The Ghost Ease: é melhor você conhecer logo essa banda

As meninas são de Portland, Oregon.

Jem Marie toca fervorosamente sua guitarra e provoca sons pesados enquanto faz as vezes de vocalista.

Laurence Vidal violenta seu baixo com maestria e destreza.

Nsayi Matingou é estilo puro utilizando densamente sua baquetas ao serem desferidas contra a bateria.

O nome da banda é The Ghost Ease e você não vai encontrar citações delas no Wikipédia. É sério, nem tentem já que eu vasculhei toda a internet e nada encontrei.

As parcas informações sobre as três garotas são possíveis de ver apenas em bons sites de música indie americana como o After Allen, mas há alguns vídeos de músicas delas no You Tube. Nem no Spotify se encontra uma única faixa delas.

O destaque é para o jeito de tocarem seus instrumentos que caracteriza um prazer e um comprometimento tocantes. O som é uma mistura de experimentalismo com os sons mais sombrios do Nirvana. Em alguns momentos a sonoridade lembra alguns grupos representantes do Grrrl Power do início dos anos 90 (Babies in Toyland, L7 e Hole inclusos), mas a melodia é mais densa e pesada no sentido de se arrastar mais para lançar um ambiente mais soturno ao ouvinte. Você pode até ter alguma vaga lembrança do Warpaint em sua instrumentação.

Dessa forma, os saltos entre o ritmo mais cadenciado e os momentos de força e volume de suas músicas aprofundam o ouvinte a se levar pela viagem sonora. Acontece isso com as ótimas  “XV”, “Pareidolia”, “Gemini Rise” e “Struck”, apresentadas no vídeo abaixo captado durante a visita delas a um programa da rádio preferida da casa, KEXP de Seattle.

 

Mas é claro que o som persuasivo do The Ghost Ease não se limita a esses quatro exemplos. Em 2012, começaram a gravar algumas músicas e só conseguiram lançar seu primeiro EP, intitulado “The Ghost Ease” no ano seguinte. Ali já havia uma de suas melhores músicas, a discípula de Kurt citada anteriormente, “XV”.

Mas foi em 2015 que a coisa engrenou de verdade. O EP “Quit Yer Job” saiu em abril com quatro faixas fazendo com que tivéssemos um aperitivo do que viria em setembro com o aguardado primeiro álbum completo.

“Raw” tem 10 canções e conta com canções mais acessíveis como “PJM”, petardos de força instrumental e profundidade rítmica como “Pareidolia”, enquanto que outras músicas produzem uma personalidade própria para a banda como “Gemini Rise”, “4BV”, “For Naught” e “Bye, Love”, todas carregadas da intensidade vocal de Jem.

Legal também saber que as meninas não só gostam de experimentar coisas novas em suas músicas, mas possuem senso de humor equivalente. Isso é demonstrado em suas apresentações ao vivo, nos vídeos de suas canções e até mesmo no nome da banda.

A vocalista disse em entrevista que inicialmente seria Ghosties, mas achou que as pessoas só pensariam na série de games Pac-Man. Daí pensou, pensou e o nome atual lhe veio à cabeça. Dias depois descobriu que a primeira alcunha nem poderia ter sido usada já que existia uma banda assim nominada.

De tudo isso, fica uma constatação: é muito bom descobrir pérolas assim pela internet, mas também bate uma tristeza saber que algo tão promissor e de raro talento fica disponível apenas a um número restrito de pessoas.

 


 

Gemini Rise

 

 


Qwi Mai Yab

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