Já o Disturbed consegue ser mais do mesmo na panteão do rock pesado atual, mas também se diferencia em alguns aspectos do que eles mesmo vinham fazendo até então. Dito isso, fica bem evidente que houve uma tirada do acelerador e as músicas ficaram um pouco mais lentas. Estamos falando de “Evolution” (2018), álbum que a banda acaba de lançar também.

Independente disso, a capacidade de fazer bons riffs e ainda assim conseguir soar clean em diversos instantes é bem interessante e o vocal parece mais capaz de passear pelo alcance quanto a sincronia com os instrumentos do que já fizera anteriormente.

Sendo assim, as duas bandas seguem fazendo o que delas se espera. E  música boa é o que sustenta qualquer grupo em qualquer que seja seu gênero. O metal agradece e respira mais um pouquinho.

 


 

 


 

Waxahatchee lança EP bem diferente do que vinha fazendo (e isso é muito bom!)

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Um ar de frescor!

É essa a sensação do ouvinte ao terminar de apreciar o EP “Great Thunder” do Waxahatchee, projeto da cantora Katie Crutchfield. E ao contrário do que o título da obra pode conotar o que se pode perceber após as 6 faixas serem ouvidas é um ventinho de leve passando ao seu redor numa tarde quente de verão.

Tudo acompanhado simplesmente pela blea voz da crooner e de um piano, na maioria das vezes.

O novo trabalho da musicista nascida na cidadezinha de Birminghan, Alabama, se afasta muito da sonzera que mais parece uma montanha-russa de emoções com todas aquelas guitarras e elaborações mais rockers do álbum “Out in the Storm” (2017) que ganhou muitos elogios, inclusive deste blog aqui.

Veja que a cantora muito influenciada pela poesia americana e britânica romântica e que foca bastante em letras que falam sobre relacionamentos pessoais complicados, devastações provocadas pelo sentimento de perda e a solidão faz deste novo EP um processo de limpeza espiritual, por assim dizer.

 

Não é que não haja tais temas abordados aqui, muito pelo contrário, mas o resultado é tão bonito que você sente lá no fundo tudo o que é interpretado pela garota.

A calmaria é interrompida apenas por pequenos momentos de refrões mais expressivos, mas a rota seguida quase sempre é de uma certa lentidão na marcação da letra e da música.

Um pequeno petardo de sensibilidade e de pureza musical que vale a pena ser apreciado com calma e tranquilidade para que sua compreensão seja plena e satisfatória.

“Great Thunder” é mais uma daqueles trabalhos que não é perfeito, muito menos clássico, mas acima de tudo necessário. E em tempos em que tudo precisa ser urgente e se obriga a causar, uma obra que apenas quer demonstrar sua arte bem feita é muito bem-vinda.

 


 

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Ouça “Play Destroy”, novo som de Poppy em conjunto com Grimes

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Saiu nas últimas horas o single “Play Destroy”, colaboração de Grimes para o novo álbum da cantora Poppy. No som que integra uma das 12 faixas de “Am I A Girl?” há um mix de tudo: guitarras pesadíssimas, a voz macia de Poppy, um refrão chiclete e tudo para virar um hit das pistas ao redor do mundo.

Apesar de tudo isso, a canção comprova a tendência de experimentalismo que a cantora passa a usar a partir de agora. Isso já aparecia mais suavemente no single anterior em parceria com Diplo, “Time is Up”, que tem lá no fundo uma influência de Daft Punk.

Ouça abaixo a nova música e aproveite para conferir o restante do disco que tem outras colaborações como a de Marilyn Manson e já está disponível nas plataformas digitais de streaming:

 

 


 

 

Olha o Cake na área aí de novo, gente!

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E não é que o Cake, banda originária da cena rock de Sacramento de meados dos anos 90 que conseguiu ser importante até o comecinho dos anos 2000 fazendo clipes engraçados e músicas com riffs bem característicos e iconoclásticos voltou para nos dar o ar da graça.

 

Eles estavam há sete anos sem gravar nada novo e agora lançam a canção “Sinking Ship” com um igualmente clipe engraçadinho para nos divertir. A faixa lembra bem o que foi feito por eles lá atrás, mas também demonstra possíveis direções para o futuro.

 

O vídeo em stop-motion foi dirigido por Owen Streeter e você vê aqui embaixo. A banda também informou que em breve pode jogar no mundo outras novas músicas e a produção de um novo disco cheio não está descartada.