Arcade em São Paulo: que maravilha foi essa, minha gente?!

Resultado de imagem para arcade fire show são paulo

 

Houve problemas antes do show? Houve. Mas valeu a pena? Muito!

As ressalvas do parágrafo acima são necessárias por conta de uma situação inesperada: a ideia dos organizadores era de vender mais de 25 mil ingressos para o show que aconteceu sábado (09), mas o negócio flopou e havia nada mais do que 10 mil pessoas para assistir ao Arcade Fire em sua turnê “Infinite Content”, parte da divulgação do quinto álbum dos canadenses, “Everything Now”.

Por conta dessa questão os produtores decidiram montar o palco de frente para a arquibancada e que era para ser pista premium virou pista normal enquanto a pista normal virou arquibancada.

As pessoas se indignaram, mas tal sentimento sumiu a partir do momento que a locução oficial da apresentação avisou sobre a chegada dos integrantes do grupo num procedimento que pareceu mais uma luta de boxe. Até cordas haviam no palco para separa-los do público.

Porém, essa certa distância entre fãs e os artistas se dissipou desde o primeiro acorde da música título do quinto álbum deles e daí em diante foi um show épico.

Com alguns momentos de certo desentrosamento da plateia com novas faixas como Chemistry” e “Peter Pan” ainda assim outras novas como “Electric Blue”, “Creature Comfort” e “Put Your Money on Me”, além da faixa-título, têm potencial para crescer em novas turnês. Além delas, o início do bis com “We Don’t Deserve Love” sendo cantado por Win Butler no meio do povo merece respeito e pode ser uma carta na manga interessante.

Canções que já são marcos na carreira do Arcade Fire como “Neighborhood #1 (Tunnels)”, “The Suburbs”, “Rebellion (Lies)”, “No Cars Go” e “Neon Bible” tiveram condução perfeita por parte dos instrumentistas do grupo, mas também tiveram um auxílio marcante (e surpreendente)  por parte do público, já que em shows anteriores aqui em Sampa o fã paulistano não estava se mostrando tão ativo assim como neste último sábado.

A participação (quase) solo de Régine Chassagne nas faixas “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains), “Its Never Over (Oh Orpheus)” e “Haiti” já são tradição das apresentações deles, mas sua versatilidade em tocar bateria, piano, keytar, teclado, xilofone, acordeon e até uma percussão  feita de garrafas cheias d’água é notável.

A interação com a plateia também merece uma análise à parte, não só pela facilidade com que todos da banda o fazem, mas também pela coragem de Win e Régine em descer do palco e ter um tête-à-tête com a galera do gargarejo e ir além (no caso do rapaz) quando chegou a ir até a arquibancada cantando ao mesmo tempo que era respeitado seu espaço para desempenhar bem sua função.

Sendo a terceira vez que a trupe canadense vem ao Brasil, curiosamente este foi o menor público, mas é algo que fez do show algo mais intimista e próximo daqueles que lá os foram assistir. E faixas como “Reflektor”, “We Exist”, “Afterlife” “Neighborhood #3 (Power Out), além do final apoteótico com “Wake Up” têm uma energia tão grande que falam por si só e mesmo se tivesse sido um show ruim elas o salvariam (algo que está muito longe de ter sido).

Ainda na toada do coro de 10 mil vozes a bateria da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé fez jus ao fato de estarem no sambódromo e acompanharam todos os integrantes novamente junto ao público para fazer um batuque final.

Sendo assim, é uma pena que tenha tido um público tão pequeno para acompanhar artistas tão cheios de estilo, qualidade, criatividade, simpatia (mesmo com toda essa situação do público baixo Win anunciou que irá doar para uma instituição de caridade um real de cada ingresso vendido) carisma e com uma produção de dar inveja tendo na parte visual um ponto fortíssimo que se alia às músicas de um jeito único e bonito. Valeu muito ter tido a oportunidade de assistir a um grupo musical que está em seu auge artístico em cima do palco. E quantas vezes for possível valerá repetir a dose.

 

Setlist – Arcade Fire (Arena Anhembi – São Paulo – 09/12/2017)

Resultado de imagem para arcade fire show são paulo

 

1 – Everything Now (Continued)

(instrumental version)

2 – Everything Now

3 – Rebellion (Lies)

4 – Here Comes the Night Time

(With Acadêmicos Do Tatuapé drumming section)

5 – Haïti

6 – (With Acadêmicos Do Tatuapé drumming section)

7 – Chemistry

8 – Peter Pan

9 – No Cars Go

10 – Electric Blue

11 – Put Your Money on Me

12 – Neon Bible

13 – Neighborhood #1 (Tunnels)

14 – The Suburbs

15 – The Suburbs (Continued)

16 – Ready to Start

17 – Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)

18 – It’s Never Over (Oh Orpheus)

19 – Reflektor

20 – Afterlife

21 – We Exist

22 – Creature Comfort

23 – Neighborhood #3 (Power Out)

Encore:

24 – We Don’t Deserve Love

25 – Everything Now (Continued)

26 – Wake Up

(With Acadêmicos Do Tatuapé drumming section)

 


 

 


 

Anúncios

50 Melhores singles de 2017

 

Resultado de imagem para vitrola

 

Se foi um ano com muitos bons lançamentos de álbuns (nossa lista com os 20 mais de 2017 sai na semana que vem) então podemos acrescentar que os singles também foram ótimos.

Num feito inédito para o blog abaixo teremos uma relação com os 50 melhores singles em nossa opinião que passaram pelo mundo nos últimos 12 meses.

Pelo fato de haver tantas canções a mescla entre o rock mainstream, o rock indie, o pop e o hip hop acabou por ficar bem evidente e é normal que haja discordância entre um ou outro single aqui mencionado.

Portanto, quem aí tiver alguma relação totalmente diversa da nossa é favor postar logo em seguida ao texto que não está nem em ordem de predileção ou de suposta qualidade.

Sendo assim, para evitar mais polêmicas (que já teremos suficientes) o ranking está em ordem alfabética do nome da banda ou artista solo.

Então, fique com nosso top 50 de melhores singles de 2017:

 

Resultado de imagem para lordeResultado de imagem para future islandsResultado de imagem para slowdiveImagem relacionada

01 – Aimee Mann – Goose Snow Cone

02 – alt-J – In Cold Blood

03 – Alvvays – Dreams Tonite

04 – Arcade Fire – Put Your Money On Me

05 – Beck – Dear Life

06 – Belle and Sebastian – We Were Beautiful

07 – Cigarettes After Sex – Nothing’s Gonna Hurt You Baby

08 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Over Everything

09 – Charli XCX – Boys

10 – Depeche Mode – Where’s the Revolution

11 – Ed Sheeran, Shape of You

12 – Father John Misty: Pure Comedy

13 – Foo Fighters – The Sky is a Neighborhood

14 – Future Islands – Ran

15 – Gorillaz feat. Popcaan – Saturnz Barz

16 – Grizzly Bear – Morning Sound

17 – Haim – Want You Back

18 – Ibeyi feat. Mala Rodriguez – Me Voy

19 – Jesse Jo Stark – April Flowers

20 – Kendrick Lamar feat. Rihanna – Loyalty

21 – Lana Del Rey – Love

22 – LCD Soundsystem – American Dream

23 – Liam Gallagher – For What It’s Worth

24 – Lorde – Perfect Places

25 – Mark Lanegan – Emperor

26 – Miley Cyrus – Malibu

27 – MGMT – Little Dark Age

28 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – It’s a Beautiful World

29 – Phoenix – J-Boy

30 – Poliça – Agree

31 – Portugal, The Man – Feel It Sill

32 – Queens of the Stone Age – The Way You Used To Do

33 – Royal Blood – Lights Out

34 – Ride – All I Want

35 – Ryan Adams – Doomsday

36 – Slowdive – Sugar For The Pill

37 – Spoon – Hot Thoughts

38 – St. Vincent – Los Angeles

39 – Taylor Swift – Look What You Made Me Do

40 – Temples – Certainty

41 – The Drums – Blood Under My Belt

42 – The Flaming Lips – Oczy Mlody

43 – The National – The System Only Dreams in Total Darkness

44 – The War on Drugs – Pain

45 – The Weeknd feat. Daft Punk, I Feel It Coming

46 – The xx – I Dare You

47 – Tyler, The Creator – Who Dat Boy

48 – Wavves – Animal

49 – Waxahatchee – Never Been Wrong

50 – Wolf Alice – Beautiful Unconventional

 


 

Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis

Imagem relacionada

 

É inevitável a comparação que os persegue desde o início da carreira.

Os irmãos Gallagher sempre estiveram na crista da onda nas manchetes dos tabloides britânicos por diversos motivos e a semelhança dessas notícias com situações demonstradas com os Beatles é bem conhecida.

Desde o começo do Oasis há relações (algumas exageradas, outras forjadas, mas muitas interessantes) sobre aproximações entre as carreiras da banda de Manchester e o super grupo de Liverpool, mas recordes, brigas e números alcançados pelos dois ícones da música inglesa sempre estão sendo comparados meio que para provar a força da sonoridade daquele canto do planeta.

Mas o que podemos verbalizar neste momento é que duas vertentes de um mesmo começo favorecem os ouvidos de quem está mais ligando para a qualidade do que é feito a uma suposta volta forçada do grupo ao qual pertenciam.

Se à época dos Beatles havia a treta Paul/John e seus respectivos percursos solo pós banda agora o processo não é diferente com a família Gallagher. Tudo bem que Liam já se aventurara pela banda Beady Eye, mas só foi neste ano que realmente botou o pé na carreira individual de vez. Enquanto seu irmão já está no terceiro disco sozinho foi somente em 2017 que o menino mais novo da família posta sua foto sem companhia na capa de um álbum.

Mas como já falamos aqui sobre o menino emburrado que adora arrumar uma treta dias atrás (https://dhiancarlomiranda.wordpress.com/2017/10/06/sextou-para-liam-sai-hoje-o-album-solo-do-irmao-mais-novo-da-familia-gallagher/) agora é a vez de enaltecermos o que a parte compositora da família pode fazer.

Noel Gallagher’s High Flying Birds lança seu terceiro álbum intitulado “Who Built the Moon” e músicas mais diferentonas aparecem para dissipar o caminho que vinha sendo percorrido até anos anteriores.

Se ainda existia um fio de relação entre o High Flying Birds e o Oasis no álbum homônimo de 2011 e em Chasing Yesterday (2015) aqui há uma ruptura nítida com a primeira banda de Noel.

Músicas e sonoridade traduzem uma nova fase do músico e também transmitem novos respiros em suas letras. O experimentalismo dá igualmente as caras (algo impensável vinte anos atrás) e as soluções instrumentais são favoráveis a todo esse processo. Neste aspecto, ponto para o time de instrumentistas do cantor e guitarrista.

Além disso, Noel não se preocupa em dar uma única cara ao disco, pois faz da salada de gêneros um procedimento latente durante os 43 minutos da bolacha musical.

Há de tudo ali: rock básico dos anos 70, velhas pilulas psicodélicas fantasiadas com sintetizadores leves, guitarras de hard rock oitentista, boas baladas despreocupadas com a diferenciação em relação ao seu antigo grupo de Manchester e até tesoura dando a deixa na densa e energética “She Taught me How to Fly”.

Há momentos memoráveis de pura genialidade em “Who Built the Moon” como em “Holy Mountain”, “It’s a Beautiful World” e “Fot Knox”, mas há instantes em “Black & White Sunshine”, “If Loves is the Law” e “The Man Who Built the Moon” que fazem do trabalho uma atividade consistente e de grande fôlego.

Como disse alguns dias atrás a amigo: perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis.

 


 

Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built The Moon?

 

Imagem relacionada

 

1 – Fort Knox”

  2. Holy Mountain

 3.Keep on Reaching

4.It’s a Beautiful World

  5.She Taught Me How to Fly

 6.Be Careful What You Wish For

 7.Black & White Sunshine

 8.Interlude (Wednesday Pt. 1)

 9.If Love Is the Law

10.The Man Who Built the Moon

 11.End Credits (Wednesday Pt. 2)

 


 

The Man Who Built The Moon

 

 


 

 

Aberta a temporada de listas do ano: confira os melhores álbuns segundo a brasileira TMDQA

Resultado de imagem para lordeResultado de imagem para melhores do ano albuns 2017

 

Se lá fora já tivemos a abertura do período em que sites e revistas especializados em música começam a divulgar suas listas de melhores álbuns do ano o mesmo procedimento não poderia deixar de acontecer por aqui também.

O site Tenho Mais Discos Que Amigos (TMDQA) divulgou hoje seu top 50 com um ranking bastante eclético dentro do mundo indie/pop.

Se há algumas unanimidades que começam a pulular aqui e ali na imprensa especializada de fora parece que não haverá diferença muito gritante nos primeiros lugares.

Porém, o que mais empolga é conseguir descobrir vários artistas que não estão muito na grande mídia e que estão fazendo grandes sons para ouvidos mais atentos ou perceber que outros músicos estão se reinventando e fornecendo ao mundo da música certo frescor.

Veja abaixo a lista final com os 50 mais da TMDQA:

 

Resultado de imagem para tmdqa

 

50 – Dead Cross – Dead Cross

49 – Queens of the Stone Age – Villains

48 – Foo Fighters – Concrete and Gold

47 – Hundredth – Rare

46 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Lotta Sea Lice

45 – Chris Stapleton – From a Room Vol. 2

44 – Khalid – American Teen

43 – Stormzy – Gang Sings and Prayer

42 – Laura Marling – Semper Femina

41 – Creeper – Eternity, In Your Arms

40 – Royal Blood – How Did We Get So Dark?

39 – Converge – The Dusk In Us

38 – Willow Smith – The 1St

37 – New Found Glory – Makes Me Sick

36 – Ryan Adams – Prisoner

35 – Slowdive – Slowdive

34 – Residente – Residente

33 – Björk – Utopia

32 – Tyler, The Creator – Flower Boy

31- Sorority Noise – You’re Not As _______ As You Think

30 – King Gizzard and the Lizard Wizard – Flying Microtonal Banana

29 – Cigarettes After Sex – Cigarettes After Sex

28 – Brockhampton Saturation II

27 – Oh Sees – Orc

26 – Aimee Mann – Mental Illness

25 – Wolf Alice – Vision of a Life

24 – Fleet Foxes – Crack-up

23 – Jay Som – Everybody Works

22 – Japanese Breakfast – Soft Sounds From Another Planet

21 – The Menzingers – After  the Party

20 – Marilyn Manson – Heaven Upside Down

19 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built The Moon?

18 – Vince Staples – Big Fish Theory

17 – Jay-Z – 4:44

16 –  Liam Gallagher – As You Were

15 – Jacques Greene – Feel Infinite

14 – Father John Misty – Pure Comedy

13 – The National – Sleep Well Beast

12 – The XX – I See You

11 – Paramore – After Laughter

10 – Julien Baker – Turn Out The Lights

09 – At The Driven-In – Interalia

08 – SZA – Ctrl

07 – St. Vincent – MASSEDUCTION

06 – Harry Styles – Harry Styles

05 – Moses Sumney – Aromanticism

04 – LCD SoundSystem – American Dream

03 – Mount Eerie – Crow Looked At Me

02 – Kendrick lamar – Damn

01 – Lorde – Melodrama


 

Toma um show delícia! Courtney and Kurt em apresentação fantástica de Outubro

Imagem relacionada

 

Não, galera boa do indie brasuquinha… Não se trata do saudoso líder do Nirvana em parceria espírita com a sua viúva em algum palco mundo afora. Estamos falando sim da dupla formada pelos heróis guitarristas, a australiana Courtney Barnett e o americano Kurt Ville.

O show em questão é uma apresentação especial na praia de Malibu – Califórnia, como parte da série de atividades que a Pitchfork sempre está realizando por aí.

O set list tem como base as canções do recém-lançado álbum que a dupla fez chamado “Lotta Sea Lice” e que tem algumas dos mais gostosos riffs de guitarra deste 2017.

 

O show todo tem mais ou menos 50 minutos e o clima é o mais radiante possível: praia, muito sol, mas límpido e maravilhoso, uma banda das mais virtuoses que se tem notícia e pouca frescura para mostrar que o rock’n roll tem seus arautos ainda para lhe defender.

Veja abaixo o show completo:

 

 


 

 

 

Agora o negócio ficou sério. Veja o trailer de Vingadores: Guerra Infinita

Resultado de imagem para guerra infinita

 

Sorry! Sad but true, DC!

A Marvel parece que só esperou a desgraça da coirmã acontecer para lançar o trailer de Vingadores: Guerra Infinita.

Nele vemos diversos personagens do universo expandido da companhia aparecendo durante a iminência de um problema bem real e grupos inteiros de super heróis juntando forças para dirimir tal situação.

O problema em questão tem nome: é Thanos, o titã louco que virá à Terra para reunir em seu poder o restante das joias do infinito e os Vingadores terão de contar com qualquer tipo de ajuda possível para evitar tal catástrofe.

Nos pouco mais de 2 minutos de trailer vemos Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Dr. Banner (Mark Rufallo), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Capitão-América (Chris Evans), Peter Quill (Chris Pratt) e mais o restante do pesado elenco sendo subjugado por Thanos (Josh Brolin) e seu exército estelar.

Dá para perceber que o filme muito provavelmente será uma espécie de “O Império Contra-Ataca” da franquia com possíveis baixas e muitas derrotas durante a produção dirigida pelos irmãos Russo (Capitão-América: Guerra Civil, Capitão-América: O Soldado Invernal).

 

Nos próximos meses teremos ainda outros teasers e muitas especulações, mas neste momento aproveite e se delicie com o trailer de agora.

 

 


 

 

O quê que Goiás tem: um resumo da cena quente do centro do país

Imagem relacionada

Se há um lugar no Brasil onde podemos verdadeiramente dizer que tem uma cena musical esta se chama Goiás, ou melhor, sua capital Goiânia, e não, não estamos falando de música sertaneja, até porque esse rótulo parece estar se distanciando cada vez mais do que se faz nos dias atuais pelos pseudo representantes da canção raiz brasileira.

E sim, estamos nos referindo à ótima safra de bandas e artistas daquela região brasileira ligados ao rock, indie ou mesmo à MPB, ou como alguns gostam de mencionar, a novíssima música popular brasileira.

Abaixo, um resumo rápido de cada um dos representantes (mais conhecidos) da cena goiana que tem assolado nosso território e até mesmo outros países europeus e EUA através de festivais e shows solo.


 

Boogarins:

Resultado de imagem para boogarins

A banda formada por Fernando “Dinho” Almeida (vocais e guitarra rítmica), Benke Ferraz (guitarra solo), Ynaiã Benthorldo (bateria) e Raphael Vaz (contrabaixo) já fazem provocam certo alvoroço mundo afora por causa de “As Plantas Curam” (2013) e “Manual (2013) em que a mistura de sons psicodélicos dos anos 50 e 60, influências que vão de Beach Boys a Mutantes e Bossa Nova e uma fusão de MPB com rock experimental fazem a gente viajar em cada canção ouvida. Em 2017 lançaram meio sem alarde o álbum “Lá vem a Morte” e intensificaram a invasão mundial que já pousou em Lollapalooza Brasil, South By Southwest, Rock in Rio Lisboa e Primavera Sound, além de entrevista e pocket show na conceituada KEXP FM de Seattle.

Músicas de destaque: “Lucifernandis”. “Doce”, “6000 Dias”, “Foimal”.


 

Carne Doce

Resultado de imagem para carne doce

O quinteto advindo de Goiânia pode ir do rock de garagem à MPB dentro da mesma canção e não escondem que ícones da cena brasileira fazem sua cabeça da mesma forma que heróis do underground indie também alimentam seu repertório de influências. Com Salma Jô, vocalista da banda, sendo um show à parte a sonoridade funciona como ambiente perfeito para sua performance vocal e corporal durante as apresentações ao vivo. O quarteto de instrumentistas também dá o seu recado com ótimos arranjos e uma profundidade sônica difícil de se encontrar hoje numa cena nacional de pouca profusão de intensidade e tensão musicais que consigam se aliar com letras marcantes e de discussão mais complexa.

Músicas de Destaque: “Eu te Odeio”, “Cetapensâno”, “Sertão Urbano”, “Atermísia”, “Princesa”.


 

Kasteljins

Resultado de imagem para kasteljins

O músico e artista plástico Pedro Kasteljins, ou simplesmente Kasteljins, se lançou na cena além de Goiânia com o álbum “Raposa” (2016) através da LaLonge. Com 10 músicas escolhidas entre as primeiras gravações feitas pelo músico, entre 2012 e 2013, na sua própria casa o rapaz consegue mandar muito bem apesar da informalidade da produção. Posteriormente, ainda se juntou a integrantes do Boogarins para colocarem em prática o projeto Maurício Noia. Os registros de Kasteljins ainda soam um pouco amadores, mas a qualidade já é facilmente identificada e os experimentos funcionam bem para ouvidos atentos.

Músicas de destaque: “Answer”, “Olhos de Raposa”.


 

Luziluzia

Misto de Boogarins com Carne Doce, o projeto goiano segue fazendo barulho mesmo que despretensiosamente. Criado para preencher a lacuna deixada pelo hiato nas carreiras das duas bandas quando estas terminam suas turnês muita coisa acaba surgindo sem querer através de gravações via celular ou por meio de jams que nem tinham isso como objetivo. com guitarras de Benke Ferraz e João Victor Santana, bateria comandada por Ricardo Machado e baixo nas mãos de Rafael Vaz o complicado só é ter uma turnê da banda devido ao trabalho de todos os integrantes com seus grupos oficiais.

Músicas de destaque: “Primavera”, “Som de Lugar”, “Before the Storm”, “Cosmic Melodrama”.


 

BRVNKS

Resultado de imagem para brvnks

A banda goaina BRVNKS tem singeleza, soa como um indie lo-fi, às vezes, com pitadas de densidade vocal macia e guitarras festivas pop por outros momentos. Com o lançamento de seu EP “Lanches” em 2016 veio o sucesso instantâneo nas redes sociais e na cena underground de lá e do resto do país com 70.000 plays no spotify em apenas 20 dias. Mas é à Bruna Guimarães que devemos celebrar, pois o projeto se deve exatamente às suas composições e sua persistência que, ainda menor de idade, teve em promover a banda três a quatro anos atrás.

Músicas de destaque: “Don’t”, “Harry”.