Happy Birthday Noel: quinze grandes canções escritas por Mr. Gallagher

Num dia como este, em dia 29 de maio de 1967, nascia na Inglaterra Noel Thomas Gallagher, segundo filho do casal Pegg e Thomas Gallagher.

A data é a mesma do anúncio do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e isso não é coincidência. The Beatles era a banda favorita de Noel.

Passados exatos 38 anos e muito tempo de fama e polêmicas com o Oasis, grupo com quem dividiu os palcos junto com o irmão mais novo Liam, o compositor, guitarrista e voz de uma geração Noel Gallagher continua na ativa dando ótimas entrevistas, falando tudo aquilo que lhe der na cabeça e ainda por cima fazendo bastante sucesso com sua banda High Flying Birds.

O blog decidiu que seria uma boa passar a limpo a carreira do inglês torcedor do Manchester City e aluno complexo (por conta de sua dislexia e da necessidade de trocar de escolas várias vezes durante a adolescência) e escolheu para isso citar dez grandes músicas escritas por ele. Não deu.

Tivemos que aumentar para quinze.

Abaixo, veja e ouça a lista formada por nós para celebrar o aniversário de um dos grandes compositores ingleses dos últimos anos e nome imprescindível da geração britpop, juntamente com Damom Albarn o Blur.

Com vocês 15 grandes momentos de Noel Gallagher:

Live Forever (Definitely Maybe – 1994)

Supersonic (Definitely Maybe – 1994)

Bring it On Down (Definitely Maybe – 1994)

Wonderwall (What’s the Story Morning Glory – 1995)

Don’t Look Back in Anger (What’s the Story Morning Glory – 1995)

Champagne Supernova (What’s the Story Morning Glory – 1995)

Stand By Me (Be Here Now – 1997)

Magic Pie (Be Here Now – 1997)

Don’t Go Away (Be Here Now – 1997)

The Masterplan (The Masterplan – 1998)

Who Feels Love (Standing the Shoulder of Giants – 2000)

Lyla (Don’t Believe the Truth – 2005)

The Death of You and Me (Noel Gallagher’s High Flying Birds – 2011)

Riverman (Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Case – 2015)

Ballad of the Might I (Noel Gallagher’s High Flying Birds – Chasing Case – 2015)

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Mário de Andrade: como ser gênio falando apenas de um peru

Mário de Andrade não foi apenas o precursor da Semana de Arte Moderna em 1922. Ele foi também um grande escritor, dos maiores que o Brasil já teve.
E para provar sua veia criativa para a literatura nacional e demonstrar o quanto sua obra fica ofuscada pela dedicação que o homem teve com a agitação cultural paulista daquele período e das duas décadas posteriores, o blog posta logo abaixo o conto “Peru de Natal”, um dos mais clássicos textos do autor nascido em São Paulo e apaixonado pela música e pelas artes em geral.
O fato de ter em Macunaíma sua obra considerada mais perfeita tanto para explicar a ruptura que queria desenvolver com a escrita realizada até aquele momento e também por demonstrar um herói (ou anti-herói) brasileiro por meio de uma figura tão complexa quanto o personagem título do livro faz com que as pessoas se esqueçam do seu talento igualmente mordaz para o conto.
A obra que é descrita na íntegra aqui abaixo foi editada em inúmeras coletâneas de contos de Mário de Andrade e por causa de sua preciosidade estética foi incluída no livro “Nós e o Natal” de 1964, realizada para homenagear o autor já morto naquele momento.
“O Peru de Natal” conta a história do primeiro Natal vivido por uma família que passou a vida inteira comemorando a data com seu pai demasiadamente econômico e que após a sua morte tem a chance de fazer algo próximo de regalias, pois quando o patriarca da família era vivo não tinha qualquer emoção pelos prazeres mundanos.
A comida no Natal, à época da presença do pai, eram castanhas, passas e figos, algo bem seco e triste e que se revelava na própria figura daquele homem que não gostava de demonstrar sentimentos mais carinhosos para com os seus.
Deste modo, o filho tido como louco por todos, tenta incutir na cabeça de todos que o primeiro Natal sem o chefe da casa poderia ser um pouco mais alegre e sugere que tenham um peru para coroar este momento.
O que se vê a partir daí são os preparativos para isso e o encontro de todos durante a data que fará com que se lembrem do falecido.
O tema familiar é bastante repetido por todos os autores nessa época transitória da literatura moderna brasileira, mas sempre retratado de maneira diferente por todos os autores. E é o que Mário de Andrade faz com o assunto, pois usa-o para falar dos sentimentos internos de todos por meio da visão mais progressista e moderna do filho, que não por acidente, é tido como louco pelos outros por causa de sua mente mais aberta.
A lembrança do pai morto suscita sensações peculiares em cada membro da família e a descrição feita pelo narrador é o que dá o tom da história.
Leia abaixo o conto:
O Peru de Natal (Mário de Andrade)
 
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.

Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas “loucuras”. Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de “louco”. “É doido, coitado!” falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.

Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes…), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”:
— Bom, no Natal, quero comer peru.
Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.
— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania… Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo…
— Meu filho, não fale assim…
— Pois falo, pronto!
E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.
Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus “gostos”, já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.
Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a… culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:

— É louco mesmo!…

Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.
— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!
Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus… Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.
— Eu que sirvo!
“É louco, mesmo” pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da “casca”, cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:
— Se lembre de seus manos, Juca!
Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.
— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!
Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos…Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.
Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.
Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.
— Só falta seu pai…
Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:
— É mesmo… Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente… (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.
E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que “vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai”, um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.
Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.
Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!
A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor… Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de “bem-casados”. Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.
Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!…

Édipo Rei: vai uma tragédia grega aí?

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A tragédia grega é muito importante para a literatura e o teatro universais em todos os tempos, pois demonstra em seu conteúdo toda a diversidade de temas incrustados na mente humana bem como retrata toda a plenitude do mundo real em ilustrações grandiosas que denotam a catarse que todos adoram contemplar.

Se o destino é algo impossível de modificar na tragédia é por meio do andamento da trama que o leitor se amarra de tal maneira que não se importa de saber que irá presenciar alguma desgraça no final.

Nada de “viveram felizes para sempre” para fazer o leitor suspirar de alegria ao término da obra. O que vale é o caminho que leva até este destino traçado aos personagens.

Pensando nisso, o blog separou algumas dessas tragédias para analisa-las e explana-las aos que têm dificuldade em ler a obra completa ou para aqueles que não se importam com spoiler ou simplesmente para os outros que mesmo sabendo do final terão curiosidade suficiente para ir atrás da obra completa.

Desta feita, nosso resumo, na verdade, é uma explicação acerca da obra “Édipo Rei” de Sófocles. Boa leitura!

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Monte Citerão, entre Tebas e Corinto. Com os pés amarrados, um bebê tebano deve ser deixado ali para morrer.

Por piedade, um pastor coríntio consegue levá-lo para sua cidade, onde será adotado pelo rei Pólibo. Muitos anos depois, consultando o oráculo de Delfos para esclarecer uma dúvida sobre sua origem, o jovem, de nome Édipo, é atingido por uma terrível profecia: seu destino é matar o pai e desposar a própria mãe. A fim de evitar o desastre, Édipo abandona Corinto.

Em suas andanças, encontra um velho homem, com quem discute em uma encruzilhada. Encolerizado, mata o viajante e quase toda sua comitiva (um só homem escapa).

Seguindo sem rumo, chega às portas de Tebas, onde a Esfinge propõe-lhe um enigma. Se errar, morrerá. A resposta de Édipo salva a sua vida e a da cidade. Como dupla recompensa, recebe de Creonte – irmão da rainha e até então regente de Tebas – o título de rei e a mão de Jocasta, viúva de Laio, o rei assassinado misteriosamente.

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Passam-se mais de quinze anos. Uma peste terrível assola a cidade. Após consulta ao oráculo de Delfos, Creonte diz ao rei que, para livrar a cidade do flagelo, é preciso encontrar e punir o assassino de Laio.

Édipo diz aos tebanos que o criminoso, banido, será maldito para sempre. O cego Tirésias, chamado para ajudar nas investigações, diz a Édipo que o assassino está mais perto do que ele imagina.

O rei se lembra então da antiga profecia que o fez sair de Corinto e teme ter fracassado na tentativa de se opor ao seu destino. Nesse ínterim, chega um mensageiro de Corinto noticiando a morte de Pólibo, de quem Édipo não era filho legítimo, conforme se vem a saber.

Quase ao mesmo tempo, aparece o homem que compunha a comitiva de Laio no dia em que este foi morto.

Trata-se do mesmo pastor que abandonou o bebê no monte Citerão. Aquela criança está agora diante dele: é o rei de Tebas. Tudo se revela: Édipo matara seu verdadeiro pai (Laio) e desposara sua mãe (Jocasta).

A rainha suicida-se e Édipo fura os próprios olhos. Cego, Édipo decide abandonar a cidade. Seguindo a sugestão de Creonte, porém, permanece por mais algum tempo em Tebas.

Testemunhando a luta de seus dois filhos pelo poder, amaldiçoa-os e torna-se novamente andarilho; sua filha Antígona guia-o. Ao aproximar-se dos bosques de Colono, pressente que logo morrerá. A terra que o acolhe se torna sagrada.

Uma super matéria para vocês saberem Quem foi Anne Frank?

Para quem gosta de estudar a História a fundo, preocupa-se em analisar os fatos mais palpitantes e se interessa particularmente por aquilo que aconteceu com essa menina e as atrocidades da guerra.

VIVIMETALIUN

 

Jovem alemã escondeu-se na Holanda durante 25 meses, até que a família foi descoberta e deportada para Auschwitz. Graças ao diário que escreveu, Anne Frank ainda é conhecida mundo afora, 70 anos após sua morte.

Anne Frank

Fugindo dos nazistas

Em 1933, Anne Frank e a família fugiram da Alemanha para Holanda. Para escapar dos nazistas, eles tiveram de se esconder durante a Segunda Guerra Mundial. Viveram dois anos nos fundos de uma casa em Amsterdã. Mas alguém denunciou o esconderijo, e, em 4 de agosto de 1944, a família foi descoberta, presa e deportada para o campo de extermínio de Auschwitz.

Anne Frank mit Schwester Margot. Foto:

A família

Anne (na frente, à esquerda) tinha uma irmã três anos e meio mais velha, Margot (no fundo, à direita). O pai Otto Frank tirou esta foto no aniversário de oito anos de Margot, em fevereiro de 1934, quando a família já estava na Holanda.

Anne-Frank-Haus in Amsterdam

Escondidos em Amsterdã

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Poltergeist versão 2015: tem coisa que deveria ficar apenas no passado

 
A ideia já não fazia muito sentido.
 
Numa tarde de segunda-feira um programa cinematográfico é uma boa pedida, mas quando se inclui aí assistir a um filme dublado, numa sala 3D – XD cheia de pirralhos pentelhos que não param de falar o negócio muda totalmente de figura.
 
Além disso, minha empolgação pela adaptação do clássico dos anos 80 não era das maiores.
 
Há uns três anos eu adquiri uma série de DVDs com filmes importantes do terror e do suspense dos anos 60, 70 e 80 e dessa grande gama de películas percebi que o Poltergeist produzido e escrito por Spielberg e dirigido por Tobe Hooper em 1982 não tinha envelhecido muito bem.
 
Os efeitos especiais são muito toscos e acontecem algumas forçações de barra, mas ainda restava no roteiro sua principal característica positiva. Portanto, ainda é um filme a ser respeitado.
 
E este é exatamente o grande erro da nova versão.
 
Alguém pode dizer que as minhas citações logo no início deste texto e o meu pré-conceito quanto à qualidade da trama podem ter influenciado na minha ojeriza à produção e pode ser verdade mesmo, mas a questão é que algumas situações ao longo do longa (gostei da expressão!) não me deixam mentir.
 
Primeiramente, o filme possui uma pressa desgraçada em mostrar as coisas todas acontecendo ao mesmo tempo (exatamente o contrário do que se dava com a produção original quando percebíamos pouco a pouco o fenômeno tomar conta da casa) e isso atrapalha o raciocínio do espectador e a reflexão quanto ao que acontece em cena.
 
Há também erros de continuação de cenas importantes, edição falha em certas circunstâncias e cortes que eliminam até mesmo o sentido de algumas conversas entre os personagens. Pode-se até dizer que o roteiro não é tão ruim, mas os diálogos escritos para os personagens são horrorosos de tão frágeis e fúteis.
 
Preste atenção a duas cenas: a do pai falido e desempregado saindo do mercado e depois chegando com várias compras para a família sem que haja uma explicação plausível para isso e a cena dele com o paranormal em que este último aparece caído do nada no quarto da filha mais nova do casal. Há outras, mas estas duas são especiais.
 
Além destas questões, existe uma necessidade em mostrar a facilidade com que os efeitos especiais são realizados que determinadas cenas se tornam descartáveis, assemelhando-se a um case a ser apresentado a uma produtora para mostrar o quão competente o responsável pela atividade é bom.
 
Ah… e não dá para entender a atuação desleixada e caricata de Sam Rockwell (o pai da família Eric Bowen). Um ator de qualidade comprovada como ele não pode estar tão mal num filme sem que seja proposital. Será que não seria uma forma do ator mostrar o quanto odiou fazer tal trabalho? É um caso a se pensar.
 
A escolha por fazer do filho do casal (Kyle Katlet como Griffin Bowen) uma criança tão medrosa e escandalosa ficou muito ridículo tomando do espectador a ideia muitas vezes de pensar que quem está tendo aqueles ataques de frescura é a menina mais nova da família Bowen.
 
Aliás, assim como no filme original quem rouba a cena é a atriz mirim Kennedi Clements (a filha Madison Bowen) com sua espontaneidade infantil.
 
Por fim, completam a família insossa a mãe Amy Bowen (a atriz Rosemarie DeWitt) e Kendra Bowen (a linda Saxoin Sharbino) que de tão descartável na trama você acha que ela foi abduzida pelos fantasmas para nunca mais voltar no filme.
 
A entrada da equipe de estudiosos paranormais que irão ajudar a família Bowen a se livrar dos transtornos sobrenaturais também é desesperadamente rápida e não há qualquer construção dos personagens Sophie (Susan Heyword) e Boyd (Nicholas Braun).
 
Mas o maior desperdício é o (ex) casal paranormal Carrigan Burke (Jared Harris) e Brooke Powell (Jane Adams), pois a sua atividade na trama poderia ser mais intensa, além do que poderia trazer uma veia cômica para contrastar com os sustos (poucos, é verdade) que ocorrem durante o filme.
 
Enfim, além de ter um final ridículo ainda introduzem uma cena extra durante os créditos que não faz sentido nenhum e que demonstra que o diretor Gil Kenan realmente não acertou a mão do início ao fim da empreitada.
 
E não podemos esquecer que a questão da especulação imobiliária incluída no primeiro filme e bem representada na figura do dono da empreiteira responsável pela construção do loteamento em cima do cemitério funciona como um antagonista humano perfeito para o filme. Algo que não se dão ao trabalho de realizar nesta versão de 2015.
 
Por essas e outras é que alguns filmes deveriam possuir cláusulas contratuais para que nunca possam ser readaptados e filmados novamente. Acaba por ser uma mácula na trama e um desperdício para todos: produtores, diretores, atores e principalmente cinéfilos do mundo todo.
 
Portanto, faça um favor para si mesmo: não assista a esta bomba!

Dica do dia: Faith no More e seu “Sol Invictus”

Foram dezoito anos de ausência dos estúdios.

Mas os caras voltaram e não parece que se trata apenas de dinheiro como havia mencionado Mike Patton uns anos atrás quando retornaram aos palcos afim de cantar nos grandes festivais mundo afora.

Ao que parece, eles fizeram isso para terem a exata noção se fazia sentido também retomar a carreira como banda mesmo, com disco, turnê e carreira internacional.

E isso fez com que a ida ao estúdio ficasse madura e as composições tivessem uma condensação mais próxima do ideal do que qualquer um que simplesmente retoma a atividade sem ter preparo para tal.

Em novembro do ano passado, a banda já tinha divulgada a primeira faixa em tanto tempo, a pulsante e energética “Motherfucker”, através do formato de single em edição limitada na Black Friday.

As pretensões pareciam demonstrar uma atitude mais agressiva da banda, pois no dia do lançamento eles fizeram a estreia da canção ao vivo, durante um concerto surpresa na loja de discos Amoeba Records, de São Francisco. Ali, eles ainda revelaram outra faixa, “Superhero”, que também foi lançada de forma específica em 7 de março último no formato de vinil de 7 polegadas.

Bastava esperar o lançamento do álbum cheio. E isso acontece agora com grande estreia no mundo todo e aparição dos caras em diversos programas televisivos e radiofônicos dos EUA.

“É hipnótico e gótico, estamos retomando a sonoridade do nosso primeiro álbum”, disse o baixista Billy Gould, citando o Siouxsie & the Banshees e Roxy Music como influências da época. “Então Patton está sendo Patton, cantando, gritando, com um pouco de soul por baixo de tudo. Sempre pegamos influências estranhas e as esmagamos juntas.”

O Blog ouviu o disco e aprova o retorno vigoroso do som de uma banda que fez muito barulho nos anos 90 e que sempre se notabilizou por sair do esquema de hit de rádio. A forma como experimentam neste novo álbum faz jus á carreira deles e demonstra que ainda possuem uma boa energia para descarregar não só em cima do palco, mas também na ideia de suas composições e ambientes criados para suas canções.

Tracklist de Sol Invictus

1 – “Sol Invictus”
2 – “Superhero”
3 – “Sunny Side Up”
4 – “Separation Anxiety”
5 – “Cone of Shame”
6 – “Rise of the Fall”
7 – “Black Friday”
8 – “Motherfucker”
9 – “Matador”
10 – “From the Dead”