Demos azar: Battles cancela apresentação no Popload Festival

Abaixo, o anúncio oficial da organização do evento que toda que comparam ingresso receberam em seus e-mails agora há pouco:

BATTLES anuncia o cancelamento de sua apresentação na programação do POPLOAD FESTIVAL, por motivos fora da responsabilidade da organização. O trio americano cancelou todos os shows da turnê sul-americana previstos para o próximo mês.

A banda instrumental BIXIGA 70 completa o lineup do festival ao lado de Wilco, The Libertines, Ratatat e Ava Rocha.

POPLOAD FESTIVAL informa que a banda BATTLES cancelou sua participação no evento, no dia 08 de outubro, assim como todos os seus shows agendados na América do Sul. Apesar de todos os esforços da organização do evento, o grupo decidiu não prosseguir com a turnê na América Latina. Em nota, a banda pede desculpas a todos os fãs que esperavam pelo show e explica que por um problema de ordem pessoal envolvendo um dos familiares da banda, decidiu não realizar a agenda de eventos:

 

 

“É com muito pesar que o Battles comunica o cancelamento da sua turnê sul-americana devido a problemas familiares. A banda lamenta profundamente e pede desculpas pelo transtorno e pela decepção que este cancelamento inoportuno possa causar e diz estar ansiosa para remarcar esses shows para um futuro próximo.”

 

O comunicado na íntegra está disponível no site oficial da banda e redes sociais.

 

A banda instrumental brasileiraBIXIGA 70 completa a escalação ao lado das atrações americanasWilco Ratatat, do grupo inglêsThe Libertines e da brasileira Ava Rocha. Super grupo paulistano formado por dez integrantes, o Bixiga 70 forma um coletivo dançante que engloba jazz, funk e música afro-brasileira com influências que passam por dub e reggae, cumbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz. Com mais de 70 shows fora do Brasil nos últimos 3 anos, a banda se apresentou em renomados festivais ao redor do mundo como Glastonbury, North Sea Jazz Festival, Roskilde, Jazz à Vienne entre outros e está sendo considerado pela crítica internacional como uma das bandas mais talentosas da nova cena (Liberation, Mojo, Uncut, Les Inrockuptibles, The Wire, The Guardian, Le Monde e entre outros).

 

Informações e dúvidas serão atendidas pelo e-mail info@popload.com.br. O Popload Festival acontece no dia 8 de Outubro no Urban Stage em São Paulo, com shows do Wilco, The Libertines, Ratatat, Ava Rocha e Bixiga 70.

Aguardando o Popload Festival chegar: O que é o Battles?

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Não adianta falar deste trio (antes quarteto) novaiorquino sem descrever sua atividade como algo extremamente multisensorial.

Os caras fazem um misto de eletro-prog-rock que se aproveita das peripécias técnicas de seus integrantes,do uso de sintetizadores e da influência do Free Jazz para produzir uma música que pode ser bem acessível ou muito esquisita dentro da mesma faixa.

A sinestesia conseguida através da visualização da ação dos meninos é imediata: basta ver algum vídeo-clipe deles como “Ice Cream”, “Atlas” ou “The Yabba” para perceber que aquilo visto em tela ajuda na experiência de agrupar os sentidos da audição, visão e um processo mental bagunçado tudo numa mesma panela.

O Battles pode figurar naquela prateleira de grupos incompreendidos na cena mundial musical para alguns, mas consegue ainda assim uma leva de fãs que conseguem curtir da melhor maneira possível seus shows esquizofrênicos e imperdíveis.

Pois é esta banda uma das atrações da 4º Edição da Popload Festival que neste ano acontecerá dia 08/10 no Urban Stage, nova casa de apresentações musicais de São Paulo.

Se há certeza de que a plateia estará lá para se empolgar com a enérgica apresentação da dupla Barat-Doherty do Libertines ou viajar com a delícia de show do Wilco será interessante perceber qual será a reação de todos com as loucuras instrumentais de Ian Williams na guitarra, John Stanier na bateria e Dave Konopka se deslocando entre sintetizadores e teclados que vão da experimentação pura e simples ao peso de guitarra e bateria muito bem condensados em poucos segundos.

A parte visual do show deve ser um ponto fora da curva já que são elas que ajudam a te manter focado em tudo aquilo que acontece ao mesmo tempo, mesmo que sejam tão poucos caras fazendo aquele som todo de uma vez só.

Essa pegada mais forte deles talvez venha da atuação pregressa de seu baterista que trabalhou na Hard Core Helmet e faz projeto junto com Mike Patton no Tomahawk, mas a sincronia com que todos os três trabalham no palco já foi chamada de Math Rock, conceito que tenta traduzir a musicalidade do grupo através da perfeição matemática.

Portanto, vá com a mente aberta para receber coisa nova se chegar antes dos shows finais da noite e quiser ser inundado por esse som desconsertante deles.


Abaixo, alguns exemplos do que pode ser visto durante o show do Battles em São Paulo:

 

Battles – My Machines (feat Gary Numan)

 


 

Battles – Rolls Royce (Hudson Mohawke Remix)

 

 


 

Battles – Ice Cream 

 


 

Battles – The Yabba

 

 


 

Considerações sobre o Lolla Brasil 2017

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Sim, há alguns pontos positivos na apresentação oficial do Line up do festival, mas é preciso considerar erros aqui e ali, na nossa humilde opinião.

Se houve problema na hora dos acertos com alguns artistas ausentes na lista final isso ficará muito no campo da especulação, mas a questão é que isso pode ser mais comentado do que a respeito dos nomes que figuram agora no line up.

Sabemos o quanto é difícil realizar um evento deste porte, mas também é importante citar o considerável ágil nos ingressos em relação aos anos anteriores. Dessa forma, esperava-se que as atrações anunciadas fossem o top do top do cenário musical mundial, algo que pode facilmente ser contestado.

Abaixo, estão algumas dessas considerações acerca de quem vem (e de quem não vem) ao festival.


Headliners:

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Tudo bem, chamar Metallica para encabeçar o evento tem um teor midiático e pode impulsionar pesadamente as vendas dos ingressos, mas está se tornando cansativo essa necessidade de recorrer aos californianos toda vez que se faz um festival deste porte no Brasil.

Os anos anteriores tiveram exemplos de variação no quesito headliner que contribuem para essa argumentação, pois os casos de Arctic Monkeys em 2013, New Order e Arcade Fire em 2014, Pharrell Williams em 2015 e Eminem em 2016 demonstram diversidade na música e no público chamado para a atividade ocorrida em Interlagos desde dois anos atrás.

Metallica traz mais do mesmo do que pensam eventos como o Rock in Rio e acaba sendo um ponto negativo para o Lolla Brasil que tenta ser um diferencial nesta forma de pensar e agir mega-atividades deste tipo.

Por outro lado, The Strokes formam uma tendência de tentar angariar gente descolada e pessoal mais ligado ao mundinho indie para continuarem sendo massageados no ego pela organização.

Se o nome que ainda não foi anunciado for o de Lana Del Rey a nota para Healiners pode subir consideravelmente.


Nomes ausentes

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Das listas que saiam incessantemente antes do anúncio oficial dos produtores do Lolla Brasil 2017 tinha um nome que era dado como certo: Radiohead.

O que aconteceu para que não vingasse a vinda da banda de Thom Yorke ninguém saberá tão logo, mas é claro que se torna um peso contra a qualidade do festival.

Outro que se tornava favorito para figurar na lista final era o LCD Soundsystem, mas parece que aqueles que garantiram presença nos eventos do verão americano e europeu ou irão descansar no início do ano que vem ou estão de saco cheio. Quanto aos custos, não acredito ter sido empecilho tão grande para que não tivessem vindo.

Há nomes como Warpaint (com disco novo), Arcade Fire, Grimes e Calvin Harris que poderiam figurar na lista, não sei se por desejo mesmo de muita gente ou por tratativas realizadas com os organizadores, mas a questão é que ficaram para uma próxima mesmo.

Isso não necessariamente pode ser um grande problema, já que em alguns casos exista a possibilidade e/ou facilidade para que alguns deles venham em shows solo no ano que vem ainda. Lembrando que agora há um fatiamento maior de atrações entre mais festivais durante o ano. Vide o caso do Popload Festival deste ano que conseguiu trazer dois nomes de peso como The Libertines e Wilco para um espaço consideravelmente menor.


Nomes Secundários

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Claro que não é somente de nomes do mainstream que vive um festival dessa magnitude e, portanto, atrações secundárias são muito bem-vindas e, em determinados casos, rendem os melhores momentos do Lollapalooza.

Neste ano, estão escalados para estas funções gente do porte do The XX, The Weenknd, Duran Duran, Two Door Cinema Club, Rancid, MØ, Catfish and the Botleman e The 1975.

Há também o retorno precoce de Cage the Elephant que fez um show muito razoável no ano passado e outros artistas que tentarão se tornar surpresa para o público que vai com a cabeça aberta para conhecer coisas novas do cenário musical mundial.

Dentre essas novas caras tenho aposta boa em cima de Tove Lo, Chainsmokers, Olivier Heldens, o duo Nervo e Glazz Animals. Mas, como sempre, espero que outros surjam naturalmente quanto mais perto se tornar o festival ou que tenham uma empatia diferenciada com o povo presente no evento.


 

 

Atrações Brasileiras

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Dentre as atrações nacionais é fácil destacar a escalação de Criolo, o rapper que transita muito bem na MPB e que tem feito muito estardalhaço no cenário brasileiro por conta de suas posições políticas e atividade intensa em movimentos  sociais.

Céu é outra que transita bem entre a galera jovem atual e terá oportunidade de participar do festival na condição de uma das grandes cantoras do momento por esses nosso lados.

Mas também acaba se tornando uma surpresa que o Haikaiss, banda muito popular entre a galera da periferia esteja aí junto com eles.

Nesse balaio tupiniquim figuram também os cariocas do The Outs que se tornam uma aposta certa entre aqueles que gostam de um britpop bem feito, há o Doctor Pheabes (que já abriu para os Stones e participou do Lolla de 2015), o DJ Gabriel Boni e o Baianasytem.

O Lollapalooza Brasil 2017 acontece em dois dias: 25 e 26 de Março do próximo ano. Os ingressos já estão à venda.


 

 

Com vocês, o melhor disco do ano!

 

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Sim, estamos ainda em setembro e muita coisa grandiosa já foi lançada por aí.

Houve nos primeiros dias do ano o disco derradeiro de David Bowie (em vida, pelo menos) que carrega um componente emocional desigual com relação a qualquer outra coisa que tenha saído posteriormente. Aconteceu também o retorno de Nick Cave pós-morte do filho, que devemos considerar também um sentimento diferente ao escutar o disco do australiano.

Há ainda álbuns excelentes que já chegaram desde o Savages novo até o “Heads Up” do Warpaint que está fresquinho em nossas caixas de som desde ontem, mas nada, repito, nada será parecido com o trabalho do Swans.

A banda de Michael Gira já vinha batendo na tecla dos lançamentos clássicos desde o seu retorno em 2009, mas foi em 2014 com “To Be Kind” que eles se renovaram por completo e iniciaram um projeto que parece ter continuidade no LP que sai agora em 2016.

“The Glowing Man” saiu sem alarde nenhum no dia 17 de junho e as apresentações ao vivo não tem sido muitas. A questão relacionada à dificuldade para estruturar um show da banda parece ser o principal motivo para isso, mas um evento deste porte também deve ser bem caro e pode existir o receio de produtores em financiar um espetáculo que não dá para chamar de outra coisa que não seja uma sinfonia do caos.

Dessa forma, acredito que é quase impossível que Gira e seus companheiros de banda também participem de festivais já que um show do Swans não tenha menos do que duas horas.

Com relação ao conteúdo das faixas em si o que se demonstra é a intensificação de um trabalho de experimentação que ultrapassa em muito o pós-punk moderno que os caras tem feito desde sua volta.

Dá para pincelar influências do stoner rock de Kiuss e Queens of the Stone Age, microfonias de shoegaze e primórdios do Black Sabath, mas é muito mais do que isso.

Há elementos de sinfonia no som dos caras, há influência de outras bandas como Sonic Youth na maneira de tocar os instrumentos (o próprio Gira admite que a canção The “World Looks Red / The World Looks Black” já tinha sido escrita em 1982 e que foi usada em grande parte pela banda de Thurston Moore) e o vocal prossegue emergindo com mantras e repetições que fazem o ouvinte viajar pela sonoridade de uma maneira muito diferente de qualquer coisa realizada hoje em dia.

Aliás, essa ideia de mantra se nota também nos acordes que, por muitas vezes, utilizam isso como uma ambientação para chegar em ápices (ou simplesmente um anticlímax) que se aprofundam em riffs ao longo dos muitos minutos de exibição. Note isso em “Frankie M” e na dobradinha “Cloud of Forgetting” e “Cloud of Unknowing” do início do disco, por exemplo.

Portanto, há de tudo nesse balaio: heavy metal, pitadas de jazz e blues, percussão e rugidos indígenas americanos, além de base celta que outras bandas atuais também utilizam. O conceito por trás do Swans, dessa forma, não pode ser explicado em poucas palavras, nem sequer num texto que tenta traduzir o motivo de se tornar o melhor lançamento do ano. É importante mergulhar de cabeça no som para que se estabeleça uma conexão real com ele.

Pode haver quem diga que em algum instante chega a ser cansativo escutar um álbum com quase duas de duração, mas a experiência sensorial é única.

Além disso, é quase impossível mencionar os nomes de todos os colaboradores do disco já que um conjunto que utiliza piano, guitarras das mais diferentes formas e tamanhos, sinos, metais, sintetizadores, percussão variada e mais uma infinidade de penduricalhos com a finalidade de produzir sons esquisitos ou com alguma especificidade precisa de gente suficiente a essa altura.

Mas basta dizer que numa apresentação formal deles pelo menos Michael Gira, Norman Westberg, Kristof Hahn, Phil Puleo, Christopher Pravdica, Thor Harris e Bill Rieflin estão presentes.

Também podemos mencionar como curiosidade que em “When Will I Return” há a participação especial de Jennifer Gira no vocal numa faixa um pouco mais diferente do usual (se é que podemos chamar assim) da banda. Outra particularidade é que em “Cloud of Unknowing” ouvimos um solo improvisado de cello com a marca de Okkyung Lee.

Outra característica diferenciada em relação ao penúltimo disco é que este “The Glowing Man” parece ser conduzido com mais ferocidade. A própria faixa-título dá certa dimensão do que aqui é dito. Através de uma microfonia intensa e guitarras pesadas a música parece demonstrar uma catástrofe que se avizinha de quem a escuta. Um terremoto caótico!

Com uma intensidade na forma de tocar, na maneira de cantar e também no modo como se faz presente num evento ao vivo, este disco se torna um acontecimento único em 2016 e a existência do Swans no cenário alternativo da música contemporânea se torna uma demolição de conceitos pré-estabelecidos para quem faz música atual.

Assim sendo, através de apenas oito canções o grupo nova-iorquino consegue sintetizar toda a sua estrutura e tentativa de fazer oposição a tudo o que acontece ao seu redor. Uma experiência que parecia não ser mais possível em pleno 2016.

 


 

Swans – The Glowing Man

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1 – Cloud of Forgetting 12:43

2 – Cloud of Unknowing 25:12

3 – The World Looks Red / The World Looks Black 14:27

4 – People Like Us 04:32

5 – Frankie M 20:58

6 – When Will I Return 05:26

7 – The Glowing Man 28:50

8 – Finally, Peace 06:15


The Glowing Man

 

 


 

O bom velhinho que de bonzinho não tem nada. Parabéns a Leonard Cohen (com música nova!)

O mestre da música forte e pesada que faz as pessoas quererem ouvi-lo no auge da bad desde os anos 60 faz aniversário hoje.

Os 82 anos de Leonard Cohen podem ser comemorados de diversas maneiras e com inúmeras musicas do cantor, compositor e poeta canadense, mas ele preparou um jeito mais fácil de isso ocorrer.

Foi lançada hoje, assim de supetão, uma nova canção, intitulada “You Want It Darker”, título também do 14° álbum do homem que produz cada vez mais hits dark para nos alegrar (ou seria entristecer?).

Veja abaixo o vídeo com o áudio da canção e fale se não é para cortar os pulsos a letra que parece muito possuir um teor autobiográfico.

I Slam do Riva: veja imagens da batalha de poesia

Foi cansativo, exaustivo e complexo conseguir organizar todo o evento, mas valeu muito a pena.
O primeiro campeonato de poesias da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior aconteceu e teve o prestígio de contar com a grande colaboração dos alunos e professores para que pudesse dar certo.

Se a alegria dos alunos em participar era evidente a empolgação dos docentes em auxiliar para que tudo fosse realmente vem feito calhou demais.

Após um período de inscrições e de preparação dos meninos e meninas a atividade contou com o peso da participação de todos.

Com 26 inscritos, algumas desistências é a necessidade de vencer a timidez em alguns casos o Slam do Riva contemplou textos românticos, políticos, críticos e altamente poéticos para que as notas fossem lançadas com afinco pelos professores jurados.

Após muita disputa e fases acirradas tivemos uma final delirante que premiou a criatividade, acima de tudo.

Esperando que essa seja apenas uma das tantas vezes que faremos esse evento fica o convite para a final municipal que contará com os dois primeiros colocados do Riva que acontecerá no dia 05/10 às 14 horas no CCSP em frente ao Metrô Vergueiro em São Paulo.

Até lá!