Rupi Kaur: poesia para a libertação feminina

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Sempre é muito difícil falar sobre as questões femininas sem sentir na pele o que é ser mulher, mas é importante analisar sempre que possível o que a cultura pode se apropriar da atividade das meninas e para elas.

Pode-se notar que a literatura feminista é algo que ainda precisa fluir muito na mente das mulheres e (por que não?) dos homens, pois  ainda há uma parcela dos donos da palavra e da disseminação do conhecimento que o feminismo não seria tão importante assim para a humanidade.

Se temos maravilhosos exemplos de mulheres habilidosas na forma e no estilo de escrever sobre os problemas a serem desfeitos para a verdadeira luta por direitos femininos no mundo extremamente patriarcal há de se notar que isso fica meio de lado nas discussões no meio literário moderno. Após figurar até mesmo em prova nacional do ensino médio anos atrás, esse tipo de pensamento em busca de igualdade social e cultural entre meninas e meninos tem dado um salto na maneira de ser vista por aqueles que pretendem dar um olhar mais sério ao assunto.

Se podemos dizer que a obra “Em defesa dos direitos da mulher” de Mary Wollstonecraft ainda no século XVIII é um marco para esse tipo de livro para fazer balançar a cabeça de uma sociedade muito retrógrada, é por meio de Charlotte Brontë com “Jane Eyre” cem anos depois que, através da sutileza e da ironia que esse sentido de jogar fora alguns conceitos da mulher como sombra do homem passam a cair.

Após isso, na primeira metade do século XX, florescem os textos magníficos de Simone de Beauvoir e Virginia Woolf, mas a tríade que se inicia com “A Mística Feminina” de Betty Friedman (1963), “Wide Sargasso Sea” de Jean Rhys (1966)  e “Política Sexual” de Kate Millett (1970) que se consolida esse tipo de literatura voltado ao público feminino.

 

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Além disso, temos casos nacionais como “Sobrevivi, Posso Contar” de Maria da Penha que são depoimentos fortes e corajosos em nossos lados brasileiros e fenômenos como o discurso jovem de Malala Yousafzai que fogem do contexto de literatura descartável ou de datação rápida dos dias atuais.

Neste sentido, há uma outra autora que parece ultrapassar essa questão apenas da contemporaneidade e que pode alcançar importância para a História no quesito de contribuir para a luta da causa em busca de direitos das mulheres. Rupi Kaur é uma indiana que mora no Canadá atualmente e que, além de poetisa é também artista visual.

Com apenas 24 anos, Rupi  já foi considerada pela crítica que tenta se especializar em analisar autopublicações através das redes sociais como “filha perfeita de seu tempo” e “voz de sua geração” por conta da identificação que seu trabalho causa em jovens mulheres ao redor do globo.

Mas ela não é só um fenômeno do Instagram ou do Twitter. Seu primeiro livro intitulado “Milk and Honey” foi publicado de maneira independente e já atingiu mais de um milhão de exemplares vendidos com o plus de ter sido traduzido para oito idiomas (inclusive o nosso).

A escritora também se preocupa em causar nas pessoas sensações diferentes quando promove através de imagens uma visualização de cenas que são típicas da situação de ser mulher, mas que incômodo na sociedade que despreza aquilo que provoca nojo ou desconstrói a imagem da mulher que precisa sempre estar perfeita. Já teve até problemas com as redes sociais por conta de fotos que até foram censuradas, mas isso não fez com que arredasse o pé de sua intencionalidade prática de fazer todos pensarem a respeito de seu preconceito e misoginia.

 

Rupi Kaur/Instagram

 

Ela acaba por ser uma mola propulsora de um movimento poético que rompe em suas formas, conteúdos e maneiras de chegar ao público. Ela quebra o ciclo normatizado de que há uma base com a qual os textos são tradicionalmente realizados. Junto com outras mulheres como Warsan Shire (poetisa somali queridinha de Beyoncè), Rupi Kaur começa a conquistar um espaço que raramente é cedido às meninas, principalmente se não forem brancas e de uma classe artística já estabelecida como se fizesse parte de um conceito de castas pré-estabelecidas na sociedade.

 

Veja abaixo, alguns poemas da artista:

 

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55 anos depois

 

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Os mesmos grupos de imprensa que comemoram a reforma trabalhista hoje (que acaba com a CLT) são aqueles mesmos que em 13 de julho de 1962 (portanto, 55 anos hoje) estampavam essa notícia raivosa após Jango aprovar a criação do 13° salário.

 

E muito trabalhador empolgado aplaudindo a própria escravatura neste momento.

 

Realmente, vivemos num país surreal!!!

 


 

Pano de fundo (que afunda a gente)

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Muita gente acha que a luta contra a corrupção tem ganhado força no Brasil nos últimos anos. Se por um lado, há muitas forças-tarefas acontecendo com bastante sucesso, o que ocorre no entorno ou mesmo no núcleo destas atividades é o que mais confunde.

Há sim uma tendência política na maneira como tais procedimentos são realizados, mas é óbvio que isso não é tão mencionado pela mídia e por seus executores.

Além disso, em meio à sanha em aparecer na TV dos promotores destas realizações nacionais acontece uma série de procedimentos no Congresso que corrompem de vez os direitos que haviam sido conquistados pelos trabalhadores brasileiros historicamente e de maneira difícil e com muita luta ao longo dos últimos cem anos.

Neste momento, após negociatas, liberação de verbas de gabinete e propinas descaradas entregues aos senadores da república, a reforma trabalhista foi aprovada.

 

Sem comedimento ou ruborização, os economistas filhos do mercado estão amando a alteração na lei (vulgo, retirada de direitos do trabalhador) e indicam a alta da bolsa como positiva dizendo que os empresários comemoram tal situação.

Em nenhum momento demonstram qualquer possibilidade de que isso será bom para a população de baixa renda.

 

E é por isso que uma reflexão se torna imprescindível.

 

No mesmo instante em que tudo isso acontece muita gente segue celebrando com emoção a condenação de Lula.

Não há nenhum problema em achar que um político de renome tenha uma condenação judicial. Dá um tom de alívio para muitos de que todos são iguais. Porém, é na discrepância entre a forma como algumas figuras são tratadas que o negócio complica.

O problema passa até por um procedimento partidário.

E não pode ser deixado de lado o caráter catártico de todos se acharem representados no processo enquanto se esquecem de suas vidas desgraçadas.

Além disso, no sentido de deixar todo mundo anestesiado com esta ação faz com que outras coisas pretendam e consigam alguns resultados. Portanto, deixe de ser besta, pois tudo o que estão fazendo de um lado é para mascarar a volta da escravatura disfarçada no Brasil.

Pois se estivéssemos diante de um novo tempo de justiça por aqui nem haveria esse saque de nossos direitos e muito menos haveria gente como Geddel Vieira Lima, Aécio e “Santos” e “Botafogos” juntos a outros amiguinhos que, soltos por aí, fazem parte do mesmo time apaixonado pelo capital que goza maravilhado com toda a passividade que tomou conta da população mais pobre do país.

 

 

Pílulas reformistas (contra nós)

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Você está preocupado com seu crush?

 

Você tem alguma dúvida a respeito do seu signo?

 

Ah, a questão é relacionada com seu dia, com sua dieta para ficar gostosinho (a)?

 

Ou seria um problema o fato de que ninguém curtiu sua foto linda ou o meme maravilhoso no Facebook?

 

Já sei, sua maior angústia é com a derrota do seu time e com as gozações amanhã.

 

A resposta ideal para cada uma das questões existenciais acima é bem simples se você é brasileiro e não é um megaempresário ou político de renome.

 

É um grande Foda-se!

 

A reforma trabalhista foi aprovada e o modo como você é contratado por um empregador foi alterado completamente.

 

Na verdade, seu próximo contrato de trabalho se assemelhará muito com o regime escravagista do século XIX e você nem notará.

 

Maneira com a qual os grandes donos do poder político e financeiro sempre sonharam e que precisava de tudo estar alinhado ao favor deles. Agora está e ninguém está mexendo uma pena contra. Eles conseguiram e isso tem a ver com a tristeza que move (ou paralisa) a população neste momento.

 

Perdemos e perdemos feio!

 


 

Ouça a nova e bonita “Chinatown” de Liam Gallagher

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Enquanto Noel continua na miúda e não fala nada sobre o novo álbum o irmão dele solta uma a cada dia e ainda dá umas alfinetadas de leve no brother.

A última estilingada de Liam Gallagher foi bem de leve, pois disse que prefere “comer merda a ouvir U2” (não nos esqueçamos que Noel excursionará com a banda irlandesa e até virá ao Brasil no final do ano junto com Bono).

Liam lança em 6 de outubro seu primeiro disco solo de verdade (depois da saída do Oasis lançou coisas com sua banda Beady Eye). O nome do trabalho é “As You Were” e tem provocado boas críticas, a julgar pelos singles que já soltou por aí.

O novo som do rapaz se chama “Chinatown” e parece apostar apenas na simplicidade por meio da boa voz de Gallagher.

Abaixo, veja o vídeo cheio de pontos turísticos de Londres e sinta a música enquanto Liam deve estar pensando em algum xingamento novo seja lá para quem for.

 

 


 

P.J. Harvey: um top 5 para lembrar que daqui quatro meses ela estará aqui

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Não. Polly Jean Harvey não deu nenhuma entrevista polêmica nas últimas horas e nem lançou single novo.

P.J. não fez nenhuma apresentação relâmpago em lugar de difícil acesso ou mesmo numa loja de discos, tampouco movimentou o Twitter e Instagram com opiniões complexas e fotos ousadas.

A musa indie não está a realizar campanha para nenhuma grife da moda ou realiza neste instante propaganda política na tv e internet.

Mais do que isso, a moça inglesa está bem quietinha no seu canto, tirando o fato de que tem participado da maioria dos bons festivais da Europa e EUA (Glastonbury é o mais recente deles).

Porém, como a ansiedade é grande pela vinda da mulher em 15 de Novembro para apresentação durante o Popload Festival a coceira por fazer um post com ela foi maior.

Portanto, abaixo teremos um top 5 com momentos em que P.J. Harvey não foi menos do que incrível.

 


  • P.J. Harvey recebe o prêmio de melhor novo artista do ano de 1993 através de eleição promovida pela Revista Rolling Stone. (abaixo a artista em ação com o single “Dress”)

 

 


 

  • Polly Jean recebe novo prêmio da revista Rolling Stone, dessa vez por ser a artista do ano de 1995. (abaixo, sua performance com “Down By The Water”)

 

 


 

  • As parcerias com Nick Cave, Mark Lanegan e Thom Yorke

 

 


 

 


 

 


 

  • A inglesa de 47 anos recebeu em 2011 e 2013, respectivamente, prêmios da NME (revista especializada em música independente inglesa) e da MBE (Ordem do Império Britânico) por sua contribuição à música. Tudo isso, logo após o festejado e também premiado disco “Let England Shake”.

 

 


 

  • O ano de 2016 foi especial para a carreira da cantora por conta do lançamento do álbum “The Hope Six Demolition Project” e sua ferrenha veia crítica contra a política armamentista mundial e sua turnê por locais devastados pela fome, guerra e desastres naturais e/ou realizados pelo homem.

 

 


 

  • Tem mais alguma lembrança de momentos marcantes da carreira de P.J. Harvey? Mande pra gente!

Novos Sons: muito barulho e fofura com Charly Bliss

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Não se deixe enganar apenas pelos primeiros acordes barulhentos da guitarra de Spencer Fox, você será catapultado pela fofura de Eva Hendricks daqui a dez segundos. Tudo bem, no início haverá um desconforto por conta da agudez de sua voz, mas logo você se acostuma.

Charly Bliss traz a nós nessa época de pouca diversidade sonora um power pop competente e sincero que se referencia basicamente em Sleater-Kinney, Belly e Throwing Muses, mas que por meio do vocal quase infantil de sua cantora proporciona uma experiência um pouco diferente.

O som energético proveniente do quarteto completado por Sam Hendricks (bateria) e Dan Shure (baixo) é apenas debutante na cena musical nova-iorquina. Criado o grupo no Brooklyn, em 2014, eles lançaram um EP de apenas três músicas junto com um vídeo promocional e ainda tiveram a criatividade de compor uma atividade multimídia com uma trilogia de quadrinhos.

Agora, em 2017, com o lançamento de “Gupy” pôde continuar a surfar no sucesso obtido nas rádios colegiais ao redor dos E.U.A. que desde o single “Ruby” do ano passado aposta na banda.

Desde esta boa recepção vem recebendo elogios da crítica especializada do underground americano com nomeação, inclusive, ao Top 10 Songs of the Week da Consequence of Sound.

Para divulgação do álbum novo o grupo já lançou “Glitter”, em 8 de fevereiro de 2017 e acabou de realizar apresentação com entrevista à KEXP FM que você pode conferir logo abaixo: