Galeria do Rock: um passeio pela Meca deste estilo em Sampa

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Não, nem só de gente trevosa vive a Galeria do Rock, localizada na Rua 24 de Maio, no centro de São Paulo.

Está certo que o estilo marcado por roupas estilizadas com imagens de bandas de rock e a vestimenta mais escura sempre é mais vista por lá, mas há espaço para outros tipos de moda urbana por lá.

Há muito tempo, lá também é local obrigatório para quem quer fazer uma tatuagem de qualidade, quer colocar piercings e outros penduricalhos, fãs de quadrinhos, mangás e animês é aficionados por séries e filmes clássicos.

Tem espaço também para as próprias bandas fazerem sua propaganda pelo underground do gênero musical e para quem quer conhecer coisas novas fazer um tour pelos andares do prédio já considerado antigo, mas bem conservado.

Mas o mais interessante da Galeria do Rock é ali quanto ela se tornou diversa e como essa diversidade é respeitada por todos.

Se do primeiro andar em diante o rock domina, há muito da cultura skater no térreo, uma galera ligada ao rap e ao hip hop e reggae, além de um pessoal preocupado em ter novos cortes cabelos rastafári no térreo e subsolo.

Dessa forma, o lugar merece (se já não mereceu) estudos antropológicos e sociológicos para se entender um pouco mais sobre respeito às ddiferenças tanto por aqui quanto por qualquer outro local do mundo inteiro.

Abaixo, algumas das fotos do local par atestar essa diversidade da Galeria.

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Há vida inteligente no Youtube: cinco canais para acompanhar cultura nerd

 

Se há muita porcaria desenvolvida no Youtube para os jovens se deliciarem e perderem de vez o senso do ridículo, também é importante dizer que há muita coisa bem feita e com qualidade mínima para ser citado com louvor.

O movimento de falar sobre qualquer bobagem não é uma exclusividade do site e nem da internet, quiçá da vida real, portanto perceber que tal situação cresce vertiginosamente nesta página criada para mostrar vídeos não causa nenhuma surpresa.

Dessa forma, é necessário cravar sempre os exemplos de gente boa que andam por lá não só para angariar mais uma galera para assistirem aos seus interessantes programas, mas principalmente para fazer aqueles que insistem em chafurdar na lama do senso comum perceberem que podem ter bom humor com conteúdo (e vice-versa).

Eis abaixo, uma pequena lista com alguns casos em que há boas propostas para serem visualizadas por nós em canais bacanas e qualitativos no Youtube.


Mikannn

Com um canal que parece ter sido criado inicialmente apenas para falar sobre cultura pop japonesa já que a moça (o nome dela é Miriam) é fã declarada deste universo nerd, a coisa foi crescendo e hoje dedica grande tempo para a apresentação de temas como games, animes, séries variadas e, acima de tudo, a teorias acerca de Game of Thrones e os livros dos quais foi adaptada o programa de tv, as Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin.

A grande marca do programa da garota é seu carisma espontâneo já que não precisa fazer caretas, piadas bobas ou qualquer artifício infantil para conseguir angariar mais gente para sua audiência. Além disso, tem uma fala muito boa, sabe se expressar muito bem e possui vocabulário vasto sobre as obras que fala.

Por último, consegue sintetizar o que diz com boas imagens sem que precise realizar pirotecnia desnecessária para tanto. Desse modo, já figura entre as favoritas do blog para quando há a possibilidade de discutir sobre as tais teorias malucas de Game of Thrones ou quando simplesmente quer ver algo conteúdo comprovado.


Carol Moreira

 A Carol Moreira trabalha para o site Omelete e uma vez por semana solta vídeos próprios em seu canal no Youtube.

Também é amiga de Miriam e de vez em quando fazem um combo para falar de Game of Thrones, o que acaba sendo um deleite para os fãs por conta do carisma das duas.

Se Carol não tem o conhecimento de nomes e palavras sobre os assuntos falados assim como a sua companheira de vídeos é pelo seu bom humor e maneira graciosa com que faz suas falas que cativa as pessoas.

É claro que a menina acaba por se destacar por conta disso, mas também possui conteúdo em tudo o que faz em seus programas, pois utiliza sua experiência no site de cultura pop para antecipar acontecimentos, citar referências e falar sobre estreias do cinema, literatura e séries de tv.

Sendo assim, se há um pouco de caretas demais em algumas de suas intervenções, tudo isso é compensado pela sua maneira bacana de ser e de desenvolver suas ações no site.


Jovem Nerd

Eu sei que as pirotecnias desnecessárias em vídeos chegam a causar certa repulsa no dono do blog, mas é que esses caras do Jovem Nerd compensam tal empolgação com bastante bom humor e espontaneidade.

Se não possuem o conhecimento técnico e literário das meninas citadas acima pelo menos não escondem isso ou tentam parecer cultos.

Eles são ogros utilizados da melhor maneira possível: fazem ogrice nerd.

Os vídeos são bem hilários, mas também tiram dúvidas dos fãs que gostam de visualizar sobre suas séries, HQs, filmes e referências prediletas e possuem boa produção.

Claro que o clima despojado e falastrão dos dois rapazes que apresentam a maioria dos programas ajuda a criar um clima de papo de bar e tudo termina de forma leve.

Portanto, vale a pena não por conta da informação que fornece, mas pelas entrelinhas desse conhecimento.


Nerd Rabugento

Aqui o que vale é se despir de preconceitos e também das vestes de fanboy para apreciar as contestações e críticas pesadas que o cara realiza de obras ditas sagradas.

O dono do canal é bastante culto e consegue sintetizar isso de maneira eficaz e digna para o seu público.

Não faz concessões a ninguém e a nada!

Dessa forma, os filmes inspirados em HQs, as próprias HQs, as séries e programas de tv em geral sofrem com sua veia analítica pesada e não tem medo de parecer demais para aquele xiita que não aceita que sua obra infalível receba qualquer defeito.

Muito bom, mesmo que você discorde de suas opiniões, pois estas são dadas sem medo e com bastante aprofundamento técnico.


Nerdologia

O que é interessante neste canal (que é ligado ao Jovem Nerd) é que sua busca é de se aprofundar na cultura nerd e ultrapassa os limites apenas da crítica ou da simples análises de programas e séries em geral.

A ideia dos donos do canal é fazer pesquisas e apresentações sobre realidade virtual, informática em geral, tecnologia das mais variadas, mas acaba por se meter em lançamentos de HQs, animes e filmes durante o ano todo.

Mas o que acaba por fixar mais visualizações dos programas do canal é que muitas referências desses suportes da cultura pop são analisados sob o ponto de vista científico, como por exemplo, a possibilidade de ser real ou não a prática de algo que acontece num filme ou a veracidade de acontecer algo que se passou numa série.

Sendo assim, fica para trás apenas a análise artística daquela forma de arte e entra a crítica sobre sua verossimilhança.

 


 

É a Ciência, estúpido!

 

A entrevista aconteceu no programa americano The Late Show with Stephen Colbert pela Rede CBS.

O famoso apresentador recebeu para uma conversa descontraída o físico Brian Greene para que através de uma explicação didática conseguisse condensar ao telespectador a importância da recente descoberta científica acerca da detecção das ondas gravitacionais do universo, algo que já havia sido estudado e previsto por Albert Einstein há cem anos.

Só para situar a todos: Greene é formado em Física por Harvard e Doutor pela mesma matéria por Oxford. Atua como professor em Columbia desde 2003 e é codiretor do Columbia’s Institute for Strings, Cosmology, and Astroparticle Physics (Instituto de Cordas, Cosmologia e Física de Partículas da próprio Universidade)  – ISCAP – e lidera um programa de pesquisas da aplicação da teoria das supercordas em questões cosmológicas.

Imagem da entrevista

A questão que torna o diálogo mais interessante não é só a forma apaixonada com a qual Greene trata a descoberta, nem tampouco a maneira bem-humorada com que Colbert leva os pouco mais de 7 minutos de conversa, mas a maneira pedagógica e fácil que a gente se envolve com a explanação e a exemplificação bem efetuada.

É claro que tudo é auxiliado e melhorado pelos equipamentos trazidos ao palco pelo físico, mas se não fosse seu tato para o ensino ter grande elevação quem assiste ficaria boiando sem entender um pingo dos “Is” proferidos por ele.

Também é óbvio que toda a celeuma em torno deste achado científico empolga demais a todos nós pela reafirmação da genialidade de Einstein, porém não é somente um souvenir ateu a fim de provar que não é um deus que faz tudo com uma varinha de condão. Há questões importantes que ajudam na compreensão de como funciona o espaço e o tempo em nosso universo que faz da pesquisa algo conveniente para a humanidade.

Portanto, assista ao vídeo e tente não se hipnotizar com a explicação bacana e esclarecedora de Brian Greene.

 

Sim, é uma triste verdade. Bowie se foi!

 

“Music legend David Bowie dies at 69.”

Pensei que nunca leria tal notícia, até por que isso demonstra que nossos ídolos são feitos de carne e osso e nunca nos preparamos para tal situação.

Mas, oras, isso não importa já que ele já virou imortal, sua obra prova isso, seu carisma, sua importância para a música, entretenimento e cultura pop. É um clichê clássico, mas não posso deixar de escrever: “Bowie morre para entrar para a História!”

Todo mundo já falou a respeito, muita gente prestou suas homenagens e um caminhão de astros de Hollywood e da indústria musical fez reverência ao britânico que ficou conhecido como o camaleão do rock, mas é tão difícil falar sobre o seu próprio ídolo sem parecer piegas ou emocionalmente comprometido que prefiro não cair na tentação e deixarei abaixo apenas alguns vídeos que acho imprescindíveis para quem quer conhecer minimamente a carreira do artista que nos deixa.

Dessa forma, deixo para quem tem a vocação da pena para escrever palavras mais adequadas a Bowie e sua carreira e demonstro meu apreço por ele e a já pronta saudade por meio de sua música, enfim a coisa que o fez ser o que será para sempre, um artista único, aquele que não era deste mundo, com certeza.

Desde já sei que não há espaço suficiente para mostrar todas as canções importantes de nosso ídolo, mas é somente uma demonstração do quanto sua facilidade de se reinventar foi uma de suas marcas.

E demonstro isso através de suas músicas e vídeos logo aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiu na NME: Henry Rollins fala de tudo um pouco

 

O grande Henry Rollins (líder das bandas State of Alert, Black Flag e Rollins Band) não está, de fato, retornando. Há muito tempo que o rapaz é figurinha carimbada na cena underground mundial.

O cantor, compositor, ator, DJ e ativista tem sido visto fazendo parte da cultura americana desde os anos 80 quando atuou como vocalista da primeira banda punk dele, ainda em Washington D.C., sua terra natal.

Já fez stand-up comedy, realizou atividades em prol da legalização do casamento gay, criou sua própria gravadora musical para lançar seus discos, teve papeis importantes em seriados como Sons of Anarchy, participou de bons programas da MTV e periodicamente aparecia em episódios do Jackass, além de já ter apresentado o Harmony in my Head, programa da Rádio Indie 103.

Pois, eis que a revista especializada em música NME realizou uma entrevista exclusiva com Rollins e nessa conversa (apresentada hoje no blog da publicação) guiada pelo jornalista Gary Ryan tem de tudo.

A primeira grande “desculpa” para a reportagem acontecer é a nova excursão que Henry fará ao redor da Grã-Bretanha com sua apresentação de “Spoken-Word” (atividade na qual há conversas dele com a plateia e se fala acerca de temas variados): “Eu estarei falando muito sobre a própria viagem, filmes e os trabalhos de TV que venho fazendo” – disse o multifacetado artista à revista.

A conversa se desvia para falar de “Gutterdämmerung”, filme no qual Henry Rollins participa ao lado de outros ícones do Rock como Iggy Pop, Grace Jones e Slash, mas a questão sobre terrorismo entra na pauta, pois Josh Homme e Jesse Hughes, líderes do Eagles of Death Metal, também estão no longa, o que leva ao cantor a falar dos atentados em Paris no mês passado: “Eu estava com esses caras (os integrantes da banda que excursiona sem a presença de Homme) na noite antes dos ataques de Paris em Londres.” 

Rollins diz na entrevista que naquele dia se despediu de Hughes e disse que da próxima vez queria estar também com o vocalista do Queens of the Stone Age. Quando pegou o avião e chegou na América alguém lhe passou o Smartphone e pediu que ele visse as notícias sobre o Bataclan.

Teaser do Filme “Gutterdämmerung”

O ícone punk fala sobre a cena indie atual, dá detalhes a respeito de suas visitas a lugares sob guerra civil, Síria inclusa, explica suas posições relacionadas às discussões climáticas, mas perde a linha mesmo é com Donald Trump, o empresário falastrão pré-candidato à presidência dos E.U.A.: “Ele é apenas um cara entediado rico que gosta de dizer coisas que deixa gente tonta excitada.”

Há muito mais coisa sendo abordada na reportagem da NME e é sempre importante ouvir (ou ler) a opinião de gente que não tem papas na língua, mas que também não fala qualquer absurdo aos quatro ventos. O cara sabe argumentar e tem propriedade e conhecimento de tais temas.

Para conseguir ler a integra da entrevista de Rollins acesse o link: http://www.nme.com/blogs/nme-blogs/henry-rollins-speaks-out-on-his-tour-terrorism-and-trump

 

HBO, Netflix e BBC: uma ilha de criatividade num mar de repetição

Quando você ligar sua tv hoje preste atenção numa coisa:

Muito da programação de séries, seriados ou filmes é baseado em adaptações, refilmagens ou franquias intermináveis.

O número de películas e programas semanais inspirados (ou pouco inspirados) em quadrinhos é alarmante e suas infinitas sequências deram lugar agora a um novo gênero dentro da cinematografia mundial: o reboot!

A nomenclatura esconde atrás de si a prática preguiçosa de se reiniciar a história que já fora contada anteriormente. É ou não é uma crise para a indústria de cinema atual?

O sem número de vezes que os roteiristas tem prosseguido com a mesma fórmula vazia das histórias produzidas hoje em dia revela que ou eles não estão tendo criatividade suficiente para falar sobre coisas diferentes das que estão por aí ou que a exigência do mercado e das produtoras tem se revelado poderosa demais para ser contrariada.

É óbvio que o público tem a sua parcela de culpa por encher cada vez mais as salas Imax e 3D mundo afora para assistir “Batman” e “Homem-Aranha” sem que haja algo novo para ser passado em suas sagas.

Até mesmo a empolgação em torno do novo “Star Wars” revela um desejo do fã de se repetir.

Mas no marasmo dessas produções entendiantes baseadas em muitos recursos tecnológicos (ressalto aqui que um filme pode ter muitos efeitos especiais para ajudar um roteiro bem contado) há três empresas que tem se notabilizado por tentar fazer coisa nova.

Não vou entrar no mérito da indústria filmográfica, pois essa é mais complexa de se explicar e analisar, mas ficarei apenas no segmento de tv e tv por assinatura, por consequência.

Pois é neste tipo de suporte de programação que as americanas HBO e Netflix e a britânica BBC têm se mostrado diferentes em relação à maioria da concorrência.

Há inúmeras exceções como os casos de Breaking Bad e Mad Men em outros canais, mas são exatamente isso: exceções!

O que ocorre com a HBO, por exemplo, é a necessidade de dar voz e imagem a quem tem coisas novas a contar (ou pelo menos pontos de vista diferenciados). São os casos dos documentários transmitidos atualmente pelo canal e das mini-séries.

“The Life and Deaths of Robert Durst” é tão bom e seria tão difícil de se encaixar em outro canal (seja aberto ou por assinatura) que acaba sendo um ponto fora da curva para quem gosta de histórias bem contadas (e esta é uma história bem real). Saber que houve comoção nos EUA por conta de seu desfecho pode depor a favor de uma audiência maior, mas tudo o que envolve a produção é muito bem acabado que a série em 6 capítulos te deixa instigado do início ao fim.

Outros exemplos como os de “O Caso do Policial Canibal”, “Finding Vivian Meier”, “The 50 Year Argument”, entre outros, demonstram o cuidado da emissora em ter em seu cardápio coisas boas para mostrar ao seu consumidor.

No caso do Netflix parece haver um misto interessante de fatores que convergem para a facilidade de trabalhar com conteúdo inédito e criativo: o fato de ser feito sob demanda, a possibilidade de ser assistido via internet e de ter em seu quadro de clientes gente preocupada em garimpar coisa menos comercial promove uma tendência de o canal procurar fazer exatamente isso.

Documentários como “What Happened, Miss Simone?”, “The Devil and Daniel Johnston”, “The Nightmare”, “India’s Daughter” e “Finers Keepers”, por exemplo, são produzidos ou pela Netflix ou em parceria com a empresa ou produzidos independentemente, mas só encontraram no canal sob demanda a possibilidade de serem mostrados.

Além disso, o Netflix tem investido em boas mini-séries como “Narcos”, séries elogiadas como “Better Call Saul” e “Bates Motel” e o seu primeiro longa acaba de sair com o nome “”Beasts of No Nation” com bastante mídia a favor.

No caso da BBC a situação já é conhecida há muito tempo.

A emissora pública sediada em Londres é conhecida desde os anos 60 pela sua programação de qualidade e da capacidade de lançar bons diretores e atores em filmes e seriados.

Por lá, desde sempre, há facilidade de divulgação deste tipo de trabalho mais autoral ou independente por que o público está acostumado e não tem preconceitos que façam evitar esse tipo de produção mais cult.

Dessa forma, clássicos do humor (Monthy Python), dos seriados (Dr Who), da música (Top of the Pops e Later with Jools Holland), dos esportes (Match of the Day) e do mundo infantil (Lazy Town) se misturam a produções novas como The Office, Sherlock, QI e Casualty.

 

 

Além disso, a atividade de produções documentais é das melhores do mundo. Desde a interessante “Show me what you are made of”, passando pelo lindo “Borboletas”, filmes informativos sobre a história da Inglaterra e dos países vizinhos, produções intrigantes como o recente “Por que nós sonhamos”, o perscrutador “Going Clear: Scientology and the Prison of Belief” e o premiado “Paralell Univereses, Alternative Timelines & Multiverse”, o telespectador da BBC nunca fica entediado.

Pensando assim, nos parece que a qualidade venceu os parâmetros do que pode ser transmitido para o consumidor destes canais. É claro que se houvesse baixa audiência tais programas já estariam perdidos no limbo ou as séries teriam sido canceladas ou nem mesmo terminadas em suas primeiras temporadas.

Mas, neste caso, a explicação parece simples (ou não?): quem assiste a essas programações e faz tê-las sucesso acaba saindo dos canais convencionais em busca de algo mais e quando percebe que as tvs mencionadas aqui procuram fazer algo além do óbvio não saem mais de lá e viram público cativo.

Que mais gente tenha coragem de inventar e produzir conteúdo inédito a partir de criatividade. O telespectador agradece!

Antes de Tim Burton quem dá as caras no MIS é Zé do Caixão

O MIS terá meses intensos de agora em diante.

Antes de janeiro, quando se inicia a esperada exposição sobre o diretor americano Tim Burton, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo inaugura dia 29/10 uma exposição sobre a vida e obra de José Mojica Marins, vulgo Zé do Caixão.

O título da exposição é “à Meia-Noite Levarei sua Alma” e a curadoria fica a cargo de André Sturm em parceria com o pesquisador Marcelo Colaiacovo e a filha de Mojica, Marliz Marins. O evento que promove uma retrospectiva da carreira do diretor e ator brasileiro, aclamado mundo afora como um dos grandes realizadores do gênero de terror, será aberto ao público em geral até 6 de janeiro de 2016.

Além disso, a mostra apresentará objetos numa expografia cujo ambiente obscuro cheio de mistérios e revelações assombrosas promete despertar todo o clima de sadismo existente nos filmes de Zé do Caixão.

Para começar bem as atividades acerca de ícone do cinema nacional, já no dia dia 31 (Dia das Bruxas), às 14h, haverá um debate sobre o trabalho do cineasta. A atividade terá participação de Colaiocovo, Mariliz e do cineasta Paulo Sacramento.

Neste mesmo dia, no período noturno, o MIS também promoverá a sua “Noite do Terror”, com performances de filmes clássicos do terror e do suspense como “Canibal Holocausto”.

Só para constar é bom que se diga que a atividade promovida pelo MIS ajuda a comemorar os 50 anos de carreira do autor de “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966), “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, além de outros tantos.

Por fim, ainda dá para os mais aficionados e interessados no assunto sobre o personagem macabro criado por Mojica realizarem o curso “Zé do Caixão: o gênio macabro de José Mojica Marins”, que acontece no mesmo local da exposição todas as segundas, às 19h, de 9 a 30 de novembro.

O curso todo é ministrado pelo crítico e autor Carlos Primati, um dos pesquisadores mais bem informados a respeito da biografia e cinematografia do diretor paulista, além de conhecedor profícuo do gênero de cinema de horror.

Serviço: 

Exposição: “À Meia-Noite Levarei sua Alma”

MIS (Museu da Imagem e do Som)

Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Telefone: 2117-4777

Ingressos e maiores informações: http://www.mis-sp.org.br/