Galeria do Rock: um passeio pela Meca deste estilo em Sampa

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Não, nem só de gente trevosa vive a Galeria do Rock, localizada na Rua 24 de Maio, no centro de São Paulo.

Está certo que o estilo marcado por roupas estilizadas com imagens de bandas de rock e a vestimenta mais escura sempre é mais vista por lá, mas há espaço para outros tipos de moda urbana por lá.

Há muito tempo, lá também é local obrigatório para quem quer fazer uma tatuagem de qualidade, quer colocar piercings e outros penduricalhos, fãs de quadrinhos, mangás e animês é aficionados por séries e filmes clássicos.

Tem espaço também para as próprias bandas fazerem sua propaganda pelo underground do gênero musical e para quem quer conhecer coisas novas fazer um tour pelos andares do prédio já considerado antigo, mas bem conservado.

Mas o mais interessante da Galeria do Rock é ali quanto ela se tornou diversa e como essa diversidade é respeitada por todos.

Se do primeiro andar em diante o rock domina, há muito da cultura skater no térreo, uma galera ligada ao rap e ao hip hop e reggae, além de um pessoal preocupado em ter novos cortes cabelos rastafári no térreo e subsolo.

Dessa forma, o lugar merece (se já não mereceu) estudos antropológicos e sociológicos para se entender um pouco mais sobre respeito às ddiferenças tanto por aqui quanto por qualquer outro local do mundo inteiro.

Abaixo, algumas das fotos do local par atestar essa diversidade da Galeria.

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Mesoperiferia: conheça este projeto de ação artística realizado em São Paulo

O projeto Mesoperiferia é um coletivo cultural que mostra a força da periferia na condução de práticas artísticas nos bairros pobres do município de São Paulo.

Pela grandeza da cidade e pela diversidade de pessoas que vivem longe do centro financeiro e das facilidades que o morador rico possui em termos de opções de lazer e cultura é importante saber que haja um projeto tão engajado quanto esse que passamos a conhecer através de alguns colaboradores.

No momento, o pessoal engajado nas atividades da Mesoperiferia estão no meio da produção de um documentário e tem solicitado todo tipo de apoio necessário para o prosseguimento da obra.

Narrando de forma poética a história do movimento que, desde 2001, atua na zona norte de São Paulo com a organização e produção de eventos como o Sarau do Trem e a Cicloesia – poesia em movimento e oficinas de cinema com alunos de escolas públicas, o filme tende a ser uma mistura de ficção com realidade, na qual passeamos pelas vielas dos bairros de Vila de Medeiros, Jardim Brasil, Vila Sabrina, Edu Chaves, Jaçanã, entre outros, conhecendo seus personagens e características peculiares.

Deste modo, o blog preparou algumas perguntas a serem respondidas por essa galera que promove tão bem a cultura entre os jovens da periferia e o professor Rogério Nogueira fez a gentileza de nos responder.


O que é exatamente o projeto Mesoperiferia?

O movimento cultural Mesoperiferia surgiu em 2001, quando um grupo de jovens do distrito de Vila Medeiros organizou um evento onde percorreram o bairro levando sua poesia para os demais moradores da região. Em um exercício, até mesmo, de conhecimento e reconhecimento do lugar onde moravam, saíram com suas bicicletas declamando poesias e contagiando pessoas de todas as idades. Esta foi a “1ª CICLOESIA: Poesia em movimento na Zona Norte – Pela não violência através da justiça social.”

A partir daí, conseguiram um espaço para inserir poesia e realizar um sarau aberto a quem quisesse dividir suas produções poéticas com os demais, chamado Sarau do Lê. O Sarau do Trem (SP-Parapiacaba), organizado em 2002, também fez parte das atividades organizadas pelo movimento.

Atualmente, focou sua atuação projetos de oficinas de cinema e audiovisuais com alunos de escolas públicas, entre outras intervenções.

O nome do movimento surgiu de um neologismo que significa morar entre as periferias, estar num local conflitante entre ter e não ter equipamentos públicos e desenvolvimento socioeconômico.  Surge da consciência da carência de eventos e espaços para cultura e lazer na região, obrigando o jovem a se deslocar até o centro urbano ou outros bairros para ter acesso a eles.

Em 2007, foi publicado o meu livro de poesias intitulado Mesoperiferia em que relata as ações do movimento Mesoperiferia.


Quais são as principais dificuldades para colocar em prática o plano de ação do projeto?

Todo projeto cultural, que se baseia em ações culturais construídas socialmente, requer muita disposição e identidade cultural com a produção da região na qual se é desenvolvido. As dificuldades são as mesmas do Capão Redondo, de Guaianazes, de Perus… equipamentos culturais inexistentes, formação de público e orçamento zero são alguns exemplos.


Como você imagina que o projeto Mesoperiferia pode interferir positivamente na vida das pessoas dos bairros pobres?

Cremos que o Movimento Mesoperiferia sozinho pouco conseguirá realizar. Nosso foco é o trabalho com cinema e memória.  Pretendemos formar jovens que se interessem pela linguagem cinematográfica e que por meio de parcerias com outros movimentos da região, consigamos criar na região produções próprias, um festival regional de curtas e um estúdio para que mais jovens possam se incentivados, quem sabe, a seguir carreira na área de audiovisual. Temos parcerias com o Salab de Guarulhos, com o Gatacine, no centro de São Paulo, com o Cicas, aqui na zona norte.


Você acha que a arte e a cultura para a população de baixa renda sempre foi negligenciada no país? Se sim, explique métodos que considera possíveis para que a periferia possa alcançar de forma mais objetiva esses bens imateriais.

A atuação do Estado é inversamente proporcional à demanda jovem que existe nas periferias do Brasil. Não é à toa que o tráfico de drogas consegue arregimentar tantos meninos e meninos para o mundo das drogas. O orçamento para as secretarias e ministérios de cultura sempre foram irrisórios. Cremos, por trabalharmos  na área de educação, que as escolas, pela universalidade que alcançou, possa ser um centro de produção de conhecimento e cultura, mas para isso a educação brasileira tinha que ter prioridade. O que esta longe de acontecer.


Você acredita que, diante de tantas ataques à liberdade de expressão e de pensamento, as pessoas mais prejudicadas são mesmo aquelas ligadas ao mundo das artes e o povo mais humilde?

Estamos vendo ultimamente um retrocesso assustador em relação às conquistas sociais, políticas, culturais e artísticas que foram conquistadas com muita luta. Lembro-me, por exemplo, que na gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura houve uma articulação forte com os movimentos sociais. Evidente que não agradou a todos, como sempre. Mas o segredo é sair dos gabinetes, articular e auxiliar com o mínimo de recursos os movimentos culturais que já estão postos. Talvez retomar esse movimento seja importante nesse momento crítico de conservadorismo que nos cerca.


Como o projeto pode influenciar na luta contra esse tipo de censura do Estado?

Com muita união e parcerias entre os movimentos que sempre lutaram por uma democracia radicalmente popular. Uma das funções da arte, por exemplo, é libertar o indivíduo de todas as amarras construídas pela classe dominante. A partir do momento que sua produção é compreendida, valorizada e incentivada portas sã abertas para a independência de vozes sufocadas pelo sistema.

 


Sim, é uma triste verdade. Bowie se foi!

 

“Music legend David Bowie dies at 69.”

Pensei que nunca leria tal notícia, até por que isso demonstra que nossos ídolos são feitos de carne e osso e nunca nos preparamos para tal situação.

Mas, oras, isso não importa já que ele já virou imortal, sua obra prova isso, seu carisma, sua importância para a música, entretenimento e cultura pop. É um clichê clássico, mas não posso deixar de escrever: “Bowie morre para entrar para a História!”

Todo mundo já falou a respeito, muita gente prestou suas homenagens e um caminhão de astros de Hollywood e da indústria musical fez reverência ao britânico que ficou conhecido como o camaleão do rock, mas é tão difícil falar sobre o seu próprio ídolo sem parecer piegas ou emocionalmente comprometido que prefiro não cair na tentação e deixarei abaixo apenas alguns vídeos que acho imprescindíveis para quem quer conhecer minimamente a carreira do artista que nos deixa.

Dessa forma, deixo para quem tem a vocação da pena para escrever palavras mais adequadas a Bowie e sua carreira e demonstro meu apreço por ele e a já pronta saudade por meio de sua música, enfim a coisa que o fez ser o que será para sempre, um artista único, aquele que não era deste mundo, com certeza.

Desde já sei que não há espaço suficiente para mostrar todas as canções importantes de nosso ídolo, mas é somente uma demonstração do quanto sua facilidade de se reinventar foi uma de suas marcas.

E demonstro isso através de suas músicas e vídeos logo aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de Tim Burton quem dá as caras no MIS é Zé do Caixão

O MIS terá meses intensos de agora em diante.

Antes de janeiro, quando se inicia a esperada exposição sobre o diretor americano Tim Burton, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo inaugura dia 29/10 uma exposição sobre a vida e obra de José Mojica Marins, vulgo Zé do Caixão.

O título da exposição é “à Meia-Noite Levarei sua Alma” e a curadoria fica a cargo de André Sturm em parceria com o pesquisador Marcelo Colaiacovo e a filha de Mojica, Marliz Marins. O evento que promove uma retrospectiva da carreira do diretor e ator brasileiro, aclamado mundo afora como um dos grandes realizadores do gênero de terror, será aberto ao público em geral até 6 de janeiro de 2016.

Além disso, a mostra apresentará objetos numa expografia cujo ambiente obscuro cheio de mistérios e revelações assombrosas promete despertar todo o clima de sadismo existente nos filmes de Zé do Caixão.

Para começar bem as atividades acerca de ícone do cinema nacional, já no dia dia 31 (Dia das Bruxas), às 14h, haverá um debate sobre o trabalho do cineasta. A atividade terá participação de Colaiocovo, Mariliz e do cineasta Paulo Sacramento.

Neste mesmo dia, no período noturno, o MIS também promoverá a sua “Noite do Terror”, com performances de filmes clássicos do terror e do suspense como “Canibal Holocausto”.

Só para constar é bom que se diga que a atividade promovida pelo MIS ajuda a comemorar os 50 anos de carreira do autor de “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966), “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, além de outros tantos.

Por fim, ainda dá para os mais aficionados e interessados no assunto sobre o personagem macabro criado por Mojica realizarem o curso “Zé do Caixão: o gênio macabro de José Mojica Marins”, que acontece no mesmo local da exposição todas as segundas, às 19h, de 9 a 30 de novembro.

O curso todo é ministrado pelo crítico e autor Carlos Primati, um dos pesquisadores mais bem informados a respeito da biografia e cinematografia do diretor paulista, além de conhecedor profícuo do gênero de cinema de horror.

Serviço: 

Exposição: “À Meia-Noite Levarei sua Alma”

MIS (Museu da Imagem e do Som)

Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Telefone: 2117-4777

Ingressos e maiores informações: http://www.mis-sp.org.br/

Igrejas ou Livrarias? Holanda prefere a segunda opção

Diretamente do Site Tech Guru:

A notícia não é tão nova assim (a matéria data de 2011), mas é sempre bom perceber como a cultura de um povo não tem a ver apenas com suas crenças, mas sim com sua capacidade de perceber o que é mais importante para a sociedade.

É o que acontece atualmente na Holanda, por exemplo, que por possuir uma população não muito afeita á religiosidade (cerca de 44% dos habitantes são ateus) tem preferido usar os espaços que antes eram destinados a templos e igrejas para que sejam instaladas igrejas, bares, casas de shows e até espaços culturais variados.

Na verdade, o que ocorre é que as próprias instituições religiosas não aguentam o fato de que seus locais estarem sempre vazios e acabam fechando as portas. Quem vem posteriormente aproveita o estilo diferente da arquitetura dos lugares para montar atividades ligadas às artes e à diversão.

Veja abaixo a matéria na íntegra do Site Tech Guru:

“O mundo atual chega e as coisas antigas vão ficando para trás. É o que ocorreu com igrejas e templos na Holanda, que se transformaram em pubs, cafés, livrarias e até casas de shows.

Essa transformação ocorreu porque as instituições religiosas não têm mais recursos para manter as construções e elas ficam cada vez mais vazias por lá. Afinal, a última pesquisa realizada no país indica que 44% da população são de ateus. Enquanto os católicos ocupam 28%; os protestantes, 19%; os muçulmanos, 5%, e os fiéis das demais religiões, 4% da população.

Vale lembrar também que nem todos os crentes, que ainda são maioria no país, não costumam frequentar igrejas, templos ou locais de culto para praticar seus respectivos dogmas, ao contrário do que acontece em outros países como a Índia, por exemplo.

Alguns desses locais ficaram realmente bonitos, como a livraria Selexyz, que foi construída na igreja de Maastricht. Além disso, uma igreja do século 19 de Amsterdã virou uma casa de shows de rock, pop e sons internacionais, o Paradiso, que conta até com atrações brasileiras, como o Seu Jorge.”