Marta lá; Mercadante cá

DANIEL RONCAGLIA – colaboração para a Folha Online:
 
 
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) anunciou hoje ao comando do PT-SP que abriu mão da pré-candidatura ao governo do Estado. Com isso, a vaga de candidato ficará com o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
"Ele retirou candidatura. Foi um gesto nobre. Ele reconheceu que era preciso ter unidade partidária", disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva.
Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrou que Suplicy superava Mercadante nas intenções de voto. Ambos, entretanto, estão atrás do tucano Geraldo Alckmin. Contra Alckmin, Suplicy aparece com 19% das intenções de voto; Mercadante tem 13% na mesma disputa.
Segundo Edinho, o PT lançará a candidatura de Mercadante no final de abril. "O partido resolveu repetir a candidatura de Mercadante porque isso ajuda a acumular no processo eleitoral", afirmou.
Entre os argumentos usados por Edinho para defender a escolha de Mercadante está o fato do senador ter sido um dos mais votados da história de São Paulo.
Edinho disse que o futuro da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy também está definido. Ela sairá candidata ao Senado.
Semana passada, cinco partidos –PDT, PRB, PC do B, PSL e PR– fecharam apoio à pré-candidatura de Mercadante.
As legendas, que fazem oposição ao governo José Serra (PSDB), também decidiram apoiar as pré-candidaturas ao Senado da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e do vereador Netinho de Paula (PC do B). O candidato a vice na chapa deve ser indicado pelo PDT.
O PT ainda tenta o apoio do PSB, mas o mais provável é que o candidato do partido seja Paulo Skaf (PSB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
No dia 15 de março, o PT paulista praticamente sepultou a possibilidade do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ser o candidato de uma aliança antitucana. Em entrevista à Folha, Ciro admitiu que a sua candidatura em São Paulo seria artificial. Segundo ele, o PT é um desastre em São Paulo.
 
 
Nota do Blog:
 
Não custa lembrar que Alckmin engole tanto Mercadante quanto Suplicy na primeira pesquisa Datafolha deste ano de 2010. O quadro, é claro, pode mudar bastante nos próximos meses, mas algo precisava ser feito pelo partido em São Paulo para não parecer que Ciro Gomes está correto quando diz que o PT daqui é um desastre.
 
Dhiancarlo Miranda

Alice no País das Maravilhas

 
Desculpem pelo trocadilho, mas não podia deixar de aproveitar o momento da aproximação do filme de Tim Burton com o instante vivido por nossa brasileirinha Alice Braga com a cidade dos sonhos americana (Hollywood).
Por mais que haja aqueles que cassoam dela e de Rodrigo Santoro por estarem em produções nas quais aparecem pouco (apesar disso valer mais para Santoro, algo que pode mudar para melhor para o ator) Alice tem tido chances de mostrar seu talento em filmes bem diferentes entre si e já coleciona bons convites para o futuro próximo.
Também com bom trânsito por aqui, já comandando um programa de variedades pela GNT, ela deve concentrar suas ações pela terra de Obama nos próximos meses e não perderá nada com tal atitude, pelo contrário, deve colher bons dividendos em sua carreira hollywoodiana.
 
 
Dhiancarlo Miranda

Musa do Blog

 
Há muito tempo precisava escrever o que vou escrever aqui agora: O blog possui uma musa chamada Chlöe Sevigny; atriz norte-americana, linda, ainda que seja uma beleza exótica, dona de uma capacidade de interpretação sem igual, capaz de se tornar uma esposa recatada prestes a explodir sua sexualidade numa produção (Big Love), namorada lésbica de outra nossa musa "Hillary Swank" em outro filme (Boys Don’t Cry), além de ter a coragem de interpretar uma cena de sexo oral em outra película (The Brown Bunny).
 
 
O talento da loira é incrível nos mais diferentes papéis e possui uma magia de hipnotizar o espectador facilmente. A última temporada de Big Love (HBO – domingo às 22 horas) pode provar o que aqui informo.
Como pode ter sido percebido pelos dois ou três que leem esta página uma verdadeira paixão para quem gosta de cinema e mulheres fascinantes.
 
 
Dhiancarlo Miranda

Saco Cheio

 
Na boa: Alguém ainda aguenta tantas notícias sobre o caso "Isabella Nardoni"?
É muito sensacionalismo, opinões em demasia, repetições infinitas sobre a cronologia do caso, muita gente que não tem o que fazer em frente ao Tribunal para dizer exatamente nada e não contribuir com exatamente nenhum ponto positivo. Não falo mais nenhuma linha sobre isso, até por que todo mundo deve ter a mesma ideia do que deve e precisa acontecer com os culpados e é muita falácia ficar voltando ao lugar comum a toda hora. 
 
Dhiancarlo Miranda

Censura ao CQC promove recorde de buscas na internet

Do Jornal Extra:

Para quem não viu, é imperdível o vídeo do prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PMDB), completamente transtornado diante do repórter Danilo Gentilli, do "CQC", da Band. Repórteres do programa colocaram um aparelho de GPS numa TV LCD e doaram à Secrearia municipal de Educação – cujo secretário, aliás, é irmão do prefeito -, mas o aparelho foi parar na casa de uma funcionária.

O prefeito Furlan conseguiu, na Justiça, censurar o programa, que ia ao ar na semana passada. Mas diante da repercussão negativa do caso, retirou a ação. O repórter, então, tentou ouvir explicações do prefeito, que até tentou se controlar no início, mas diante do deboche de Danilo Gentilli perdeu as estribeiras e só faltou xingar a mãe dos integrantes do programa, como mostra o vídeo abaixo.

A tentativa de censura de Furlan e sua desastrada atuação acabaram ajudando a repercutir (ainda mais) negativamente toda a história. No Google, a busca pelo termo "prefeito de Barueri" exibe notícias sobre o achincalhe antes mesmo da página da prefeitura, seguida de outras informações sobre a tentativa de censura do programa. Na Wikipédia, a enciclopédia livre, o caso também já ganhou destaque em sua biografia.

 

 

Nota do Blog:

Tirando o óbvio repúdio aos atos insanos e tresloucados do prefeito de Barueri, também fica evidente que é o caso de se perceber o quanto os políticos deste país ainda se assustam quando são abordados pela opinião pública, são indagados sobre seus erros ou quando simplesmente alguma pergunta é realizada contra seus próprios interesses. O triste é saber que há muitos membros de nossa imprensa que ainda respeitam demais o cargo quando vão entrevistar alguém.
Parabéns ao CQC que derrubou este mito do "político intocável" por meio das lições pré-históricas do Repórter Ernesto Varella.

 

Dhiancarlo Miranda

 

 
 

Lobby institucionalizado

BBC Brasil:

(Charge – Glauco)

 

Se depender de uma empresa americana, a figura do lobista que defende interesses de corporações nas instâncias legislativas é coisa do passado. Sob o slogan "empresa também é gente", a empresa de relações públicas Murray Hill Inc. lançou uma campanha para concorrer a uma vaga no Congresso americano, pelo Estado de Maryland.

A empresa, para quem os políticos são "intermediadores entre eleitores e empresas", quer tornar mais aberta e "sincera" a forma de se fazer política em Washington.

Em tom de piada, e empresa lançou uma campanha com vídeo na internet e página no site de relacionamentos Facebook prometendo "deixar o humano em segundo ou terceiro plano".

A empresa resolveu explorar até as últimas consequências uma decisão da Suprema Corte de Justiça, que em janeiro passado reconheceu que as corporações têm tanto direito a participar de campanhas políticas como os indivíduos nos Estados Unidos.

Participação Na ocasião, a Suprema Corte decidiu em favor do grupo United Citizens, que havia questionado uma decisão da Comissão Eleitoral Federal, que em 2008 proibiu a apresentação de um filme sobre a então pré-candidata do Partido Democrata à Presidência Hillary Clinton.

Era a época das primárias e a lei (revogada em janeiro deste ano pela decisão da Suprema Corte) impedia que grupos com ou sem fins lucrativos exibissem peças consideradas "propaganda política".

O caso foi levado a várias instâncias até chegar à Suprema Corte, que determinou que o direito a liberdade de expressão, consagrado na Primeira Emenda da Constituição a todas as pessoas, físicas e jurídicas, foi violado.

A decisão gerou uma onda de críticas tanto da direita como da esquerda, inclusive do próprio presidente Barack Obama em seu discurso anual no Congresso.

Candidatura Em sua campanha, lançada no site da empresa, na internet, a Murray Hill Inc. afirma que "até agora os interesses corporativos têm sido a força por trás do Congresso (…), mas nunca podemos ter certeza absoluta de que (os congressistas) trabalharão para a gente".

"Esta é a nossa democracia. Nós a compramos. Nós a pagamos e vamos a mantê-la (…) Vote em Murray Hill Inc para o Congresso para ter a melhor democracia que o dinheiro pode comprar." Mas apesar da brecha legal, a empresa já sofre o primeiro obstáculo: a idade mínima para se candidatar a um cargo público no Estado de Maryland é 18 anos, e o candidato tem que estar registrado como eleitor.

A Murray Hill Inc. tem apenas cinco anos de vida e nesta semana, a Comissão Eleitoral de Maryland rejeitou a inscrição da empresa no registro de eleitores, porque ela "não reúne os requisitos mínimos", informou um dos advogados da comissão, Kevin Karpinski.

A Murray Hill Inc. pretendia concorrer pelo Partido Republicano porque, segundo Eric Hansel, que se apresenta como "o humano designado para representar a empresa", "sentimos que os republicanos são mais abertos à nossa plataforma de livre mercado e governo reduzido".

Para muitos, uma corporação se elegendo a um cargo público já é, por si só, um conflito de interesses, mas para Hansel, isso poderia tornar a política um espaço "mais honesto".

"Para que manter esta pantomima de um congressista com suposta livre vontade quando claramente sabemos que eles trabalham em função do financiamento de suas campanhas?", pergunta ele.

Excesso de realismo ou simples piada, o caso promete se converter em um bom debate nos meios legislativos americanos.

 
 
Nota Do Blog:
 
Já pensou esse mesmo procedimento aqui pelos lados tupiniquins? Que os nossos congressistas não escutem, pois muitos candidatos a lobistas das maiores empresas haveriam de escolher a Câmara e o Senado para exercerem suas funções. Com a corrupção enraizada em nosso meio político seria fácil imaginar o que aconteceria no relacionamento entre empresas e políticos.
 
Dhiancarlo Miranda